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23/04/2023 às 10h40

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Os novos pais da tragédia

Jorge Vieira


PARA REFLETIR

“Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”.  (Bertolt Brecht )


Os novos “pais” da tragédia

No dia 3 de março de 2018, um abalo sísmico na cidade foi o ponto de partida para uma investigação sobre o surgimento de rachaduras e afundamento do solo que atingiram os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol.

O tremor de terra mudou a geografia da cidade e a vida de cerca de 55 mil pessoas em cinco bairros. A empresa Braskem, comprovadamente responsável pela tragédia, foi a causadora de um dos maiores desastres socioambientais do país. Uma novela que se arrasta desde então com episódios envolvendo as famílias afetadas, muitas perderam tudo e algumas perderam vidas, governos que pouco fizeram, advogados pagos a peso de ouro, Ministério Público moroso, Justiça idem, até ações em Cortes Internacionais e políticos que nada falaram, na hora devida.

De repente passados cinco anos, aparecem então novos “pais” da causa da tragédia, com uma avidez mórbida por “justiça já”. Confesso que não entendi essa repentina, mas tardia ação. Daí esperar que aconteça tudo, inclusive nada.

Casa de Graciliano

Crime premeditado

Não importa que o prefeito de Palmeira dos Índios seja um aculturado, não é culpa sua se não teve a oportunidade de ter uma formação que o fizesse conhecer os valores históricos e culturais com os quais convivemos e devemos preservar, pode ser um tosco, mas não é burro (até sabido demais). Segundo publicado na imprensa, não apenas a estrutura física, mas objetos de grande valor histórico estão se deteriorando, no museu Casa de Graciliano, na cidade. O ato, comprovado, deve ser considerado crime contra o patrimônio público e histórico. Onde estão os promotores de Justiça do município? Alô Corregedoria do MP, vamos cobrar.

Maldade pura

Setores da imprensa caolha local insistem em criar uma onda irreal que o ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, estaria no ostracismo e perdendo a expressão política. Pura inveja ou maldade mesmo. Na Secretaria de Infraestrutura Rui tem pautado uma agenda repleta de atividades, com programas na capital e muitas cidades do interior. Tem tido uma boa visibilidade na mídia, apenas não é de “fazer carnaval” por qualquer coisa. O governador Paulo Dantas o tem prestigiado e confia em seu trabalho, que certamente vai no caminho certo. Como diria o velho cronista de O Cruzeiro “os cães ladram e a caravana passa”.

Medicina seletiva

Está em estado terminal a situação por falta  de profissionais médicos no interior do país, pois os “doutores da vida”, após canudo na mão e o compromisso com o velho Hipócrates (ou Ἱπποκράτης, caso consiga pronunciar),  só querem saber de trabalhar no conforto das capitais e os pobres do interior que morram, claro que não são todos. A coisa chegou a um nível tão absurdo que na região Norte do Brasil, em estados da Amazônia, médicos especialistas cobram R$ 135 mil, por quinze dias de trabalho em cidades mais isoladas. A obrigação de pagar esse tipo de médico é dos governos federal e estaduais, que não o fazem aí o município que não tem recursos, assiste a morte da população.

Prefeitos fazem manobras, fogem da lei e se arriscam a uma condenação pelo Tribunal de Contas, mas vão deixar o pobre morrer à mingua?

Saúde, um direito de todos?

O SUS (Sistema Único de Saúde) paga hoje às prefeituras R$ 10 reais por consulta médica. Sejamos justos: qual o médico que vai se submeter a isso? Aí o município tem que completar, pois sua obrigação é com a baixa complexidade, só que a União e Estados não cumprem a sua parte na alta complexidade.

Para se ter uma ideia, uma empresa cobrou R$503 mil por um “combo” cirurgião, anestesista e obstetra por cada 20 dias em uma pequena cidade. A prefeitura recebe R$216 mil por mês para esse tipo de atividade médica, como fechar essa conta?

Programa “Mais Médicos” que o governo quer recriar é bom mais não resolve, pois paga apenas para a atenção básica, não inclui especialistas o que faz com que o problema persista. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi notificada do caos. Uma das saídas apontadas seria a criação de bolsas para jovens médicos residentes especialistas. Pode até ser.

Arthur Lira

O combate à Fake News

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou no Plenário que o projeto sobre o combate às fake news (PL 2630/20) será incluído na pauta de votações da última semana de abril. Ele disse ainda deverá discutir, na próxima semana, um acordo sobre os projetos que querem anular os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revisar o marco regulatório do saneamento.

O relator do PL das fake news, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), está negociando o texto com as lideranças e o governo. Os deputados deverão analisar o requerimento de urgência – que permite a inclusão do texto na ordem do dia e depende do aval de 257 deputados – para então votar o texto. No ano passado, a urgência foi rejeitada por 7 votos.

Lira defendeu a realização de um debate "amplo e claro" sobre o tema. "Não é justo para esta Casa que não tenha o seu direito de imunidade parlamentar estendido para as redes sociais; não é justo para esta Casa não ter como investigar quem planta terror na vida dos nossos filhos nas escolas; não é justo para esta Casa não debater temas de importância mais uma vez porque nós não teremos a solução deste problema se esse projeto não vier para o Plenário", disse.

Pílulas do Pedro

O presidente do IMA, Gustavo Lopes, profissional sério e competente, continua dando exemplo na administração do órgão.

O “bom” ministro Humberto Martins, enterrou de vez o voo das taturanas. Outras nascerão, com certeza. O ninho é prodigo.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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