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19/06/2023 às 08h40

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Chegou 2026

PARA REFLETIR 

“Os homens hão de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno”. (Henry David Thoreau)

Chegou 2026

Nem bem chegaram as eleições do próximo ano e os burburinhos políticos já vão surgindo nas rodas de conversas e prognósticos locais, para o pleito de 2026. As atenções dos dois grupos políticos principais começam a ficar tensas, pois o resultado dessa eleição vai determinar o tamanho do poderio de cada um daí pra frente. Hoje o quadro que reúne mais apostas é esse, na eleição majoritária: JHC para o governo e Arthur Lira e Paulo Dantas, para o senado, nas duas vagas. Em tempo: Rodrigo Cunha já percebe que não renovará o mandato e o chefe Renan Calheiros, ciente das dificuldades, já caminha em busca de uma vaga no TCU.

Roubaram o São João

Até que não sou muito “desconectado” em se tratando de música e me considero bastante ligado em rádio seletivo. Desde menino (já trabalhei no rádio) gosto das emissoras que cumprem o seu papel: tocar música e dar notícia, nada de conversa fiada. Meu “dial” preferido se restringe a poucas emissoras, Cultura FM e Nacional Rio de Janeiro, EBC Jazz (Brasília) Smooth (Lisboa) e aqui em Maceió a Nova Brasil, apenas. Época de São João me desligo de tudo e só ouço música estritamente regional, gosto colorido das quadrilhas (embora hoje descaracterizadas), do cheiro de pólvora, das fogueiras, mas parece que tudo isso está saindo (ou estão roubando) de nós. E não é só aqui, basta ver os lamentos dos verdadeiros artistas que fizeram a fama do nosso São João. Lamentável 

As “estrelas” do equívoco 

Analisem comigo algumas das atrações do São João de Maceió: Rafinha Big Love (R$ 90 mil), Forró Muido (R$ 120 mil), Banda Som e Louvor (R$ 95 mil), Aduilio Mendes (R$ 100 mil), Padre Alessandro (R$ 250 mil). Confesso que de todas esses “famosos” jamais ouvi falar ou mesmo visto na mídia em geral. Quem manda ser burro, não é?

Sei que o gestor da capital não deve se envolver nessas questões de critérios e preferência musicais juninas, com tanta coisa para cuidar, mas de uma coisa tenho convicção: alguém está enganando o prefeito.

Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha muda mais uma vez de partido, indo para o Podemos, como seu presidente regional, após ter passado pelo PSDB e União Brasil (recentemente). Faz de tudo para melhorar uma situação que ele mesmo criou, a “invisibilidade parlamentar”. Vai cumprir o resto do seu mandato da maneira que chegou no Senado, com uma atuação pífia, sem o mínimo de protagonismo.

Se quiser de arriscar em uma candidatura a deputado federal, tem que melhorar muito, mas no ano que vem tem eleição para vereador e ele não corre risco de ficar sem emprego, caso não consiga se eleger.

Seis por meia dúzia 

O MDB lotado de preocupação com o seu fraco desempenho em Maceió (não ganha tem mais de 40 anos) resolveu trocar algumas peças do seu comando, como se isso fosse resolver essa questão que tem preocupado muito, com vistas a eleição municipal do próximo ano.

Foi como se trocasse seis por meia dúzia, uma vez que o partido continua mesmo sob a tutela do senador Renan Calheiros, com sua rejeição histórica na capital e sem a menor chance de enfrentar o prefeito JHC.

Rindo à toa

Se as eleições fossem hoje o prefeito JHC ganharia em primeiro turno, com larga vantagem de votos para qualquer nome da oposição municipal e ainda faria a maioria da Câmara de Vereadores. O alcaide, por enquanto, anda rindo à toa com os nomes que têm sido especulados para enfrentar, como José Wanderley, Cibele Moura, Rafael Brito e outros adversários com dimensão eleitoral nanica na capital.

O aceno do governador

O governador Paulo Dantas deverá ser reconhecido por seu empenho em conceder aumento salarial aos servidores públicos, mesmo diante do quadro financeiro difícil para comprometimento dos cofres da Fazenda. Diferente de seus antecessores tem conversado diretamente com as diversas categorias, recebe atenciosamente, ouve e mostra suas dificuldades. Agora já anunciou que terá nova conversa na terça feira e com a esperança de dar o máximo possível, mas que haverá, sim, um pequeno reajuste.

Pílulas do Pedro

Há um silêncio sepulcral na Assembleia e na Câmara de vereadores, sobre a “bomba” de efeito previsível, com a instalação de um terminal de ácido sulfúrico, no porto de Maceió.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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