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24/05/2024 às 19h40

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O descaso é geral


PARA REFLETIR

Falta empatia e é ampla a rejeição dos políticos tradicionais de Alagoas.

O descaso é geral

O descaso com o meio ambiente e a situação a qual está exposta a população não deve recair apenas no governador Eduardo Leite e administradores do Rio Grande do Sul. Os gaúchos são as grandes vítimas do momento, mas grande parte da população vive em estado de vulnerabilidade, face a falta de seriedade com a políticas públicas, voltadas para a prevenção de desastres naturais e a exploração equivocada do meio ambiente.

 Para se ter uma ideia o Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil, o Funcap, existe, mas nunca foi usado — embora bastasse um decreto presidencial ou legislativo para isso

A tragédia foi prevista

O acidente ambiental que causou destruição e mortes no Rio Grande do Sul, tem culpados, sim e poderia ter sido evitado ou pelo menos acontecido em menores proporções. As opiniões abaixo são de duas das maiores autoridades em política ambiental, ainda quando se discutia a flexibilização da legislação ambientalista, proposta pelo governador, Eduardo Leite em seu primeiro mandato:

“Na região do rio Antas-Taquari [nordeste do RS], a abertura de campos de soja vem destruindo as cabeceiras dos rios. E essa legislação de agora permite ainda mais obras, até hidrelétricas, sem consulta às comunidades atingidas”. (Paulo Brack, professor do Instituto de Biociências da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

“É um projeto desestruturante, destruidor e prostituinte, porque prostitui a questão ambiental numa liberalização infundada que destrói 10 anos de trabalho”. (Francisco Milanez, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural).

Quadrilhas em ação

“Institutos”, “cooperativas” e outros nomes empresariais, infestaram as prefeituras nos últimos anos, todas com a expertise em burlar legislações, mascarar contas públicas e pagar milhões de propinas a gestores sem compromisso com a moralidade e a legalidade. É lastimável, mas uma verdadeira formação de quadrilha instalou-se na administração pública, acreditando na impunidade e na inercia dos órgãos de Controle Externo, além das “facilidades” encontradas nas relações institucionais governo/crime/judiciário/ministério público, sempre livrando essas associações criminosas, fazendo crer que aqui o crime realmente o crime compense. Essa relação promiscua tem se fortificado nos últimos anos, ao ponto de ser de conhecimento público e ninguém faz nada. Operações feitas pelo Ministério e Policia Federal, estão tão desacreditadas, que já não assustam seus alvos, que apostam sempre na impunidade. Até quando?

Lira prega consenso

(BRASÍLIA) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu um texto de consenso sobre a desoneração da folha de pagamentos para municípios. Segundo ele, é importante que se permita – de um lado – que as prefeituras ganhem um fôlego maior para poder se recuperar dos custos do período pós-pandemia e, de outro, que se atenda à necessidade de o governo federal realizar o ajuste fiscal.

Pauta animal

Soube, por fonte altamente confiável, que prefeito JHC vai surpreender a todos em relação à Pauta Animal, mas anúncio só mais na frente. Claro que vai esperar o momento político adequado e transformar o anúncio em mais votos, além dos muitos que tem. A fonte me revelou e pediu segredo. Em segredo ficará.

Piada eleitoral

A Justiça Eleitoral perde a pouca credibilidade que tem, ao condenar qualquer politico por “crime de abuso de poder econômico”, por sua leniência, durante o processo de eleições, fazendo vistas grossas aos “negócios” com praticas repetitivas, a cada eleição. Se agisse com seriedade não sobrava praticamente ninguém eleito.

A CPI do Renan

Nasceu e morreu, sem nada de importante acontecer, a CPI proposta pelo senador Renan Calheiros, para apurar a tragédia da Braskem, cujo propósito era atingir alguns de seus rivais. Como no caminho surgiram fatos que também envolviam e incriminavam alguns de seus aliados muito próximos, a comissão foi encerrada e não se fala mais nisso (até a campanha eleitoral).

Au revoir

Com o provável afastamento de Paulo Dantas, para concorrer às eleições em 2026, o vice Ronaldo Lessa, vira governador por alguns meses, mas permanecerá no “limbo”. Tem se comportado e feito tudo para agradar, mas seu nome não passa, nem de longe, pelo radar do governador e do deputado Marcelo Victor, os comandantes do pleito. “Au revoir”.

Pílulas do Pedro

Nunca brigue com um político, em nome de um seu aliado. Mais na frente estarão os dois contra você. 

A política atual prima pela falta de interesse para com o povo, e total interesse pelo lucro próprio e manipulação fácil.

 


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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