PARA REFLETIR
Políticos no Brasil não são eleitos pelas pessoas que leem jornais, mas pelas quais se limpam com ele.
Jovens sociopatas
É urgente e inadiável o endurecimento das leis de proteção aos animais no Brasil. O país foi chocado pelo crime hediondo cometido em Santa Catarina, onde três “filhinhos de papai” mataram de forma cruel um cão de rua, protegido e cuidado por toda uma comunidade. A barbárie comoveu o país e mobilizou milhões nas redes sociais. São menores de idade, mas isso não pode servir de salvo-conduto para a impunidade. A violência gratuita, sádica, típica de mentes doentias, precisa ser tratada com rigor exemplar, com medidas socioeducativas severas e acompanhamento psicológico obrigatório. Quem é capaz de torturar e matar um animal indefeso hoje, amanhã pode fazer o mesmo com pessoas. Proteger os animais é, também, proteger a sociedade.
Coisas da província
O prefeito JHC agiu com correção, respeito institucional e educação ao receber, como anfitrião, o presidente Lula. O gesto de cordialidade, ao lhe enviar um abraço, foi mal interpretado por quem não compreende a liturgia do cargo nem as regras mínimas da convivência republicana. Autoridades não são inimigas pessoais; representam instituições e devem se tratar com civilidade.
Por outro ângulo, não há qualquer ofensa à lei, à ética pública ou a princípios democráticos caso João Henrique, no exercício de sua liberdade política, venha a apoiar a reeleição do presidente. Democracia é isso: escolha, posicionamento e respeito. O resto é miopia política típica das paixões provincianas.
Exercício ilegal
Depois de ser autuado pela Guarda de Trânsito por infração e exibição irregular, o deputado Lelo Maia resolveu transformar o episódio em palanque nas redes sociais, passando a atacar e apontar supostos abusos dos agentes. A reação soa mais como tentativa de desviar o foco da própria conduta do que como preocupação genuína com o interesse público. Resta saber se, com a volta do recesso, o parlamentar trocará o espetáculo virtual por uma atuação mais útil e produtiva em favor da sociedade que o elegeu.
Muita fala, pouca ação
O governo se diz indignado com o alarmante aumento da violência contra a mulher. O país está assustado, as mulheres estão com medo e com toda razão. Mas até quando a resposta será apenas encenação midiática, discursos de ocasião e campanhas protocolares? O que se espera é ação concreta, políticas públicas eficazes, proteção real às vítimas e punição rápida aos agressores. Enquanto o combate ficar restrito às palavras e às fotos para redes sociais, a tragédia continuará se repetindo dentro de casa, longe dos holofotes e perto da morte.
Limites do ofício
O ministro Edson Fachin afirmou que integrantes do STF são “perseguidos pelo exercício de seus ofícios”. A afirmação merece reparo. Em muitos casos, a reação pública não decorre do cumprimento estrito do dever constitucional, mas da percepção de que alguns ministros extrapolam os limites do cargo.
Causam desconforto e desconfiança, por exemplo, notícias sobre relações pouco republicanas, uso de jatinhos e hospedagens em resorts de grupos empresariais com interesses no poder público, além de contratos milionários envolvendo familiares de magistrados com pessoas e empresas sob investigação ou suspeita
Tudo em casa
(BRASÍLIA) - Soube aqui em Brasília, a investigação do Banco Master vai chegar logo a Maceió. Porém o prefeito JHC não consta da pauta. Estão listados para ser ouvidos o ex-presidente do IPREV e o secretário de Finanças, João Felipe Borges, ao qual também será perguntado o que levou o órgão a contratar um banco, sem uma única agencia em Maceió, para administrar a Folha de Pagamento da Prefeitura, com tantos bancos oficiais e particulares de grande porte. Detalhe o contratado foi o BRB (Banco Regional de Brasília) irmão siamês do Banco Master.
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Pílulas do Pedro
Na hora de votar jogue uma moeda pra cima e faça sua escolha, todos são iguais.
Pedro Oliveira
por Pedro Oliveira
Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.