Para refletir
Por um voto em branco, você está dizendo que você tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes (José Saramago)
A Lessa, o que é de Lessa
O PDT resolveu publicar uma nota de solidariedade ao seu “dono”, Ronaldo Lessa. O gesto, longe de soar espontâneo, pareceu uma forçada de barra em busca de visibilidade um movimento extemporâneo, sem fato concreto que o justificasse.
Na política, gestos fora de tempo revelam mais do que aparentam. E, neste caso, escancaram uma tentativa de recolocar no tabuleiro quem já não ocupa o mesmo espaço de antes.
Ronaldo Lessa, figura conhecida da política alagoana, dá sinais claros de que busca um lugar na próxima eleição não importa onde, nem ao lado de quem. A lógica parece ser a da sobrevivência política a qualquer custo.
O abandono animal
O Brasil começa, finalmente, a acordar para a pauta animal. O que antes era tratado como sensibilidade de poucos, hoje se transforma em exigência social: leis mais duras, fiscalização efetiva e cobrança direta aos governos.
Mas, enquanto o país avança, Alagoas parece caminhar a passos lentos, quase constrangedores. Em Maceió, o cenário ainda é de abandono, improviso e ausência de políticas estruturadas. Animais vagando pelas ruas, denúncias recorrentes de maus-tratos e uma rede de proteção frágil expõem uma realidade que já não pode mais ser ignorada.
Não falta diagnóstico. Falta decisão.
Diplomacia firme e recados claros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado um tom firme e direto em suas declarações no cenário internacional. Ao criticar conflitos armados em curso, a atuação da Organização das Nações Unidas e posições do presidente Donald Trump,
Por onde passa, o presidente brasileiro tem deixado recados claros: o país defende a paz, o diálogo e o respeito entre as nações, mas não abre mão de sua soberania. Ao afirmar que eventuais retaliações serão respondidas com reciprocidade, Lula sinaliza que o Brasil não aceitará pressões externas sem reação.
Teotônio Vilela
Atacar Teotônio Vilela Filho é, antes de tudo, desrespeitar uma trajetória que se confunde com a própria história política recente de Alagoas. Não se trata apenas de defender um nome, mas de preservar um legado construído com coerência, firmeza e compromisso público.
Teotônio não é apenas uma liderança é símbolo de uma geração que acreditou na política como instrumento de transformação, pautada na ética e no diálogo.
Ao entrar novamente no debate político, mesmo sem a condição de candidato, demonstra que continua sendo peça relevante no tabuleiro. Articula, agrega e constrói pontes, algo raro em tempos de polarização rasa e ataques fáceis.
Nom Veritas
Em meio à polarização eleitoral, voltam à cena as “pesquisas fakes”, fabricadas por institutos de fachada a serviço de políticos sem voto. Não é erro é fraude deliberada para manipular o eleitor.
Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral agir com rapidez e rigor: identificar responsáveis, rastrear financiadores e punir exemplarmente. Democracia não se constrói com números forjados, mas com respeito à verdade e à vontade popular
Renan e seu inferno astral
Os votos do Sertão, historicamente divididos entre dois polos Arthur Lira e Renan Calheiros passam agora a um novo e imprevisível tabuleiro. A entrada de Alfredo Gaspar quebra o velho eixo de poder e transforma a disputa em um jogo de três forças.
Nesse novo cenário, é inegável: Renan Calheiros larga atrás. A elevada rejeição na região metropolitana de Maceió pesa como âncora em sua trajetória,
O eleitor, antes fiel às estruturas tradicionais, está mais inclinado a rupturas. Como bem resumiu um matuto, com a sabedoria simples que antecipa grandes viradas:
“Água de morro abaixo, fogo de morro acima e eleitor quando resolve mudar… não tem quem segure.”
Pílulas do Pedro
Ouvia de um alto empresário em Brasília “O Santoro, preposto do ministro Renan Filho, é um chato e mentiroso. Ninguém o leva a sério”.
Por falar em Renan Filho há no seu entorno uma certeza: o seu grande medo é enfrentar o ex-prefeito JHC. Sabe que perde.
Pedro Oliveira
por Pedro Oliveira
Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.