18 de agosto de 2026
min. 23º máx. 32º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios
17/08/2026 às 12h00

Blogs

PT e PF em confronto

AssessorIA


Para refletir

Alagoas vai escolher entre dois nomes para governador. Ambos testados e aprovados. A decisão de qual é somente do eleitor.

PT e PF em confronto

As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começam a provocar desconforto e tensão entre setores do Partido dos Trabalhadores e a cúpula da Polícia Federal.

Parte dos petistas considera que as apurações ganharam dimensão política e passaram a alimentar a campanha dos adversários. A Polícia Federal, por sua vez, sustenta sua independência institucional e afirma estar apenas cumprindo o dever de investigar suspeitas que chegaram aos seus agentes.

Dinheiro contado em casa

Entre os objetos apreendidos pela Polícia Federal durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, um deles chamou especialmente a atenção: uma máquina de contar dinheiro.

O equipamento foi localizado em um dos endereços relacionados aos alvos da investigação, que alcançou familiares e pessoas ligadas a um senador da República. A pergunta é inevitável: qual seria a utilidade de uma máquina desse tipo dentro de um imóvel residencial?

Mulher não entra

Enquanto outras unidades da Federação avançam na presença feminina nos principais cargos políticos, Alagoas continua preservando uma estrutura de poder essencialmente masculina.

O Estado nunca teve uma mulher eleita governadora ou vice-governadora. Também jamais uma deputada presidiu a Assembleia Legislativa, apesar de as mulheres participarem da Casa desde 1934, quando Lily Lages se tornou a primeira deputada estadual alagoana. Na Câmara dos Deputados, a situação é ainda mais reveladora: toda a bancada federal de Alagoas é formada por homens. No Senado, tem Eudócia Caldas, que não foi votada.

Não falta competência feminina. Falta romper um sistema político que continua tratando o poder como propriedade dos homens

Hora de falar

Setores da imprensa têm cobrado do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, um posicionamento sobre as investigações envolvendo o Banco Master e a previdência da capital. A cobrança é legítima como exercício jornalístico, mas é preciso também observar os limites da responsabilidade de quem assumiu recentemente o comando da Prefeitura. O problema não nasceu na gestão de Rodrigo Cunha. É uma questão herdada, relacionada a decisões anteriores, e que agora está sob investigação da Polícia Federal. Nesse momento, qualquer declaração precipitada do prefeito poderia mais atrapalhar do que esclarecer. Há assuntos em que o silêncio não significa omissão. Significa prudência

O protagonista

Quando forem contados os votos saídos das urnas, os números certamente trarão surpresas, comemorações e decepções. Os derrotados terão de recolher as mágoas, refazer projetos e, em muitos casos, acertar a extensa conta política acumulada. com aqueles que os socorreram na difícil busca por um mandato. Há os que aparecem de última hora, impulsionados por circunstâncias, alianças ocasionais ou pelo vento favorável de uma determinada eleição. Mas existem também aqueles que construíram sua força ao longo do tempo, plantando presença política, estrutura eleitoral, alianças municipais e capacidade de articulação.

No confuso e ainda mutável cenário eleitoral de Alagoas, Arthur Lira chega à disputa pelo Senado carregando exatamente esse patrimônio político.

Apressando o andor

A imprensa, muitas vezes na pressa de antecipar os fatos, acaba anunciando movimentos políticos que nem os próprios políticos imaginam. Falar agora em uma futura disputa entre Renan Calheiros e Arthur Lira pela Presidência do Senado é, no mínimo, exercício de especulação.

Primeiro, é preciso saber quem estará no Senado e como ficará a composição dos 81 integrantes da Casa. Em tese, qualquer senador poderá entrar na disputa, inclusive os dois alagoanos. A impressão é que se tenta antecipar mais um embate entre Renan e Lira só pra provocar.

Epa!

Tem uma pedra no meio do caminho do candidato JHC. Há quem diga que não seria apenas uma pedra, mas uma “pedreira” 


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

Todos os direitos reservados
- 2009-2026 Press Comunicações S/S
[email protected]