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14/09/2026 às 12h00

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Poder sem contrapeso

Assessoria


Para refletir

Se propaganda enganosa é crime, por que existe horário político?


Poder sem contrapeso

Alexandre de Moraes tornou-se o símbolo de um Judiciário que ultrapassa limites. Decisões monocráticas, censura e investigações intermináveis alimentam desconfianças. Nenhum ministro pode se considerar maior que a Constituição que jurou defender. Combater ameaças à democracia não autoriza ameaçar as garantias democráticas.
Quando o juiz concentra poderes, o devido processo perde espaço e credibilidade.
O silêncio dos tribunais e do Congresso apenas fortalece esse perigoso desequilíbrio. A democracia precisa de Justiça firme, mas jamais de magistrados sem contraponto.

O círculo das oligarquias

Há sinais claros de que o alagoano deseja mudanças profundas em sua política. O problema é que ninguém parece disposto abandonar voluntariamente o poder. Os nomes oferecidos ao eleitor são quase sempre os mesmos de todas as eleições.

Quando um deles sai de cena, entra um filho, irmão, cônjuge ou herdeiro político. É o princípio da hereditariedade aplicado descaradamente à vida pública.

Assim se mantém o círculo vicioso das oligarquias, alimentado pelo poder e pelo dinheiro. O povo deseja renovação, mas o sistema insiste em oferecer apenas continuidade.

Política pequena

O jornalista Edivaldo Junior é da nossa safra de “veteranos”, bom de texto e de combate.  Por conta da campanha odiosa local foi injustamente atacado por colegas a serviço de políticos de oposição, colocando em xeque a sua atividade profissional, a mesma que os acusadores praticam, como contratados das coligações adversárias para desconstruir reputações. É legitimo a jornalista, manter contrato de assessoria com qualquer político, como também o é escolher, votar e até anunciar seus candidatos. Isenção é para magistrado.

O Supremo no palanque

André Mendonça chegou ao STF apresentado como um ministro “terrivelmente evangélico”. A definição já revelava a perigosa mistura entre religião, política e Justiça. Agora, suas decisões e manifestações são frequentemente interpretadas sob esse viés.
Ministro do Supremo não pode agir como representante de governo, igreja ou ideologia. Quando cada magistrado recebe um rótulo político, a Constituição perde centralidade.

O STF precisa pacificar o país, e não funcionar como extensão dos palanques eleitorais.

Justiça partidarizada deixa de inspirar respeito e passa a alimentar desconfiança.

Tem prefeito

O prefeito Rodrigo Cunha não tem se descuidado da campanha de JHC ao governo de Alagoas. Reconhece seu papel de protagonista na busca de apoios e votos, mas não abandonou a responsabilidade de administrar Maceió. Tem procurado conciliar a agenda política com a gestão da capital, acompanhando obras, serviços e demandas da população. Campanha é importante, mas a cidade não pode parar. Até agora, Rodrigo demonstra compreender bem essa diferença.

Isso não é normal

Quase três mil entidades subscreveram o manifesto liderado pela Fiesp. O documento exige transparência e uma mudança de postura dos ministros do STF. Não se trata de um protesto isolado nem de uma manifestação partidária. É o setor produtivo denunciando uma grave crise de confiança na mais alta Corte.
Quando tamanha mobilização cobra explicações do Supremo, o sinal é preocupante. Os ministros precisam compreender que autoridade não significa ausência de limites.
Definitivamente, isso não é normal e o silêncio apenas agravará a crise.

Votação histórica

Arthur Lira caminha para conquistar uma votação histórica para o Senado em Alagoas. As pesquisas confirmam sua força e o colocam na liderança da disputa eleitoral. O tempo transformou o deputado em um dos políticos alagoanos de maior prestígio.
Sua influência ultrapassou as fronteiras do estado e ganhou dimensão em Brasília.

Presidiu a Câmara, ampliou alianças e levou recursos para inúmeros municípios.
A resposta desse trabalho deverá aparecer nas urnas, com expressiva votação. Na política, como na vida, permanece uma regra antiga: quem planta, colhe.

Epa!

A eleição está posta. Os nomes irão mudar, mas Alagoas continuará a mesma. Por nossa opção.




Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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