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06/11/2026 às 19h00

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Os jovens de 64 fizeram a virada de Lula

AssessorIA

Para refletir

O voto do brasileiro evitou uma tragédia anunciada. Banir o fascismo foi uma obrigação e uma vitória da Democracia

Os jovens de 64 fizeram a virada de Lula

Os jovens de 1964 envelheceram, mas não perderam a memória. Muitos conheceram a ditadura, conviveram com a censura, testemunharam perseguições e participaram da luta pela redemocratização do Brasil.

Nas eleições de 2026, essa geração voltou a ocupar espaço importante na disputa presidencial. Pesquisas apontaram o crescimento da preferência por Lula entre os eleitores com mais de 60 anos. Não é possível atribuir a vitória exclusivamente a eles, mas seu peso eleitoral merece atenção.

Há uma ironia nessa história: aqueles que eram jovens quando a democracia foi interrompida chegaram à velhice participando de mais uma decisão sobre os rumos do país.

A idade envelhece o corpo. A memória mantém viva a história

Rodrigo Cunha amplia atrativos

O prefeito Rodrigo Cunha tem dado continuidade aos investimentos turísticos de Maceió, mantendo iniciativas da gestão anterior e ampliando espaços de lazer e atrações para moradores e visitantes. A nova orla, a roda-gigante, os mirantes e a programação de eventos culturais integram esse conjunto de atrativos.

Os números demonstram o interesse crescente pela capital alagoana. No feriado de outubro, a rede hoteleira registrou 90% de ocupação, segundo dados divulgados pela Prefeitura. O turismo movimenta hotéis, restaurantes, transportes e o comércio, contribuindo para a geração de empregos e renda.

O desafio de Rodrigo Cunha é manter esse ritmo de investimentos, preservar os espaços públicos e fazer com que o crescimento turístico também represente melhorias para a população maceioense.

A campanha acabou, a briga não

As urnas já deram seu veredicto, mas a disputa política em Alagoas continua. Movimentações na Assembleia Legislativa, especialmente propostas que podem produzir efeitos sobre a próxima administração, preocupam o governador eleito JHC.

Uma delas é a ampliação de dois para cinco anos dos mandatos dos dirigentes da Arsal.

O problema é que, se determinadas decisões forem mantidas, o novo governador poderá enfrentar dificuldades administrativas antes mesmo de colocar em prática seu programa de governo.

É legítimo que a Assembleia exerça suas atribuições. O que precisa ser esclarecido é se essas iniciativas atendem ao interesse público ou se fazem parte da disputa política que sobreviveu às eleições.

No radar de Lula

Está enganado quem imagina que a derrota nas urnas significa o encerramento da carreira política do senador Renan Calheiros. Com uma longa trajetória em Brasília, ex-presidente do Senado e profundo conhecedor dos bastidores do poder, Renan ainda tem fôlego e relações políticas construídas ao longo de décadas.

Sua proximidade com o presidente Lula tem história, incluindo apoio em momentos difíceis. Não por acaso, seu nome já aparece nas especulações sobre a composição do próximo governo.

A eventual participação de Renan no novo governo dependerá das decisões de Lula e das articulações políticas dos próximos meses.

A derrota eleitoral encerrou uma sequência de mandatos, mas não determinou, por si só, o fim de sua participação na política nacional.

Devagar com o andor

A eleição de Arthur Lira para o Senado já alimenta especulações sobre uma possível candidatura à presidência da Casa. O entusiasmo de setores políticos, entretanto, precisa ser confrontado com a realidade de uma instituição que tem 81 integrantes, tradições próprias e articulações muito diferentes da Câmara dos Deputados.

Lira chega com a experiência de quem presidiu a Câmara, mas será senador pela primeira vez. Sua trajetória anterior não lhe assegura automaticamente o comando da nova Casa, que depende de acordos entre bancadas e da votação dos próprios senadores.

O Senado tem regras, lideranças e uma dinâmica política própria. A experiência na Câmara é uma credencial, mas não substitui a construção de apoios entre os novos colegas.

Na política, como recomenda a sabedoria popular, é sempre prudente ir devagar com o andor.

Comunicação sem  cabresto

O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) apresentou, logo após as eleições, projetos para estabelecer novas regras na distribuição das verbas de publicidade institucional do Governo de Alagoas.

Fiscalizar o dinheiro público é obrigação do Legislativo. Entretanto, qualquer regulamentação precisa respeitar a autonomia administrativa do Executivo, a liberdade de imprensa e a sobrevivência dos pequenos veículos de comunicação, especialmente os do interior.

A Constituição não permite censura prévia à atividade jornalística. Também estabelece limites à publicidade governamental, que deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social.

O debate é necessário: a Assembleia pretende apenas fiscalizar a publicidade oficial ou também interferir nas decisões administrativas do próximo governo?

Epa!

Senador Renan Filho tem sido voz isolada na bancada alagoana, pelo fim das criminosas bets.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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