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05/06/2021 às 10h40

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Promessas e desejo de Queiroga na pandemia

Ministro da Saúde peita presidente e defende medidas restritivas e não farmacológicas contra a covid

 

Iniciamos a vacinação contra covid no Brasil em janeiro deste ano e, de lá para cá, só imunizamos 12% da população de todo o país com as duas doses necessárias para prevenir a doença.

Ontem o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu que todos os brasileiros acima de 18 anos de idade estarão totalmente vacinados até o final de 2021.

“Temos trabalhado todos os dias para ter mais doses. No mês de maio, por exemplo, distribuímos mais de 30 milhões de doses. Isso dá para vacinar a população de Portugal, da Grécia, de Israel. No mês de junho, temos assegurado mais de 40 milhões de doses e firmamos o contrato de transferência de tecnologia entre a AstraZeneca e a Fiocruz para a produção de vacinas no Brasil com o IFA nacional. Isso é uma grande conquista”, comemora o ministro.

Sobre se o pais poderia ter começado mais cedo a vacinação, Queiroga diz:

“Eu acho que o que nós devemos é valorizar o nosso Programa Nacional de Imunização (PNI). Devemos levar confiança ao povo brasileiro para que eles possam realmente acreditar que essas vacinas estão disponíveis nas salas de vacinação. São 38 mil salas de vacinação espalhadas por todo o Brasil e, se tivermos doses suficientes, podemos vacinar até 2,4 milhões brasileiros [por dia].”

E para enfrentar uma possível terceira onda do coronavírus no Brasil, o ministro defende:

“Então, a gente precisa em primeiro lugar avançar a campanha de vacinação, em segundo lugar avançar a campanha de vacinação, e em terceiro avançar a campanha de vacinação. Em quarto lugar, insistir nas medidas não farmacológicas e, em quinto adotar, uma política de testagem que seja mais eficiente e já estamos fazendo isso. A expectativa é que testemos até 20 milhões de brasileiros todos os meses. Com esse tripé (vacinação, uso de medidas não farmacológicas e testes), vamos tentar diminuir a circulação do vírus”.

Ou seja, Queiroga vai na contramão do presidente Bolsonaro que é publicamente contra as medidas restritivas e a favor do tratamento precoce (farmacológico). E nesse conflito de opiniões e poder, o ministro pede a confiança do brasileiro no governo federal. O povo deve confiar no Ministro ou no Presidente?

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As declarações do ministro Marcelo Queiroga foram dadas às jornalistas Bruna Lima e Maria Eduarda Cardim, do jornal Correio Braziliense.


Ponto Final

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