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Terapia: um encontro com o sagrado


Costumo dizer aos meus pacientes, quando eles chegam ao meu consultório a primeira vez, que eles me trazem um quebra cabeça de cinco mil peças e sem um modelo que possa ser seguido. A gente vai começar as cegas e que nem sempre o que vemos, ao começar a montar o quebra cabeça, é o que realmente existe por trás de tudo que foi explanado. 

As nuances de uma vida que chega a um terapeuta são inúmeras, as suas razões de sentir o que sente são maiores, muito maiores, do que o que é dito. Por isso também digo ao meu paciente: preciso de tempo e você também, preciso conhecê-lo e você precisa de tempo para confiar em mim, tudo que chegar entre nós, agora, é apenas uma sombra da sua verdadeira história.

 E o caminho vai sendo percorrido como a vida é percorrida, muitas vezes flui com suavidade, outras vezes entra-se em um turbilhão de emoções, às vezes parece que nunca vai sair daquele instante infinito e outras vezes dói, dói muito, mas também se encontra um caminho em que se descobre o jeito certo de ser feliz. 

Terapia é para fortes e para quem deseja reconhecer a sua força, para quem consegue olhar sua história com coragem e se dispor a mudá-la, é para quem deseja parar de responsabilizar os outros e assumir as rédeas da sua vida com energia para novos caminhos. Fazer terapia é para quem deseja não apenas resolver problemas imediatos, é para quem quer ressignificar sua vida. É para quem deseja encontrar-se com sua essência e deixar de lado exigências internas que só fazem desvirtuar o ser da sua integridade. 

No processo terapêutico entra-se em contato com um ser humano original e verdadeiro, aquele que nunca deveria ter desaparecido de dentro de si. E o ser que ressurge é honesto, desarmado, sem medo de se olhar e olhar o outro, com coragem para abrigar o sagrado que é a sua verdadeira identidade.

O autor da frase que ilustra este texto, Jorge Porciano, foi meu mestre na especialização em Gestalt Terapia. Mestre para mim e para tantos admiradores do seu conhecimento em psicologia e hoje, como inúmeras vezes, me inspirou a escrever.


Psicóloga Meg Oliveira por Meg Oliveira

Psicóloga Clínica, pós-graduada em Gestalt Terapia. Formação em Vegetoterapia, Psicoterapia Breve e Massoterapia. Atuando há 28 anos como Psicóloga Clínica. Procuradora aposentada do Poder Judiciário.

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