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A avareza acumula


A avareza acumula, guarda, sonega, não distribui. Dos pecados capitais é o mais egoísta. A avareza é preenhe de egoísmo. O avaro não é capaz de doar, de entregar, de ceder. Quando falamos em avareza não expomos apenas o clássico guardar riquezas, somar bens e do medo de perder algo que possui. Avareza é também deixar de doar o  amor e os bens interiores que possui, é negar, esconder, guardar e construir uma ilusão de poder e controle.

O avaro é só, é impossível não ser solitário quando não se agrega com medo de que algo lhe possa ser tirado, quando não confia em ninguém e crê que todos têm a intenção de lhe enganar. A consequência disso é se isolar do verdadeiro afeto, da confiança e da entrega.

Assim como não gasta com coisas, não distribui amor e não é generoso. Retém tudo que possui e exercita uma fantasia de controle para tomar posse da sua vida e dos seus bens. O medo de perder o faz viver numa prisão interior, onde a tragédia e a catástrofe futura é uma persistente fantasia.

A insatisfação é uma sensação constante no avarento, ao querer sempre mais nunca terá um momento de plenitude e bem estar. Nega prazer a si e ao próximo e leva uma vida cheia de ausências interiores, pensando, com isto,  estar preenchido. Ninguém se sente pleno quando acredita que não possui o suficiente para sua segurança.

O acumular dinheiro e bens é apenas a parte visível da avareza, é apenas o seu manifesto. O que se esconde é um ser humano egoísta, com medo, solitário emocionalmente, carente de afeto e de capacidade de realizar trocas afetivas. O avaro é um adulto com uma criança interior que acredita que receber presentes era o único afeto que merecia e que precisava guardar o que achava que era amor.  É uma criança solitária, que não conhece o amor e que, precisa de ajuda para sair dessa sua prisão de muitos bens materiais e de pobreza afetiva. O avaro necessita aprender a doar para receber o que importa e desenvolver em si a capacidade de amar e aceitar a verdadeira riqueza da vida.


Psicóloga Meg Oliveira por Meg Oliveira

Psicóloga Clínica, pós-graduada em Gestalt Terapia. Formação em Vegetoterapia, Psicoterapia Breve e Massoterapia. Atuando há 28 anos como Psicóloga Clínica. Procuradora aposentada do Poder Judiciário.

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