Dólar com. 4.8785
IBovespa 0.58
22 de maio de 2022
min. 23º máx. 32º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Serviço de bordo em voos nacionais começa a ser retomado neste domingo
09/03/2022 às 13h20

Blogs

Duas garotas em Inhotim: o maior museu a céu aberto da América Latina

Logo ali, nas Minas Gerais


Resolvi escrever sobre essa viagem por três motivos especiais: primeiro porque foi uma das viagens mais gostosas que já fiz com a minha filha, segundo porque INHOTIM é diferente de tudo que você já viu, culturalmente falando, no Brasil, e terceiro porque março é mês das mulheres e mulheres que viajam juntas (ou sozinhas) merecem essa homenagem! 

A primeira vez em que estive em Inhotim foi em 2013. Estava a trabalho, realizando um ensaio fotográfico especial e inclusivo, para uma revista daquele estado. Lembro como hoje: o trabalho aconteceu no chamado “Topo do Mundo”, um lugar paradisíaco, no topo de uma montanha, onde lá de cima avista-se um “mar de morros”. O segundo e terceiro dia de trabalho foi em Sabará, para uma conhecida grife de moda local, e também de cunho inclusivo. Para quem não sabe, eu amo trabalhar nessa temática da inclusão no mundo da moda. Mas aí já é assunto para outro momento, né! (pois é!). 

No meu último dia em Minas eu estava de folga e sem saber exatamente o que fazer. Foi quando me lembrei do meu irmão, o artista plástico Marcel Gama, que já havia me falado da imponência que era o Museu Inhotim. Pronto! olhei na net os horários de ônibus saindo de BH rumo a Inhotim e lá fui eu no dia seguinte bem cedinho. O museu fica em Brumadinho. O ônibus que sai da rodoviária gasta em média uma hora e meia até chegar lá. Já no caminho conheci um grupo de três amigos e com eles passei todo o dia de encantamento. No final do dia, perto do horário de voltar para o local do ônibus e sair do museu eu não queria ir embora. Lembro de brincar com o pessoal da lojinha, na saída, perguntando se não tinha como eu morar lá! Rsrsr. 

Em janeiro de 2017, em viagem de férias com minha filha Sofia por alguns estados, começamos por Minas, exclusivamente porque ela estava doida para conhecer Inhotim. E eu, também, com vontade de retornar, afinal, um dia no museu não é suficiente sequer para conhecer metade do seu acervo e de tudo que aquele lugar nos proporciona. E ela, tal qual o tio Marcel, sempre foi doida por Artes Plásticas. 

Lá fomos nós. Chegamos cedinho, como mandam as regras do visitante alucinado por Inhotim. Sofia vibrava com aquela imensidão de natureza mesclada com gigantescas obras de arte. Não faltava energia para subir e descer as ruas de pedra em meio às altas arvores, som dos pássaros, borboletas e aquele céu maravilhoso. 

Aproveitei para conhecer a parte do museu que ainda não havia conhecido na primeira viagem. Gente, verdade seja dita: Para conhecer bem o museu é preciso passar uns três dias por lá! Parece exagero, mas só quem conhece sabe que não é! Sofia falava: “Nossa! Parece que estamos em outro país, outro mundo!” E a sensação é realmente essa. 

No meio do dia fizemos uma pausa para almoçar, repor as energias e continuar o passeio. Lá existem três restaurantes com opções ótimas de almoço e bebidas, e com preços bem variados, o que democratiza mais o acesso às refeições. Todos com ambientes icônicos (lá, tudo é assim!) e refeições de qualidade, independente dos valores mais altos ou mais baixos. Inclusive o ingresso ao museu é acessível a todos em um dia específico da semana. 

De oficinas de arte à apresentações teatrais e musicais, o museu oferece muita, muita arte! É simplesmente impossível não sair de lá encantado e com a mente flutuando de tanta beleza, de tanta paz, de tanta cultura. E por falar nisso, quem assistiu a série “3 %” da Netflix, pode conferir muitas cenas gravadas dentro do Inhotim, especificamente o chamado “Mar alto”, na série, que significa o paraíso sonhado. E, de fato, cai muito bem ao lugar. 

Ao final do passeio estávamos felizes e encantadas (eu, mais uma vez, muito encantada). Sofia me fez prometer que voltaremos lá novamente. Afinal, ela ainda falta ver bastante coisa. E definitivamente não dá para não ficar assim: com água na boca de Inhotim. Vocês podem conferir tudo sobre o local no site inhotim.org.br 

Escolhi essa viagem para minha matéria de março especialmente por ser o mês da “Mulher” e porque as viagens que faço com a minha filha são sempre muito especiais por sermos apaixonadas pela arte, pela cultura do nosso país, por apreciarmos esses momentos juntas e porque quero lembrar a todas as minhas leitoras que, sozinhas ou acompanhadas, nós temos a condição de sermos as nossas melhores companhias, SEMPRE! Não se privem desses momentos. Eles são altamente ricos para nosso crescimento e nossa felicidade. Vez em quando aparecem amigas e amigos que me dizem: “eu gostaria tanto de conseguir viajar sozinha/o e me divertir como você faz”. A minha resposta é sempre essa: Se eu posso, você também pode. E quando descobrir isso vai ver o quanto nossa felicidade independe de terceiros!

Parabenizo à todas as mulheres do mundo e desejo, de todo o meu coração, que vocês tenham a oportunidade de descobrir o quão grandiosas são vocês! 

Um beijão e até a próxima viagem!

Dani Gama

Fotógrafa, Geógrafa, mãe e colunista da Revista Painel Alagoas. 


Turistando por Daniela Gama

Dani é fotógrafa, geógrafa, mãe e amante de questões que envolvem moda, cultura, arte, diversidade e natureza. Com mais de dez  exposições fotográficas pelo Brasil, Portugal e França, tem na fotografia um amor que ela intitula de “terapia artística”. Apaixonada pela cultura e pela geografia tão vasta do nosso país, ela assina essa coluna que trará relatos de sua experiência de viajante brasileira, tratando de tantos temas que são inerentes à uma viagem. E, acreditem, são muitos! De dicas de locação, hotéis, pousadas, restaurantes, espaços culturais, eventos locais a dicas de como aproveitar da melhor forma cada viagem, para que sejam sempre únicas e inesquecíveis. Vamos com a Dani ? 

Todos os direitos reservados
- 2009-2022 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]