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27/10/2020 às 07h13

Cultura

Cultura Inclusiva - Projeto "Renda-se"

I Mostra de Moda Alagoana

Felipe Camelo

Por Felipe Camelo

Comprovadamente, Educação e Cultura são fundamentais para a evolução humana e o desenvolvimento da saciedade. Assim como também é importantíssimo que empresas de iniciativas pública e privada participem da produção cultural do país.

Para que projetos sejam viabilizados, a Lei de Incentivo à Cultura do Brasil é, sem dúvida, a principal “ferramenta de fomento”. Através dela, pessoas físicas e/ou jurídicas patrocinam exposições, espetáculos, peças teatrais, shows, concertos, publicações de livros, e qualquer outra linguagem artística que precise de apoio para acontecer, beneficiando a população, garantindo acesso à Cultura de forma gratuita, promovendo crescimento social e intelectual, inclusive e principalmente aos mais carentes.

Como creio que ninguém é alguém sem outro alguém, vale divulgar, destacar e enaltecer quem participa de ações que agreguem conhecimentos aos que não teriam acesso sem que estas atividades fossem patrocinadas.

Infelizmente, Alagoas ocupava triste posição na lista dos estados cujas atividades culturais utilizam os benefícios da Lei de Incentivo à Cultura. Mas este cenário está sendo modificado, e atualmente, já avançamos algumas posições, graças aos projetos idealizados por Mirna Porto Maia, que contam com total patrocínio do Magazine Luiza, grupo brilhantemente comandado por Luiza Helena Trajano, que além de talento e tino comercial, tem ampla visão social, apoiando iniciativas culturais, principalmente inclusivas, investindo capital que será abatido do Imposto de Renda. Mas, muito mais que este abatimento, agrega valor reputacional ao nome e marca da empresa, atingindo seus clientes e seus colaboradores. Não posso  deixar de destacar que estes patrocínios geram trabalho e renda para muita gente, diretamente e indiretamente, afinal, são muitos profissionais de várias áreas envolvidos num projeto. 

E a maior rede  brasileira de comércio varejista não perde oportunidade de participar deste crescimento cultural e econômico Brasil afora.

Em Alagoas, a presença Magalu é marcante, principalmente por possuir em seu quadro de colaboradores alguém como Fábio Elias Costa, homem de rica formação intelectual e inteiramente preocupado em promover acesso aos meios produtivos de Cultura. E seus equipamentos.

Filho de alagoana, nasceu em Brasília e trabalhando por 10 anos no Ministério da Cultura, desenvolvendo atividades em suas várias secretarias, teve oportunidade de conhecer e se especializar em Leis de Incentivo à Cultura, Federais, Estaduais e Municipais, após muitos estudos e vários cursos. A vida o levou para São Paulo, onde compartilhou conhecimentos e experiências trabalhando em importantes instituições, como por exemplo, o Grupo Corpo, sem dúvida, uma das mais respeitadas companhias de Dança do Brasil, reconhecida internacionalmente. 

Em novo ciclo, foi contratado pelo Magazine Luiza, sendo responsável pela área de Incentivos e Patrocínios, redesenhando todo o processo de análise e aprovação de projetos incentivados. Seu trabalho fomenta o desenvolvimento de instituições parceiras “com curso de impacto social”. Seu conhecimento é tão profundo que sempre divide suas experiências em palestras, para facilitar o acesso de pequenas instituições e empresas com interesses em atividades incentivadas. Seu principal foco é a valorização, não só dos artistas, mas principalmente do saber cultural, e perpetua-lo, transmiti-lo.

Claro que, com excelência profissional, Fábio garante total atenção aos projetos, mas tem ligação afetiva extra com suas raizes maternas alagoanas, e os projetos desenvolvidos aqui tem ponto a mais de atenção, principalmente depois que conheceu a arquiteta, urbanista, poetisa e produtora social e cultural Mirna Porto Maia, que é, comprovadamente, uma das mulheres  que mais tem projetos incentivados aprovados. É destaque nacional.

Com muitos sucessos no currículo, seu nome tem valor agregado, com a realização da  1ª Renda-se Mostra de Moda Alagoana, que reuniu 5 estilistas e 5 estudantes do curso de Moda da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas, cujas criações tiveram a renda Filé como principal elemento.

Para executar os bordados a partir dos croquis dos selecionados, 28 “filezeiras” do Instituto do Bordado Filé Alagoas entraram no circuito. Além delas, o projeto movimentou lojas de tecidos, aviamentos, calçados, e mobilizou costureiras, 50 modelos, 10 maquiadores e cabeleireiros, DJ, eletricistas, pessoal de luz e som, fotógrafos, cinegrafistas, jornalistas, equipe de projeção, segurança, numa média de 150 pessoas.

Por causa da pandemia do Coronavírus, o desfile do último dia 24 de setembro aconteceu no Espaço Armazém sem público, mas atraindo milhares do olhares mundo afora, transmitido ao vivo pelo Youtube e pelo canal SAYYEAH.TV, do México para toda a América Latina, apresentado por Gabo Ramos & Octávia Porto Ramos.

Neste Renda-se, o reconhecimento e valorização das rendeiras ganhou a atenção de Fábio Costa, que pretende conseguir-lhes melhor qualidade de vida, pessoal e profissional. Homem fascinado por Arte e Cultura, e diretamente ligado aos saberes e fazeres culturais, sem dúvida, com ele, a arte alagoana ganha reforço, apoio e aplausos, já que este filho de alagoana não quer só acumular conhecimentos para si. Fábio quer propagar Cultura, e com ela, transformar a vida das pessoas, para que evoluam como seres humanos. Com qualificação, educação e oportunidades.

Com certeza, por tudo que vem realizando pelo povo alagoano e maceioense, merece os Títulos de Cidadania, do estado e da capital. A Cultura Caeté te agradece, Fábio Elias Costa. Eu também!!!


Fonte: Painel Alagoas

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