Dólar com. 5.2021
IBovespa 0.58
28 de junho de 2022
min. 23º máx. 32º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Beneficiários com NIS final 8 recebem hoje Auxílio Brasil
17/03/2022 às 19h24

Cultura

Bordado da Ilha do Ferro é sustento de 250 famílias em Alagoas

Ateliê Boca do Vento - Brenda Viana

Na Ilha do Ferro vivem cerca de 250 famílias, que se sustentam por meio da pesca artesanal, de atividades agrícolas e, sobretudo, do artesanato. Junto às esculturas e aos móveis de madeira, o bordado boa-noite é um dos pilares desse artesanato. Criado há mais de um século, o bordado é uma variação da técnica do III e IX.


Redendê, um ponto nórdico que chegou como herança portuguesa nas comunidades ribeirinhas do São Francisco. Dentre as flores da localidade, foi em especial a flor denominada “boa-noite” que serviu de inspiração para os primeiros bordados, aplicados sobre os fios desfiados de linho, e acabou por dar nome à nova técnica. Como as águas do velho Chico, que nunca estão paradas, a tradição do artesanato se renova sem perder seu curso. Assim é com a Cooperativa Art-Ilha, onde se reúnem mais de 40 mulheres bordadeiras de todas as idades. Atualmente é a maior responsável pela produção e comercialização dos artigos de cama, mesa e banho, que apresentam ricos detalhes feitos com o bordado boa-noite.

Povoado Ilha do Ferro, em Pão de Açucar - Jonaci Dias

OFICINA

Utilizando-se de elementos encontrados no próprio povoado, como pedras, galhos de árvores mortas da caatinga, resíduos de matéria prima dos escultores (aproveitamento restos de madeira, de diversos tipos e cores descartados por artistas ribeirinhos especializados em esculturas de pequenos, médios e grandes formatos) e bordadeiras locais, serão desenvolvidos novos assuntos nas áreas do artesanato/arte/design, com produtos inovadores e de fácil comercialização.

Essas oficinas criativas propostas, trarão um novo frescor ao artesanato local.

Maria Amélia Vieira e Dalton Costa, donos da Galeria Karandash - Brenda Viana

Espera-se, com a presente ação, fomentar, valorizar, respeitar essas sabedorias tradicionais que se mantém vivas, repassar para as novas gerações esses fazeres com vistas à preservação da identidade, da memória artística ribeirinha do Baixo São Francisco e do fortalecimento dessa cadeia produtiva que tem gerado emprego e renda, a partir do processo de economia criativa pra dezenas de famílias.


Fonte: Redação

Todos os direitos reservados
- 2009-2022 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]