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07/08/2013 às 21h36

Cultura

Ator alagoano atua na primeira produção da Netflix no Brasil

Ator há 10 anos, motivado pela paixão por cinema, Otavio Ugá começou a carreira ainda em Maceió, sua cidade natal. Formou-se na Escola Técnica de Artes gerida pela UFAL e atuou em diversas peças na cidade, sendo uma delas, a elogiada “A um Palmo da Pólvora”, de sua própria autoria, direção e produção.

Poucos de seus conterrâneos já ouviram falar de seu trabalho, mas isso se deve ao fato de Ugá vir alicerçando sua carreira, discretamente, através de meios poucos convencionais para o que o grande público espera de um ator. Otavio Ugá mudou-se de Maceió para o Rio de Janeiro há 6 anos e hoje trabalha na Parafernalha, empresa do famoso vlogger Felipe Neto, que produz conteúdo audiovisual diretamente para a internet. Com um canal de mesmo nome, a produtora lança dois esquetes de humor semanais, regularmente às quartas e sábados. Há apenas sete meses na equipe, Otavio Ugá já é destaque em vídeos como “Flagra”, “Filme com a Namorada”, “Melhor Amigo”, “À Paisana”, “Foto”, “O Intérprete”, “Smartphone”, “Minorias”, entre outros, que somados possuem quase 20 milhões de visualizações. Além disso, ele ainda escreve, dirige e monta algumas das produções do canal.

Mas os passos do artista nem sempre foram fáceis. Antes da mudança, Ugá tinha estabelecido uma série de planos, mas se deparou com um panorama fechado e extremamente concorrido ao chegar. Fez participações modestas em novelas e filmes, realizou peças de teatro de pequeno e médio porte e tentou produzir grandes espetáculos, mas esbarrou na dificuldade em conseguir a captação da verba necessária.

Foi então que o apaixonado por cinema decidiu investir em equipamentos audiovisuais e, junto a dois amigos, montou seu próprio canal de YouTube, o Porca Miséria. “Foi-se todo o dinheiro do carro que eu queria comprar, mas valeu a pena”, revela Ugá. Com o canal, o talento do artista ficou evidente em nível nacional e, com pouco tempo, as visualizações passaram a marca de 1 milhão, chamando atenção de vários profissionais do meio, inclusive do jovem empresário Felipe Neto, que viu em Otavio talento e conhecimento ímpares.

Agora, já estabelecido e com credibilidade na Parafernalha, Otavio Ugá se prepara para aparecer na série “A Toca”, primeira produção latino-americana da Netflix, que irá ao ar a partir de 9 de agosto. O projeto tem direção geral de Osiris Larkin e roteiro de Cezar Maracujá, Rafael Castro e Felipe Neto.

Depois de experiências bem-sucedidas ao investir em conteúdo original como a série “House of Cards” com Kevin Spacey, indicada a 14 Emmys, a Netflix começa a espalhar sua vertente produtora pelo mundo. Principal mercado do serviço de vídeo on demand na América Latina, o Brasil é o primeiro país da região a ganhar um programa próprio, feito exclusivamente para o canal.

Na série, as ações se misturam aos esquetes de humor que os jovens integrantes criam. Uma parte dos próprios profissionais da produtora atua no programa, interpretando uma versão ficcional deles mesmos.

Apesar de se passar em uma produtora real, com personagens reais, o programa é 100% roteirizado”, conta Felipe Neto. “A ideia inicial da Netflix era licenciar algum conteúdo, e eu propus uma série da Parafernalha inteiramente nova. Nós já tínhamos uma série chamada “A Toca”, baseada em “The Office”, na qual contamos o que acontece na produtora. Então decidimos reestruturar isso, misturando os bastidores da nossa empresa de humor com os esquetes que ele realiza. Eles adoraram a ideia.”

No Brasil, o Netflix sempre se deu muito bem com as comédias nacionais licenciadas, como stand ups e especiais de humoristas como Rafinha Bastos e Danilo Gentili e do programa “Pânico”. Agora é a hora para o público apreciar uma série brasileira exclusiva, com total liberdade criativa, feita por novos, mas estabelecidos, talentos da internet.


Fonte: Assessoria/Divulgação

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