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12/07/2019 às 21h00

Geral

Produção literária muda a vida de socioeducando em Alagoas

Adolescente aprendeu a ler e escrever dentro da Unidade de Internação; projeto tem rendido bons resultados na educação e conduta do jovem

S.N.S, de 17 anos, aprendeu a ler e escrever dentro de Unidade de Internação e está escrevendo um livro - Ascom Seprev

O acesso aos livros e a prática da escrita são fatores decisivos para transformar a vida de jovens em conflito com a lei. Com esse entendimento, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), tem investido na educação e no incentivo à leitura nas Unidades de Internação. A iniciativa tem rendido bons frutos, como é o caso do socioeducando S.N.S., que tem se dedicado à produção literária.

O adolescente, de 17 anos, há dois anos cumpre medidas socioeducativas na Unidade de Internação Masculina Extensão (UIME A), em Maceió. Ele está escrevendo um livro de memórias, onde relata as experiências vividas dentro do sistema e aborda temas que também são muito presentes fora dos muros do Complexo, como depressão, ansiedade e transformação pessoal.

“Eu procuro passar para o papel a minha realidade, dizer como é a vida de um adolescente privado de liberdade e como as emoções podem ser trabalhadas e superadas. Quero mostrar como minhas experiências serviram de aprendizado e dizer que aquele que batalha por mudança conquista o seu objetivo”, comentou.

O jovem autor aprendeu a ler e a escrever, de fato, dentro da Unidade Socioeducativa. Para a produção do livro, ele tem o acompanhamento pedagógico de uma educadora social, que auxilia a composição e acompanha o desenvolvimento do garoto.

A superintendente de Medidas Socioeducativas da Seprev, Denise Paranhos, destacou que a dedicação do adolescente surpreendeu toda a equipe. “Ele tem muito foco e esse processo criativo tem contribuído consideravelmente para o seu desenvolvimento, principalmente no campo da leitura e da escrita. Até o seu comportamento, que era bastante rebelde, melhorou muito e seu pensamento agora é em relação ao futuro”, afirmou.

O exemplo do adolescente mostra que, nas Unidades de Internação, jovens que em algum momento entraram em conflito com a lei podem reaprender a viver coletivamente, com assistência, apoio e demais meios necessários para retornar ao seio familiar e ao convívio social sob uma nova perspectiva de vida.


Fonte: Agência Alagoas

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