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14/01/2020 às 23h30

Geral

Poeira estelar mais antiga já encontrada na Terra é descoberta

Philipp Heck, professor associado da Universidade de Chicago, disse que a descoberta mostra "como é que as estrelas se formaram na nossa galáxia"

Um grupo de cientistas descobriu, num meteorito que caiu há mais de 50 anos na Austrália, poeira estelar que é o material mais antigo até agora encontrado na Terra, anunciou esta segunda-feira o Field Museum, de Chicago, Estados Unidos.

A poeira estelar, que os investigadores calculam ter entre cinco e sete bilhões de anos, encontrada no meteorito "é o material sólido mais antigo já encontrado e conta-nos como é que as estrelas se formaram na nossa galáxia", disse Philipp Heck, curador do Field Museum e professor associado da Universidade de Chicago. Comparativamente, a idade do Sol está estimada em 4,6 bilhões de anos e a da Terra em 4,5 bilhões de anos.

As estrelas formam-se a partir de nuvens de poeira e gás e quando morrem produzem também nuvens de poeira cósmica, que voltam a formar outros corpos celestes, como novas estrelas, planetas, luas ou meteoritos.

Philipp Heck e a sua equipe analisaram o meteorito - que caiu no estado australiano de Victoria em 28 de setembro de 1969 - e encontraram partículas denominadas 'grãos minerais pré-solares', anteriores à formação do Sol, que terão ficado presas no meteorito e que já tinham sido isolados há cerca de 30 anos na Universidade Chicago.

De acordo com os investigadores, grãos pré-solares são encontrados em apenas cerca de cinco por cento dos meteoritos que caíram na Terra.

Jennika Greer, estudante do Field Museum e da Universidade Chicago e coautora do estudo, explica, num comunicado do Field Museum, que o processo de análise do material presente no meteorito "começa com a trituração de fragmentos do meteorito até ficarem em pó, que se torna numa espécie de pasta e cheira a manteiga de amendoim podre". A 'pasta' é depois dissolvida em ácido até restarem apenas os grãos pré-solares.

Philipp Heck adianta que os grãos pré-solares foram analisados para detectar o seu tempo de exposição a raios cósmicos, que interagem com a matéria e formam novos elementos. "Quanto mais tempo estiverem expostos, mais elementos se formam", explicou.

"Com este estudo, determinamos diretamente a vida útil da poeira estelar. Esperamos que investigadores possam usá-lo como ponto de partida para modelos de todo o ciclo de vida galáctico", disse o cientista.


Fonte: Notícias ao Minuto

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