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Por Mozart Luna

Longe das salas de aula por dez meses, alunos do ensino básico das redes pública e privada pre­cisam agora lidar com a retomada das aulas presenciais, mesmo ainda sob a pandemia de covid-19.  Na rede pública de ensino, as aulas devem reiniciar no mês de março, já na rede privada, na maior parte dos casos, isso ocorreu ainda em janeiro. Adaptações físicas, dis­tanciamento de alunos e professores, reforço na higienização são algumas das principais mudanças. Além disso, a retomada também envolve outros desafios de como lidar com as emoções e os aspectos psicossociais.

Em meados de 2020, ainda na ebulição da pandemia de covid-19, o Governo de Alagoas suspendeu as aulas presenciais. Crianças e ado­lescentes de todo o estado pre­cisaram se adaptar a um mo­delo in­compreendido de ensino: as aulas remotas. Se na rede particular, eco­nomicamente pri­vilegiada foram diversas adaptações e transtornos, o que dizer da rede pública que em alguns casos os alunos sequer con­seguiram acom­panhar aulas por falta de acesso à internet ou equipamentos.

Agora, meses depois, o desafio é pôr em prática protocolos sa­nitários num público em formação intelectual e emocional. Mas os desafios não se encerram por aí: pais, professores, coordenadores e apoio escolar também precisam se adaptar e lidar com as incertezas em relação ao futuro.

Foi o caso da jornalista Ga­brie­la Palmeira, mãe de Joaquim de 6 anos. Ele está no 1º ao do ensino fun­damental e segundo Gabriela o re­torno foi cautelosamente ava­liado. 

“Fiquei preocupada, primeiro, pela possibilidade de contrair a covid-19. Mas depois refleti sobre a minha preocupação quando eu soube que o contágio entre crianças é baixo, e, principalmente, após saber que não haverá vacina (sequer há pesquisa) para crianças.  Então, refleti sobre as minhas preocupações e pesei o que seria melhor para meu filho. Nesse caso, o melhor foi voltar para a socialização escolar. Além disso, me senti segura diante das medidas sanitárias apresentadas pela escola”, conta a jornalista.

Ela defende que haja uma mobilização social em torno da vacinação para profissionais da educação porque só assim, será possível ter uma rotina escolar menos preocupante.

“Acredito também que todos os pais devam fazer coro a campanha de vacinação dos trabalhadores da educação, principalmente os professores. Por ser essa uma questão de biossegurança dos profissionais que estão diariamente arriscando sua vida pela educação dos nossos filhos e desenvolvimento do país. A volta às aulas não pode se tornar um martírio ou ato de heroísmo para os professores. A vacinação é direito dos professores, como falei antes, por questões de biossegurança as incertezas em relação ao retorno”, aponta Gabriela Palmeira.

Ezequiel Bittencourt e Allyne Cavalcante são pais de João Pedro, de 4 anos de idade. Em 2020, João “estreou” no ensino infantil, mas a pandemia atrapalhou os planos da família em relação aos estudos do pequeno. Ezequiel conta que agora se sente um pouco mais confortável na participação do filho nas aulas.

“Ano passado foi o primeiro dele na escola, mas aí veio a pandemia e resolvemos tirá-lo da escola. No ano passado estava com muito medo, este ano está melhor, me sinto mais à vontade. Ele antes não queria usar máscara, mas já entendeu que para sair de casa precisa colocar, então ele deixa. A higiene na escola também ajuda a nos deixar mais seguros”, detalha o pai de João Pedro.

O comprometimento da escola em adotar os protocolos sanitários é o que também tem deixado Carla Jéssica da Silva mais segura, mãe de Cauã Lucas, de 7 anos de idade.

“O transporte escolar é oferecido pela escola e era o que me deixava mais apreensiva com várias crianças no mesmo veículo, mas a escola se comprometeu, reduziu o número de alunos, em sala de aula também, ou mudou para salas mais amplas para garantir o distanciamento. Ele está muito ansioso com a volta, não vê a hora de ir todos os dias. E estou convencida de que é melhor porque é muito difícil lidar com as crianças o dia todo em casa, ele reclama que está entediado, que quer brincar, fazer coisas novas e a escola ajuda neste sentido”, argumenta Carla Jéssica.


Fonte: Painel Alagoas

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