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30/11/2021 às 18h28

Geral

Casos de Dengue quase triplicam em AL e passam de 2.215 para 6.357 em um ano

Secretaria de Estado da Saúde alerta sobre a doença

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se desenvolve em água limpa e parada - Carla Cleto/Ascom Sesau

O Ministério da Saúde (MS) divulgou, nesta terça-feira (30), que Alagoas é o Estado do Nordeste que mais registrou aumento nos casos de dengue do ano passado para cá. Em 2020, o número de infectados pelo Aedes aegypti foi de 2.215. Já neste ano de 2021, foram apontados 6.357 casos, o que representa um aumento de 187%. Diante desta situação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta sobre a necessidade de a população alagoana investir na prevenção, por meio do combate ao mosquito Aedes aegypti.

De acordo o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, os alagoanos devem intensificar os cuidados nas suas residências para prevenir o surgimento de focos do mosquito. “Podemos prevenir a dengue em nossas próprias residências. Os cuidados são simples e todos podem adotar medidas como evitar água parada em objetos, a exemplo de pneus, garrafas e vasos de planta, além de manter as caixas d’água sempre fechadas e limpá-las periodicamente. Também é importante vedar poços e cisternas, descartar o lixo de forma adequada. Enfim, são ações simples que fazem toda a diferença”, salientou o gestor.

Os dados divulgados nesta terça-feira (30), pelo Ministério da Saúde (MS), foram computados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e apresentados no lançamento da campanha “Combata o mosquito todo dia”. Ele tem o objetivo mobilizar a população e evitar surtos e epidemias das doenças causadas pelos arbovírus, que são vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos.

O transmissor da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da chikungunya e Zika, especialmente nesta época, que precede o verão. De acordo com a SVS, no País, a taxa de positividade por sorologia para a dengue foi de 34,5% neste ano, e Alagoas está entre os que apresentaram taxas maiores que a do Brasil, com 35,4%. Para o zika, o cenário epidemiológico também mostra que o estado está com a taxa de positividade por sorologia maior que o Brasil (24,3%), com 44,2%.

Ainda segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), até novembro, foram notificados 494.992 casos de dengue no Brasil, o que representa uma queda de 46,6% em comparação com o mesmo período de 2020, que registrou 927.060 casos. Já o número de óbitos pela doença apresenta uma redução de 62% dos óbitos confirmados. Em 2021 foram 212, enquanto 2020 registrou 564 óbitos.

Sintomas da dengue

Os principais sintomas da dengue são febre alta maior que 38.5ºC, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Ao apresentar qualquer dos sintomas listados, é importante procurar um serviço de saúde para diagnosticar e tratar adequadamente. Os serviços são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O diagnóstico da dengue é clínico e feito por um médico. Ele é confirmado com exames laboratoriais de sorologia, de biologia molecular e de isolamento viral, ou confirmado com teste rápido.

Prevenção

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando os focos e evitando água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, garrafas plásticas, piscinas sem manutenção e outros.


Fonte: Ascom Sesau/AL

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