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24/05/2022 às 09h46

Geral

“Duas mãos e o sentimento do mundo”

Fisioterapeuta oncológica em Maceió faz a diferença na reabilitação de pacientes

Arquivo Pessoal

Por Eliane Aquino

Tudo começou no dia 13 de outubro de 2004, quando a pernambucana de Recife, Juliana Sette, ingressou no curso de Fisioterapia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Hoje, já graduada e com especialização em fisioterapia oncológica no Hospital A.C.Camargo Câncer Center, em São Paulo, Juliana solta sua emoção sobre aquela data em que iniciou sua história  como fisioterapeuta: 

 “Primeiro dia de aula, o início de uma paixão. E da emoção maior ainda na formatura!! Dever cumprido e uma paixão que só fez aumentar nesses anos todos de formada!! Me formei em fisioterapia porque acredito nessa frase de Drummond que foi lema de minha formatura: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”. E é isso que busco até hoje, usar as minhas mãos para aliviar as dores das pessoas e dar a elas mais qualidade de vida”. 

 No meio do caminho de Juliana, um amor alagoano. Ela se casou, veio morar em Maceió, construiu família, abriu seu consultório e hoje usa suas mãos e sua experiência para atender exclusivamente pacientes de câncer. “São quase 11 anos cuidando, reabilitando, ajudando pessoas que vivenciam esse diagnóstico difícil a suportar com qualidade o tratamento e o pós-cirúrgico, quando necessário”, diz a fisioterapeuta. 

Mas, o que é mesmo a fisioterapia oncológica? Muitas pessoas com câncer experimentam dificuldades físicas, como problemas de força, resistência, flexibilidade, equilíbrio e coordenação, e é aí que entra o profissional de fisioterapia, que atua de forma abrangente na sintomatologia dos pacientes oncológicos, preservando e restaurando a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas, assim como para prevenir, tratar e minimizar os distúrbios e sequelas causados pelo tratamento da doença. 

Mas para que a fisioterapia funcione, auxilie 100%  a reabilitação do paciente, ele tem que iniciar o tratamento exatamente sete dias após o processo cirúrgico. “É de fundamental importância que o médico que faça a cirurgia encaminhe o seu paciente para a fisioterapia oncológica”, adverte Juliana Sette. “Quanto mais cedo, mais rápido e mais eficiente o resultado”, destaca. “Há pacientes que a gente resolve a reabilitação com dez sessões, outros, é preciso mais tempo”, acrescenta. 

Mas nem sempre os pacientes de Juliana vêm de uma cirurgia. “Os que fazem quimio e radioterapia também precisam dessa fisioterapia”, informa. “Há algumas pessoas cuja quimioterapia recebida é tão agressiva, que ficam debilitados, fragilizados, já tive paciente com dificuldades até para se alimentar, e é aí que o nosso trabalho ajuda”, enfatiza. Para ajudar no tratamento, a fisioterapeuta conta com laser e placa de led para casos específicos. E ela exemplifica: 

“Quem precisa de radioterapia, pode vir a ter as chamadas radiodermatites (radiodermatites estão associadas a coceira, desconforto, sensação de queimação e dor), a pele fica vermelha, dolorida, então a gente pode usar a placa de led, que ajuda na reabilitação, não é um processo invasivo, não tem efeitos colaterais e é de fácil e rápida aplicação. Já o laser, nos ajuda a agilizar a cicatrização das cirurgias, a evitar que vez ou outra possa surgir alguma abertura e comprometer a cirurgia”. 

Ainda é pequeno o número de médicos que encaminham seus pacientes à fisioterapia oncológica e, segundo Juliana, isso acontece porque a oferta da saúde pública para esse tipo de demanda tem se mostrado insuficiente. “Tenho alguns pacientes que recebem tratamento oncológico pelo SUS e que desconheciam totalmente esse serviço de fisioterapia oncológica”, lamenta a fisioterapeuta. “Os médicos devem informar que a fisioterapia é tão importante quanto as outras modalidades da equipe multidisciplinar para reabilitar o paciente”, reforça. 

Juliana Sette não atende pelo SUS ou planos de saúde, trabalha com pacotes de dez ou mais sessões a depender do paciente. 

Fisioterapia na oncologia

O paciente com câncer pode apresentar quadros de dor persistente, fibrose, retração e aderência cicatricial secundária à radioterapia, osteoporose, neuropatia periférica, linfedema nos casos de esvaziamento de gânglios, fraqueza muscular, incontinência urinária, fadiga, entre outros. Os sintomas variam de acordo com o tipo e localização do tumor. Em todos eles, a fisioterapia oncológica pode ser recomendada. Os objetivos dela são restituir o alongamento do corpo, a força muscular, controlar a dor, melhorar a função do pulmão, além de reduzir inchaços e evitar a inatividade no leito.

Objetivos fisioterapêuticos na oncologia

 Preventivos: com a finalidade de evitar sequelas que pos­sam ser incapacitantes antes que elas ocorram. 

Restaurativos: em pacientes com déficits para maximizar o retorno motor. 

De apoio: para que quando a incapacidade progressiva for an­tecipada e quando existe doença residual ocorra o maior nível de independência pos­sível. 

Paliativos: em pacientes nos estágios finais da patologia com o objetivo de manter e aumentar o conforto. 

Serviço

Clínica Philos

Endereço: Edifício The Square, Avenida Antônio Gomes de Barros (Antiga Amélia Rosa), Jatiúca - 3º Andar 

Telefones: 82 – 3435-4050  / 82 – 99408 – 2927 (WhatsApp) 


Fonte: Painel Alagoas

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