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02/04/2024 às 18h00

Geral

Ações da Prefeitura de Maceió fortalecem inclusão de autistas na capital

Atendimento especializado nas escolas municipais, torcida inclusiva, carteirinha de identificação do autista e Cartão Vamu Especial são algumas políticas públicas realizadas na gestão JHC

Foto: Alisson Frazão/Secom Maceió.

Dia 2 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e Maceió é destaque quando o assunto é inclusão social. A prova são as ações desenvolvidas desde o início da gestão, que tornaram-se um marco na busca por agregar a acessibilidade aos serviços da capital.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou autismo, como é conhecido popularmente, é um transtorno neurológico que pode comprometer a interação social, comunicação e manifestações comportamentais. A Prefeitura segue atuando em diversas pastas com a construção de políticas públicas efetivas que visam agregar as Pessoas Com Deficiência (PCDs) e eliminar preconceitos impostos pela sociedade.

Na educação, as escolas municipais possuem atendimento educacional especializado, com a proposta de desenvolver atividades lúdicas, construtivas, pontuais e de integração com os colegas. Os estudantes com espectro autista participam de diversas vivências durante o atendimento, como jogos para desenvolver habilidades motoras, brincadeiras com balões e pintura com lápis de cor, propiciando momentos divertidos que respeitam as particularidades do autismo. Eles também são auxiliados no processo de educação alimentar e realizam atividades voltadas para a textura, cor e a própria consistência dos alimentos.

Andrea Maria é mãe de José Lisboa, de 9 anos, diagnosticado com autismo grau III aos dois anos de idade. Ela relata que José estudava em uma escola particular que, diferente das ações do município, não realizava atividades lúdicas e de acolhimento com crianças atípicas.

“Eu deixava ele e quando voltava, estava no mesmo lugar, muitas vezes em frente a uma televisão, deitado no tapete, nunca estava em sala de aula, não interagia e nem socializava com os colegas, não tinha atividades diferentes, pagava absurdo em módulos e livros que eram caros e ele não usava”, conta.

Foi então que durante a pandemia da Covid-19 Andrea o matriculou no 1º ano na Escola Municipal Doutor José Orlando Araújo, no bairro da Ponta Verde. Nesse período, a mãe diz que as aulas aconteciam de forma remota e deduziu ser mais um empecilho para o filho devido a concentração e atenção, mas foi surpreendida pela rápida mudança no comportamento.

“Eu agradeço muito a psicopedagoga, ela teve amor e paciência com meu filho. Na pandemia, ela veio na minha casa, trouxe o material personalizado de forma manual por ela, ligava por chamada de vídeo, preparava jogos e atividades didáticas. Eu sempre digo que ela foi uma mãe-professora, toda a escola me abraçou de uma forma incrível”, pontua Andrea.

Hoje, José está no 5º ano e é acompanhado por um Profissional de Apoio Escolar (PAE). “No que ele era agressivo e com crises incontroláveis, hoje é amoroso e participativo. Sempre recebo fotos e vídeos dele interagindo e conversando com a turma, recebem ele de braços abertos”, afirma.

Na área de Assistência Social, pessoas com espectro autista têm à disposição um documento que garante o direito ao atendimento prioritário em estabelecimentos públicos e privados, que é a Carteira de Identificação do Autista de Maceió.

Mais de 1700 carteirinhas já foram emitidas e distribuídas para a população. Andrea logo aproveitou esse benefício ofertado pela gestão após passar por inúmeros constrangimentos.

“É uma forma de identificação, em todos os lugares que andava tinha que mostrar fotos ou laudos comprovando que ele é autista. Passei muito constrangimento, principalmente nas filas, as pessoas resmungavam e xingavam. Além da carteira, o cordão também identifica que ele possui TEA, agora podemos provar que realmente temos esse direito”, finaliza.

A inclusão também está presente em eventos de grande importância econômica e turística na cidade, o Verão Massayó e o Maior São João do Litoral do Brasil. A Secretaria Municipal da Mulher, Pessoas com Deficiência, Idosos e Cidadania (Semuc) dispõe de um camarote exclusivo para que PCDs prestigiem os shows de uma forma mais confortável e segura. Dentre as ações, estão os fones abafadores de ruídos para quem possui sensibilidade auditiva e TEA.

Com a Secretaria Municipal de Esporte (Semesp), a Semuc também promoveu torcidas inclusivas na capital após uma parceria inédita entre a Prefeitura de Maceió e a Federação Alagoana de Futebol (FAF). Recentemente, JHC acompanhou o primeiro clássico do Campeonato Alagoano de Futebol de 2024, que há quase um século faz parte do calendário esportivo alagoano e é reconhecido como uma das competições mais prestigiadas do Nordeste.

No clássico entre CSA e CRB, por exemplo, torcidas inclusivas estiveram nos dois times e cerca de 20 crianças autistas entraram em campo com os jogadores. Durante toda a partida as equipes da Prefeitura de Maceió disponibilizaram abafadores de ruídos, leques com informativos das ações municipais e equipe de psicólogos para atender as famílias das crianças com TEA.

“Maceió, mais uma vez, dá exemplo de acessibilidade. Foi muito bom ver o respeito dentro do estádio Rei Pelé em um local exclusivo para as nossas crianças, com conforto, abafador de ruídos e seis psicólogos, ou seja, todo o acompanhamento da nossa equipe”, pontuou o gestor da capital, JHC.

Do campo à praia, a Semesp promove mais atividades inclusivas com o projeto Praia Acessível. É por meio dele que os maceioenses e turistas participam de práticas esportivas adaptadas que acontecem na Praça Gerônimo Siqueira, na orla de Pajuçara, onde o projeto tem um posto fixo de funcionamento. Dentro da programação, destaque para o futebol, vôlei e slackline, todos adaptados para garantir o acesso aos participantes.

Essa inclusão no esporte é uma forma de cuidado com a saúde física e mental. O pacto social firmado junto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disponibiliza atendimentos a autistas no Centro Especializado em Reabilitação do PAM Salgadinho e em outras instituições contratualizadas: Adefal, Apae, Pestallozi, Assista, Clínica Guti, Crescer e Aappe.

Esses locais contam com equipes multidisciplinares, que assistem e acolhem os autistas durante o tratamento nas áreas de terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, pedagogia, neurologia infantil e psiquiatria.

Gratuidade no transporte público

Entre os benefícios assegurados, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) garante a aquisição do Cartão Vamu Especial, que permite gratuidade no deslocamento utilizando o transporte público de Maceió.

Além da gratuidade, o DMTT lançou a campanha "Dê Lugar ao Respeito", que conscientizar sobre o uso correto do assento preferencial para os autistas nos ônibus da capital. Em cada veículo do transporte público há uma média de seis assentos preferenciais destinados a estes públicos, que são identificados com a cor amarela. As cadeiras também são reservadas para gestantes, pessoas com deficiência, obesas, com bebês ou crianças de colo e idosos.

Outro serviço disponível é a credencial de estacionamento. Mais de 500 já foram emitidas para a garantia do uso das vagas prioritárias por toda a capital em espaços públicos e privados.

A gestão também quebrou o tabu no mercado de trabalho. Segundo dados do Sine Maceió, nos últimos oito meses houve o lançamento de mais de 800 vagas para pessoas com deficiência. Junto ao Ministério do Trabalho, o Sine incentiva as empresas a contratarem o público PCD e realiza uma capacitação com funcionários e lideranças para que haja inclusão e respeito no ambiente de trabalho.

Em fevereiro deste ano, o Sine Maceió em parceria com o Hospital Santa Casa, promoveu mais uma edição do Emprego na Mão, no qual 90 vagas foram destinadas, exclusivamente, para pessoas com deficiência.

“A maioria são autistas que estão querendo ingressar no mercado de trabalho, é uma esperança para eles e uma busca por uma sociedade mais inclusiva e igualitária”, pontua o diretor do Sine, Nycholas Pires.


Fonte: Secom Maceió.

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