A Central de Transplantes de Alagoas promoveu, nesta quinta-feira (27), o Curso para o Diagnóstico de Morte Encefálica aos médicos de diferentes hospitais em Alagoas. Os objetivos da ação, que ocorreu na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), em Maceió, foram apresentar, orientar e esclarecer os critérios definidos conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM), visando ao diagnóstico preciso e seguro, condição necessária para a realização da captação e transplante de órgãos e tecidos.
Na programação, especialistas explicaram sobre os métodos para a determinação da morte encefálica, que inclui os pré-requisitos, exame clínico, teste de apneia, exames complementares, comunicação aos familiares e até retirada do suporte vital. Também foram oportunizados espaços para discussões, estudos de casos e exames práticos.
“A grade deste curso foi elaborada seguindo as orientações da Resolução do CFM Nº 2173/2017, que define os critérios do diagnóstico de morte encefálica e orienta a capacitação para determinação de morte encefálica, a qual regulamenta a formação de novos profissionais para o diagnóstico. Com esse treinamento, nós queremos que eles identifiquem os pacientes e sinalizem para iniciarmos o acompanhamento e possível abertura de protocolo”, explicou Daniela Ramos, coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas.
Laisy Amorim é médica no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA) e residente em Medicina Intensiva no programa da Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Ela comentou que a sua participação no curso tem por objetivo oferecer uma melhor assistência aos seus pacientes, cumprindo, assim, o seu dever de dar o diagnóstico e respeitando o direito da família em receber o diagnóstico seguro, conforme o estipulado por lei.
“O curso veio para sanar várias dúvidas da gente, profissionais médicos, para dar esse diagnóstico de uma maneira mais assertiva aos familiares, de uma forma mais competente, mais segura e de um jeito que a gente possa agregar segurança durante todo o processo. O resultado disso é a possibilidade de contribuirmos com a diminuição na fila de espera por transplante, uma vez que mais famílias terão a chance de autorizar a doação”, pontuou a participante.
Fila
Conforme o último levantamento feito pela Central de Transplantes de Alagoas, 583 pessoas estão na fila de espera por transplante no Estado, sendo 563 por uma córnea, oito por um rim, mais oito por um fígado e quatro por um coração. Vidas que podem ser fortalecidas após a correta identificação, autorização, captação, transporte e implantação do órgão doado no receptor indicado pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Fonte: Thallysson Alves / Ascom HGE