Com o intuito de fortalecer a rede de apoio para pessoas com diagnóstico de neuromielite óptica, doença autoimune que ataca células do sistema imunológico, a Secretaria de Saúde de Maceió (SMS) em parceria com o Instituto UniRaros, que presta assistência para pessoas com doenças raras, promoveu nesta terça-feira (1º), um encontro para discutir sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e ampliação de serviços para gerar visibilidade à condição.
O evento aconteceu no auditório da SMS, no Centro, e reuniu profissionais da saúde de Maceió e pessoas com diagnóstico para neuromielite para discutir sobre a complexidade e dificuldades para acesso a tratamentos e campanhas de mobilização. A Diretoria de Atenção Especializada da SMS está oferecendo total apoio para ampliar e gerar visibilidade sobre a condição rara e oferecer um tratamento adequado
De acordo com Rosário Vasconcelos, técnica da Coordenação Geral de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da SMS, já foi criado um grupo de trabalho para discutir questões referentes às doenças raras. “Alguns setores já realizam o atendimento a esses pacientes, seja na área de Assistência ou Reabilitação. A partir disso estamos construindo uma linha de cuidados que contemple as doenças raras. Estamos comprometidos com a assistência e a humanização em nossas redes de apoio”, destacou.
O evento contou com a palestrante Cleide Lima, presidente da Associação Brasileira de Neuromielite Óptica (ABNMO) que discorreu sobre a complexidade, sintomas, diagnóstico, tratamento e sobre o impacto na sociedade e no âmbito familiar.
“O intuito é sensibilizar, e nesse processo, precisamos falar sobre sinais e sintomas e as dificuldades que são encontradas. Esse movimento de conexão verde, que faz parte da campanha Março Verde, mês da conscientização da neuromielite óptica, visa ampliar parcerias com instituições que possam fazer uma diferença positiva na causa, no sentido de mobilização e humanização. As pessoas com neuromielite, tem pioras com crises e quando cuidadas, não apresentam. Precisamos levar aos lugares a urgência da doença ser vista e tratada adequadamente com o apoio municipal e estadual”, enfatizou Cleide Lima.
“Com a ampliação da rede, podemos acompanhar a saúde mental das pessoas diagnosticadas. É uma doença predominantemente feminina, onde para cada homem, nove mulheres pretas são diagnosticadas, com maior prevalência no Nordeste. Devemos fortalecer o tratamento e a reabilitação motora e pensar na inserção social e no mercado de trabalho”, concluiu a presidente da Associação Brasileira de Neuromielite Óptica (ABNMO).
Sobre a doença
A neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune que ataca células do sistema imunológico, gerando inflamações, que consequentemente causam danos ao tecido nervoso central. O nervo óptico e a medula espinhal são prejudicados, gerando perda de visão, fraqueza muscular, dormência e formigamento, problemas urinários e intestinais, dores e espasmos musculares.
Fonte: Assessoria