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01/04/2026 às 15h30

Geral

Especialista destaca sinais de alerta, impactos emocionais e a importância de ações preventivas para combater o bullying no ambiente escolar

Prevenção ao bullying exige ação contínua de escolas e famílias

Divulgação

O combate ao bullying nas escolas exige uma atuação estruturada, preventiva e integrada entre instituição de ensino e famílias. A avaliação é da psicóloga e educadora parental Marcella Andretta Wistuba, do Colégio Santo Anjo, que destaca a importância de identificar sinais precoces e promover uma cultura de respeito no ambiente escolar.

De acordo com a especialista, o bullying é caracterizado por comportamentos intencionais e repetitivos de violência, que podem se manifestar por agressões físicas, verbais, exclusão social ou exposição, inclusive no ambiente digital, denominado cyberbullying. "Não se trata de um episódio isolado, mas de uma dinâmica recorrente, geralmente marcada por desequilíbrio de forças", explica.

Consequências no desenvolvimento emocional e rendimento escolar

As consequências do bullying podem ser profundas e duradouras. Segundo Marcella, os efeitos atingem diretamente o desenvolvimento emocional e o desempenho escolar das vítimas. Entre os principais sinais, estão queda no rendimento, dificuldade de concentração, desmotivação e isolamento social.

"Também podem surgir sintomas de ansiedade e depressão, além de alterações de humor, como irritabilidade. Em muitos casos, o aluno passa a evitar a escola", afirma.

Segundo a psicóloga, quando não há intervenção adequada, os prejuízos deixam de ser pontuais e passam a comprometer a vida social e emocional da criança ou adolescente.

Sinais exigem atenção de educadores e famílias

A identificação precoce é um dos principais desafios no enfrentamento ao bullying. Mudanças de comportamento costumam ser os primeiros indícios. "Alunos mais retraídos, com medo de determinadas situações ou colegas, além de queixas físicas frequentes, como dores de barriga sem causa aparente, podem ser demonstrações de que esses estudantes estão enfrentando bullying", observa.

A psicóloga ressalta que o diálogo aberto e a escuta ativa podem ser considerados antídotos para combater esse tipo de violência. "Nem sempre o aluno verbaliza diretamente o que está acontecendo. Por isso, o olhar atento dos adultos faz toda a diferença", destaca.

Cultura de prevenção

No ambiente escolar, o enfrentamento ao bullying deve ser contínuo e estruturado. Entre as estratégias apontadas, estão o desenvolvimento de projetos socioemocionais, o estímulo à empatia, ao respeito e à resolução pacífica de conflitos, além da capacitação de professores e colaboradores.

Quando casos são identificados, a escola deve agir com rapidez e responsabilidade. Isso significa atitudes como acolhimento à vítima, apuração dos fatos, acompanhamento dos envolvidos e envolvimento das famílias. Medidas institucionais também podem ser aplicadas, sempre com foco na responsabilização e na prevenção de novas ocorrências.

Papel dos pais é decisivo na formação de valores

A prevenção também passa pelo ambiente familiar. Para Marcella, os pais têm papel central na formação de valores e comportamentos. "É preciso incentivar o respeito, a empatia e ensinar as crianças, desde cedo, a lidar com frustrações sem recorrer à agressividade", orienta.

Além disso, é importante acompanhar o comportamento dos filhos, inclusive no ambiente digital, e estabelecer regras e limites claros. Brincadeiras ofensivas e apelidos depreciativos, muitas vezes naturalizados, podem causar sofrimento e devem ser desencorajados.

Cyberbullying amplia o desafio

No ambiente virtual, os sinais podem ser mais sutis. Mudanças no uso de dispositivos, reações emocionais após acessar redes sociais e isolamento são alguns indicativos de que algo não vai bem. "O adolescente pode evitar o celular ou, ao contrário, ficar excessivamente conectado, demonstrando ansiedade. Também é comum apresentar tristeza, irritação ou nervosismo após interações online", explica.

Ações educativas

Como parte das iniciativas de conscientização, o Colégio Santo Anjo prevê a realização de diversas atividades ao longo do mês de abril, que envolvem alunos da educação infantil, jovens e familiares.

Uma delas é a confecção de máscaras de super-heróis e heroínas para abordar questões como respeito e empatia. O objetivo é construir o "Super Apelido", um herói ou heroína muito especial que tem uma missão importante: combater os apelidos maldosos, que machucam e não são gentis. Nesse sentido, o Super Apelido entra em ação sempre que alguém usa palavras que machucam os outros. Por isso, os alunos assumem a missão do herói do Super Apelido ao defender os amigos, ensinar o respeito e ajudar todos a usarem palavras boas, que fazem as pessoas se sentirem felizes.

Além disso, a turma do Nosso Amiguinho vai apresentar uma peça teatral sobre a importância de combater o bullying. Além disso, aos alunos do Ensino Fundamental I e II, estão previstas atividades para reforçar a importância da prevenção e do diálogo.

Para abordar o tema de forma lúdica e leve, o colégio também vai realizar duas palestras com Lenon, mascote do bom comportamento do Colégio Santo Anjo. É um cachorro da raça Golden Retriever que, por meio de palestras informativas, junto da diretora Siona, reforça as lições sobre respeito às crianças na faixa etária dos 6 a 10 anos de idade.

Aos pais, o colégio fará um encontro sobre o tema "Meu filho sofre ou pratica bullying?". Segundo Marcella, o enfrentamento ao bullying depende de vigilância constante, educação emocional e engajamento coletivo. "Mais do que punir, o desafio está em construir ambientes seguros, onde o respeito seja regra e não exceção", conclui.

Sobre o Colégio Santo Anjo

Fundado em 1999 em Curitiba, o Colégio Santo Anjo tem como propósito proporcionar aos seus alunos uma formação integral, com consciência social e pensamento crítico, preparando-os para uma vida saudável, sustentável e feliz. Com metodologia dinâmica e moderna, o colégio estimula o desenvolvimento de competências, habilidades, talentos e múltiplas inteligências, tornando cada aluno protagonista para atuar na vida. Com cinco unidades de ensino, que vão do berçário ao Ensino Médio, o Colégio Santo Anjo reúne cerca de 3 mil alunos e conta com cerca de 600 colaboradores.


Fonte: Assessoria

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