Mais da metade dos viajantes da Geração Z prefere roteiros construídos em torno de hobbies e atividades específicas, como gastronomia, cultura e esportes, em vez de destinos de sol e praia ou pacotes convencionais. Os dados são de uma pesquisa conduzida pela Dragonpass, um ecossistema integrado que combina experiências de viagem e benefícios de fidelidade, com base em um estudo representativo em nível nacional no Reino Unido, publicado em 2026, e indicam uma mudança estrutural no comportamento de viagem desse grupo.
O levantamento mostra que 47% dos jovens viajantes buscam ativamente destinos emergentes ou menos conhecidos, enquanto 50% priorizam experiências de imersão cultural. Além dos destinos, a pesquisa revela uma mudança na lógica financeira: para 31% dos entrevistados, viajar tem prioridade sobre economizar para comprar uma casa, e 26% reservam a próxima viagem imediatamente após retornar da anterior.
A independência também define essa geração: 40% dos entrevistados demonstram preferência por viajar sozinhos e afirmam ter confiança para planejar roteiros sem depender de excursões pré-montadas.
"A alta frequência de viagens, a rejeição a pacotes e a disposição real de gastar com experiências formam o perfil que o setor precisa aprender a atender bem agora. A Geração Z já decidiu priorizar viagens em vez de outras formas de consumo. A questão é quem vai conquistar essa fidelidade primeiro", afirma Fabio Lacerda, Head Novos Negócios (Latam) da Dragonpass.
Destinos em alta
Também com base na mesma pesquisa, a Dragonpass identificou destinos que vêm despertando interesse crescente entre viajantes da Geração Z:
· Montenegro: Baía de Kotor e Parque Nacional Durmitor
· Albânia: Riviera Albanesa e cidades históricas como Gjirokastër
· Cabo Verde: música, esportes aquáticos e roteiros entre ilhas
· Coreia do Sul: bairros culturais em Seul e regiões costeiras como Busan
· Taiwan: mercados noturnos em Taipei, viagens de trem e rotas naturais como o Desfiladeiro de Taroko
Impacto no setor
Para a Dragonpass, os dados apontam uma reconfiguração de longo prazo, e não uma tendência passageira. A combinação de alta frequência de viagens, disposição para investir em experiências e rejeição do modelo centrado em resorts cria um público com forte potencial de fidelização, especialmente para serviços que oferecem mais conveniência e conforto em aeroportos internacionais.
Fonte: Assessoria