18 de abril de 2026
min. 23º máx. 32º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras
18/04/2026 às 08h58

Geral

MST encerra Jornada histórica pela Reforma Agrária, 30 anos após massacre de Eldorado do Carajás

Divulgação

A Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária deste ano, realizada pelo MST, encerrou-se neste 17 de abril, reafirmando a vitalidade da resistência camponesa três décadas após o massacre de Eldorado do Carajás. Sob o impacto da memória dos 21 mártires da luta pela terra, assassinados pela Polícia Militar no Pará, em 1996.

Ao longo de todo o mês de abril o Movimento mobilizou cerca de 20 mil militantes em 17 estados e no Distrito Federal. O propósito central das ações foi denunciar a paralisia das políticas fundiárias e exigir que a democratização da terra seja assumida como prioridade pelo Estado brasileiro.

O panorama das mobilizações demonstrou um alcance nacional, com ocupações de latifúndios improdutivos, e sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), além disso houveram atos, mobilizações, marchas, vigílias, audiências, sessão solene e diversas outras ações para memorar que a luta interrompida há 30 anos na PA-150, segue com passos firmes em direção à Reforma Agrária no horizonte.

No coração do conflito, o estado do Pará sediou o 20° Acampamento Pedagógico da Juventude Sem Terra "Oziel Alves Pereira", na Curva do S, local do massacre, reunindo 500 jovens da região amazônica. A retomada simbólica da marcha interrompida em 1996, com caminhada saindo de Curionópolis até Eldorado do Carajás reuniu 3 mil militantes em mobilização simbólica, culminando em um Ato Político e Religioso em homenagem aos mártires neste Dia Internacional da Luta Camponesa pela Reforma Agrária.

Trinta anos após o episódio mais violento enfrentado por trabalhadores rurais no país, a memória dos mártires da luta pela terra permanece como a principal semente das novas gerações Sem Terra. A impunidade histórica, que ainda protege mandantes de assassinatos no campo, é enfrentada com a organização e a mobilização massiva.

Dessa forma, o balanço desta Jornada reafirma a convicção histórica de que a terra pertence a quem nela trabalha e vive, mantendo a Reforma Agrária como uma bandeira inegociável, na construção de um projeto popular para o Brasil.


Fonte: Assessoria

Todos os direitos reservados
- 2009-2026 Press Comunicações S/S
[email protected]