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14/07/2017 às 17h56

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Começou o jogo político

Imagem: Reprodução

Para refletir:

Mulheres machistas” – Senador Cassio Cunha Lima sobre as senadoras que bagunçaram no plenário.

A política alagoana tomou embalo novo esta semana com a reunião das lideranças maiores dos partidos de oposição ao governo do estado. O grupo resolveu mostrar sua cara e dar os primeiros passos efetivos em busca de ganhar as eleições em 2018. As pesquisas têm mostrado a real possibilidade de candidaturas de sucesso na base oposicionista que conta com nomes de peso na consagração das urnas. Do outro lado o líder maior, Renan Calheiros, amarga um processo de rejeição nunca visto em sua longa carreira politica, marcado por denúncias de corrupção, fato que literalmente lhe coloca em posição desconfortável na disputa para o Senado, se colocando em algumas pesquisas em quarto lugar. O governador Renan Filho, embora com a “caneta na mão” e dono da máquina pública de fazer votos, sofre danos colaterais intensos pela falta de políticas públicas de seu governo. Pesa contra ele “o prometido e não cumprido” durante a campanha política que o elegeu. O seu governo é lento, desorganizado e um tanto desacreditado. Certamente essa pauta de “falta de palavra” será usada nas eleições aonde ele chega fragilizado. Não bastasse e inércia do governo, respinga no governador o estigma do pai, com denúncias pesadas e ele próprio envolvido e denunciado pelo Ministério Público Federal.

“Temos uma boa e recheada pauta para a campanha, não bastasse as que fatalmente o governo já carrega nas costas. Ninguém acredita mais no que eles dizem e o desgaste vai ser grande daqui por diante”. Me dizia uma dessas lideranças oposicionista.

O grupo de oposição conta com fortes nomes para a disputa majoritária, com reais chances de vitória. Entre estes o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, considerado o nome mais forte para disputar o governo, apesar de não ter decidido ainda se será mesmo candidato. Tem boa avaliação e é “ ficha limpíssima” , item muito valioso na turbulência da politica , em tempos de corrupção generalizada. Tem também outros nomes de peso a exemplo do ministro Mauricio Quintella, ex-governador Teotônio Vilela Filho, senador Benedito de Lira, além de uma provável e reforçada candidatura do ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Cartas na mesa. O jogo vai começar.

Fora Maia

(BRASÍLIA) - Grande expectativa em Brasília na delação premiada que está sendo negociada com o ex-deputado Eduardo Cunha e que pode sair a qualquer momento. Por outro lado o PT e seus aliados trabalham aqui em duas frentes: a primeira a saída de Michel Temer da presidência da República, tendo como segunda pauta a entrada imediata de Rodrigo Maia e de imediato denuncias exigindo renúncia do provável presidente também por corrupção, acreditando que a delação de Cunha ( segundo ele mesmo declarou) vai atingir em cheio mais um presidente.

O interesse petista é apostar no caos absoluto no país com o objetivo de abrir caminho para eleições antecipadas, com Lula como candidato.

Lideranças petistas têm procurado partidos de esquerda e outros nem tanto já visando o que poderá acontecer em meio a tanta confusão na politica nacional. Por outro lado se planeja sucessivas manifestações de rua, com engajamento dos movimentos sociais de esquerda, com o objetivo de conturbar ainda mais o clima de beligerância diante do envolvimento de todos em denúncias de corrupção.

Senadoras agridem a ética

(BRASÍLIA) - As senadoras Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ainda podem se tornar alvo de ação no Conselho de Ética por terem ocupado, com o objetivo de barrar a reforma trabalhista, a Mesa do plenário do Senado.

Para o senador José Medeiros, há quebra de decoro na ação oposicionista. “A conduta abusiva das senadoras que se negaram a deixar a Mesa Diretora, repita-se, visou, única e exclusivamente, a obstrução ilegal e a continuidade da sessão, cuja Ordem do Dia previa apenas a discussão do projeto de lei ao qual eram contrárias”.

No início do protesto, quando subiu à Mesa Diretora para presidir a sessão o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), esbarrou na linha de frente formada pelas colegas. Ao perceber que elas não deixaram o posto de comando dos trabalhos, pegou o microfone que estava instalado na roupa de Fátima Bezerra e exclamou: “Está encerrada a sessão e não tem som enquanto eu não sentar na presidência da Mesa”, disse Eunício, que depois determinou o desligamento das luzes do Senado.

Para o senador Benedito de Lira (PP-AL), o caso envolvendo as senadoras pode abrir precedentes na Casa. “Vai virar moda essa palhaçada. Eu tenho 20 anos nestas duas Casas e nunca vi um episódio como esse. Eu nunca vi um episódio dessa natureza. Essa arrogância e ao mesmo tempo essa falta de respeito do PT, dessas três senadoras que ocuparam a Mesa no Senado Federal”, ressaltou.

Já o senador Cassio Cunha Lima resumiu sua opinião em duas palavras: ”Senadoras Machistas”.

Caos no SAMU

Antes modelo de gestão eficiente e desde sua criação muito bem avaliado, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), vem nos últimos anos, perdendo sue credibilidade e decaindo na qualidade dos serviços prestados à população. Mal gerenciado sucessivamente e relegado a “plano inferior” pelo governo do estado, tem sofrido inúmeras críticas pela população desassistida .

Denúncias de falta de condições de trabalho para os profissionais de atendimento, sucateamento dos equipamentos e outros graves problemas foram denunciados ao Ministério Público. E o mais grave: as denúncias partiram dos servidores do órgão, mostrando as deficiências e o caos em que se encontra o serviço.

São muitas as irregularidades encontradas comprometendo seriamente os serviços prestados à comunidade. A situação é de extrema gravidade, principalmente por se tratar de salvar vidas da população.

O Ministério Público certamente não vai tolerar tamanha irresponsabilidade com a vida do povo, principalmente aqueles que mais precisam.

Chato e metido

O secretário estadual da Fazenda, George Santoro, é conhecido, é conhecido dentro do governo como “o chato”. Segundo uma fonte palaciana “metido a besta, acha que sabe tudo, chega a impor suas ideias junto ao governador, que se submete a ele”. A maioria dos integrantes da cúpula do governo não o tolera e na sua secretaria serve de piadas entre os servidores que também não gostam dele.

Não conhece Alagoas, mas finge bem que é um especialista em “generalidades”. Esta semana saiu com críticas à administração municipal de Maceió, em declaração grosseira, inconsequente e irresponsável. Ganhou mais um posto: além de chato se mete onde não deveria.

Conta Gotas

RENAN CALHEIROS “Para que se possa olhar o cenário futuro com mais nitidez, precisamos saber quem será candidato, quem estará na presidência da República e, falando do quadro atual, por mais pavoroso que seja, quem estará solto”.

NO AGRESTE três administrações municipais se destacam por ações positivas de governo. Palmeira dos Índios, Traipu e Igaci. O resto é “meia boca”.

DELMIRO GOUVEIA e Piranhas, no Sertão, avançam bem mais que os demais municípios no item administração de resultados.

NA ZONA NORTE os maiores destaques vão para Barra de Santo Antônio e Paripueira.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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