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O inesperado é chocante


Conheci Ricardo Boechat na década de 1980, no programa Dia D(produzido pela Press Video, onde eu trabalhava) na Band.Foi nessa época, apesar de suas rápidas aparições, que ele já mostrava suas qualidades de "anchor-man" , o que seria confirmado anos depois com sua efetivação na emissora. 

Boa praça, com um aguçado senso de humor, era um bom papo a qualquer hora.Estreitamos relacionamento quando fomos trabalhar na transição do governo Moreira Franco (1986/1987). Boechat ocuparia a secretaria de Comunicação. Nessa época deu para perceber que ele teria dificuldades no cargo pela sua maneira de ser e pensar. Íntegro e fiel a seus princípios de ética, quando tinha convicção de alguma coisa era quase impossível fazê-lo mudar de ideia. Enfim demonstrava já na época daquela "transição" pouco jogo de cintura, requisito básico( na minha opinião) para ocupar o cargo que lhe aguardava.

 Depois de assumir a secretaria pouco nos encontramos, mas soube por conhecidos comuns que a fala agradável e o senso de humor tinham dado lugar a poucas palavras e um inimaginável mau humor. 

Tempos depois (não me lembro agora a data correta) pediu para sair da secretaria (sendo substituido pela ex-colega de Dia D, Belisa Ribeiro) e voltou para as colunas sociais. Como Zózimo Barroso do Amaral (outro conhecido em comum) era um amante dos "furos jornalísticos", chegando a ganhar em função deles( furos jornalísticos ) alguns prêmios Esso.Foi titular durante muito tempo da coluna de Carlos Swann no jornal O Globo, que era repercutida em vários jornais do país.

 Antes de se consolidar como "âncora" foi comentarista da Globo e SBT. Na Band começou como apresentador do Jornal do Rio, sendo posteriormente alçado a comandante do principal noticiário da emissora paulista em rede nacional.

Recentemente (pouco antes das eleições) encontrei, via whatsapp, um conhecido comum e nos lembramos de Boechat (apelidado carinhosamente de Chernenkinho, em alusão a sua pseudo-semelhança com o ex-lider soviético) alguns bons momentos daquela época. O que me choca não é a morte em si, mas o "inesperado fatal" da qual ele acaba de ser vítima. Que dureza!!!!


Etcetera por Ricardo Leal

Publicitário, radialista, poeta e escritor. Carioca, radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular da coluna/blog Etcetera, veiculada no portal Painel Notícias e  na revista Painel Alagoas

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