Assessoria
JHC e Arthur Lira pedem tropas federais nos 102 municípios
JHC e Arthur Lira reuniram-se nesta terça-feira com o presidente do TRE-AL, desembargador Alcides Gusmão, e entregaram pedido da coligação Alagoas Gigante para que haja forças federais em todos os 102 municípios alagoanos durante a eleição. A coligação alega preocupação com interferência política na segurança pública e sustenta que problemas já reconhecidos pelo TSE em 2022 não teriam sido solucionados.
É importante separar pedido de decisão: o requerimento não significa que o reforço federal tenha sido autorizado. Em 2022, segundo a documentação mencionada pela própria coligação, o TSE autorizou forças federais em 27 municípios alagoanos.
Renan Calheiros concentra ataques em Arthur Lira durante sabatina
Na sabatina da TV Gazeta desta terça, Renan Calheiros elevou o confronto direto com Arthur Lira na disputa pelo Senado. Segundo o 7Segundos, Renan questionou a atuação e o patrimônio político do adversário e associou Lira ao modelo de distribuição de emendas que critica no Congresso. As declarações são acusações e argumentos de campanha de Renan, não conclusões independentes sobre Lira.
O episódio é relevante também porque mostra a campanha para o Senado entrando numa fase de confronto nominal entre candidatos, em vez de ataques apenas indiretos entre os respectivos grupos políticos.
Última prefeita sem posição declara apoio a JHC e também a Marina
A prefeita de Água Branca, Nayara Emmanuela (PP), anunciou apoio a JHC para o Governo e Marina Cândia para o Senado. Ela era apontada pela imprensa local como a última prefeita alagoana que ainda não havia declarado posição na disputa pelo governo.
Com a adesão, levantamento do Jornal de Alagoas contabiliza 13 prefeitos apoiando JHC e 89 apoiando Renan Filho. Esses números representam o mapeamento político feito pelo veículo, e não uma contabilização oficial da Justiça Eleitoral. A movimentação de Nayara provocou críticas de aliados dos Calheiros, pois a prefeita mantinha relação política com o governo Paulo Dantas.
Lula desembarca quinta-feira em Maceió para ato com Renan Filho
Foi confirmada para quinta-feira (24) a passagem de Lula por Maceió. A agenda divulgada prevê participação do presidente em ato eleitoral ao lado de Renan Filho, colocando a presença do candidato à reeleição presidencial diretamente na campanha estadual nesta reta final.
Renan já vinha associando sua campanha a Lula em material eleitoral e atos políticos; a visita leva essa associação para uma agenda presencial em Alagoas. Do outro lado, Flávio Bolsonaro declarou apoio a JHC, enquanto JHC até agora não formalizou apoio público equivalente na disputa presidencial.
Assessoria
Paraná Pesquisas traz JHC com 48,6% e Renan Filho com 41,6%
Pesquisa Paraná divulgada nesta segunda-feira mostra JHC com 48,6% e Renan Filho com 41,6% no cenário estimulado para o Governo. Lenilda Luna e Márcio Jambo aparecem com 0,6% cada. O levantamento ouviu presencialmente 1.400 eleitores de 56 municípios entre 18 e 20 de setembro, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais e está registrado sob o nº AL-05775/2026.
É uma fotografia diferente da pesquisa Real Time divulgada na semana passada, que mostrava Renan com 46% e JHC com 43%, dentro da margem. A diferença entre levantamentos reforça a necessidade de observar cada pesquisa como uma medição específica, considerando instituto, amostra e período de coleta, e não como previsão do resultado eleitoral.
Senado: Paraná registra Arthur Lira 41,2%, Marina 37,8% e Renan Calheiros 34,6%
A mesma pesquisa trouxe uma mudança relevante na fotografia da disputa pelas duas cadeiras do Senado. No levantamento estimulado, Arthur Lira registra 41,2%, Marina Cândia 37,8%, Renan Calheiros 34,6% e Davi Davino Filho 25,7%. Como o eleitor pode votar em dois candidatos, os percentuais somados ultrapassam 100%.
Aqui também há forte variação entre institutos: o Real Time da semana passada apresentava, em seu indicador consolidado, Renan com 22%, Marina com 21%, Arthur com 19% e Davi com 17%. Portanto, mais importante que transformar um levantamento isolado em tendência é acompanhar se pesquisas posteriores reproduzirão ou não o movimento registrado pelo Paraná.
Prefeitos ligados a Arthur Lira fecham o segundo voto para Marina Cândia
Talvez seja o movimento político mais interessante do fim de semana fora das pesquisas. Prefeitos ligados ao grupo de Arthur Lira passaram a declarar Marina Cândia como segundo voto para o Senado, inclusive gestores que anteriormente haviam sinalizado apoio a Renan Calheiros. Entre os nomes citados estão Marlan Ferreira, Pauline Pereira, Edilza Alves, Charles Pacheco e Peu Pereira.
A movimentação ajuda a explicar a estratégia da aliança Arthur–Marina: transformar o acordo firmado na cúpula em dobradinhas municipais, especialmente no Agreste e no interior. Politicamente, é também um teste interessante porque Arthur e Marina precisam compartilhar parte do mesmo eleitorado sem que a busca pelo segundo voto prejudique nenhuma das duas candidaturas.
Lula entra diretamente na campanha de Renan Filho
Renan Filho anunciou nesta segunda-feira que Lula estará em Maceió na quinta-feira (24) para um ato eleitoral previsto para as 19h, na Praça Marechal Deodoro. A presença presidencial coloca de maneira mais explícita a campanha nacional dentro da disputa alagoana e reforça a estratégia de Renan de explorar sua associação política com Lula.
O movimento também aumenta o contraste com a estratégia adotada pelo outro campo: JHC tem evitado aparecer nas agendas locais de Flávio Bolsonaro e de seu vice, Alfredo Gaspar, embora o PL faça parte de sua coligação. No último fim de semana, Gaspar percorreu municípios alagoanos e JHC e Marina Cândia não participaram das atividades divulgadas.
AssessorIA
Marina Cândia falta à sabatina da TV Gazeta
Marina Cândia (PSDB) seria a primeira candidata ao Senado entrevistada pela OAM nesta quinta-feira, mas não compareceu à sabatina do Bom Dia Alagoas. Segundo a emissora, sua assessoria informou que ela cumpriria agenda no interior, embora representantes da campanha tenham participado, há mais de 20 dias, da reunião que acertou regras, formato e calendário das entrevistas.
A ausência chama atenção porque Marina disputa sua primeira eleição e as sabatinas oferecem justamente a oportunidade de apresentar propostas e construir uma identidade própria para além da associação política com JHC. A série continua amanhã com Dr. Wanderley; Arthur Lira será entrevistado segunda e Renan Calheiros, terça.
Arthur Lira começa a entregar a JHC aquilo que mais lhe faltava: prefeitos
Uma movimentação importante ocorreu no interior. Levantamento publicado pelo Jornal de Alagoas aponta que JHC passou de aproximadamente seis para 12 prefeitos aliados depois da consolidação da parceria com Arthur Lira. Entre os apoios recentes estão Teófilo Pereira, de Craíbas, e Denyse Siqueira, de Ouro Branco.
A diferença para Renan Filho continua enorme: o levantamento atribui ao emedebista apoio de 89 prefeitos. Portanto, não há equivalência entre as estruturas municipais. O dado politicamente relevante é outro: Lira começa a reduzir o isolamento de JHC no interior, mostrando concretamente o que sua entrada na aliança pode acrescentar à campanha.
Paulo Dantas entra ainda mais diretamente no confronto com JHC
Depois da inauguração do Hospital do Idoso, o governador Paulo Dantas fez uma transmissão dentro da unidade para contestar informações de que o hospital teria sido entregue sem estrutura adequada. Mostrou leitos, equipamentos e pacientes e, em seguida, desafiou JHC a permitir uma transmissão semelhante no Hospital da Cidade, em Maceió.
As declarações sobre o funcionamento das unidades são afirmações políticas de Dantas e precisam ser tratadas dessa maneira. Mas o movimento confirma algo mais amplo: o governador está assumindo cada vez mais o papel de linha de frente da campanha de Renan Filho contra JHC, inclusive colocando as realizações das administrações estadual e municipal em confronto direto.
AssessorIA
Real Time: Renan 46% × JHC 43% para o governo
A Real Time Big Data divulgada hoje coloca Renan Filho com 46% e JHC com 43% no primeiro turno. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado representa empate técnico. Num eventual segundo turno, aparecem Renan 47% e JHC 43%, também sem distância estatisticamente segura entre os dois considerando a margem. Foram entrevistados 1.600 eleitores entre 10 e 14 de setembro; registro AL-09248/2026.
O dado ganha interesse porque contrasta com levantamentos recentes que chegaram a apontar vantagem expressiva de JHC. Mais uma vez, as pesquisas alagoanas contam histórias bastante diferentes, e a Real Time retrata uma eleição essencialmente equilibrada.
Senado tem uma configuração completamente diferente na mesma pesquisa
A surpresa talvez seja ainda maior no Senado. Considerando o primeiro voto, Renan Calheiros aparece com 30%, Arthur Lira 21%, Marina Cândia 20% e Davi Davino Filho 17%. No resultado consolidado dos dois votos, normalizado para 100%, Renan tem 22%, Marina 21%, Arthur 19% e Davi 17%.
Ou seja: o levantamento mostra Renan Calheiros numericamente à frente no primeiro voto e uma disputa muito apertada envolvendo Marina, Arthur e Davi. É um cenário bem diferente de pesquisas anteriores que apresentavam Arthur com maior vantagem.
Paulo Dantas aumenta a pressão sobre JHC
Paulo Dantas entrou mais diretamente na campanha hoje. Durante a inauguração do Hospital do Idoso, criticou JHC — sem inicialmente citá-lo nominalmente — dizendo que o ex-prefeito passou pela Assembleia, Câmara dos Deputados e Prefeitura de Maceió e “não fez um concurso”. Também contrapôs os recursos recebidos pela capital com Braskem e BRK ao que classificou como falta de planejamento.
É um movimento politicamente relevante porque mostra o governador assumindo papel mais ostensivo na defesa da candidatura de Renan Filho. A tendência da reta final é justamente essa: Paulo Dantas mais presente com Renan e Arthur Lira cada vez mais presente com JHC.
Arthur Lira leva a pauta da água para a campanha ao Senado
Arthur Lira aderiu ao Pacto pela Água e ao movimento Barragens Já, defendendo obras de armazenamento e segurança hídrica para o Agreste e Sertão. A movimentação acontece justamente quando a Real Time mostra uma disputa bastante apertada pela segunda vaga ao Senado.
A questão da água também entrou fortemente na campanha de JHC nas últimas semanas. Para Lira, portanto, há uma convergência temática com seu principal aliado na chapa majoritária, ao mesmo tempo em que precisa disputar espaço com Marina e Davi e responder ao desempenho de Renan Calheiros mostrado hoje.
Assessoria
Justiça manda Renan retirar vídeo que dizia que JHC é investigado no caso Master
A Justiça Eleitoral determinou nesta segunda-feira (14) que Renan Filho retire do Instagram um vídeo no qual afirma que JHC é investigado no caso Iprev/Banco Master. A decisão considerou que a documentação apresentada não permite afirmar, nos termos utilizados pela propaganda, que exista investigação criminal contra JHC.
Há uma sutileza importante: em outra decisão, a Justiça manteve publicação que tratava da responsabilidade política/administrativa de JHC pela gestão municipal na época dos investimentos. Ou seja, cobrar responsabilidade política é uma coisa; apresentar como comprovado envolvimento pessoal ou condição de investigado é outra.
Renan Filho dobra a aposta no Master
Mesmo diante da disputa judicial sobre a propaganda, Renan Filho não recuou. Em agenda nesta segunda-feira em Arapiraca, afirmou que JHC perderá a eleição e enfrentará investigação relacionada ao caso Master.
Renan Calheiros também entrou diretamente na ofensiva, afirmando que os R$ 97 milhões teriam sido aplicados sem decisão do conselho do Iprev e atribuindo participação a JHC e ao então secretário municipal de Finanças. A própria reportagem registra, entretanto, que JHC não é destinatário das medidas cautelares da PF; existe menção do MPF a seu “possível envolvimento”, enquanto JHC nega participação e o Iprev sustenta autonomia administrativa.
Marina fecha definitivamente sua chapa: Lessa sai e Jurandir Boia entra
Também houve definição importante na disputa pelo Senado. Ronaldo Lessa está definitivamente fora da eleição. A ata protocolada nesta segunda confirmou Eudócia Caldas como primeira suplente de Marina Cândia e Jurandir Boia, do PDT, como segundo suplente.
Isso encerra a especulação de que Lessa poderia simplesmente mudar de posição dentro da chapa e assumir a primeira suplência. A composição agora fica: Marina — Eudócia — Jurandir Boia.
Para Marina, é importante encerrar rapidamente esse ruído porque ela entrou na reta final efetivamente disputando uma das duas vagas ao Senado.
A reta final começa a ganhar padrinhos: Lula para Renan; Lira para JHC
A movimentação das últimas horas mostra outra transformação interessante da campanha. Renan Filho prepara uma participação mais intensa de Lula em Alagoas, enquanto Paulo Dantas amplia a articulação com prefeitos e lideranças. Do outro lado, Arthur Lira está cada vez mais presente ao lado de JHC e Marina.
No domingo, JHC, Marina e Lira participaram juntos de uma grande carreata pelas regiões das orlas Marítima e Lagunar de Maceió. Renan, por sua vez, esteve nesta segunda em Arapiraca e também intensificou a aproximação com lideranças evangélicas.
Assessoria
Debate produz uma nova briga: Marcelo Victor parte para cima de JHC
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, entrou hoje diretamente na campanha. Depois de ter seu nome associado por JHC a acusações de corrupção durante o debate, publicou uma dura carta aberta contra o tucano. Marcelo afirma que não responde a denúncia nem possui condenação por corrupção e acusa JHC de mentira e falso moralismo.
É um desdobramento politicamente relevante porque Marcelo Victor é uma das figuras mais influentes da política estadual e importante aliado do grupo de Renan. O debate terminou ontem à noite, mas uma de suas principais consequências começou hoje.
Marina intensifica ofensiva pelo interior e transforma ataques em discurso eleitoral
Marina JHC realizou em Santana do Ipanema um encontro voltado ao eleitorado feminino. Segundo a organização, mais de 2 mil mulheres participaram. Marina aproveitou as críticas recentes sobre sua origem e experiência para construir o discurso de que estaria sofrendo uma tentativa de “silenciamento” e defendeu maior presença feminina na política.
Independentemente do número divulgado pela campanha — que deve ser tratado como estimativa da organização —, há uma estratégia evidente: Marina está tentando deixar de ser apenas “a candidata ligada a JHC” e construir uma narrativa própria, especialmente entre mulheres e no interior. Isso interessa bastante numa disputa em que ela já apareceu competitiva pela segunda vaga ao Senado.
Arthur Lira acelera campanha no interior enquanto adversários se enfrentam
Arthur Lira passou hoje por Teotônio Vilela e São Sebastião, ampliando a agenda de campanha pelo interior e recebendo manifestações de apoio de lideranças locais. A movimentação ocorre justamente enquanto Renan Calheiros e Marina concentram boa parte da atenção e dos ataques na corrida ao Senado.
Isso reforça uma questão levantada pelo "Palanque Alagoas" há poucos dias: Arthur continua conseguindo fazer campanha com muito menos confronto direto do que seus principais concorrentes. Para uma eleição com duas vagas, deixar o candidato que aparece repetidamente no primeiro pelotão percorrer o estado praticamente fora da linha de tiro pode acabar sendo uma vantagem considerável.
Assessoria Montagem:Palanque Alagoas
Praticamente empatados
A AtlasIntel, divulgada hoje, mostra JHC com 49,3% e Renan Filho com 46,4% na disputa pelo governo. Como a margem é de três pontos percentuais, o resultado configura empate técnico. Num eventual segundo turno, JHC aparece com 49,9% e Renan, 46,7%. Foram entrevistados 1.200 eleitores entre 4 e 9 de setembro; registro AL-00447/2026.
O resultado chama atenção porque ontem o Ranking/CadaMinuto apresentou cenário completamente diferente: JHC 47,34% × Renan 34,88%. Temos, portanto, mais uma demonstração de como os institutos continuam oferecendo fotografias muito diferentes da eleição alagoana.
Hoje tem o primeiro debate JHC × Renan Filho
Às 19h desta quinta-feira, a TV Gazeta realiza o primeiro debate da campanha para o governo. JHC e Renan Filho foram convidados para o confronto, que será mediado pelo jornalista Filipe Toledo.
Talvez seja o acontecimento político mais importante do dia em Alagoas. Até agora a disputa vem sendo travada principalmente por propaganda, redes sociais, sabatinas separadas, pesquisas e ataques cruzados. Hoje os dois principais candidatos terão a oportunidade de confrontar diretamente versões, números e propostas.
TRE suspende pesquisa da Real Time Big Data que seria divulgada
Aqui temos uma notícia importante que passou quase despercebida. O TRE-AL suspendeu liminarmente a divulgação da pesquisa Real Time Big Data AL-08227/2026, que mediria as disputas para governo e Senado e tinha divulgação prevista para ontem. O problema apontado pela Justiça não foi metodológico, mas a comprovação da origem dos R$ 24 mil utilizados para financiar o levantamento.
A decisão é especialmente interessante diante da verdadeira guerra de pesquisas em Alagoas. O TRE determinou apresentação de documentação financeira e enviou o processo ao Ministério Público Eleitoral. Portanto, a pesquisa não foi anulada nem considerada fraudulenta; sua divulgação está suspensa enquanto a questão do financiamento é esclarecida.
Justiça suspende propaganda de candidato ao Senado por excesso de participação de apoiador
Outra decisão eleitoral saiu hoje. O TRE-AL determinou a suspensão de uma inserção de 30 segundos de candidato ao Senado porque um candidato ao governo utilizado como apoiador teria ultrapassado o limite legal de 25% da propaganda. Segundo o relator, a participação comunicacional ocupava aproximadamente 23,45 segundos da peça.
A liminar permite que uma versão corrigida volte ao ar e prevê multa de R$ 20 mil por descumprimento. O mérito ainda será julgado. É mais um sinal de que, entrando na reta decisiva, a Justiça Eleitoral está examinando com lupa a propaganda das chapas alagoanas
Assessoria Montagem:Palanque Alagoas
Nova pesquisa coloca JHC com vantagem de 12,46 pontos sobre Renan Filho
Pesquisa Instituto Ranking/CadaMinuto divulgada nesta manhã aponta JHC com 47,34% e Renan Filho com 34,88%. Lenilda Luna registra 0,76% e Márcio Jambo, 1,42%. Considerando apenas os votos válidos, o levantamento calcula JHC com 56,09%, resultado que permitiria vitória no primeiro turno se fosse reproduzido nas urnas.
Foram ouvidos 1.200 eleitores entre 3 e 5 de setembro, com margem de erro de 2,83 pontos e registro AL-01751/2026. O dado chama ainda mais atenção porque contrasta radicalmente com a DataTrends divulgada poucos dias atrás, que mostrou JHC e Renan empatados em 43%.
Marina ultrapassa Renan Calheiros e aparece na segunda vaga para o Senado
O mesmo Ranking/CadaMinuto trouxe uma novidade importante para o Senado. No resultado consolidado das duas escolhas, Arthur Lira lidera com 38,91%, Marina JHC aparece com 35,04% e Renan Calheiros cai para 26,12%. Davi Davino Filho tem 17,77%.
E Marina aparece à frente de Renan tanto na primeira escolha — 18,45% × 15,08% — quanto na segunda, 16,59% × 11,04%. É provavelmente o resultado mais favorável à candidata até agora .
TRE manda JHC retirar postagens que classificavam críticas de Renan como “fake news”
A Justiça Eleitoral determinou a retirada de duas publicações da campanha de JHC que classificavam como desinformação declarações de Renan Filho sobre indicadores da saúde pública de Maceió. Segundo a decisão liminar, havia documentação pública dando sustentação às críticas apresentadas pelo candidato do MDB.
A decisão não significa que o TRE tenha declarado a saúde de Maceió ruim, mas que, diante dos documentos apresentados — incluindo dados do IPS Brasil e informações relacionadas a auditoria do Denasus —, aquelas afirmações de Renan não poderiam simplesmente ser rotuladas como “fake news”. O episódio coloca a saúde da capital definitivamente entre os temas do confronto JHC × Renan.
Polarização nacional entra de vez na eleição: Renan abraça Lula e JHC evita Flávio
A campanha de Renan Filho passou a explorar de maneira muito mais explícita sua associação com Lula, utilizando a imagem do presidente no guia, rádio, redes e peças eleitorais. JHC segue caminho diferente: apesar de Flávio Bolsonaro já ter declarado apoio à sua candidatura e de integrantes do bolsonarismo estarem em sua coligação, o tucano evita assumir publicamente uma vinculação mais forte com o presidenciável do PL.
A lógica eleitoral é interessante. Renan aposta na força de Lula em Alagoas; JHC procura preservar simultaneamente o eleitor bolsonarista e espaço entre eleitores de centro. A nacionalização da campanha estadual pode acabar sendo decisiva justamente porque a disputa local está apertada.
Assessoria
MP Eleitoral recua e passa a defender candidatura de Yale Fernandes
Esta talvez seja a principal novidade objetiva do dia. O Ministério Público Eleitoral, que havia pedido a impugnação de Yale Fernandes, vice na chapa de Renan Filho, reviu sua posição depois de analisar a documentação apresentada pela defesa. Agora, o procurador regional eleitoral Marcial Duarte Coelho considera que não existem provas robustas de que Yale tenha continuado exercendo as funções de secretário de Arapiraca depois da desincompatibilização e pediu o deferimento de seu registro.
É uma reviravolta importante porque praticamente desmonta, do ponto de vista do próprio autor da impugnação, um problema jurídico que poderia atingir diretamente a chapa de Renan. A palavra final, entretanto, continua sendo do TRE-AL.
Chapa de Marina continua sem substituto para Ronaldo Lessa
Cinco dias depois da renúncia de Ronaldo Lessa à segunda suplência de Marina Candia, o PSDB ainda não oficializou quem ocupará a vaga. A saída foi justificada por Lessa como decorrente de um “remanejamento da chapa”, e surgiu nos bastidores a possibilidade de ele ser promovido à primeira suplência, posição originalmente ocupada por Eudócia Caldas.
O curioso é justamente a demora. Se fosse apenas uma substituição burocrática, provavelmente já estaria resolvida. Como observamos quando a renúncia aconteceu, vale continuar acompanhando Lessa: o tal “remanejamento” ainda pode esconder uma negociação política maior.
Marina leva secretário de Paulo Dantas à Justiça Eleitoral
A campanha de Marina apresentou notícia-crime contra Marcelo Melo Silva, secretário estadual da Agricultura, após declarações feitas durante ato político em Santana do Ipanema. A defesa da candidata afirma que houve xenofobia e misoginia ao questionar sua origem e seu conhecimento sobre municípios e localidades de Alagoas. O secretário teria dito, inclusive, que Marina seria de Goiás — ela nasceu em Cuiabá, Mato Grosso.
Aqui é importante separar as coisas: a existência da representação é fato; a ocorrência de crime, não. Caberá ao Ministério Público Eleitoral e eventualmente à Justiça decidir se as declarações ultrapassaram a crítica política. Eleitoralmente, porém, Marina ganha uma oportunidade para responder ao discurso de que seria uma candidata “de fora”.
Adversários miram Renan, enquanto Lira sofre poucos ataques
Uma análise publicada hoje chama atenção para uma assimetria interessante na disputa pelas duas vagas ao Senado. Renan Calheiros virou alvo recorrente dos adversários, enquanto Arthur Lira atravessa até aqui uma campanha relativamente poupada de ataques diretos.
Isso merece atenção porque as últimas pesquisas mostram uma corrida bastante embolada. Na Quaest, Arthur tinha 20%, Renan 18%, Marina 15% e Davi Davino 10%; pela margem de erro, os três primeiros estavam tecnicamente empatados. Se vários candidatos disputam votos atacando Renan enquanto Arthur permanece fora da linha de tiro, Lira pode acabar sendo beneficiado pela própria estratégia dos concorrentes.
O Tribunal de Contas existe para fiscalizar. Mas quem fiscaliza o Tribunal de Contas?
A pergunta ganha relevância diante de situações que tem ocorrido na administração do TCE de Alagoas sob a presidência do conselheiro Bruno Toledo.
Relatos publicados na imprensa apontam um ambiente de insatisfação entre servidores efetivos, com retirada de gratificações, afastamentos e exonerações, enquanto levantam suspeitas sobre a presença de pessoas pertencentes a determinados grupos familiares em cargos comissionados.
São acusações graves — e justamente por isso precisam ser esclarecidas, não transformadas antecipadamente em sentença.
Se existem parentes nomeados, o Tribunal deveria informar quem são, quais cargos ocupam, quando foram nomeados, qual o vínculo familiar e quais critérios justificaram as escolhas.
Se não existe nepotismo ou favorecimento, que os atos e as relações funcionais sejam apresentados de maneira transparente e encerrem a suspeita.
O que menos combina com uma Corte de Contas é a dúvida.
O TCE cobra de prefeitos, secretários e gestores públicos respeito aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Não pode exigir dos fiscalizados aquilo que não esteja disposto a demonstrar dentro da própria casa.
Mais desconfortável ainda seria transmitir a impressão de que servidores efetivos perdem espaço enquanto relações pessoais ou familiares eventualmente encontram portas abertas. Isso precisa ser explicado.
O sobrenome de alguém não constitui irregularidade. O parentesco, isoladamente, tampouco permite conclusões automáticas. Mas quando surgem suspeitas sobre favorecimentos justamente dentro do órgão encarregado de combater favorecimentos, silêncio e opacidade são péssimas respostas.
Porque antes de fiscalizar a moralidade dos outros, é indispensável demonstrá-la dentro de casa.
Palanque Alagoas
por Redação
Análise dos bastidores e do panorama polítco em Alagoas