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03/04/2021 às 14h00

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Nova ameaça ao meio ambiente

Porto de Maceió - Reprodução

 

Para refletir

O bom político não age com o coração, mas com o fígado. Não espere dele reconhecimento ou gratidão.


Não bastasse todo o desastre sem precedentes, ocorrido pela Braskem em Maceió, destruindo vários bairros da capital, agora surge outra ameaça que pode ser danosa se não for controlada pelos órgãos de meio ambiente e até pela sociedade civil alagoana.

A Administração do Porto de Maceió, que funciona como uma sucursal do terminal de Natal/RN se prepara para a execução de um projeto tremendamente impróprio para a nossa população.

Maceió está prestes a herdar, desta vez pelo porto, uma nova preocupação. Sob a miopia gerencial local, uma empresa estrangeira vai estocar, em plena área metropolitana e por longos períodos, milhares de toneladas de ácido sulfúrico, bem ao lado do terminal que concentra todo o açúcar para exportação produzido no estado de Alagoas.

São 3.200 m3 de armazenagem. Haverá uma atracação por ano e o ácido será descarregado e armazenado num tanque dentro do terminal. À medida que interessar, o arrendatário vai retirando do Porto.

Os riscos são óbvios: vazamentos da substância no mar e no subsolo, pois teremos uma longa linha dutoviária dentro do Porto. E mais os eventuais vazamentos de gases, coisa natural em armazenagem de grandes quantidades de produtos químicos.

Esse tipo de armazenagem ocorre normalmente em áreas e polos distantes de grandes centros urbanos, como ocorre em Aratu e Suape.

O processo todo foi conduzido como se Maceió tivesse um polo petroquímico, mas não tem. A própria armazenagem de combustíveis já é questionável por sua localização. Quanto mais com um ou dois tanques de ácido sulfúrico ao lado.

A sociedade clama para que não seja cometido mais um crime por negligência das autoridades locais. Alerta urgente ao Ministério Público para ação imediata objetivando barrar mais uma loucura de agressão ao meio ambiente.

Há de se perguntar quantas e quais audiências públicas aconteceram? Como foi o processo decisório? Quais os órgãos de proteção ao meio ambiente se pronunciaram sobre o projeto e como foi a decisão desses órgãos? Pode estar tudo certo e na conformidade das legislações, mas é preciso que se dê satisfação ao povo de Maceió.

O dever é de todos

O estado de Alagoas continua como protagonista entre os que mais obtiveram resultados positivos no combate ao Coronavírus. Com as medidas sanitárias adotadas pelo governo estadual já começamos a sentir os efeitos da redução de casos de contaminação. Também merece destaque a vacinação que por aqui tem avançado proporcionalmente mais que em outras unidades da federação. O governador Renan Filho tem acompanhado em caráter permanente o combate à pandemia, com presença na linha de frente, em companhia do seu secretário de Saúde, Alexandre Ayres, que tem se revelado o melhor titular da pasta nos últimos anos.

O governo tem adotado medidas drásticas, mas necessárias, para que possamos continuar na vanguarda entre os demais estados, muitos em situação de colapso geral na saúde. O remédio é amargo em busca da solução para a pandemia. É hora da união, pois do contrário pagaremos um alto preço, com a perda de muitas vidas. O dever é de todos nós.

O crime dos fura-fila

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Ministério Público de Contas (MPC/AL) e Controladoria Geral da União (CGU/AL) iniciaram um minucioso trabalho de investigação com o intuito de definir estratégias para apuração de possíveis irregularidades na aplicação das vacinas contra a Covid em Alagoas. Os membros dessas instituições querem saber se há pessoas recebendo a imunização fora da lista de prioridades. Há nomes de mortos e de detentores de cargos políticos entre os casos suspeitos.

Dentre essas irregularidades detectadas nos municípios alagoanos, estão supostas aplicações em pessoas que já estão falecidas, casos de indivíduos que teriam recebido 3 ou 4 doses e situações de “fura-filas” da imunização, sem os requisitos previstos.

Ainda de acordo com o levantamento da Controladoria, 21 mortos aparecem na lista de vacinados do Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídos em 11 municípios alagoanos. Já outras 275 ocorrências são relativas a cidadãos que teriam recebido uma terceira dose da imunização. Por fim, mais de 100 pessoas expostas politicamente, entre vereadores, prefeitos e gestores públicos, também estão na suspeita da investigação.

Uma coisa é certa: a coisa vai ficar feia para quem burlou a vacinação por desonestidade vergonhosa. Cadeia nesses bandidos.

Militares se afastam de Bolsonaro

Tivemos um começo de semana de ebulição em Brasília, com foco no Palácio do Planalto, onde se aloja para governar o presidente da República, Jair Bolsonaro.  Com troca de vários ministros, rebeldias da bancada governista, imposições do Centrão, com alta temperatura no termômetro político nacional. Mas o grande peso da semana foi, sem dúvida, foi a exoneração da cúpula militar das Forças Armadas, por discordar do presidente da República, fato nunca acontecido na história brasileira.

Os comandantes reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição e foram demitidos.

Eles protestaram contra a demissão sumária, na véspera, do general da reserva Fernando Azevedo da Defesa. O presidente o pressionava a alinhar as Forças com a defesa política do governo e o apoio a medidas contra o isolamento social na pandemia.

O motivo da demissão sumária do ministro foi o que aliados dele chamaram de ultrapassagem da linha vermelha: Bolsonaro vinha cobrando manifestações políticas favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país.

O presidente falou publicamente que "meu Exército" não permitiria tais ações. Enquanto isso, foi derrotado no Supremo Tribunal Federal em sua intenção de derrubar restrições em três unidades da Federação, numa ação que não foi coassinada pelo advogado-geral da União, José Levi —ajudando a levar à sua queda, também na segunda.

A grande verdade é que os militares começam a cansar de Bolsonaro que quer um Exército para chamar de seu em contraponto dos fardados que se posicionam pela Constituição, como órgão de estado.

Pílulas do Pedro

ABRASEL não se conforma que os restaurantes não possam abrir para o almoço. Com cuidados eu acho também que deveriam.

Fernando Collor segue em peregrinação interior afora. Conversa ao pé do ouvido, afagos e acertos políticos vão sendo construídos. Onde chega, agrada.

Luciano Barbosa segue em frente construindo uma administração voltada para a retomada do desenvolvimento de Arapiraca, que esteve estagnado.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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