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03/07/2021 às 15h54

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Brasil, o país dos “vivaldinos”

 

Para refletir:“O presidente da República, que é um contumaz veiculador de fake news, ele agora está com amnésia”. (Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia) 

Lamentavelmente somos um país no qual se dá melhor o “vivaldino”, o malandro, o mau caráter. Literalmente em nossa história o mocinho é derrotado pelo vilão. Vejamos, por exemplo, a situação de alguns políticos safados, investigados, processados e alguns até presos por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato, evasão de divisas, peculato e outros tantos. Um Brasil ingênuo e esperançoso começou a acreditar que tudo tinha mudado ao assistir a prisão de ministros, governadores e até ex-presidentes, além de grandes e milionários empresários, na deflagração da Operação Lava Jato (a maior caça aos corruptos da história da política do país). Não levou muito tempo e a própria operação foi desmoralizada pelo Poder Judiciário, escancarando à nação sua fantasiosa história de mentiras, parcialidade e partidarismo político. Seu líder maior, antes transformado em herói, o juiz Sérgio Moro, movido pela vaidade e desejo de poder, teve sua vida virada pelo avesso e descobriu-se que não passava de um interesseiro, em defesa de um lado, igualzinho aos que condenou e perseguiu. Teve suas principais decisões anuladas pelo STF, que também se mostra uma corte de faz de contas, com ministros denunciados por corrupção, vendas de sentenças e outros crimes, jamais imaginados se perpetrarem em um tribunal superior, onde se supõe ser cenário de altas e republicanas decisões.

E os bandidos como estão? Livres, leves e muitos soltos. As investigações provaram o roubo de bilhões dos cofres públicos, dinheiro destinado a programas sociais, merenda escolar e hospitais para salvar a vida de miseráveis. Em uma visão humanística cometeram “crimes hediondos”. De uma coisa se tem certeza: os soltos e os presos, todos e suas famílias estão ricos. Fica aqui então uma dica para os que querem entrar para a política: Aqui o crime compensa e vale à pena roubar.

O povo contra

A manifestação de grupos ligados aos movimentos LGBT e da população de Maceió na frente da Câmara de Vereadores, esta semana, mostrou a insatisfação da sociedade contra a concessão do título de cidadão honorário de Maceió, para o presidente Jair Bolsonaro. Os vereadores que se atreveram a aprovar a aberração receberam em troca a indignação pelo deplorável ato e já foram ameaçados de ter seus nomes lembrados em próximas eleições. Um dos principais defensores da indecente aprovação, vereador Leonardo Dias (sempre ele) foi vaiado, ao chegar à Câmara, pateticamente, com uma bandeira nacional nos ombros. Os vereadores contrários a homenagem foram aplaudidos pela população.

Fazendo cultura

Quem falou que Maceió não teria São João? Teve sim e dos bons. A criatividade, solidariedade e consciência de que pra tudo se dá um jeito, levaram a Prefeitura da capital, através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizar uma programação virtual entre os dias 23 e 29 com apresentações de grupos quadrilhas, trios e bandas de forró. A festa, produzida com esmero e profissionalismo fez com que fosse considerado um dos mais animados festejos juninos do Nordeste. As atrações se apresentaram em lives transmitidas por canais virtuais e assistidas por numeroso público. Em tempos de pandemia e com restrições de aglomeração os músicos e grupos culturais alagoanos tiveram a oportunidade de se apresentar para o público que improvisou em casa as festas de São João. Parabéns à secretária Mirian Monte e sua competente equipe pelo profissionalismo e brilhantismo da realização. 

Tempos nebulosos

Perguntado sobre possibilidade de haver clima para um eventual processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, respondi que não faço a mínima ideia do que poderá acontecer, mas alguma coisa haverá de acontecer, diante desse caos absoluto, abalando muito a estabilização institucional do país.

O assunto faz-me lembrar uma palestra que assisti, em Brasília, proferida por uma procuradora da PGR e eu lhe perguntava: o Brasil tem jeito? E ela me respondia: “tem que ter, mas terá que chegar a uma grande e extremosa convulsão, para aí então renascer”. Percebo que esse tempo pode estar chegando. 

Isso é muito ruim para o país. Nosso foco deveria ser a pandemia, o combate ao desemprego. Temos uma nação de desempregados.

Se percebe, claramente, uma antecipação do calendário eleitoral. Há uma incerteza muito grande. Particularmente não acredito em impeachment. Não podemos brincar de botar e tirar presidente. Não creio que haja mudanças bruscas. Mas consequências para o ano que vem, virão sim, muitas. O governo Bolsonaro acabou, sua popularidade vai definhar. Se o que faltava era a indicação de corrupção, temos aí uma fartura de acusações, suspeitas e provas, como uma bomba no colo de um presidente irresponsável, tosco e negacionista. É aguardar para conferir.

Alagoas liderando

Para se somar às boas notícias conquistadas pelo governo do estado, mais uma para comemorar. Alagoas liderou a criação de novas empresas na região Nordeste e figura em quinto lugar no ranking nacional. Somente entre janeiro e abril de 2021, foram abertos 14.125 novos empreendimentos no estado. O número registrado no último boletim do Mapa de Empresas do Brasil representa um aumento de 51,2% na taxa em relação ao mesmo período do ano passado. A estatística alagoana tanto lidera como supera a média regional, que ficou em 39%, de acordo com painel divulgado no último sábado (26) pelo Ministério da Economia por meio do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração.

Todas essas conquistas são frutos do trabalho e da capacidade de fazer acontecer do governador Renan Filho e uma equipe de craques aguerridos. Vamos em frente.

Pílulas do Pedro

Patrícia Mourão, com certeza tem muito a contribuir para o turismo de Maceió. Tem capacidade e experiência.

Senador Marcos Rogério (DEM/RO) se transformou em mero ventríloquo do Planalto, nas sessões da CPI. Um ridículo.

Prefeito JHC não abre mão. Todos os dias visita os postos de vacinação para checar o trabalho. Sempre cumprimentado com euforia pela população.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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