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03/12/2022 às 15h20

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Artur Lira, o cara


PARA REFLETIR

“Os servidores públicos de Alagoas se preparem. Terão que encarar medidas amargas a partir do próximo ano. Sobra sempre para os menores” (De um renomado economista).

Artur Lira, o cara

Ninguém tem dúvidas do grande poder de articulação que possui o deputado Arthur Lira, que hoje é o nome mais proeminente da política nacional. Durante toda a semana foi pauta principal nos grandes veículos, nos corredores do Congresso e arrebatou milhões de visualizações nas mídias sociais. Encerra o ano como o político mais importante do país e o senhor e dono da política alagoana, com todo merecimento, desbancando todos aqueles que ousaram medir forças com ele, Calheiros, Dantas, deputados estaduais e outros que se atreveram enfrenta-lo. Era só o prenuncio do quem viria em seguida.

Peitou os caciques das maiores bancadas na Câmara dos Deputados, encarou de frente o presidente eleito com 60,3 milhões de votos e de repente se viu com mais votos do que precisa, para ser reeleito presidente da Câmara.

Como presidente Arthur Lira foi o responsável pela sustentação do governo Bolsonaro, capenga, mergulhado em denúncias e evidências e corrupção e uma grande quantidade de pedidos de impeachment, guardados em suas gavetas.

Teve como dogma prestigiar primeiramente seus pares na Câmara, fortalecer o poder do Legislativo e reunir em torno do seu nome o maior número de bancadas que vão decidir sua permanência no posto mais cobiçado da Esplanada.

Para sua reeleição Artur Lira já conta com mais de 15 partidos, o que lhe garante vitória, com folga.

Arthur Lira II

Elio Gaspari

Arthur Lira arrastou as fichas

Goste-se ou não do deputado Arthur Lira, nas últimas semanas ele foi um mestre. Durante a campanha, Lula condenava sua posição de senhor das verbas do orçamento secreto. No dia da eleição, ele foi um dos primeiros a reconhecer o resultado. Nos dias seguintes, jogou parado enquanto o comissariado petista se enrolava com a PEC da Transição.

Passaram os dias, e no PT já se admite que ele seja reeleito para a presidência da Câmara. Só um sonhador poderia acreditar que um governo obrigado a enfrentar uma oposição feroz seria capaz de aprovar uma emenda constitucional, com os votos de três quintos da Casa, hostilizando seu presidente. O senador Renan Calheiros avisou que a PEC era uma barbeiragem, mas não foi ouvido.

Em poucas palavras, Lira colocou uma boa parte do Centrão no colo de Lula, antes mesmo de o governo ter começado. Na contrapartida, colocou uma parte dos planos de Lula no colo do Centrão.
O que parece ser um amargo limão poderá ser uma limonada. Lula precisa da paz política e, desde o século passado, o Centrão a oferece.

Artur Lira III

Bernardo de Mello Franco

Lira é um bolsonarista com fins lucrativos. Ao aderir, ganhou a chave do cofre e passou a manejar bilhões de reais do governo. Virou dono do orçamento secreto, que Lula definiu como “a maior bandidagem feita em 200 anos”.
Depois que as urnas se fecharam, o presidente eleito suavizou sua opinião sobre o deputado. Há três semanas, os dois se abraçaram e sorriram para fotos. Ontem a bancada do PT oficializou o apoio à reeleição do (ex) rival.

Os petistas argumentam que o momento requer pragmatismo. Lira já estaria com a vitória garantida, e insistir numa candidatura alternativa só ser- viria para marcar posição.

“Ruim com ele, pior contra ele”, resume um dos deputados mais influentes da sigla. Ele se refere ao trauma de 2015, quando Dilma Rousseff tentou enfrentar Edu- ardo Cunha, foi derrotada e ganhou um inimigo na cúpula do Congresso.
Lira se projetou como discípulo de Cunha. Exibe o mesmo apetite e mais sangue-frio para saciá-lo. Sob seu comando, o Centrão desbancou o velho MDB. Virou líder de mercado no ramo de negócios parlamentares.

Para se reeleger, o chefão da Câmara montou uma frente amplíssima.

Não é justo

Nos piores momentos vividos pelo presidente eleito a voz mais retumbante que se ouviu foi do senador Renan Calheiros. Na prisão de Lula denunciou (antes de todos) as arbitrariedades da Operação Lava Jato, partindo pra cima do então consagrado Sérgio Moro e dos procuradores liderados por Deltan Dallagnol, confrontou ministros do Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e insistiu na defesa do amigo, mesmo enfrentando todas as críticas e perseguições. Comandou a candidatura de Lula, evitando uma desmoralizada derrota, em um estado bolsonarista (raiz).

Na transição está sendo tratado com desdém, sem espaço para opinar, muito menos influir nas de cisões e indicações. Os petistas nunca gostaram de Renan,

Apenas o toleram, por conveniência.

Isnaldo Bulhões

O deputado Isnaldo Bulhões (MDB) tem em seu DNA a marca forte da habilidade política e sabe como poucos aproveitá-la. Seu pai, meu querido amigo Isnaldo e seu tio Geraldo, foram dos mais competentes e articuladores políticos vitoriosos.

Chegou na Câmara e sem precisar de nenhum cacique se fez respeitar (outros não conseguiu em vários mandatos) e logo tornou-se líder do seu partido

, com uma pauta eficiente e aglutinadora.

Nas negociações com o futuro presidente para formação do governo, se o MDB emplacar dois ou três ministérios, seu nome é o primeiro da lista, por unanimidade. É o preferido do presidente Baleia Rossi.

Formando o time

Caneta na mão, lista na mesa e pensando 2024, o prefeito JHC vai ter um final de ano de mudanças, alinhamento e fortalecimento das bases políticas. Com destino e vocação política, testado e aprovado em disputas eleitorais, decorridos dois anos de mandato, com aprovação nas alturas, sabe que dessa vez a concorrência será renhida.

O alcaide já demonstrou que é mestre no jogo da política, mas tem gente esperta e escolada na oposição. JHC quer formar uma seleção de craques políticos e técnicos, para entrar em campo logo no inicio do ano e caminhar em busca da renovação do mandato.

Polícia Federal

Feliz Ano Novo

BRASÍLIA – Tive informação concreta e de credibilidade total, sob condição de não publicar a origem. Os políticos e gestores públicos podem festejar o Natal, sem medo de que sejam acordados com agentes da Polícia Federal dentro de suas casas (ou apartamentos). Mas é bom que se preparem para o Ano Novo, com muita turbulência. “As operações estão montadas (várias), mas o momento de transição não recomenda. Mas logo no inicio do ano vão acontecer e a corporação não admite interferência de quem quer que seja. A PF vai seguir com total independências em suas investigações”, adiantou minha fonte. Só uma dica: tem prefeito que vai cagar nas calças.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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