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17/07/2023 às 12h40

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Juntos fariam mais

PARA REFLETIR

“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. (Friedrich Nietzsche)

Juntos fariam mais

Enquanto as chuvas caiam sobre o interior e a capital o governador Paulo Dantas e o prefeito JHC trabalhavam incessantemente em apoio aos milhares de vítimas a fúria das águas, que destruíram, desalojaram e mataram pessoas. Ambos abandonaram seus gabinetes e foram “correr trechos”, prestando assistência e buscando apoiar uma legião de miseráveis, desabrigados e sem ter o que comer, em decorrência das enchentes.

Ambos também faziam pausas apenas para criticar o outro, com cobranças ou denúncias sobre pequenas pautas, tudo já resvalando para o embate politico que se avizinha.  Se mostram dois bons gestores e poderiam fazer muito mais se estivessem juntos, pelo menos na hora de socorrer a população.

Eles podem tudo

Juízes e promotores de Minas Gerais que tiveram filhos nos últimos cinco anos ganharam um presente antecipado de dia dos pais, pelas mãos do presidente do Tribunal de Justiça de Minas, o desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, e do chefe do MP mineiro, o Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares.

Por meio de duas resoluções, eles instituíram o auxílio-creche para magistrados e promotores com filhos de até sete anos, que prevê pagamento mensal de R$ 950 por criança, matriculada ou não em instituição de ensino. O detalhe é que o benefício será pago não apenas a partir de agora, mas mediante cálculo de compensação que retroage a uma regra criada em 2010.Somos um país sem escrúpulos.

Tão bonzinho

O Ministério Público Estadual, pelo promotor Max Martins, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, está à frente de uma ação contra as empresas responsáveis ( sic) pelo show do artista alagoano Djavan,  que teve, comprovadamente um excesso de público em mais de 6 mil pessoas , causando vários incidentes e transtornos ao público que ficou apinhado , sem espaço tendo pago ingresso nada barato.

Ao que parece o promotor ficou com peninha das empresas trapalhonas e as propôs a uma multa ínfima de 20 mil reais.

Nesse preço vale até repetir a dose de irresponsabilidade

Sob suspeição

O DNIT suspendeu a realização de uma licitação de R$ 510 milhões para instalação de radares eletrônicos em rodovias federais após suspeitas de sobrepreço e de irregularidades na formatação do edital. Essas suspeitas foram apontadas pelas empresas concorrentes da licitação e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que calculou em pelo menos R$ 90 milhões o valor superfaturado (21% acima do valor de mercado de R$ 420 milhões).

O órgão atualmente está sob influência política do MDB e é subordinado ao Ministério dos Transportes, comandado pelo ministro Renan Filho (MDB-AL). O diretor-geral do DNIT Fabrício Galvão, ocupou cargos de secretário de Infraestrutura no governo de Alagoas e superintendente do órgão no estado. (com informações da coluna de Aguirre Talento/UOL)

Da tragédia, a festa

Por que será que político adora uma tragédia? Tão logo surgiram as chuvas, desalojando e levando famílias de miseráveis ao desespero e abandono, muitas vezes causados pelo próprio descaso do setor público com a preservação de encostas, falta de planejamento e ações preventivas para enfrentar desastres naturais, eles aparecem, por trás de forte aparato de mídia, clamando por recursos, com discursos der solidariedade fingida. Ai a coisa fica do jeito que eles gostam, principalmente deputados e senadores, que nem lembravam mais dos votos recebidos, desse mesmo povo hoje em amarguras. Fotógrafos a tiracolo, assessores e produtores de mídia, percorrem trechos da tragédia, posam à beira do caos, com uma solidariedade fingida e depois se calam a espera de novos desastres.

Circo do Birinho

Quem de uma geração mais antiga não se lembra do “Circo do Birinho”, em Maceió? Era muito pequeno e armava na de periferia, com a cobertura toda rasgada e que sua atração principal era o palhaço que levava o nome do circo.

Assistindo, por conta do ofício, uma sessão da CPI do 8 de janeiro, me vi no picadeiro do Circo do Birinho (com minhas desculpas ao próprio pela ofensa comparativa). Parlamentares sem nenhuma lógica política a fazer perguntas (pasmem) a um depoente que exerceu o direito de permanecer calado durante sua arguição.  Haviam só as perguntas, inócuas, vazias e inconsequentes.

Pílulas do Pedro

Os vereadores de determinadas cidades se apequenam quando se submetem, por interesse ou subserviência ao “jugo” de prefeitos desonestos. O eleitor vai cobrar.

O governador Paulo Dantas vai aumentando a cada dia o seu capital político. Tem destino e vocação.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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