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20/01/2026 às 17h00

Economia

Volta às aulas: Material escolar pode custar até 30% mais sem pesquisa de preços

Pesquisa de preços, reaproveitamento de itens e forma de pagamento fazem diferença no custo final da lista escolar

O primeiro trimestre do ano concentra algumas das despesas mais pesadas do orçamento familiar, e a compra de material escolar está entre os principais gatilhos de aperto financeiro. Dados divulgados pelo  Instituto Locomotiva e QuestionPro, indicam que 88% das famílias brasileiras sentem impacto direto no orçamento nesse período, e os gastos com material escolar já ultrapassaram R$ 49 bilhões no país, acumulando alta expressiva nos últimos anos. Além disso, levantamentos de Procons estaduais apontam variações de preço que podem chegar a mais de 250% entre lojas para um mesmo item, o que reforça a importância da pesquisa antes da compra.

Para Gabriel Eisner, consultor financeiro e sócio da Mhydas Planejamento Financeiro, o início do ano é um momento crítico justamente por reunir despesas obrigatórias e decisões de consumo muitas vezes emocionais. “Esse é um dos períodos em que o consumo tende a ser mais emocional do que racional. Por isso, o principal cuidado é separar o que é necessidade do que é desejo induzido. As listas escolares costumam ser extensas, mas muitas vezes incluem itens que podem ser reaproveitados ou substituídos por versões mais simples, sem prejuízo para o aprendizado”, afirma.

Outro ponto de atenção é o custo da conveniência. Segundo Eisner, comprar toda a lista em um único estabelecimento, sem comparar preços, pode tornar a compra até 30% mais cara. “As lojas não são fabricantes. Elas compram de fornecedores diferentes e repassam esses custos ao consumidor. Como resultado, um mesmo produto pode estar mais caro em uma loja e significativamente mais barato em outra”.

Por isso, a recomendação é comparar item a item, e não apenas o valor total da lista. “Com planejamento, é possível montar o material escolar aproveitando os melhores preços de cada loja. Essa prática gera uma economia relevante no valor final, especialmente em listas mais longas”.

O especialista também alerta para a necessidade de verificar se a escola não está solicitando materiais de uso coletivo. “Existem itens que, por lei, devem ser fornecidos pela própria instituição. Conferir isso evita gastos indevidos e protege o orçamento da família”.

Entre as principais recomendações para reduzir o impacto financeiro no começo do ano, Eisner destaca o reaproveitamento. “Mochilas, estojos, réguas, tesouras e até cadernos com folhas em branco podem ser reutilizados. Isso reduz o volume de compras imediatas”. A revisão da lista escolar também é essencial. “Vale confirmar com a escola o que é realmente obrigatório no início do ano. Muitos itens aparecem por padrão, mas só serão usados meses depois”.

A pesquisa de preços, segundo ele, é indispensável. “Em um cenário de inflação ainda pressionando o consumo, comparar papelarias físicas, atacarejos e e-commerces ajuda o consumidor a entender o mercado e fechar melhores negócios. Em alguns casos, essa diferença representa centenas de reais”.

Compras coletivas também ajudam a aliviar o bolso. “Quando os pais se organizam, conseguem negociar melhores condições, principalmente em compras de maior volume.” Eisner ainda recomenda evitar produtos com personagens licenciados. “Eles podem custar até o dobro, sem qualquer ganho funcional.”

Pensando no médio prazo, o planejamento antecipado é a estratégia mais eficiente. “O início do ano concentra alta demanda, o que pressiona os preços. Itens de uso recorrente, como cadernos, lápis e canetas, podem ser comprados ao longo do ano, em períodos de menor procura, quando os preços tendem a ser mais baixos”, destaca Eisner.

Pagar à vista ou parcelar?

De acordo com o consultor da Mhydas, o pagamento à vista só compensa quando o desconto é relevante. “No cenário atual, com a Selic em torno de 15% ao ano, pagar à vista só vale a pena quando o desconto supera 15%. Caso contrário, o parcelamento sem juros tende a ser financeiramente mais vantajoso”. Isso porque o dinheiro mantido investido pode render cerca de 1% ao mês líquido, superando descontos pequenos. “Um desconto de 5% à vista, por exemplo, não compensa frente ao rendimento do capital”.

Ainda assim, Eisner faz um alerta: “Parcelar sem planejamento pode comprometer a organização financeira, especialmente no primeiro trimestre, quando outras despesas como IPTU, IPVA e rematrícula também entram no orçamento”.

Planejamento é a chave para atravessar o início do ano

O começo do ano concentra uma série de despesas recorrentes e previsíveis. Para evitar o descontrole financeiro, Eisner recomenda mapear todos os gastos de janeiro e fevereiro. “Quando a família tem uma visão clara das despesas, evita decisões impulsivas e consegue priorizar o que realmente importa”.

No médio e longo prazo, a dica é antecipar esses custos. “IPTU, IPVA, escola e material escolar acontecem todos os anos. Criar um caixa específico ou reforçar a reserva de emergência ao longo do ano torna esse período muito mais tranquilo”.

Segundo ele, planejamento financeiro não é sobre cortar qualidade de vida, mas sobre previsibilidade. “Com organização, a família reduz o estresse, evita dívidas e atravessa o primeiro trimestre com mais segurança”, finaliza.

Sobre a Mhydas Planejamento Financeiro

A Mhydas Planejamento Financeiro está entre as empresas que mais crescem no Paraná e no Brasil. Com mais de 50 consultores financeiros, a empresa tem escritórios físicos em Ponta Grossa, Londrina, Campinas com atuação a nível nacional. Fundada por André Bobek, consultor eleito melhor vendedor de seguro de vida no Brasil por dois anos consecutivos (2019, 2020), consultor financeiro TOP Global, eleito 11º melhor do mundo, recordista do “State Insurance Sales” e membro do Million Dollar Round Table (MDRT), a Mhydas atua na educação, planejamento e melhoria da qualidade de vida por meio de consultoria financeira e tem a patente do Consórcio Multi Versátil. Saiba mais em: https://mhydas.com.br/


Fonte: Assessoria

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