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11/02/2026 às 18h00

Economia

Avanço dos diagnósticos precoces de câncer expõe novo risco no radar financeiro de jovens brasileiros

Segundo OMS, casos da doença devem superar 35 milhões por ano até 2050 e já impactam carreira, renda e decisões financeiras de pessoas em idade produtiva

Planejar carreira, renda e investimentos sempre fez parte da vida adulta. Agora, um novo fator começa a entrar nessa conta entre jovens brasileiros: o aumento no índice de casos de câncer entre 25 e 50 anos. Antes associado majoritariamente ao envelhecimento, o diagnóstico tem se tornado mais frequente em pessoas em plena fase produtiva, impactando não apenas a saúde, mas também a estabilidade financeira. Para se ter uma ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a tendência deve levar o número de novos diagnósticos a mais de 35 milhões por ano até 2050.

Além disso, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil registrou cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025 . Esse cenário vem redesenhando a forma como adultos abaixo dos 50 anos enxergam risco, trabalho e proteção financeira.

A mudança já reflete no comportamento de contratação de seguros. Levantamento da Azos, insurtech especializada em seguro de vida com coberturas em vida, mostra que mais de 70% das apólices de Doenças Graves estão concentradas entre pessoas de 25 a 44 anos, faixa etária economicamente ativa. Em 2025, 100% dos sinistros de Doenças Graves envolvendo mulheres na base da companhia tiveram o câncer como causa, reforçando a doença como o principal risco materializado quando esse tipo de cobertura é acionada.Esse tipo de seguro oferece o pagamento de uma indenização ao segurado em caso de diagnóstico de doenças como o câncer, permitindo que os recursos sejam usados livremente para manter renda, arcar com despesas do tratamento ou reorganizar a vida durante o período de afastamento do trabalho.

“A discussão sobre câncer ainda está muito centrada no acesso ao tratamento médico, mas o impacto financeiro de um diagnóstico durante a fase produtiva é igualmente decisivo. O seguro de Doenças Graves não é um produto de sucessão, e sim uma ferramenta de continuidade de renda, para ser utilizada ainda em vida”, afirma Rafael Cló, CEO da Azos.

Segundo a empresa, a maior parte das apólices está concentrada em faixas de renda intermediárias, entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, indicando que a busca por proteção não se limita a perfis de alto rendimento. Além disso, cerca de um terço dos segurados é formado por solteiros ou divorciados, sinalizando que a preocupação vai além da proteção de dependentes e passa pela preservação da própria autonomia financeira em caso de afastamento prolongado do trabalho.

Histórias individuais ajudam a dar dimensão concreta a esse cenário. O diretor de seguros da Portfel Consultoria, Matheus Falcão, recebeu o diagnóstico de câncer ainda jovem e, apesar de contar com plano de saúde, comenta que foi a cobertura de Doenças Graves que garantiu estabilidade financeira durante o tratamento. “O convênio cuidou da parte médica, mas o seguro me deu fôlego para reorganizar a vida, manter compromissos e não transformar a doença em um colapso financeiro”, relata. A experiência pessoal o levou a ingressar no mercado segurador, hoje atuando na conscientização sobre riscos que costumam ser ignorados antes de um diagnóstico.

A atriz, influenciadora e jornalista Duda Riedel, diagnosticada com leucemia aos 25 anos, também vivenciou impactos que foram além do tratamento oncológico. Após a cura, desenvolveu menopausa precoce e osteopenia, condição descoberta após uma fratura no fêmur. “O câncer não termina quando acaba o tratamento. Ele muda planos, carreira e o corpo. Falar de proteção financeira é falar de autonomia para atravessar esse processo”, compartilha.

Para Cló, é importante ampliar o debate para além da prevenção e do tratamento. “A data reforça a importância da conscientização em todas as dimensões da vida. Quando falamos de diagnósticos cada vez mais precoces, falamos também de planejamento, de escolhas financeiras e da necessidade de criar redes de proteção antes do imprevisto, não depois”, conclui.

Sobre a Azos

A Azos é uma insurtech, empresa de tecnologia que atua no segmento de seguros, que oferece apólices de seguro de vida com coberturas que podem chegar a R$ 5 milhões sem a necessidade de exames ou relatórios médicos, no processo de subscrição. Por meio de um sistema de inteligência artificial desenvolvido com tecnologia proprietária, a empresa realiza a subscrição e emite apólices em 30 segundos ou em até um dia útil. Com mais de R$250 milhões captados em investimento de alguns dos principais fundos de venture capital do mundo, a Azos tem, atualmente, mais de 11 mil corretores parceiros, mais de R$100 bilhões em capital segurado e milhões de reais pagos em sinistros de seguros oferecidos pela empresa. 


Fonte: Assessoria

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