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03/11/2026 às 17h00

Entretenimento

Maceió: Festival Carambola celebra 10 anos de existência e anuncia programação completa

Edição de 2026 está confirmada para 14 de novembro (sábado), na Arena Alagoas, em Maceió (AL)

Assessoria

Em 2026 o Festival Carambola completa dez anos de existência. Principal festival independente de artes integradas do estado de Alagoas, o evento confirma sua décima edição para o sábado, 14 de novembro de 2026, a partir das 17h, na Arena Alagoas, em Maceió. Os ingressos já estão disponíveis para compra na plataforma Shotgun.

Com patrocínio da Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas, da Fundação Municipal de Ação Cultural da Prefeitura de Maceió e do Ecoparque Maceió, além da cerveja oficial Sol, em 2026 o Carambola traz como homenagem-tema o Jaraguá, símbolo pertencente à cultura popular alagoana e nome do bairro de fundação de Maceió, onde o festival mantém aberto desde 2023 o centro cultural Carambola Lab, na Rua Sá e Albuquerque, 378.

Programação

Em 2026, o Carambola confirma em sua décima edição os shows de Gaby Amarantos (PA), IDLIBRA (PE), Lugar Algum (AL), Marcelo D2 (RJ), Budah (ES), Arnaldo Antunes (SP), Melly (BA), Noda de Caju (PE), Aldo Vinícius (AL), Nenê DJ (AL) e DJ Tauí (AL).

A paraense Gaby Amarantos apresenta o show de seu disco mais recente, Rock Doido (2025), verdadeiro fenômeno do pop brasileiro do ano passado para cá. A DJ, produtora e pesquisadora musical IDLIBRA vem do Recife para Maceió com uma identidade sonora energética e imprevisível, fruto de uma pesquisa musical versátil e sem regras.

Revelação do indie rock alagoano, a Lugar Algum vem recebendo atenção da crítica especializada graças ao álbum homônimo lançado este ano - e que vem lotando as casas de shows nordestinas por onde a jovem banda andou.  Já Marcelo D2, ícone do rap brasileiro, traz do Rio de Janeiro seu projeto mais recente e pautado no samba: o Manual Prático do Novo Samba Tradicional.

Com mais de 100 milhões de streams, a rapper capixaba Buddah carrega para o palco do Carambola um repertório que reúne faixas de seus dois elogiados álbuns: Púrpura (2024) e FREQUÊNCIA LUNAR (2026). Tem também o show do poeta, cantor e compositor paulista Arnaldo Antunes, ícone da MPB, mas que há muitos anos não se apresenta em Maceió. Ele chega agora ao festival com seu trabalho mais recente, Novo Mundo (2025), mostrando que sim, "o pulso ainda pulsa".

Cantora e compositora destaque da cena baiana contemporânea, Melly realiza o show de MAIS FORTE QUE A DÚVIDA (2026), enquanto a banda pernambucana Noda de Caju vai rechear o festival de versões em forró de grandes clássicos do pop mundial que fizeram - e ainda fazem - a cabeça de muita gente.

Especialista em "love songs", o jovem trapper carioca - criado em Alagoas -, Aldo Vinícius, participa do line-up com um som fundamentado no trap e no rap, com letras que abordam temas como amores, solidão e amadurecimento pessoal. Nenê DJ - esse cara é f*da! - representa o funk alagoano altamente dançante e pop, com um show onde é proibido ficar parado.

Entre scratchs e mashups, o maceioense DJ Tauí promete abalar a pista do Carambola com uma apresentação feita de muito hip hop, música brasileira, jamaicana, funk & soul, entre outros balanços. Além dos dois palcos que receberão todas estas apresentações, a décima edição do Festival Carambola mantém sua praça de alimentação somente com restaurantes alagoanos, uma feira de economia criativa igualmente composta só de expositores locais, além de áreas de descanso e ativações de marcas parceiras.

Trajetória

Desde sua fundação, em 2017, o Festival Carambola se pauta pela diversidade, sustentabilidade e territorialidade como principais fundamentos conceituais do projeto, que tem como objetivo principal fincar Maceió de vez no mapa da música brasileira. 

No ano passado o impacto econômico que o Carambola gerou ao estado de Alagoas foi de R$ 6 milhões de reais de retorno direto, com cerca de 1000 empregos (diretos e indiretos) gerados e um público total formado em 32% por turistas, estes oriundos de 18 unidades federativas brasileiras.

Além disso, ao longo das últimas nove edições, mais de 80 atrações alagoanas já se apresentaram no Carambola. Reconhecido em todo o Brasil como o principal festival alagoano de música, o Carambola assumiu a função de propulsor para atrações alagoanas ampliarem sua presença no estado de origem e, ao mesmo tempo, abrir conexões com artistas e público vindos de outros estados brasileiros também.

"Ao longo dessa trajetória, a gente sente que o Carambola tem fortalecido a cadeia produtiva da cultura, gerando oportunidades para artistas, técnicos e empreendedores locais", explica Didi Magalhães, diretora artística do Carambola. "Mais do que um evento anual, a gente sempre buscou fazer do Carambola um vetor de desenvolvimento da economia criativa, por meio da formação gratuita e da circulação econômica, além do fomento do turismo cultural em Alagoas".

Homenagem-tema: Jaraguá

Todos os anos o Festival Carambola apresenta um tema principal que orienta sua identidade visual e conceitual. Em 2025, o homenageado foi o Rio São Francisco. Em 2024, a Mestra Irineia e em 2023 o Mestre Nelson da Rabeca (in memorian). Para 2026, o Jaraguá foi o assunto escolhido. E isso se explica por dois motivos.

O primeiro diz respeito ao bairro do Jaraguá em si, localizado na região central e de fundação de Maceió. É ali, na Rua Sá e Albuquerque, 378, que se encontra o centro cultural Carambola Lab, administrado pela mesma equipe responsável pelo festival. Esta rua e seus arredores se apresentam como um dos pontos mais agitados da vida noturna da cidade. 

É também naquela região que estão localizados os espaços de ensaio e organização de grupos tradicionais da cultura popular alagoana, como o Coletivo Afrocaeté e os Tambores do Jaraguá, entre outros. Isso porque a região é tradicionalmente entendida como espaço de difusão e apresentação de manifestações culturais diversas e também como circuito de alguns blocos da prévia carnavalesca maceioense.

Já o segundo propósito se conecta diretamente ao símbolo do Jaraguá em si: um personagem-brincante, de cabeça indefinida, um tanto quanto animalesca, outro tanto, humana, presente em folguedos como o reisado e o bumba meu boi. Sua imagem está geralmente associada ao susto, à brincadeira e à energia da rua.

"O cuidado e a valorização das riquezas culturais típicamente alagoanas sempre foi um ponto central das nossas escolhas temáticas, justamente por entendermos que também é dever do Carambola salvaguardar e celebrar o nosso repertório cultural local", completa Didi Magalhães. "O Jaraguá aparece pra gente com essa dupla missão conceitual: festeja um território histórico, intimamente ligado à trajetória do próprio Carambola e da produção artística em Maceió e, ao mesmo tempo, ecoa e faz reverência à força dos símbolos oriundos de nossas manifestações populares. Presente e passado se encontram para lançar bases ao futuro", reflete a diretora artística do festival.

Acompanhe todas as novidades do Festival Carambola e suas programações em 2026 por meio dos perfis @festivalcarambola e @carambola.lab. 


Fonte: Assessoria

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