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07/07/2026 às 17h30

Esporte

Dia Mundial do Vôlei: conheça o vôlei adaptado, modalidade que une saúde, movimento e qualidade de vida após os 45 anos

Com regras adaptadas e foco na inclusão, modalidade vem ganhando espaço no Brasil e se consolidando como aliada do envelhecimento ativo

Kátia Siquara

Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Vôlei destaca uma das modalidades esportivas mais populares do país. Além das quadras tradicionais, uma versão adaptada do esporte vem ganhando cada vez mais adeptos entre pessoas acima dos 45 anos. Segundo a Confederação Brasileira de Vôlei Adaptado (CBVA), a modalidade já reúne mais de 20 mil atletas em todo o país e tem ampliado sua presença em diferentes regiões brasileiras.

O vôlei adaptado preserva boa parte dos fundamentos do vôlei tradicional, como passes, recepção, posicionamento em quadra e trabalho em equipe, mas conta com adaptações específicas para tornar a prática mais segura, acessível e inclusiva para pessoas com diferentes níveis de condicionamento físico e eventuais limitações de mobilidade.

Entre as principais adaptações estão regras que reduzem o impacto físico e tornam o jogo mais acessível. Em vez de bater na bola como no vôlei convencional, os jogadores podem lançá-la. Também há restrições para movimentos de maior impacto, como saltos e saques acima da linha dos ombros. Em algumas situações, a recepção pode ser feita com as duas mãos antes do passe.

A educadora física Kátia Siquara, idealizadora do Projeto Viva Vôlei, iniciativa apoiada pela MedSênior em Vitória (ES), explica que a modalidade foi pensada para ampliar o acesso ao esporte e incentivar a prática regular de atividade física em diferentes fases da vida.

"O vôlei adaptado preserva a essência do esporte, mas com adaptações que tornam a prática mais segura e acessível para pessoas acima dos 45 anos. Hoje, o Projeto Viva Vôlei reúne atletas entre 45 e 80 anos e mostra, todos os dias, que nunca é tarde para se movimentar, fazer novas amizades e descobrir novas possibilidades de viver com mais saúde e autonomia", afirma Kátia.

A expansão da modalidade também pode ser observada na sua capilaridade. Em 2009, a CBVA atuava em apenas oito municípios; em 2025, esse número chegou a 300 cidades, consolidando o vôlei adaptado como uma importante ferramenta de promoção do envelhecimento ativo.

O Espírito Santo também vem ganhando destaque nesse cenário. Na edição de 2025 da Superliga Melhor Idade, campeonato nacional organizado pela CBVA, participaram 933 atletas e 31 equipes de diferentes estados. Representando o Projeto Viva Vôlei, 35 atletas disputaram o torneio, distribuídas em quatro equipes femininas nas categorias 45+, 58+, 68+ e 75+.

A conquista reforçou a força do projeto no cenário nacional: a equipe da categoria 75+ conquistou a medalha de ouro e garantiu ao Espírito Santo um título inédito na competição.

"Cada medalha representa muito mais do que um resultado esportivo. Ela confirma que estamos no caminho certo ao oferecer um projeto que transforma vidas por meio do esporte. Eu costumo dizer que entrei para ajudar os participantes do projeto, mas, no fim das contas, sou eu quem mais aprende com eles todos os dias. O maior prêmio é vê-los recuperando a autoestima, criando novos vínculos e descobrindo que ainda podem competir, se divertir e viver plenamente", destaca Kátia. 

Atividade física e socialização são aliadas do envelhecimento saudável

Mais do que uma modalidade esportiva, o vôlei adaptado desempenha um papel importante na promoção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida durante o envelhecimento.

De acordo com o Dr. Roni Mukamal, geriatra e superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, a prática regular de atividade física exerce papel central na manutenção da independência e da funcionalidade ao longo da vida.

"A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais importantes para promover um envelhecimento saudável. Ela ajuda a preservar força, mobilidade, equilíbrio e independência, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas", explica o geriatra.

Além dos ganhos físicos, o especialista destaca que modalidades coletivas oferecem benefícios importantes para a saúde emocional e para a convivência social.

"Quando a atividade física está associada ao convívio em grupo, os benefícios se ampliam. Além dos ganhos funcionais, práticas coletivas ajudam a fortalecer vínculos sociais, reduzem o isolamento, estimulam a cognição e promovem mais bem-estar e qualidade de vida durante o envelhecimento", afirma.

Sobre a MedSênior

A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável - tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Com 16 anos de atuação e com 45 unidades próprias em sete estados e no Distrito Federal, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 300 mil beneficiários.


Fonte: Assessoria

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