Ao longo dos últimos cinco anos, a Prefeitura de Maceió alcançou a marca de 1,2 milhão de toneladas de lixo recolhidas em pontos críticos da cidade. O resultado reflete o fortalecimento das ações de limpeza urbana e a eficiência da coleta regular, que hoje atende 97,7% dos domicílios, segundo dados do IBGE.
Os serviços de coleta e todas as suas operações são mantidos pela Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), incluindo o destino final dos resíduos e a recuperação de áreas degradadas no município.
Dos cerca de 343 mil domicílios particulares permanentes ocupados em Maceió, 97,7% têm acesso à coleta, o que representa aproximadamente 335 mil lares com habitação ativa. Estes excluem casas vazias, imóveis à venda ou residências de veraneio, servindo como a base real para calcular a cobertura de serviços públicos e neste caso, são apenas imóveis com habitação ativa.
O índice em Maceió supera a média nacional e regional. Com 97,7% de cobertura, a capital alagoana está acima dos 91,7% registrados no Brasil e dos 83,8% verificados no Nordeste em domicílios ocupados.
O diretor-presidente da Alurb, Moacir Teófilo, afirma que a evolução dos serviços é constante e o atendimento é efetivo, mas ressalta que o descarte irregular por parte de uma parcela da população ainda é um desafio.
“Temos evoluído gradativamente em todos os aspectos. Nossos serviços atendem toda a cidade de forma regular, ofertando o descarte correto para os maceioenses. No entanto, ainda enfrentamos a falta de adesão de alguns que insistem em descartar irregularmente”, diz.
A coleta doméstica mantém regularidade, com média de 31 mil toneladas recolhidas por mês. Somente em 2025, foram recolhidas 229 mil toneladas de lixo. Nos primeiros anos da gestão JHC, a variação percentual positiva foi de 49%, de 2021 para 2022.
A coleta seletiva vem como um dos principais destaques das ações municipais, uma vez que, já atende cerca de 50 mil residências e mostra avanço de 119% entre 2021 e 2025. Para os locais que ainda não contam com a coleta seletiva “porta a porta”, o cidadão pode destinar os resíduos a um dos 32 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde o material reciclável será também recolhido por alguma das cinco cooperativas parceiras. Demais informações de descarte e cooperativas atuantes podem ser acessadas aqui.
Já os objetos de grande porte, como geladeiras, sofás, camas, vasos sanitários e diversos outros que não podem e não devem ser descartados no lixo comum, podem ser retirados gratuitamente com o serviço gratuito de Coleta de Volumos, oferecido pela Alurb.
Indo além da coleta de lixo tradicional, seletiva e de volumosos, a Prefeitura conduz alternativas específicas não só para o descarte correto, mas também com a prevenção e cuidados com o lixo descartado incorretamente. Assim, entram como iniciativas a limpeza de canais e galeria, projetos como o Ecoboat, Ecoletas, Ecopontos e as Ecobarreiras. Ações que buscam efetivamente reduzir os impactos ambientais e os problemas urbanos de coleta de lixo.
Cuidado compartilhado
No mês de março deste ano, o município implantou seis novas Ecobarreiras nos canais do Sapo e Gulandi, além de dois pontos no Riacho Salgadinho, situados no Vale do Reginaldo. As estruturas funcionam como barreiras físicas que impedem que materiais como garrafas plásticas e sacolas sejam levados ao mar.
No entanto, uma Ecobarreira localizada no Vale do Reginaldo teve duas bombas e cordas furtadas, o que desestabilizou seu funcionamento. A estrutura foi alvo de vandalismo apenas três dias após a instalação.
“É necessário que a população entenda que a responsabilidade é compartilhada entre eles e nós, o poder público. Ofertamos diversas alternativas para que façam da maneira correta e investimos em novas tecnologias que preservam o meio ambiente, evitando que itens recicláveis ou volumosos vão parar nas praias, córregos e canais da cidade", reforça Moacir.
O cuidado com o meio ambiente, com a saúde e com o bem-estar da população é uma via de mão dupla. Descartar corretamente o lixo pode prevenir doenças, intensificar o controle de pragas e garantir que o meio ambiente não seja a principal vítima.
Fonte: Gabriel Mileno/Secom Maceió