Nesta terça-feira (11), é celebrado o Dia do Estudante. Para conhecer o retrato de quem ocupa as salas de aula pelo Brasil, os dados do Censo Escolar são a principal referência: o país tem 46 milhões de matrículas na educação básica, das quais 10,1 milhões são de alunos em tempo integral.
Realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo Escolar 2025 demonstra também que o ensino fundamental é a maior etapa de toda a educação básica, com 25,8 milhões de matrículas. O perfil dos estudantes da educação básica é equilibrado: são 23,2 milhões (50,6%) de meninos matriculados e 22,7 milhões (49,4%) de meninas.
Na divisão por etapas, a educação infantil (creche e pré-escola) soma 9,2 milhões de matrículas. Já o ensino médio concentra 7,3 milhões de matrículas. A educação profissional é outra etapa apurada no Censo Escolar 2025. O segmento reúne 3,1 milhões de matrículas. Já a educação especial, na modalidade de ensino básico, registrou 2,5 milhões de matrículas.
Em termos de diversidade de cor e raça, na educação básica sobressaem os estudantes de cor preta e parda, que, juntos, representam 23,1 milhões de matrículas, sendo 11,7 milhões de estudantes do sexo masculino e 11,3 milhões do sexo feminino.
Censo Escolar – A pesquisa estatística da educação básica é coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de Educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O levantamento abrange as diferentes etapas da educação básica: educação infantil, ensino fundamental e médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional e tecnológica.
As estatísticas de matrículas servem de base para o repasse de recursos do Governo Federal e para o planejamento e a divulgação das avaliações realizadas pelo Inep. O Censo Escolar também é uma ferramenta fundamental para que os atores educacionais possam compreender a situação da educação no Brasil, nas unidades federativas, nos municípios e nas escolas, permitindo-lhes acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais.
Essa compreensão é proporcionada por meio de um conjunto amplo de indicadores que possibilitam monitorar o desenvolvimento da educação brasileira. Entre eles, estão o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as taxas de rendimento e de fluxo escolar, além da distorção idade-série, todos calculados com base no Censo Escolar. Parte dos indicadores também serve de referência para o monitoramento e o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
Fonte: Agência Gov | via Inep