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25/08/2026 às 23h59

Geral

Rejuvenescimento facial muda de foco: tendência agora é preservar a aparência natural antes que os sinais do tempo se aprofundem

Dermatologista explica por que procedimentos deixaram de tratar apenas rugas isoladas e passaram a atuar na estrutura da face, com técnicas que estimulam colágeno e retardam os efeitos do envelhecimento

Assessoria

O conceito de rejuvenescimento facial mudou. Se antes a medicina estética concentrava esforços em suavizar rugas específicas, hoje o objetivo é preservar a estrutura da face, estimular a produção natural de colágeno e retardar as mudanças provocadas pelo envelhecimento antes que elas se tornem mais evidentes.

Essa mudança acompanha uma nova demanda dos pacientes: parecer descansado e saudável, sem perder a identidade do próprio rosto.

Segundo a médica dermatologista Dra. Anelisa Ruaro, da Clínica L'Essence, o envelhecimento facial deixou de ser entendido apenas como um problema de pele. Atualmente, sabe-se que ele envolve transformações em diferentes camadas da face, incluindo pele, gordura, músculos e estrutura óssea. "O envelhecimento não acontece apenas porque surgem rugas. Existe uma perda gradual de sustentação da face, redução da produção de colágeno, deslocamento dos compartimentos de gordura e mudanças ósseas naturais. O tratamento moderno procura preservar essa estrutura e não simplesmente apagar marcas."

Muito além das rugas

Uma das principais mudanças observadas pelos dermatologistas é justamente a forma como os pacientes enxergam o envelhecimento. Linhas de expressão continuam sendo motivo de preocupação, mas queixas como perda do contorno facial, flacidez, aspecto cansado e aprofundamento do chamado bigode chinês passaram a ser cada vez mais frequentes.

Conhecido tecnicamente como sulco nasogeniano, o bigode chinês é um dos sinais que melhor ilustram essa nova compreensão sobre o envelhecimento. Embora seja percebido como uma simples marca ao redor da boca, ele normalmente resulta da perda de sustentação da face, da redução de colágeno, do deslocamento da gordura facial e da ação da gravidade ao longo dos anos. "A marca é apenas a consequência de um processo muito maior", explica a especialista.

"O bigode chinês não surge porque existe uma dobra naquela região. Na maioria das vezes, ele aparece porque toda a arquitetura da face mudou. Quando entendemos isso, também mudamos a forma de tratar."

O rejuvenescimento começa antes do envelhecimento se instalar

Outra mudança importante na dermatologia está no momento em que os pacientes procuram tratamento. Se antes era comum buscar ajuda apenas quando as marcas já estavam profundas, hoje cresce a procura por estratégias preventivas capazes de preservar a qualidade da pele e retardar os efeitos do envelhecimento.

A prevenção inclui cuidados diários já amplamente reconhecidos pela ciência, como proteção solar, alimentação equilibrada, controle do tabagismo e rotina adequada de skincare. Em alguns casos, procedimentos realizados no momento certo também ajudam a manter a sustentação facial e a estimular a produção de colágeno.

"Não existe uma idade ideal para começar procedimentos. Existe o momento em que cada paciente começa a apresentar mudanças que podem ser prevenidas ou tratadas de maneira mais conservadora. Quanto mais cedo cuidamos da qualidade da pele, mais naturais costumam ser os resultados."

Menos exagero, mais naturalidade

A busca por resultados discretos também mudou a forma como os procedimentos são realizados.

Nos últimos anos, técnicas que produziam excesso de volume deram lugar a abordagens individualizadas, capazes de devolver sustentação e melhorar a qualidade da pele sem modificar as características naturais do paciente.

Entre os tratamentos mais utilizados atualmente estão os bioestimuladores de colágeno, o ácido hialurônico aplicado de forma estratégica, tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência para tratamento da flacidez, além de lasers indicados para melhora da textura e da qualidade da pele. A escolha depende da avaliação médica e das características individuais de cada paciente.

"Hoje o objetivo não é transformar o rosto de ninguém. A medicina estética evoluiu para preservar identidade, respeitar proporções e devolver aquilo que foi sendo perdido naturalmente ao longo do tempo."

O melhor tratamento é sempre individual

Embora existam tecnologias cada vez mais modernas, os dermatologistas reforçam que não existe um procedimento único capaz de rejuvenescer todas as pessoas. Idade, genética, hábitos de vida, qualidade da pele, exposição solar acumulada e anatomia facial fazem com que cada paciente apresente um processo de envelhecimento diferente.

Por isso, a avaliação médica continua sendo a etapa mais importante para definir o tratamento adequado. "A medicina estética caminha para tratamentos cada vez mais personalizados. O melhor resultado é aquele em que as pessoas percebem que o paciente está com aparência saudável e descansada, mas não conseguem identificar exatamente o procedimento realizado”, conclui a especialista.

Sobre Anelisa Ruaro

Anelisa Ruaro é graduada em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUC-PR entre 2002 e 2008. Fez residência em Clínica Médica e Especialização em Dermatologia no Hospital de Clínicas da UFPR entre 2010 e 2014.

É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia – (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Sua primeira especialização após a residência médica, foi o aperfeiçoamento em Cirurgia Dermatológica, Cosmiatria e Laser pela SBCD em São Paulo entre 2014 e 2015. Também se especializou em Preenchedores Faciais com a Dra. Bruna Bravo no Rio de Janeiro em 2016 e fez 1 ano de pós Graduação em Tricologia pela Universidade de Mogi das Cruzes, entre 2017 e 2018.

Além de inúmeros outros Cursos de aperfeiçoamento e Congressos nacionais e internacionais, a Dra. Anelisa busca a cada dia atualização e conhecimento na área de Dermatologia.


Fonte: Assessoria

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