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28/05/2024 às 16h20

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Maio Laranja

O mês de maio é dedicado a uma campanha de extrema importância no âmbito das infâncias e adolescências, o Maio Laranja é uma iniciativa que propõe conscientizar a sociedade acerca da luta contra o abuso e à exploração sexual infantil no nosso país. Essa campanha nasceu em alusão ao 18 de maio, que foi instituído pela Lei nº 9.970/2.000 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A violência sexual é um tema muito sensível e doloroso, porém, é extremamente necessário que seja abordado e debatido, para que assim estejamos atentos a possíveis sinais, e também possamos trabalhar a prevenção e proteger nossas crianças. Portanto, é importante que saibamos diferenciar os tipos de violência sexual, que são duas.

De acordo com a organização civil Faça Bonito, referência na luta pela proteção de crianças e adolescentes, o abuso sexual é qualquer abordagem sexual com criança ou adolescente, geralmente praticado por alguém de confiança, e muitas vezes ocorre no ambiente familiar, praticado por pessoas do convívio e confiança da vítima. Já a exploração sexual é caracterizada pelo uso de crianças e adolescentes para fins sexuais visando o lucro, seja no contexto da prostituição, no compartilhamento de conteúdo e imagens de abuso, nas redes de tráfico, no turismo com motivação sexual.

Segue listado abaixo alguns possíveis sinais de abuso sexual infantil:

-  Surgimento de medos e rejeições, principalmente o de ficar sozinha com algum adulto específico ou de seguir realizando/frequentando uma determinada atividade;

-  Comportamentos regressivos, como querer voltar a dormir na cama com os pais, fazer xixi na cama, chupar dedos, usar chupeta e/ou mamadeira etc.;

-  Comportamentos agressivos, como machucar animais;

-  Comportamentos hipersexualizados ou inapropriados para a idade, como brincadeiras sexualizadas com amigos, bonecas e animais;

-  Evasão escolar e/ou queda súbita no rendimento ou frequência escolar;

-  Sinais físicos, como lesões e outros hematomas sem uma explicação clara para terem ocorrido; coceira ou vermelhidão nos órgãos genitais, além de sangramento ou corrimento;

-  Gravidez precoce;

-  Infecções sexualmente transmissíveis.

  Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2022) alertam acerca da característica do criminoso, sendo: homem (95,4%) e conhecido da vítima (82,5%), sendo que 40,8% eram pais ou padrastos; 37,2% irmãos, primos ou outro parente e 8,7% avós. E sobre o local da violência, 76,5% dos estupros acontecem dentro de casa.

E o site da campanha "Maio Laranja” traz mais um dado alarmante, todos os anos 500 mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no nosso país e há dados que sugerem que somente 7,5% dos casos cheguem a ser denunciados às autoridades, ou seja, estes números na verdade são muito maiores. Por isso, é necessário que toda a sociedade esteja alerta, e nós, profissionais da saúde, temos um papel importante na sociedade e na vida das crianças, e devemos estar munidos de informação para que possamos zelar pela saúde integral e proteção das crianças. Proteger a criança de hoje é proteger o adulto de amanhã!

Canais para denúncia anônima:

Disque 100 - Nível nacionalDisque 181 - Nível regional (Alagoas)

MAIO LARANJA (Brasil). Maio Laranja: Combatendo a exploração e abuso sexual infantil no Brasil. Disponível em: https://maiolaranja.org.br/. Acesso em: 21 maio 2024.a

FAÇA BONITO (Brasil). Texto Base para o 18 de Maio: Faça Bonito. Disponível em: https://www.facabonito.org/18demaio. Acesso em: 23 maio 2024.

FALEIROS, Vicente de Paula. Abuso sexual de crianças e adolescentes: trama, drama e trauma. Serviço Social e Saúde, Campinas, SP, v. 2, n. 1, p. 65–82, 2005. DOI: 10.20396/sss.v2i1.8636441. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/sss/article/view/8636441. Acesso em: 27 maio. 2024.


Medicina & Saúde por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza  é médico ortopedista, com área de atuação em trauma desportivo, ortopedia pediátrica, gestão em saúde e auditoria médica. Supervisor do programa de residência médica em ortopedia e professor especialista da disciplina de ortopedia do curso de medicina. Coordenador do Núcleo de Assistência do Pé Torto.

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