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Momentos de uma rápida e inesquecível convivência com Edécio Lopes

09.06.2016 às 17:36
Sendo entrevistado por Edécio, em 16.09.2007, nas comemorações dos 59 anos da rádio Difusora. Foto:Arquivo pessoal

Quando comecei a trabalhar no IZP, em janeiro de 2007, passei a sintonizar a Educativa FM no rádio do meu carro, enquanto percorria o meu trajeto casa-trabalho. Era o horário de Edécio no ar. Não resisti  por muito tempo a tentação de conhecê-lo pessoalmente, e passei a circular nos corredores da “107,7”. Pouco tempo depois pedi a Afrânio Godói que o levasse até a minha sala para uma conversa.
 
O encontro foi rápido, mas suficiente para me impressionar com a “figura” de Edécio. Simples, simpático e seguro  nas exposições das idéias geradas pela situação daqueles dias.
 
Pouco tempo depois, numa outra sintonizada no “Manhãs Brasileiras” escutei um ouvinte questionar Edécio sobre tipos de instrumentos utilizados nas baterias das escolas de samba. Ao perceber sua empolgação na resposta resolvi presenteá-lo , no dia seguinte, com um CD que eu tinha das escolas do Rio de Janeiro, que era exatamente sobre o assunto. Após o programa daquela manhã, ficamos um bom tempo conversando sobre percussão e samba,  e comecei a perceber que naquele momento poderia nascer uma inesperada amizade.
 
Mesmo quando deixou a Educativa FM, contra à sua vontade, nosso relacionamento se manteve em altíssimo padrão de cordialidade e respeito. Estivemos, por algum tempo em lados opostos, devido a ações administrativas aplicadas nos veículos do IZP,  mas nunca permitimos que essa situação atrapalhasse nossa convivência.
 
Depois de muitas conversas que geralmente começavam com lamúrias e lamentações, mas que acabavam, na maioria das vezes, em boas risadas, Edécio concordou em voltar para o IZP  pelas ondas da  Rádio Difusora. Tal retorno foi um dos momentos mais emocionantes que presenciei nos estúdios da "Pioneira". Muitos convidados lotaram as dependências da emissora para cumprimentar e abraçar Edécio, pela volta do programa Manhãs Brasileiras ao rádio alagoano.  Num inesperado momento daquela transmissão histórica, Edécio  fez questão de me entrevistar e , no ar, expressou seu agradecimento pelo meu empenho para que sua volta se concretizasse. Fiquei alguns minutos "desprevenido" com a atitude e as palavras; demorei a entrar no pique da entrevista, mas consegui, como representante do  diretor presidente do IZP naquela ocasião, lhe dar as boas vindas.
 
Edécio fez questão de me entrevistar também na comemoração dos 59 anos da Rádio Difusora, em setembro de 2007. O programa “Manhãs Brasileiras” foi transmitido diretamente do restaurante “Bodega do Sertão”, regado a  café da manhã para servidores e convidados. O evento contou com a presença do governador, do vice e de boa parte do secretariado estadual, além de radialistas, jornalistas e ex-funcionários da Difusora.
 
Em julho de 2008 chamei Edécio na minha sala para uma conversa e perguntei se ele ainda tinha interesse em voltar para a Educativa FM. Inicialmente deu uma lamuriada sobre  cansaço, o peso da idade, mas não deixou de demonstrar  um ar de felicidade com a possibilidade desse retorno. Prometi que conversaria com o novo diretor presidente do IZP  e ficamos de marcar uma nova reunião para discutirmos o assunto.
 
Infelizmente essa reunião nunca aconteceu. Pouco tempo depois Edécio sofreria um AVC, nos deixando definitivamente na saudade em janeiro de 2009.


*RL(Ampliado e republicado)

Postado por Etcetera

Fragmentos de uma noite inesquecível na companhia de Hermeto Pascoal

05.06.2016 às 23:59
Com Hermeto Pascoal e Aline Morena (Arquivo pessoal)

A genialidade de Hermeto se confunde com a sua naturalidade no trato de "ser famoso" . Sua simplicidade é, com certeza, uma das fontes da sua gigantesca criatividade. 


Quando eu soube que Hermeto Pascoal seria um dos agraciados,com a Medalha do Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca, fiquei ansioso para comparecer ao evento.Minha ansiedade era consequência de uma curiosidade particular.Já tinha presenciado algumas de suas maravilhosas performances em espetáculos no Rio de Janeiro, mas como seria o mago do som fora dos palcos?

Como pensaria hoje esse jovem senhor, que saiu em 1958 da desconhecida Lagoa da Canoa para conquistar o Brasil e o mundo?O mundo sim, sem nenhum exagero.Airto Moreira,ao apresentá-lo, nos Estados Unidos, a outro gênio da música no século XX, testemunhou a imediata consonância mental entre Hermeto e ninguém menos que Miles Davis.O encontro de ambos, em 1970, virou disco do maestro e gênio do trompete, com direito a participação e inclusão de duas músicas de Hermeto: “Igrejinha” e “Nenhum talvez”.

No ano seguinte, Airto Moreira grava uma música composta pelo pai de Hermeto: “Gaio de Roseira”.A crítica inglesa rasgou-se de elogios à composição e ao arranjo.Estava consolidada a carreira do Albino Crazy( carinhoso apelido dado à Hermeto por Miles Davis) no exterior.

A história é muito mais extensa, mas não quero me alongar nela.A minha admiração por Hermeto começou justamente ao ouvir o disco Live Evil de Miles Davis e a reverência explícita, nesta obra , a Hermeto, me estimulou a acompanhar os voos e tendências sonoras do mesmo.Isso já era o suficiente para despertar a minha vontade de ver, estar perto, enfim captar alguma energia positiva que certamente emana dessas “almas diferenciadas”.

Chego bem antes da hora e ,para minha surpresa, Hermeto já se encontra no local com sua companheira: a jovem e simpática(e também instrumentista)Aline Morena.Com toda a minha emoção contida cumprimento o casal e passo a acompanhar a entrevista de Hermeto para a Rádio Gazeta.Eufórico e com excelente humor quase não deixa o repórter perguntar nada; fala, graceja e até ensaia com a companheira uns interessantes “embolados sonoros” .Quando o repórter Warner Oliveira insinua uma despedida Hermeto intervém: “Peraí meu filho,eu ainda não falei quase nada”. Em meio aos risos dos que assistiam a cena, a entrevista continua. Ao terminarem peço para tirar uma foto com o casal, e sou prontamente atendido.

Os demais homenageados e as autoridades organizadoras do evento vão chegando à sala vip, mas permaneço “grudado ao casal”. Ele agora conta que num repentino momento daquela tarde ,ao olhar pela janela , começou a cantarolar e acabou escrevendo no “bloquinho do hotel “ uma música que acabara de batizar de suíte alagoana. Sua companheira abre a bolsa e mostra as folhas do bloquinho cuidadosamente enroladas e amarradas,em forma de canudo, com um laço prateado. “Quero fazer uma surpresa para o governador.Vou presenteá-lo com os originais da minha mais nova criação”.

No início da cerimônia sentamos na mesma mesa.Ao ser chamado para receber a sua honraria Hermeto já se diferencia dos anteriores pois encaminha-se para o palco dançando e gesticulando, tirando e colocando seu chapéu várias vezes sobre sua vasta cabeleira branca.Intensificam-se os aplausos.

Ao se dirigir ao púlpito para fazer uso da palavra Hermeto desmonta a apresentadora Gilka Mafra ao recusar um aperto de mão e exigir da mesma “um cheiro”.Exigência atendida e formalidades quebradas, Hermeto pede para que o governador se aproxime pois trouxera alguns presentes.Entrega-lhe, então, um DVD, um CD e, ele mesmo, desenrola os papéis do “bloquinho do hotel” ,entregando folha por folha ao governador, fazendo com que o mesmo repetisse os números: “Folha um, folha dois etc…” Ao governador, meio sem entender do que se tratava, Hermeto finalmente explica que naquelas folhas(num total de sete) estavam os rascunhos da sua mais recente composição: “Suíte Alagoana”. Aplausos!

Em seu longo discurso de encerramento o governador Teotônio Vilela Filho exalta as qualidades e o merecimento de cada um dos agraciados com aquela homenagem.Ao chegar na parte de Hermeto o governador diz não saber exatamente o que a sua genialidade representava, quando é abruptamente interrompido por um sonoro “Nem eu!” do próprio. Risos e muitos aplausos.Mais uma vez Hermeto quebrava a monotonia protocolar da cerimônia.Ao final da fala do governador ,todos os homenageados se reúnem para a foto histórica.

O evento se aproximava do fim, mas muita gente ainda queria tirar uma foto, ter uma rápida conversa com Hermeto e Aline.O casal, sempre atencioso, atendia as solicitações de todos.Procuro o motorista para levá-los de volta ao hotel.Antes de sair, Hermeto faz questão de ir até o palco e cumprimentar os músicos que tocavam naquele já fim de noite.Os mesmos param para reverenciá-lo em sinal de agradecimento.Antes de encerrar , uma última surpresa:voltaríamos no mesmo carro. 

No rápido caminho de volta ,Aline conta que estão com a agenda cheia pelos próximos quatro meses.Hermeto lamenta que não “rolou” cerveja no coquetel pois é a bebida que mais gosta e faz uma revelação inusitada. Quando voltar à Alagoas cobrará do governador os presentes que pediu:um jumento e duas galinhas.

Depois desses agradáveis momentos fico me perguntando como são criados os mitos?O que eles têm de diferente da maioria das pessoas?Praticamente nada.No caso de Hermeto sua genialidade se confunde com a sua simplicidade.Penso que sua naturalidade é o segredo de sua gigantesca criatividade.

Simples assim…


*RL(Atualizado e republicado)

Postado por Etcetera

Decolar é preciso...

23.05.2016 às 16:55
Romero Jucá Foto:Antônio Cruz/Agência Brasil

Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posisção nada confortável, praticamente insustentável

 

Ao montar seu ministério Michel Temer abriu mão de convidar notáveis e optou pelo velho caminho da composição política.Essa atitude o desvinculou de seu discurso lançando um ar de desânimo e desesperança na parcela da população que sonhava com novos tempos na política do País. 

Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") insinuando deter a operação Lava Jato, Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posição nada confortável, praticamente insustentável. Em entrevista coletiva, na manhã de hoje, o ministro afirmou que não fez nada de errado, desvirtuou o significado de suas falas na gravação, tentando justificar o injustificável (só faltou acusar a Folha de imprensa golpista) e afirmou, com a arrogância e sem vergonhice habitual dos políticos que são pegos com a "boca na botija", que não teme as investigações que o cercam e que não renuncia.

Pode até não renunciar e é bem provável que não o faça, mas Temer tem obrigação de retirá-lo do cargo o mais rápido possível. Se demorar, vai fomentar uma crise que coloca em risco a já debilitada credibilidade de sua equipe, e retarda perigosamente a " decolagem" de seu governo.


*RL 

Postado por Etcetera

Ministério das Comunicações autoriza migração de rádios AM para FM

11.05.2016 às 06:58
O Ministério das Comunicações autorizou hoje (10) a migração de 53 rádios AM para a faixa de FM, em vários estados. Após a assinatura do termo aditivo, as rádios devem apresentar uma proposta de instalação da FM e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão de uso da radiofrequência.
 
Depois da liberação da Anatel, os veículos já podem começar a transmitir a programação na faixa de FM. Para fazer a migração, os radiodifusores terão que pagar entre R$ 8,4 mil e R$ 4,4 milhões, que é o valor da diferença entre as outorgas de AM e de FM. As emissoras também precisarão adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.
 
Atualmente, 1.781 emissoras estão na frequência de AM em todo o Brasil e 1.386 pediram para mudar de faixa. Dessas, 948 rádios já poderão fazer a migração em 2016, mas 438 emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no país.
 
A migração de faixa é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. As rádios AM têm enfrentado queda de audiência e de faturamento devido a interferências na transmissão de sua programação. Além disso, não podem ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.*
 
*Ascom EBC/ABr
Postado por Etcetera

Qual é a cor da pesada consciência do Brasil?

20.11.2015 às 03:32
Foto:Secom/BA

Quando será o dia em que brancos e negros do Brasil estarão unidos numa identidade comum, sem precisar da criação de rótulos, datas e leis que garantam a igualdade, em todos os sentidos da cidadania?

 

O que significa, de fato, na história do Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele representa para os brasileiros e outras nações?Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso País? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade, construída nos quilombos de milhares e milhares de escravos espalhados por cada canto desta Nação?

 

De 1978 para cá, 37 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro, como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados por cerca de duas mil comunidades em 24 estados do País.

 

Em Alagoas recentemente iniciou-se um diagnóstico social e economico de mais de 50 comunidades em vários municípios, através do ITERAL.

 

Só em 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades no Estado, inserindo à sua população planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando a sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos, índios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.

 

E em cada 20 de novembro, data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martírio do guerreiro, ao contrário do  13 de maio, visto pelos negros como uma "liberdade sem asas", um ato de generosidade da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.

 

O grito dos movimentos é contra o racismo, o preconceito da cor, cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão da cidadania dos quilombolas, que vivem alojados em bolsões de miséria que se multiplicam no País; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.

 

É bem possível que demoremos mais alguns anos, algumas décadas até, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência: a consciência da cidadania. A consciência que, em sã consciência, a consciência não tem cor.


*RL

Postado por Etcetera

Era uma vez Catarina: ' A Escritora'

13.11.2015 às 04:41
Foto:Divulgação
Catarina Muniz em menos de seis meses publicou dois romances, já tem prontos outros dois e um terceiro em produção
 
Não seria nenhuma falta de modéstia hoje eu me considerar um privilegiado, por ter tido a oportunidade de ler Catarina numa época em que ser escritora era um projeto muito distante, quase inimaginável. Da confiança adquirida pela nossa convivência diária no trabalho e, talvez,por eu já ter publicado  livros no século passado, Catarina me presenteou com algumas crônicas de sua autoria, me pedindo uma sincera opinião. Me surpreendi com o que li e sugeri a ela que tentasse de alguma maneira, sair do anonimato.
 
Quando me disse que ,além de tudo o que  eu tinha lido, ainda havia um romance praticamente pronto não tive dúvida em incentivá-la a procurar alguma "editora virtual"e tentar negociar um jeito qualquer de publicação. Não acompanhei muito de perto as negociações, mas fiquei surpreso e feliz quando ela me mostrou um exemplar do Segredo de Montenegro publicado quase que de maneira artesanal.
 
Apesar da edição "amadora" sem orelhas, sem prefácio, nem qualquer tipo de referência a autora,  o "produto livro" tinha o que todo livro bom deve ter:conteúdo. Isso lá ele tinha sobrando. Um surpreendente texto , um romance, com pitadas eróticas  e sensuais, com uma narrativa de fácil degustação , sequenciada  por capítulos que prendiam a atenção e despertavam a curiosidade do leitor.
 
Mal terminei de ler o Segredo de Montenegro e já fui "apresentado " a Dama de Papel, também publicado no mesmo "esquema", apesar da edição e diagramação serem um pouco mais arrojadas.Para minha surpresa, uma vez mais estava diante de um belíssimo texto. Dessa vez um romance vivido na Inglaterra do Séc XIX. O que me surpreendeu nesse segundo livro foi , além do já conhecido talento  em criar personagens, narrar  situações e desenvolver o texto, despertando aquela curiosidade do leitor querer saber o que vem no próximo capítulo, Catarina dá uma brilhante prova de conhecimento histórico ao enquadrar, com maestria, o enredo de sua obra dentro da realidade cotidiana daquela época.
 
Li em algum lugar que quem  tem  talento desenvolve um  invisível  vício de triunfar de um jeito ou de outro, aconteça o que acontecer. Quando o destino conspira a favor então, o triunfo torna-se inevitável. E o destino colocou a "Dama de Papel" numa editora de porte nacional, capaz de elevar o trabalho de Catarina a níveis antes nunca imaginados.
 
Dos dias que li aqueles primeiros textos até a véspera do lançamento da Dama de Papel, em Maceió, passaram-se pouco mais de 2 anos e aquele sonho quase impossível virou uma realidade inquestionável.Catarina Muniz amanhã,para todos que prestigiarem sua noite de autógrafos, não será uma escritora, será " A Escritora".
 
  
Postado por Etcetera

Rádio Difusora é pentacampeã do Prêmio Braskem de Jornalismo

10.11.2015 às 01:26
Foto:Olivia de Cerqueira
Com reportagem dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto a "Pioneira" conquista, pela quinta vez consecutiva,o mais importante prêmio do jornalismo de Alagoas
 
A Rádio Difusora, emissora do Instituto Zumbi dos Palmares(IZP) conquistou pelo quinto ano consecutivo à primeira colocação, na categoria radiojornalismo, no maior Prêmio do Jornalismo Alagoano, com a reportagem “Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas,” dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto. A cerimônia de entrega da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo aconteceu no último sábado (07), no espaço Pierre Chalita, no bairro de Jaraguá.
 
A reportagem vencedora foi também finalista do Prêmio Estácio, a maior premiação nacional da área de educação. Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas trata sobre os 10 anos de cotas raciais mostrando que os alunos que ingressaram pelo sistema conseguiram se formar com bom desempenho, até com notas melhores que os demais alunos. E muitos deles já estão inseridos no mercado de trabalho.
 
“Nossa premiação, este ano, foi completa porque, além do primeiro lugar na categoria Radiojornalismo, as outras duas reportagens finalistas também foram nossas”, comemorou Giuliano Porto. “E ainda conseguimos emplacar outro trabalho entre os finalistas da categoria Informação Política/Econômica, que é aberta para todos os tipos de veículo, contando com reportagens de jornal, TV e web. São provas de que alcançamos maturidade profissional, credibilidade e consolidação da nossa parceria”, completou.
 
"Foi um prêmio particularmente especial por ter como temática o rádio e sua história. Além disso, a tônica dos discursos foi sobre liberdade de expressão, que é uma luta ainda atual e importante para o jornalismo alagoano", ressaltou o jornalista Carlos Madeiro destacando a temática da premiação.
 
A cerimônia de entrega do Prêmio reuniu jornalistas, estudantes de comunicação e empresários do seguimento, além da comissão julgadora, que foi composta de profissionais do nosso e de outros estados.
 
Confira a lista dos vencedores da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo:
 
Prêmio Freitas Neto (categoria Estudante)
Yasmin Pontual e Abdias Martins (Ufal) - Violência contra jornalistas.
 
Assessoria de Imprensa
Roberto Miranda (prefeitura de Penedo) - Monte Pio dos Artistas.
 
Design Gráfico - Diagramação
Jobson Pedrosa (O Dia Alagoas) - Órfãos de Pais Vivos.
 
Informação Política e Econômica
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara)
 
Informação Cultural e Turística
Larissa Bastos (Gazeta de Alagoas) - O patrimônio que vem das margens
 
Informação esportiva
Marcelo Alves (O Dia Alagoas) - Vendo um time de futebol.
 
Fotografia
Eduardo Leite (O Dia Alagoas) - Refeição.
 
Reportagem Impressa
Arnaldo Ferreira (Gazeta de Alagoas) - Alagoas abadona dessalinizadores
 
Radiojornalismo
Giuliano Porto e Carlos Madeiro (Difusora) - Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas.
 
Webjornalismo
Jonathan Lins (G1 Alagoas) - Homem-formiga
 
Reportagem Cinematográfica
Aldo Correia (TV Gazeta de Alagoas) - Rio São Francisco vive a pior seca dos últimos 50 anos
 
Reportagem de TV
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara) - Juventude exterminada em Teotônio Vilela.
 
Maior número de trabalhos inscritos
Gazeta de Alagoas
 
Grande Prêmio Braskem de Jornalismo
Maurício Gonçalvez (Gazeta de Alagoas) - Cana Amarga
 
 
 
*Com informações de Ascom/Braskem e Ascom/IZP
Postado por Etcetera

Abert quer prolongar a duração do sinal analógico

07.10.2015 às 04:33
O 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão debateu temas como o futuro da TV .Foto:Valter Campanato/Agência Brasil
Para o presidente da Asscociação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, as condições economicas do país dificultam a transição para o sinal digital
 
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slavieiro, fez um apelo ao governo federal para que o sinal analógico não seja desligado em 2016. Para Slavieiro, a situação econômica do país dificultou a transição do sinal analógico para o digital. O presidente da entidade defende o cancelamento do sinal analógico não seja feito em 2016, como estava nos planos do governo.
 
“A televisão aberta está enfrentando o maior desafio que é o desligamento do sinal analógio. Temos um cronograma apertadíssimo. Em 2016, Brasília, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Belo Horizonte terão os sinais analógicos desligados”, disse o presidente da Abert durante o 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão hoje (6), em Brasília.
 
Para Slavieiro, as condições econômicas do país podem fazer com que famílias não consigam comprar o aparelho conversor (setup box) ou uma televisão mais moderna. “Será que vamos criar mais um ônus para a população, que é comprar o setup box ou uma televisão nova, para continuar assistindo sua novela? Temos que nos perguntar: será que faz sentido colocar mais esse ônus na população em um ano que deve ser de recuperação econômica?”
 
A resposta do governo federal durante a cerimônia foi positiva. O ministro das Comunicações, André Figueiredo, destacou que não tomará decisões sem consultar o setor. “O setor de radiodifusão pode ter absoluta convicção de que discutiremos incansavelmente para que o cidadão não saia prejudicado. Vamos dialogar para que não haja prejuízo nem ao cidadão e nem às emissoras”.
 
Também presente no evento, a presidenta da República, Dilma Rousseff, falou em dialogar para resolver os problemas, mas frisou que o objetivo é levar o sinal à grande maioria da população. “Temos que garantir que pelo menos 93% dos domicílios tenham condições de receber o sinal digital. Temos que buscar o impossível, porque sabemos que o impossível eleva nossa capacidade de realização. Tenhamos a serenidade de discutir, dialogar e decidir. Tenham certeza que queremos que essa transição seja a menos problemática possível”.
 
O congresso, que ocorre hoje (6) e amanhã (7), vai debater a comunicação. Dentre os temas a serem abordados amanhã em palestras estão o futuro da TV e os desafios da radiodifusão para se adaptar à convergência digital e às novas tecnologias.
 
Está prevista ainda uma palestra do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sobre pautas de interesse da radiodifusão que tramitam na Câmara. A flexibilização da Voz do Brasil e a restrição à publicidade serão abordados.
 
 
 
*Com informações da Ascom/Abert e EBC/Agência Brasil
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A impressionante participação de Hélio Bicudo no Programa Roda Viva

30.09.2015 às 16:58
Reprodução/YouTube
Na síntese que fez sobre  a representatividade  do ex-presidente Lula,o jurista , fundador e ex-militante do PT, fez  uso de  uma única palavra:corruptor
 
Entre as inúmeras críticas que fazem contra o PT e seus membros, raramente ouve-se falar no enriquecimento "supostamente ilícito" de Lula e seus familiares. Hélio Bicudo o fez com serenidade e sobriedade, sem se exaltar e sem demonstrar o menor sinal de ódio do ex-presidente e outros ex-comparsas , como gostam de insinuar petistas quando são criticados publicamente.
 
 
Na síntese que fez , durante a entrevista para o Programa Roda Viva na última segunda-feira(28), sobre a representatividade  do ex-presidente Lula o jurista salientou uma única palavra:corruptor. Bicudo foi fundador do PT, foi candidato a vice-governador quando Lula foi candidato a governador de São Paulo, nos anos 80. Era, até sair do partido em função do escândalo do mensalão, em 2005, um dos quadros mais respeitados dentro e fora do PT. 
 
Quando um cidadão desse quilate, já com idade para se "aposentar politicamente" toma a atitude extrema de, pessoalmente ,encabeçar um projeto de impeachment, há de se pensar, deixando de lado as afinidades e crenças políticas, com a razão frente a uma dura realidade dos fatos. Teria Bicudo mentido durante todo o programa de segunda feira passada, na TV Cultura? Teria Bicudo perdido tempo para imaginar e inventar toda a sua história de convivência com Lula?
 
Como alguns colegas meus, simpatizantes do Pt costumam dizer em função da crise:"talvez tenha chegado a hora de rever alguns conceitos". Eu penso que o que se deve repensar são as pessoas que representaram tais conceitos dentro de um idealismo que impulsionou o que já foi, em outros tempos, um grande partido rumo ao poder. 
 
Talvez tenha chegado a hora de dar o braço a torcer e reconhecer que a máscara daqueles supostos heróis e super-homens caiu. Continuar a sonhar e ter ideais é uma coisa, mas tapar o sol com a peneira e ignorar que os mocinhos de ontem viraram bandidos é sandice, é miolo mole, é lavagem cerebral...
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Propostas para gestão da EBC serão debatidas em seminário

10.08.2015 às 23:19
Os sete anos de funcionamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o seu modelo de gestão estarão em debate com a sociedade, a partir de amanhã (11), durante o seminário Modelo Institucional da EBC: Balanço e Perspectivas. O evento foi idealizado após reuniões do Conselho Curador e estruturado por uma comissão organizadora. Nesta terça-feira, as discussões ocorrem das 10h às 17h30 e, na segundo (12), das 9h30 às 18h30, na sede da empresa em Brasília. Os ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Edinho Silva, e da Cultura, Jucá Ferreira, participam da abertura do seminário.
 
Durante um mês, de 29 de junho a 29 de julho, a empresa recebeu das pessoas inscritas no seminário propostas sobre a gestão, modelo e funcionamento da EBC que serão debatidas no evento. Funcionários da empresa, o Sindicato dos Jornalistas, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Coletivo Brasil de Comunicação (Intervozes) e o Centro de Estudo de Mídias Alternativas Barão de Itararé são algumas das entidades que enviaram contribuições relacionadas aos três eixos de discussão: vinculação e autonomia; financiamento e sustentabilidade e gestão do conteúdo e participação.
 
No primeiro dia, será feito um diagnóstico e a avaliação do quadro atual da EBC. Em seguida, os grupos inscritos farão o seu próprio diagnóstico. Segundo acoordenadora da comissão organizadora do seminário e vice-presidente do Conselho Curador da empresa, Rita Freire, o evento servirá para responder a expectativa da sociedade sobre a empresa. “Vamos discutir o projeto da EBC desde que surgiu e as projeções para o futuro”.
 
Algumas propostas que serão discutidas no primeiro eixo são lista tríplice para escolha dos presidentes da empresa, sabatina dos escolhidos pelo Conselho Curador ou pelo Senado Federal, ocupação dos cargos de chefia por servidores concursados e não por indicação. Também deve ser analisada a proposta de desvinculação da Secom.
 
Segundo a coordenadora do Intervozes e integrante da coordenação do FNDC, Bia Barbosa, o objetivo principal do seminário é garantir maior independência aos veículos da empresa pública. “Mesmo vinculada a Secom, a EBC pode ter mais autonomia. O objetivo do evento não é tomar decisões, mas encaminhar debates para o Conselho Curador fazer os direcionamentos internos dos assuntos”, afirmou.
 
Na quarta-feira, serão debatidos o financiamento e sustentabilidade e a gestão do conteúdo e participação. Entre as propostas que serão discutidas, estão o não contingenciamento de recursos pelo governo e o acesso pleno aos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), entre outras.
 
O terceiro eixo vai discutir, entre outros temas, os mecanismos para fomentar a produção independente e a promoção da diversidade e da cultura popular. Uma das sugestões a serem analisadas será a do Intervozes, de criar uma central de pauta colaborativa e um conselho de ouvintes para fiscalizar a efetividade da central de pautas, bem como dos demais produtos da empresa.
 
Segundo o presidente da Associação dos Produtores Independentes de Rádio (Apraia), Luiz Henrique Romagnoli, a EBC é diferente das outras empresas de comunicação e o seminário mostra isso. “A EBC é única no Brasil. Ela abre fronteiras que nunca foram exploradas no país. Os produtores independentes acompanham esse processo com interesse”.
 
O debate será transmitido na íntegra e ao vivo, via streaming, pelo endereço conselhocurador.ebc.com.br/transmissaoaovivo. O streaming é aberto e poderá ser retransmitido por sites e páginas que tenham interesse. Funcionários da EBC das praças do Maranhão, Rio de Janeiro e de São Paulo poderão participar de videoconferências.
 
*Com informações da Ascom/EBC e Agência Brasil
Postado por Etcetera


Etcetera por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, radialista, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular da coluna/blog Etcetera, veiculada no portal Painel Notícias e no jornal Painel Alagoas

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