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34 marcas brasileiras desembarcam na COTERIE New York

Internacionalizar a moda nacional significa muito mais do que colocar roupas brasileiras nas passarelas estrangeiras

28.08.2026 às 20:20
Divulgação


Quando se fala em internacionalização da moda brasileira, quase sempre a primeira imagem que surge é a de uma passarela. Mas talvez o movimento mais importante esteja acontecendo longe dos flashes dos grandes desfiles. Entre 9 e 11 de setembro, 34 empresas brasileiras estarão no Javits Center, em Nova York, participando da COTERIE, uma das principais plataformas comerciais dedicadas à moda feminina contemporânea e advanced contemporary dos Estados Unidos.

Não se trata de uma participação simbólica. A delegação brasileira inclui nomes conhecidos como Água de Coco, Colcci, Dress To, Osklen, Schutz/Arezzo, Serpui, Wai Wai Rio, Isla Bolsas, Carrano e Vizzano, ao lado de marcas menores que enxergam na feira uma oportunidade concreta de entrar ou crescer no varejo norte-americano. Ao todo, são 34 empresas apoiadas pelo Texbrasil, programa desenvolvido pela Abit em parceria com a ApexBrasil.

E os números ajudam a explicar por que Nova York importa.

Na edição de setembro de 2025, as empresas brasileiras participantes realizaram 1.238 contatos com compradores, fecharam aproximadamente US$ 1,7 milhão em negócios durante o evento e projetaram outros US$ 4,1 milhões em vendas para os 12 meses seguintes. Em fevereiro deste ano, outra participação brasileira na COTERIE reuniu 16 empresas e gerou US$ 861 mil em negócios, além de expectativa de mais US$ 1,7 milhão posteriormente.

Isso muda bastante a perspectiva.

Moda internacional não se constrói somente com prestígio. Constrói-se com distribuição, compradores, contratos, presença continuada e capacidade de transformar identidade criativa em produto comercialmente competitivo.

E é justamente aí que a COTERIE ganha relevância.

A edição de setembro será realizada simultaneamente à New York Fashion Week e reunirá, junto com MAGIC e SOURCING, quase 900 marcas expositoras. Segundo a organização, 75% dos participantes desse marketplace têm poder direto de compra. Na COTERIE especificamente, a participação internacional cresceu de 30% para 34% dos expositores, com presença de mais de 31 países e destaque explícito para o Brasil entre os mercados internacionais representados.

O evento também está deixando de ser simplesmente uma gigantesca vitrine de roupas.

Nesta temporada haverá áreas dedicadas às coleções contemporâneas, premium, acessórios, calçados, moda resort e swimwear, além de programação envolvendo tecnologia, inteligência artificial, comércio digital e novas estratégias para o varejo. A organização ainda firmou ações com o Council of Fashion Designers of America (CFDA) e mantém uma extensão digital em parceria com a JOOR, permitindo que compradores continuem acessando marcas e realizando pedidos depois do encerramento da feira física.

Para o Brasil, existe outro aspecto especialmente interessante.

A COTERIE tem uma área chamada Destination, dedicada justamente aos universos de resort, praia e férias — categorias nas quais a moda brasileira possui uma identidade reconhecível e uma vantagem criativa difícil de reproduzir. Água de Coco, por exemplo, aparece entre as marcas internacionais destacadas pela própria organização da feira.

Mas seria simplista reduzir a presença brasileira ao beachwear.

Bolsas, calçados, acessórios, moda feminina contemporânea e marcas de posicionamentos bastante diferentes compõem a delegação. Essa diversidade talvez seja o aspecto mais interessante da participação brasileira: o país começa a apresentar ao comprador estrangeiro não apenas uma estética tropical, mas uma indústria de moda.

O relacionamento com a COTERIE, aliás, não começou agora. O Texbrasil participa do evento há cerca de 20 anos. É uma estratégia de permanência — exatamente aquilo de que a moda brasileira precisa quando pretende conquistar mercados internacionais.

Porque aparecer uma vez em Nova York pode produzir manchetes.

Voltar durante duas décadas produz mercado.

E talvez seja justamente essa a mensagem mais importante da presença das 34 marcas brasileiras em setembro. Em um setor no qual criatividade nunca faltou ao Brasil, o desafio continua sendo transformar talento, identidade e qualidade em presença comercial permanente.

A COTERIE não é propriamente uma passarela.

Para a moda brasileira, pode ser algo ainda mais importante: uma porta de entrada


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*Com informações globenewswire e apexbrasil.

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Marc Cain antecipa o verão 2027 com um desfile inteiramente digital

O cenário escolhido foi o histórico Palazzo Ca' di Lista, no Vêneto, uma villa veneziana do século XVI situada entre Pádua e Veneza.

20.08.2026 às 18:00
Fotos: Divulgação / Marc Cain


Marc Cain antecipa o verão 2027 com um desfile inteiramente digital

A Marc Cain escolheu a paisagem italiana e a linguagem do cinema para apresentar sua coleção Spring/Summer 2027. Batizado de Palazzo Dreaming, o novo fashion show digital da marca alemã abandona a estrutura tradicional das passarelas para transformar moda, arquitetura e atmosfera em partes de uma mesma narrativa.

O cenário escolhido foi o histórico Palazzo Ca' di Lista, no Vêneto, uma villa veneziana do século XVI situada entre Pádua e Veneza.

Em vez de funcionar apenas como pano de fundo, o palácio participa visualmente da apresentação.

Paredes envelhecidas, corredores, jardins, pisos históricos e a luz natural italiana estabelecem um contraste interessante com uma coleção que procura transmitir justamente leveza, sensualidade e despreocupação.

A Marc Cain define o conceito como a sensação de um “verão sem fim”.

Para contar essa história, 15 modelos apresentam 45 looks, com a modelo Faretta Radic encarregada de abrir e fechar o desfile.

A beleza foi deliberadamente discreta.

Cabelos e maquiagem aparecem sem excessos, deixando roupas, cores e movimento ocuparem o centro da imagem.

E cor é algo que definitivamente não falta à coleção.

O verão 2027 da Marc Cain passa por vermelho-framboesa, fúcsia, azul royal, verde e laranja, equilibrados por momentos em preto e branco.

Essa intensidade cromática aparece acompanhada por estampas florais e gráficas, listras e referências animais.

Leopardo, girafa e guepardo entram na coleção sem transformar o conjunto numa sucessão de excessos.

A estratégia é alternar impacto e leveza.

Nos materiais, seda, linho e algodão ajudam a construir a sensação de frescor pretendida pela coleção.

Vestidos arejados convivem com blusas fluidas, shorts descontraídos e uma alfaiataria menos rígida.

As silhuetas preservam a feminilidade característica da Marc Cain, mas aparecem mais relaxadas.

Cinturas marcadas oferecem contraponto aos volumes mais soltos, enquanto transparências e estruturas abertas de tricô reforçam a linguagem de verão.

É justamente nesse equilíbrio que Palazzo Dreaming encontra sua personalidade.

A mulher imaginada pela marca pode vestir alfaiataria, estampas intensas ou um vestido extremamente leve sem abandonar a mesma ideia de elegância.

Os acessórios também participam da construção visual.

Chapéus de grande impacto aparecem como elementos gráficos e ajudam a dar às imagens uma qualidade quase cinematográfica.

À medida que o desfile avança, o clima também se transforma.

A luminosidade solar e a informalidade dos primeiros momentos gradualmente cedem espaço a uma atmosfera mais noturna.

Paetês, rendas e tecidos transparentes aparecem no encerramento, levando a coleção do verão durante o dia para uma proposta mais sofisticada de noite.

Para Marinela Oglan, diretora criativa da Marc Cain, o Palazzo Ca' di Lista reúne história, elegância e aquela leveza particularmente associada à Itália.

A escolha do lugar ajuda a explicar por que a apresentação funciona melhor como filme do que simplesmente como registro de passarela.

A câmera pode acompanhar arquitetura, roupa e modelo simultaneamente.

Pode aproximar-se das texturas, explorar a incidência da luz sobre os tecidos e transformar diferentes ambientes do palácio em pequenos capítulos.

É também um exemplo de como algumas marcas começam a repensar o próprio conceito de desfile de moda.

Uma apresentação digital elimina a necessidade de concentrar público, imprensa e compradores num único espaço e horário, mas não precisa significar perda de espetáculo.

Ao contrário: permite que direção de fotografia, edição, cenário e narrativa sejam controlados como numa produção cinematográfica.

Com Palazzo Dreaming, a Marc Cain parece ter compreendido bem essa possibilidade.

Mais do que apresentar 45 looks para a próxima estação, a marca procura vender uma sensação.

Um verão italiano sofisticado, colorido e aparentemente interminável.

E, entre os salões centenários de um palazzo veneziano e uma coleção criada para 2027, a Marc Cain estabelece uma combinação curiosa e eficiente: usar o passado como cenário para imaginar o próximo verão.


*Com informações Marc Cain, FashionUnited e FashionNetwork.

Postado por Painel Fashion

As marcas do inverno estão descobrindo o verão

Uma análise publicada pela Vogue Business mostra que algumas das principais empresas associadas ao frio estão acelerando seus investimentos em coleções destinadas justamente ao extremo oposto do calendário.

19.08.2026 às 22:40
Divulgação


Durante décadas, algumas das marcas mais reconhecidas da moda construíram suas identidades sobre uma associação aparentemente indissociável: frio, neve e inverno.

Canada Goose, Moncler, Arc'teryx e The North Face transformaram casacos, jaquetas técnicas e peças desenvolvidas para baixas temperaturas em símbolos internacionais de estilo.

Agora, porém, essas marcas começam a enfrentar uma questão estratégica: o que acontece quando o inverno deixa de ser suficiente?

Uma análise publicada pela Vogue Business mostra que algumas das principais empresas associadas ao frio estão acelerando seus investimentos em coleções destinadas justamente ao extremo oposto do calendário.

O verão tornou-se uma nova fronteira.

A mudança não significa simplesmente substituir casacos pesados por camisetas. O desafio está em transportar para temperaturas mais altas a identidade construída durante décadas em torno da proteção contra o frio.

Na Canada Goose, a transformação já aparece claramente nos números.

Produtos não associados ao inverno representam atualmente quase 40% das vendas da companhia. Há apenas cinco anos, essa participação estava em torno de 5%.

A coleção Summer 2026 confirma essa mudança de direção.

Jaquetas ultraleves, camisetas, polos, shorts, tênis, óculos e peças resistentes à chuva e ao vento agora convivem com os tradicionais casacos que fizeram a fama da marca canadense.

A proposta é continuar vendendo a ideia de proteção e aventura, mas adaptada ao calor.

A Moncler percorre caminho semelhante.

A empresa italiana, cuja imagem internacional também foi construída em torno das montanhas e das jaquetas acolchoadas, batizou sua estratégia para a estação de “Have a Puffy Summer”.

A coleção Summer 2026 utiliza nylon leve, parkas, jaquetas finas e peças intermediárias, incorporando cores mais vivas e uma linguagem claramente voltada aos meses quentes.

É quase uma inversão do conceito que consagrou a marca: preservar a aparência e o DNA Moncler retirando parte do peso associado ao inverno.

A Arc'teryx também amplia sua atuação para além dos esportes praticados em ambientes frios, aproveitando sua experiência em tecidos técnicos, respirabilidade e proteção contra mudanças repentinas do clima.

O fenômeno ajuda a revelar uma transformação maior dentro da indústria.

As tradicionais quatro estações da moda já não correspondem perfeitamente à maneira como consumidores vivem — nem ao clima encontrado em diferentes regiões do planeta.

Uma marca global pode estar vendendo roupas em Londres durante uma onda de calor enquanto atende consumidores de Dubai, Singapura, Xangai, Miami ou São Paulo.

O crescimento do luxo no Oriente Médio torna essa questão particularmente importante.

Para conquistar mercados onde temperaturas elevadas predominam durante grande parte do ano, depender de casacos pesados significa limitar drasticamente o potencial comercial.

Há também uma razão econômica.

Em um momento de desaceleração em segmentos do mercado de luxo, vender durante apenas alguns meses do ano representa um risco cada vez maior.

Transformar uma marca de inverno em uma marca capaz de acompanhar o consumidor durante os 12 meses do ano cria novas categorias de produtos e novas oportunidades de receita.

A própria Canada Goose vem antecipando lançamentos de primavera e verão justamente para manter o consumidor interessado ao longo do calendário.

Mas existe um risco nessa estratégia.

Quanto mais essas empresas se afastam das imagens que as tornaram famosas, maior é o desafio de preservar sua identidade.

Uma Canada Goose excessivamente distante do inverno ainda será percebida como Canada Goose?

Uma Moncler sem seus tradicionais volumes acolchoados continuará imediatamente reconhecível?

É justamente aí que tecnologia e design passam a desempenhar papel fundamental.

Em vez de abandonar suas origens, essas marcas procuram transportar para o verão aquilo que aprenderam no inverno: performance, proteção, funcionalidade e pesquisa de materiais.

Tecidos tornam-se mais leves.

As construções ganham respirabilidade.

A proteção contra neve dá lugar à proteção contra vento, chuva e variações repentinas de temperatura.

E o tradicional casaco pesado cede espaço a camadas que podem ser utilizadas de diferentes maneiras.

Existe ainda um fator impossível de ignorar: o clima está ficando menos previsível.

Verões extremamente quentes, invernos mais curtos e mudanças bruscas de temperatura tornam cada vez menos rígida a divisão tradicional do guarda-roupa.

Talvez, portanto, não estejamos assistindo simplesmente à entrada das marcas de inverno no verão.

O que começa a desaparecer é a própria ideia de que uma grande marca internacional possa depender de apenas uma estação.

No novo mapa da moda global, a temporada mais importante pode acabar sendo justamente aquela que ainda não começou.

*Com informações da da Vogue Business

Postado por Painel Fashion

Intertextile Shanghai 2026 coloca sustentabilidade e tecnologia no centro da indústria têxtil

A indústria mundial da moda volta suas atenções para Xangai no final deste mês.

12.08.2026 às 23:40
Fotos:Messe Frankfurt / Intertextile Shanghai Apparel Fabrics


A indústria mundial da moda volta suas atenções para Xangai no final deste mês. Entre 25 e 27 de agosto, o National Exhibition and Convention Center recebe a Intertextile Shanghai Apparel Fabrics – Autumn Edition 2026, uma das maiores plataformas internacionais dedicadas a tecidos, matérias-primas, tecnologia e soluções para a indústria do vestuário.

Mais do que uma grande feira de fornecedores, a Intertextile tornou-se um importante termômetro das transformações que antecedem aquilo que posteriormente chega às coleções e ao consumidor. É ali que fabricantes, marcas, designers e compradores encontram novos tecidos, fibras, acabamentos e processos industriais que poderão determinar os rumos das próximas temporadas.

A dimensão do evento ajuda a explicar sua importância. A edição de outono de 2025 ocupou cerca de 240 mil metros quadrados, reuniu mais de 3.700 expositores de 26 países e regiões e recebeu mais de 100 mil compradores, provenientes de 123 países e regiões.

Para 2026, a organização concentra boa parte das atenções em quatro grandes áreas: moda, sustentabilidade, tecidos de alta performance e tecnologia têxtil. Materiais circulares e reciclados dividirão espaço com tecidos premium, novas soluções funcionais, inteligência artificial e ferramentas digitais aplicadas à cadeia produtiva.

A sustentabilidade ganha espaço particularmente importante através do Econogy Hub, conceito desenvolvido pela Messe Frankfurt para reunir empresas, produtos e iniciativas comprometidos com uma indústria têxtil ambientalmente mais responsável. A proposta envolve desde matérias-primas naturais e de base biológica até fibras recicladas, certificação, rastreabilidade e processos destinados a reduzir o impacto ambiental da produção.

É uma mudança relevante porque a discussão ambiental deixa progressivamente de funcionar apenas como discurso de marketing. Pressionada por consumidores, novas regulamentações e pelas próprias exigências das grandes marcas internacionais, a indústria precisa demonstrar de onde vêm seus materiais, como são produzidos e qual é seu impacto ao longo da cadeia.

Tecnologia é o outro grande eixo desta edição. Digitalização, automação e inteligência artificial começam a ocupar um território que durante décadas esteve associado principalmente à inovação física dos tecidos. Hoje, desenvolver moda também significa utilizar recursos digitais para aprimorar desenvolvimento de produto, produção, rastreabilidade e gestão da cadeia de fornecimento.

Outro aspecto que reforça o caráter global da Intertextile é a presença dos tradicionais pavilhões internacionais. Países com forte indústria têxtil, entre eles Itália, Índia e Turquia, estarão representados, além de fornecedores e fabricantes de diferentes mercados asiáticos. O Paquistão, por exemplo, confirmou a participação de oito expositores, incluindo importantes fabricantes de denim e tecidos para vestuário.

O resultado é uma feira que mostra uma parte da moda que raramente aparece nas fotografias das passarelas, mas que é decisiva para aquilo que veremos nelas no futuro. Antes do vestido existe o tecido; antes da tendência chegar às lojas existem pesquisa, matéria-prima, tecnologia e produção. É justamente nesse território que a Intertextile Shanghai se tornou uma das principais vitrines mundiais.

A edição 2026 deverá mostrar também que sustentabilidade e inovação tecnológica estão deixando de representar caminhos separados. A tendência é que novos materiais, reciclagem, rastreabilidade e inteligência artificial passem a fazer parte de uma mesma transformação industrial.

Nesse sentido, entre 25 e 27 de agosto, Xangai será menos uma passarela para a moda que já conhecemos e mais uma vitrine para a moda que ainda está sendo construída.


Com informações Intertextile-Shangai 

Postado por Painel Fashion

Havaianas leva seu chinelo de dedo às alturas

Apresentada na Semana de Moda de Copenhague, a silhueta clássica ganha um toque fashionista com salto kitten heel

10.08.2026 às 20:00
Fotos Divulgação Havianas


Havaianas entra, literalmente, em uma nova era. Na Semana de Moda de Copenhague, a marca de calçados brasileira apresentou a nova silhueta Kitten Heel, uma evolução fashionista de seu icônico chinelo de dedo.

O modelo estreou na passarela durante o desfile de Studio Constance para a coleção Primavera/Verão 2027, compondo 25 looks ao lado de modelos clássicos da Havaianas. Ao unir a essência praiana e descomplicada da marca à estética minimalista escandinava da Studio Constance, a colaboração reinventou o chinelo de dedo como um item-chave da moda contemporânea.

A Kitten Heel mantém a clássica construção com tira entre os dedos da Havaianas, atualizada com uma ponteira escultural e um salto baixo, assimétrico e de formato elíptico. Disponível em preto, off-white e verde, o modelo também traz a icônica palmilha de borracha da marca, preservando o conforto e o DNA que fizeram da Havaianas uma favorita global.

Fora da passarela, a silhueta rapidamente se tornou um destaque do street style da Semana de Moda de Copenhague. Criadoras como Emili Sindlev e Livia Nunes foram vistas com o modelo — Nunes chegou a pedalar uma bicicleta Havaianas personalizada, equipada com pedais de Kitten Heel.

Para celebrar o lançamento, a Havaianas promoveu uma ocupação imersiva na Green Island, no porto de Copenhague. Batizado de “From Sea Level to New Heights”, o evento contou com música brasileira, instalações de produtos e uma experiência flutuante de customização com o joalheiro Alan Crocetti, consolidando a Kitten Heel como o mais novo ícone contemporâneo da marca.

Galeria de Fotos 


Com informações hypebae.com 

Postado por Painel Fashion

Copenhagen Fashion Week SS27 celebra 20 anos consolidando a moda escandinava no cenário mundial

05.08.2026 às 19:00
James Cochrane - Copenhagen Fashion Week (imagem oficial)


A Copenhagen Fashion Week vive uma edição especial em 2026. Celebrando seus 20 anos de história, o evento reafirma sua posição como uma das semanas de moda mais influentes da Europa e uma referência mundial quando o assunto é inovação, criatividade e sustentabilidade. A edição Primavera/Verão 2027 (SS27), realizada entre os dias 3 e 7 de agosto, reúne 34 desfiles e apresentações oficiais, reunindo marcas consagradas e novos talentos do design escandinavo.

Muito além das passarelas, Copenhagen tornou-se um laboratório de tendências. A moda apresentada nesta temporada aposta em uma alfaiataria leve e contemporânea, tecidos naturais, transparências, rendas, crochês, sobreposições e uma cartela que alterna tons neutros com pontos de cor vibrantes. O equilíbrio entre funcionalidade, elegância e responsabilidade ambiental continua sendo a principal assinatura do estilo nórdico.

Entre os destaques desta edição estão nomes como By Malene Birger, Stine Goya, Marimekko, Henrik Vibskov, The Garment, OpéraSport e diversos estilistas participantes do programa CPHFW NEWTALENT, dedicado à revelação de novos criadores. A programação também inclui palestras, instalações, showrooms e encontros voltados à inovação e ao futuro da indústria da moda.

Mais do que lançar coleções, Copenhagen demonstra que criatividade, design de excelência e sustentabilidade podem caminhar lado a lado. Em um mercado cada vez mais atento às questões ambientais e sociais, a capital dinamarquesa reforça seu papel como uma importante fonte de inspiração para estilistas, marcas e consumidores de todo o mundo. 

GALERIA DE FOTOS 


Com informações de copenhagenfashionweek.com e vogue 

Postado por Painel Fashion

Passarela livre: A moda invade as ruas na Milão Fashion Week

06.04.2025 às 15:16
Arquivo pessoal


Dora Nunes de Milão


Desfiles ao ar livre encantaram o público e ganharam força na semana da moda em Milão, tornando a moda mais acessível e integrada ao espaço urbano.

A Semana de Moda de Milão (Milan Fashion Week – MFW) - de 25 de fevereiro a 3 de março - foi marcada por desfiles que integraram a moda com a arquitetura histórica da cidade e ofereceu um espetáculo de criatividade e inovação com grifes famosas apresentando suas coleções para o outono/inverno 25/26, apresentando suas coleções em locais emblemáticos e ao ar livre. O evento de grande importância para a indústria da moda, reuniu designers, modelos, celebridades e entusiastas do mundo inteiro. Durante essa edição, foram realizados aproximadamente 153 eventos, incluindo 53 desfiles.

Entre os destaques, Dolce & Gabbana e Luisa Spagnoli optaram por desfiles ao ar livre proporcionaram uma experiência única aos espectadores. Essa escolha refletiu uma tendência crescente na moda de aproximar as coleções do público e de explorar o cenário urbano como parte da narrativa estética de cada marca. 

Dolce & Gabbana surpreendeu ao transformar as ruas de Milão em uma extensão de sua passarela, criando uma atmosfera que remetia aos mercados de moda urbana de Londres. A coleção trouxe uma fusão entre o sportswear contemporâneo e o glamour vintage, destacando vestidos de coquetel brilhantes, casacos estruturados e alfaiataria refinada. Peças em veludo, renda e couro apareceram em tons profundos de vinho, azul e dourado, evocando a opulência da moda italiana com um toque moderno.

A marca apresentou sua coleção na Via Montenapoleone, uma das ruas mais icônicas da cidade, dentro do glamouroso Quadrilátero da Moda de Milão, conhecido por abrigar diversas grifes de luxo. A transformação desta via em passarela reforçou a conexão entre a moda e o urbano, permitindo que os espectadores vivenciassem a coleção em um cenário autêntico e sofisticado. As apresentações ao ar livre destacaram a tendência de aproximar a moda do público e de utilizar a cidade como parte integrante das apresentações, criando experiências mais imersivas e acessíveis.

A escolha do espaço urbano como palco foi uma decisão estratégica da marca para reforçar a conexão entre tradição e inovação, além de permitir que a coleção interagisse de maneira autêntica com a cidade e seus habitantes. A apresentação contou com modelos que caminhavam entre os espectadores, trazendo uma atmosfera de acessibilidade e dinamismo que contrastava com os tradicionais desfiles fechados. 

Luisa Spagnoli, por sua vez, seguiu uma linha mais clássica, mas igualmente impactante. Seu desfile aconteceu em um dos locais mais icônicos de Milão, onde a elegância da capital da moda serviu de pano de fundo para uma coleção que exaltava a sofisticação feminina. O desfile na Piazza degli Affari harmonizou a elegância da coleção com a atmosfera milanesa.

A escolha deste local permitiu uma interação direta entre as peças apresentadas e o ambiente cosmopolita de Milão, ressaltando a versatilidade das criações da marca. Com inspiração na mulher moderna e independente, a marca apresentou peças que equilibravam cortes estruturados com tecidos fluidos, como lã, cashmere e seda.

Vestidos midi com cintura marcada, capas volumosas e conjuntos de alfaiataria dominaram a coleção, em uma paleta que variava entre tons neutros e cores vibrantes como vermelho e esmeralda. O desfile aconteceu em meio ao movimento natural da cidade, criando um diálogo entre moda e cotidiano. A proximidade com o público permitiu que os detalhes das peças fossem apreciados de perto, reforçando a identidade artesanal e a atenção aos acabamentos impecáveis que caracterizam a marca. 

A Semana de Moda de Milão deste ano destacou-se também pelo retorno à opulência e ao uso de peles sintéticas, com diversas marcas apostando em peças exuberantes que misturavam referências clássicas com releituras contemporâneas. Essa abordagem também refletiu uma preocupação crescente da indústria em criar experiências imersivas que valorizem tanto a estética das coleções quanto a intensa participação com o público.

A decisão de Dolce & Gabbana e Luisa Spagnoli de levar suas coleções para as ruas de Milão não foi apenas um gesto estético, mas também uma declaração sobre o futuro da moda e sua relação com o mundo ao redor. Ao transformar a cidade em um palco vivo, essas marcas proporcionaram um espetáculo único que misturou arte, história e tend°encias inovativas.

O primeiro grande evento de moda do ano estabeleceu um novo patamar para os desfiles, mostrando que a moda não se limita às passarelas tradicionais, mas pode se expandir para além delas, interagindo com a arquitetura, o movimento e a vida urbanos, proporcionando uma experiência única aos espectadores.

O setor de moda italiano engloba segmentos como óculos, joias e produtos de beleza, registrou um faturamento de pouco menos de 96 bilhões de euros em 2024, representando uma queda de 5,3% em relação a 2023. Para enfrentar os desafios econômicos e a crise de emprego no setor, o governo italiano destinou mais de 110 milhões de euros em 2024 e 2025, visando apoiar a indústria e promover a recuperação econômica. Em suma, MFW 2025 destacou-se não apenas pelas inovações e tendências apresentadas nas passarelas, mas também pelo impacto econômico significativo.

Brasil na MFW Summer Edition 25 - Durante a edição verão 2025, ocorrida em setembro, diversas marcas brasileiras destacaram-se ao participar de eventos paralelos que enfatizaram a moda sustentável e a inovação. Entre as principais iniciativas, o AWAKE (Awake Mode) reuniu 20 designers brasileiros comprometidos com práticas socialmente responsáveis. Este evento ocorreu entre os dias 18 e 20 de setembro na Terrazza Martini, em paralelo à Semana de Moda de Milão.

Além disso, no dia 20 de setembro, o Museo Nazionale Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci sediou a terceira edição do "Beyond the Claim", um evento de moda sustentável que contou com a participação de quatro marcas brasileiras: Camila Machado, Las Gringas, Natural Cotton Color e Val Valadares.

Essas marcas destacaram-se por seu compromisso com a sustentabilidade, práticas que respeitam o meio ambiente, valorização do trabalho artesanal e geração de impacto social positivo. Todas são lideradas por mulheres empreendedoras, representando a força do segmento no Brasil.

A participação dessas marcas em eventos internacionais como o AWAKE e o "Beyond the Claim" reforça a presença e a relevância da moda brasileira no cenário global, especialmente no que tange à sustentabilidade e à inovação.


* Publicado originalmente na edição 89 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Fashion

Vogue Itália: 60 anos de vanguarda

Aniversario da revista é celebrado em alto estilo, no icônico Palazzo Citterio, durante a Milan Fashion Week

04.11.2024 às 08:00
Dora Nunes


Dora Nunes,
De Milão

A instalação “Sixty Years of Vogue Italia - Sessant’anni di futuro”, expondo capas icônicas do arquivo de Vogue Italia celebrou as seis década da revista, no Palácio Citterio, em Milão, de 19 a 21 de setembro.  Este evento, realizado durante a prestigiada Semana de Moda, mais que uma simples comemoração representa um tributo à uma revista que sempre esteve à frente de seu tempo, tanto em termos de moda quanto de cultura. Reunindo 60 capas que marcaram a história da publicação, a instalação homenageou o poder da imagem, reafirmando a capacidade da Vogue Italia de moldar tendências e influenciar debates contemporâneos.

De acordo com Vogue Italia, esse evento teve a intenção de ser a expressão máxima da celebração. Organizado em parceria com a Provincia da Lombardia (cuja capital é Milão), Pinacoteca de Brera e patrocinado pela Prefeitura de Milão e pela Camara Nacional da Moda Italiana festejou junto ao público, as revoluções que atravessaram a história da revista e os processos criativos dos quais emergiram obras e talentos.

Fundada em 1964 foi, desde o início, uma publicação destinada a redefinir o conceito de fazer moda. Segunda os arquivos da Vogue Itália, sob a liderança de seu primeiro editor, Franco Sartori, a revista rapidamente se tornou uma força criativa no cenário editorial europeu. No entanto, foi com a chegada da lendária editora-chefe Franca Sozzani, em 1988, que a publicação passou a ser reconhecida como uma das revistas de moda mais inovadoras e ousadas do mundo. Franca não apenas ampliou os limites da fotografia de moda, mas também utilizou a revista como plataforma para discutir questões sociais, culturais e políticas, algo inédito na época. Sob sua direção, a Vogue Italia se destacou ao transformar a moda em uma manisfestação social.

Nestes sessenta anos, grandes fotógrafos, artistas e autores escreveram juntos as páginas de uma revista que hoje, através de todas as suas plataformas, fala a uma comunidade de mais de 16 milhões de seguidores e leitores através do seu site, redes sociais e jornal mensal.  “Hoje como então, ano após ano, capa após capa, a Vogue mantém intacta a mesma vontade de contar e fotografar a evolução do gosto, com criatividade e estilo, olhando sempre para o futuro e comprometendo-se a promover o talento em todas as suas formas, através da linguagem universal da moda", declarou Francesca Ragazzi, Chefe de Conteúdo Editorial da Vogue Italia.

Para Lele Acquarone, editora da Vogue Itália por mais de 30 anos, a revista foi “capaz de dar o espaço certo à moda italiana no cenário internacional. Uma revista que «valorizou a personalidade da mulher, que usa a moda em vez de se submeter a ela”, afirmou. Essas características fizeram da Vogue Italia uma das publicações mais icônicas e influentes no mundo da moda.

Durante a instalação comemorativa no Palazzo Citterio, cada uma das 60 capas expostas parecia contar uma história própria. Muitas delas destacaram-se não apenas pela qualidade estética, mas pela maneira como desafiaram convenções e ampliaram o campo de atuação da moda.

Entre as capas mais memoráveis, um ícone inescapável é Madonna , que estrelou várias edições da Vogue Italia ao longo dos anos. A Rainha do Pop, conhecida por seu espírito transgressor e sua capacidade de se reinventar, sempre encontrou na revista uma plataforma ideal para expressar sua personalidade multifacetada e sua paixão pela moda. Uma das capas mais icônicas foi a de 1991, quando Madonna apareceu fotografada por Steven Meisel, encarnando um visual inspirado no glamour das divas de Hollywood dos anos 1940. Sua presença forte e provocadora, com lábios vermelhos e olhar intenso, fez daquela edição uma referência atemporal.

Outra colaboração inesquecível entre Madonna e a Vogue Italia ocorreu em 2018, quando a artista celebrou seu aniversário de 60 anos com uma capa igualmente icônica. Fotografada por Mert Alas e  Marcus Piggott , a capa retratava uma Madonna madura, confiante e sensual, em uma celebração não apenas de sua longevidade artística, mas também de seu contínuo impacto cultural. Para muitos, essa capa foi um símbolo do poder da transformação e da capacidade de Madonna — assim como da própria Vogue Italia  — de se manter relevante e provocadora, mesmo após décadas de carreira.

Outras capas foram igualmente impactantes, como a "Black Issue" de 2008, que trouxe apenas modelos negras, e a edição polêmica de 2010, que abordou os desastres ambientais com modelos cobertas de petróleo, são exemplos de como a Vogue Italia soube mesclar moda com crítica social.

Essas edições memoráveis não chamaram atenção só no mundo da moda, mas também foram amplamente debatidas nos círculos intelectuais. Franca Sozzani compreendia que a moda, muitas vezes subestimada, tinha o poder de provocar reflexões profundas sobre o mundo em que vivemos. Ao destacar problemas como o racismo, a destruição ambiental e as crises econômicas, a revista transcendeu a ideia de que as capas de uma publicação de moda devem apenas retratar o glamour e o estilo, promovendo, em vez disso, discussões importantes e atemporais.

As capas reunidas na exposição foram cuidadosamente selecionadas para representar cada fase dessa evolução, desde o início modesto da publicação até seu status atual como uma das revistas mais respeitadas do mundo. Ao caminhar pela instalação, os visitantes foram transportados para diferentes épocas, cada uma representada por sua estética, seu contexto cultural e seu impacto social. As capas dos anos 60 e 70, por exemplo, refletiram a explosão de liberdade criativa e experimentalismo que definiu o período. Já as capas das décadas de 80 e 90, marcadas pela direção de Franca Sozzani , trouxeram uma sofisticação editorial e um engajamento com temas que iam muito além do universo da moda.

Um dos destaques da exposição foram as colaborações da Vogue Italia com grandes fotógrafos, como  Mario Testino, Peter Lindbergh e Paolo Roversi , cujas lentes capturaram não apenas a beleza das modelos, mas a essência do momento em que aquelas imagens foram criadas. Cada fotógrafo trouxe uma visão única, transformando as capas em obras de arte que transcendem o tempo. O poder dessas imagens é tão forte que, mesmo anos ou décadas após sua publicação original, elas ainda provocam reações e reflexões.

O evento de aniversário realizado em Milão também serviu como uma celebração da cidade, que ocupa um lugar central no cenário global fashion. Com sua rica história e cultura, a cidade sempre foi um terreno fértil para o desenvolvimento de grandes estilistas, marcas e, claro, publicações como a Vogue Italia. A Semana de Moda de Milão, uma das mais importantes do mundo, é um reflexo do papel da considerada capital da moda, e a escolha de integrar a instalação à essa semana foi uma decisão natural, que apenas reforçou a simbiose entre a publicação e a cidade.

O Palazzo Citterio, por sua vez, foi o cenário perfeito para abrigar a instalação. Localizado no coração de Milão e famoso por sua arquitetura histórica, o palácio está em processo de restauração há muitos anos, o que cria um interessante paralelo com a própria revista, que, mesmo depois de seis décadas, continua a se reinventar sem perder sua essência. A Vogue Italia é uma obra em constante evolução, adaptando-se às mudanças da sociedade e da moda, mas sempre preservando seus alicerces de criatividade, ousadia e relevância.

Além de celebrar o passado glorioso da Vogue Italia, a exposição também olhou para o futuro. Sob a atual direção de Emanuele Farneti , a revista busca reafirmar  a sua condição de inovadora no mundo da moda, explorando novos formatos e plataformas digitais para manter-se relevante em um cenário de mídia em rápida transformação. Ao longo dos últimos anos, a publicação tem apostado em uma abordagem mais inclusiva e diversificada, refletindo as mudanças na sociedade e na própria indústria da moda.

 A edição de abril de 2020, por exemplo, apresentou uma capa completamente branca, uma decisão simbólica em resposta à pandemia da COVID-19, que naquele momento assolava o mundo. A capa branca, que inicialmente parece um gesto simples, na verdade continha camadas de significados, representando tanto o luto quanto a esperança de um novo começo.

Outro aspecto que merece destaque é o impacto duradouro da Vogue Italia na construção da carreira de modelos e designers ao longo dos anos. Nomes como Naomi Campbell,  Linda Evangelista e Kate Moss   devem parte de seu estrelato global às capas da revista, que, além de definir tendências, também catapultou talentos para o estrelato internacional. Da mesma forma, estilistas como Giorgio Armani – que esteve presente à inauguração da exposição - , Gianni Versace e Prada encontraram na Vogue Italia uma veículo para expressar suas visões e criar diálogos com um público global.

Em tempos onde o digital fala mais alto que as publicações impressas, a relevância da Vogue Italia é inegável.  Poder desfrutar de tantas de suas capas reunidas em um só espaço físico relembrou o poder duradouro da mídia impressa e de como uma capa bem construída pode não apenas capturar o espírito do tempo, mas também definí-lo. O evento no Palazzo Citterio foi capaz de fazer uma celebração a esse legado, mas também explicitou um convite a olhar para frente, para os próximos anos dessa inovação e ousadia que marcam a publicação.Ao final da exposição, o sentimento era de inspiração.

E para o editorial da edição comemorativa de setembro foram produzidas 6 capas (e entrevistas) com estrelas, protagonistas também de outras edições da revista. Todas fotografadas por Steven Meisel: Linda Evangelista, Vittoria Ceretti, Deva Cassel, Isabella Rossellini, Mariacarla Boscano e Maty Fall.

A Vogue Italia celebrou seis décadas de história, mas demonstrou estar longe de ser um veículo preso ao passado. Pelo contrário, continua a reinventar-se, olhando sempre para o futuro da moda e para o seu papel no cenário global. Esta celebração além de uma retrospectiva, pareceu uma afirmação do compromisso contínuo da revista com a criatividade, a diversidade e a relevância cultural. Afinal, a moda, como a própria revista demonstrou tantas vezes, é muito mais do que roupas – é uma forma de expressão que reflete e molda o mundo em que vivemos.

*Publicado originalmente na edição 85 da revista Painel Alagoas


Postado por Painel Fashion

Para 2/3 das mulheres, cuidar da aparência as fazem se sentir melhor

05.10.2023 às 14:57
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Pesquisa do Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo da Unilever, em conjunto com a empresa de pesquisas Opinion Box revela que cuidar da aparência é a atividade que faz as mulheres brasileiras se sentirem melhores, dito por duas em cada três (66%) delas. Fazer exercícios físicos vem em segundo lugar com 32%. Sair para encontrar amigos aparece logo depois, com 24%.

O resultado do estudo, que associa cabelos e saúde mental, mostra que cuidar da aparência pode ajudar em questões de autoconfiança autoestima e consequentemente na saúde mental de alguém. O cuidado da pele, cabelo e corpo e vestimenta são capazes de contribuir para uma sensação geral de bem-estar. Já os exercícios físicos produzem a endorfina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar e felicidade, reduzindo níveis de cortisol, portanto ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e depressão. Encontrar amigos mostra como a interação social pode proporcionar bem-estar emocional e mental. 

Em relação especificamente aos cabelos, a pesquisa mostra que quando se sentem estressadas, a queda é o principal problema relatado pelas mulheres. 7 em 10 (72%) entrevistadas disseram que ela é o principal sintoma decorrente do cansaço físico e emocional. Em segundo lugar, aparece o aumento da oleosidade e o ressecamento, ambos ditos por 3 em 10 (28%) participantes da pesquisa. Depois, veio a caspa com 25% das menções. 

"O estresse aumenta a liberação de radicais livres e, consequentemente, a inflamação, além de aumentar a liberação de uma série de hormônios", explica a Dra. Joana D'arc Diniz, dermatologista e diretora da Sociedade Brasileira do Cabelo. Esses hormônios, como o cortisol, podem causar a queda de cabelo.  O mesmo hormônio tem a capacidade de estimular as glândulas sebáceas no couro cabeludo a produzirem mais óleo. Já o ressecamento pode se relacionar a uma alimentação inadequada, podendo gerar falta de nutrientes e portando ressecando os fios. 

A pesquisa também mostra que ir ao salão de cabeleireiros também é uma atividade capaz de fazer bem a saúde mental. 7 em cada 10 mulheres diz se sentir muito melhor após sair de um salão. Ao mesmo tempo 1 em 4 mulheres afirma se sentir mais segura. Entre as mulheres de 40 a 49 anos, quase 8 em 10 afirma se sentir muito melhor. 

Pesquisa – Foram entrevistadas 852 mulheres, de 18 a 59 anos, de todas as regiões do Brasil abrangendo as classes sociais AB, C e DE.

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Quiet Luxury: saiba o que os brasileiros mais procuram no TikTok

11.09.2023 às 17:30
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Marcada por peças de roupas de linhas limpas, com cores neutras e formas simples, a tendência Quiet Luxury virou febre nas redes sociais, principalmente no TikTok. O Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo da Unilever, investigou as hashtags mais bombadas no Brasil quando se trata dessa tendência chic que todo mundo está falando no momento. As três hashtags no topo são oldmoney, com 145 milhões de vídeos vistos em todo o país nos últimos 120 dias, seguida por cleangirl com 75 milhões e oldmoney com 57 milhões de visualizações.  

Todos os vídeos no TikTok expressam a imagem sutil das adeptas da tendência, que evitam mostrar logos grandes e chamativos e presam por uma imagem exclusiva. O objetivo delas é passar uma imagem de sofisticação, mas sem exibicionismo e extravagância. 

Quem acompanha a tendência deve estar familiarizado com os nomes das americanas Emilie Kiser e Sofia Richie. Considerada por muitos como um ícone do estilo, Sofia Richie, com mais de 3 milhões de seguidores no TikTok e 51 milhões de curtidas, dá dicas de beleza e moda, com peças geralmente de cores neutras, como dita o estilo. Por sua vez, Emilie Kiser, que aparece perfeitamente maquiada em seus vídeos, costuma com muita confiança dar dicas de cuidados para a pele e já marca 2 milhões e 400 mil seguidores na plataforma. 

Os homens também garantem espaço na tendência. O influenciador Kelvin Siso fornece dicas para homems e mulheres, por exemplo, desaconselhando o uso de roupas estampadas, chamativas e esportivas. Para o TikToker baseado em Madri, o look oldmoney é o mais apropriado. 

Cabelos – É claro que o estilo não vem somente acompanhado por roupas. Para um visual completo, além da maquiagem, o cabelo também deve estar de acordo. Mas o que seria um cabelo Quiet Luxury? Ele está ligado a cortes clássicos e refinados, como o chanel e o long bob. E em relação a cores, tonalidades mais neutras ganham destaque. Quanto aos penteado, como nao podia deixar de ser, a pegada é chic, com coques, tranças e rabos dando o tom. 

“Para combinar com os looks, o cabelo também deve seguir a mesma linha, com cortes mais simples e clássicos, porém sempre elegantes. Para quem gosta de acessórios, funciona a máxima do menos é mais, com peças mais discretas e delicadas. Além disso, é importante manter o corte sempre em dia para um visual clean e bem cuidado”, complementa Carolina Maggi, editora sênior do Tudo pra Cabelo. 

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Painel Fashion por Redação

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