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Teich - Confuso e mal assessorado

11.05.2020 às 11:45


Via Twitter

Apesar de evitar tocar no assunto em entrevistas coletiva ,o ministro da Saúde Nelson Teich foi o primeiro membro do governo a comentar a morte de dez mil pessoas, os contabilizados oficialmente como vítimas da Covid-19 no país. “Hoje amanhecemos com uma enorme dualidade de sentimentos”, ele escreveu no Twitter no domingo dia das Mães. “Quero falar principalmente pra aquelas mães que hoje choram a perda de seus filhos e para os filhos que hoje não podem comemorar o dia com suas mães. Para esses, deixo aqui meus sentimentos e meu compromisso de fazer o meu melhor para que vençamos rápido essa terrível guerra.” 

Hesitação e inexperiência

O ministro, que entrou no lugar de Luiz Henrique Mandetta, vem nomeando militares para os cargos-chaves. Muitos destes têm substituído servidores de carreira da Saúde. Internamente, estas trocas são mal recebidas por funcionários da pasta, que percebem hesitação e atrasos provocados por falta de experiência com os temas. 

No comando

O militar que passou a ocupar o segundo cargo mais importante do ministério, após a nomeação de Teich, é o general Eduardo Pazuello, secretário executivo da pasta. Vem sendo descrito, por "colegas de trabalho"   como "espaçoso e autoritário". E é quem, aparentemente, está no comando. 

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Bolsonaro pressiona STF pelo fim da quarentena

08.05.2020 às 12:19


Marcha midiática

Menos de 24 horas após a divulgação de um novo recorde de mortos num único dia pelo coronavirus no país, Bolsonaro acompanhado de um grupo de empresários, marchou rumo  à Praça dos Três Poderes para pressionar, pessoalmente, o Supremo Tribunal Federal. Os representantes da indústria haviam ido ao Planalto pedir políticas que auxiliem o sustento do setor durante o período da quarentena. Bolsonaro decidiu transformar o encontro num ato político pela volta ao trabalho. “Não estava na nossa agenda inicial, mas o presidente Bolsonaro trouxe a discussão da flexibilização do isolamento no país”, afirmou o presidente-executivo da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos, José Velloso. “Precisamos de uma coordenação, nós precisamos ter um trabalho conjunto para que a volta da atividade seja feita da melhor maneira possível sem risco para as pessoas e preservando o maior número de empregos possível”, completou o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho. Pegando todos de surpresa, o presidente da República então entrou em contato com seu par no Poder Judiciário, Dias Toffoli, e pediu para ser recebido naquele momento. “Temos um problema que vem cada vez mais nos preocupando”, discursou Bolsonaro já no STF. “Os empresários trouxeram essas aflições, a questão do desemprego, a questão da economia não mais funcionar. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que a própria doença.” Sua queixa a Toffoli era de que havia ‘CNPJs na UTI’. O presidente do Supremo recomendou a Bolsonaro que comande o Executivo, organize um comitê de crise e proponha com estados e municípios um plano. O Planalto ainda não tem sugestão de como fazer a abertura que deseja. 

Visita inesperada

No primeiro momento, o meio jurídico reagiu mal ao fato de um desavisado Toffoli ter recebido Bolsonaro. Mas rapidamente,  ficou claro que ele não poderia ter fechado a porta na cara do presidente e a avaliação mudou. Toffoli conseguiu manobrar para driblar a armadilha. A principal queixa dos empresários, por sua vez, era voltada para a falta de ajuda dos bancos, principalmente do BNDES.

Enquanto isso...

A Advocacia Geral da União(AGU) pediu ao ministro Celso de Mello que reconsidere. O Planalto não quer entregar o vídeo que provaria a tentativa, por Bolsonaro, de intervir na Polícia Federal do Rio. Ou, então, gostaria de enviar apenas o trecho no qual presidente e o ex-ministro Sérgio Moro interagem.

Momento "delicado"

Uma fotografia da reunião, tida como delicada, mostra que havia dezenas de pessoas presentes. E os vazamentos já começaram. Bolsonaro, segundo ouviu Bela Megale, estava de ‘péssimo humor’ e afirmou aos ministros que poderia demitir qualquer um — incluindo Moro. O mau humor do presidente, agora, está voltado para o procurador-geral da República, Augusto Aras. Desejava que ele tivesse esperado um pouco mais para abrir uma investigação. 

E a Regina hein????

Pra finalizar o movimentado dia de ontem do governo em Brasília, a atriz e secretária da Cultura, Regina Duarte, protagonizou momentos bizarrosd numa entrevista , no começo da noite, à CNN Brasil. Louvou a ditadura, descartou os mortos e torturados no período e se queixou das perguntas dos jornalistas. Chegou a cantarolar "Pra frente Brasil", música "ligada" aos anos de chumbo da ditadura. “Sempre houve tortura”, afirmou. “Não quero arrastar um cemitério. Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões, acho que tem uma morbidez neste momento. A Covid está trazendo uma morbidez insuportável, não tá legal.”


Com informações de G1, O Globo, Estadão, Poder360 e CNN Brasil

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AGU não quer entregar vídeo ao STF

07.05.2020 às 13:39


Recorrendo

A Advocacia-Geral da União recorreu ao ministro Celso de Mello. Não quer lhe entregar o vídeo que capturou a reunião, em 22 de abril, na qual o presidente Jair Bolsonaro pressionou o então ministro Sérgio Moro a respeito da superintendência da Polícia Federal no Rio. O decano da Corte havia dado 72 horas para que o Planalto enviasse este registro. Se houve interferência pessoal de Bolsonaro, é o vídeo que pode revelar. Mello pediu explicitamente que o conteúdo seja entregue na íntegra. A AGU argumenta que há, na conversa, assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado. No Palácio, há uma briga de versões a respeito de quem fez a filmagem, sobre quem tem o arquivo ou mesmo se toda a reunião foi capturada. Na semana passada, Bolsonaro chegou a dizer que divulgaria o vídeo. Foi rapidamente desaconselhado por auxiliares.

Segunda instância

Não é a única dificuldade jurídica do governo. O desembargador André Nabarrete, do TRF-3, determinou que o presidente deve entregar ao jornal O Estado de S. Paulo os resultados de seu exame para o novo coronavírus. “A urgência da tutela é inegável, porque o processo pandêmico se desenrola diariamente, com o aumento de mortos e infectados”, explicou Nabarrete. “O conhecimento da saúde do Sr. Presidente é fundamental, à vista de suas funções, que demandam que circule, se locomova e tenha contato com cidadãos, num panorama de pandemia.” Já é a segunda instância.

PF

Foi bem recebido, na PF, o nome de Tácio Muzzi, que comandará a superintendência do Rio. Ele era o número dois de Ricardo Saadi, que Bolsonaro havia mandado substituir. Não estava na lista dos favoritos do Planalto e o recuo tático acalmou os delegados, por ora. Há pelo menos quatro investigações em curso que envolvem os filhos do presidente ou Fabrício Queiroz.

Com a "mão na massa"

Foi nomeado o novo diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, Dnocs. É Fernando de Araújo Leão, indicado pelo Centrão, e controlará um orçamento de R$ 1 bilhão.

Base de apoio

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi perguntado a respeito da aproximação de Bolsonaro do bloco fisiológico. “Quem tem a responsabilidade de garantir votos para o governo são os líderes do governo, os partidos que fazem parte da base”, ele disse. “Acho que o governo ter uma base facilita meu trabalho. Muitas vezes fui obrigado a cumprir papel de articulador das maiorias.” O Centrão espera que mais nomes saiam nos próximos dias.

Palavras "tranquilizadoras"

Os generais palacianos Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto estiveram ontem com Maia. Queriam botar panos quentes na relação conturbada mas, principalmente, queriam a garantia de que o presidente da Câmara não trabalha pelo impeachment. De acordo com o Radar, ouviram de Maia palavras tranquilizadoras.


Com informações de Folha, Estadão, Globo, G1, Poder 360 e Veja

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Moro coloca militares em "sinuca de bico"

05.05.2020 às 13:37


Ameaçado

Em depoimento no último sábado, à Polícia Federal, o ex-ministro Sérgio Moro, confirmou as intenções de Bolsonaro na troca de comando da PF no Rio de Janeiro. Segundo Moro, o presidente chegou a amaeaçá-lo de demissão caso a troca não fosse efetuada. Moro afirmou haver testemunhas dessa ameaça que ocorreu numa reunião. As testemunhas seriam os ministros(militares) Augusto Heleno, Luiz Eduardo Ramos e Braga Neto.

"Sinuca de bico"

Baseado nesse depoimento de Moro, os investigadores devem chamar as "testemunhas da reunião" para depor, o que certamente provocará um tremendo desconforto para os militares. Se confirmarem a versão de Moro estarão, provavelmente, falando a verdade, mas ao mesmo tempo serão desleais ao "chefe" e pior ainda- "assinarão recibo" de que sabiam e compactuavam da ação criminosa de Bolsonaro.  Se desmentirem o ex-ministro e ficar provado que ele disse a verdade , ficará evidente que houve conivência dos generais, que passam a correr risco de serem processados e desmoralizados. Segundo a revista Veja, a reunião em que Bolsonaro teria ameaçado Moro foi gravada em vídeo.

Desdobramentos

A defesa de Sérgio Moro requisitou ao Supremo Tribunal Federal(STF) que abra o sigilo do depoimento do seu cliente, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, já requisitou o ministro Celso de Mello o depoimento dos generais e de outras pessoas citadas pelo ex-ministro da Justiça de Bolsonaro.


Com informações de Veja, G1, Poder 360, O Globo e Estadão

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Alienação e "dor de cotovelo"

Desafetos de Sérgio Moro torcem para que Justiça o condene por corrupção passiva e prevaricação

03.05.2020 às 11:21


Lula: sem a toga, Moro não é ninguém e ele vai aprender isso agora

Nos tempos atuais em que os ânimos políticos já estão exaltados com mais de 2 anos de antecedência do próximo pleito presidencial,tudo fica mais complicado de ser entendido, muitas vezes o que até aos olhos de alguns parece óbvio. Um forte" ideologismo binário" de insistente permanência assola os eleitores e cria uma linha tênue entre justiça e injustiça, verdades e mentiras, o legal e o ilegal.

 Está claro que Sérgio Moro " confessou" ter pedido pensão para si como garantia, ao embarcar no ministério da Justiça de Bolsonaro. O pedido acabou não sendo atendido( nem pode-se ter certeza se seria) pois o destino não compactuou para tal. Quanto a ocultação de supostos crimes do chefe me parece um absurdo sem tamanho considerar isso prevaricação. Quando um governo é corrupto ou confuso(como o atual) é bem provável que assessores do "chefe" tenham conhecimento de fatos/atitudes de bastidores que nem sempre chegam(as vezes chegam, como chegaram em governos anteriores e nada aconteceu)ao conhecimento público.Se tudo que não se sabe sobre bastidores da corrupção fosse julgado honestamente faltaria cadeia (e provavelmente políticos)no país.

 Por falar em governos corruptos, vale lembrar que o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro antes de exercer tal função, foi o principal juiz da Operação Lava-Jato, responsável por enquadrar e prender meio mundo de políticos e empresários poderosos, inclusive um ex-presidente da República. Esse currículo, por si só, atrai contra o ex-juiz e ex-ministro perigosas e nefastas energias de partidários, parentes, amigos e afins que se sentiram prejudicados ou injustiçados com as atitudes, principalmente pelo seu desempenho na já lendária "Operação", que se constitui numa rara e honrosa exceção da Justica brasileira nos últimos séculos.

 Portanto, quem o rotula de desonrado é alienado e sem noção ou tem algum tipo de sequela, tipo "dor de cotovelo" por alguma consequência da postura do ex-juiz , no que de mais básico ele soube exercer: o cumprimento da lei...

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Quem manda sou eu

Em encontro com apoiadores e jornalistas, Bolsonaro critica STF e governadores

30.04.2020 às 12:54


"Caminhando e...brincando"

Jair Bolsonaro teve uma rápida conversa com apoiadores e jornalistas no final da tarde desta 4ª feira, depois de uma caminhada na frente do Palácio da Alvorada.Sobre a troca de comando na Polícia Federal falou, em tom de brincadeira: “A minha PF é pra cima de quem fizer besteira. A PF vai funcionar. A PF não persegue ninguém. Só persegue bandido”.Reforçou seu desejo de levar Alexandre Ramagem para o comando da corporação. “Quem manda sou eu”, afirmou. “Eu quero o Ramagem lá. É uma ingerência, né? Mas vamos fazer tudo para o Ramagem. Se não for, vai chegar a hora dele e eu vou botar outra pessoa”, disse a apoiadores.

Sonho

Na posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e do novo advogado-geral da União, José Levi, Bolsonaro sinalizou que vai recorrer da decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de barrar a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da PF.  Disse que o “sonho” de nomear Ramagem para o posto “brevemente se concretizará”.“Eu gostaria de honrá-lo no dia de hoje dando-lhe posse como diretor-geral da Polícia Federal. Eu tenho certeza de que esse sonho meu, mais dele, brevemente se concretizará, para o bem da nossa Polícia Federal e do nosso Brasil”, afirmou Bolsonaro.

 AGU

A intenção declarada de Bolsonaro de recorrer contraria posição da Advocacia Geral da União. A jornalistas, o novo chefe da AGU afirmou : “Já foi dito que não vai recorrer”. Os repórteres insistiram e disseram que o próprio Bolsonaro havia dito. “O presidente não falou isso, não”, respondeu Levi.Mais cedo, Bolsonaro voltou atrás e tornou sem efeito a nomeação de Ramagem que, agora, volta a comandar a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Futebol sem torcida

Em conversa com jornalistas, Bolsonaro também afirmou que está próximo de sair  parecer do Ministério da Saúde e de órgãos competentes, como a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), a respeito da volta dos jogos de futebol. Segundo ele, os campeonatos talvez possam voltar, sem público.

Política restritiva

Bolsonaro aproveitou para reafirmar que a responsabilidade pelas medidas restritivas nos Estados por causa da pandemia é dos governadores, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). “Quem definiu toda a política restritiva foram os governadores e prefeitos.”


*Com informações do G1 e Poder 360

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Despreparo e destempero

Bolsonaro responde com ironia questionamento sobre recorde de óbitos por coronavírus no país

29.04.2020 às 10:40


E daí?

Ao chegar ontem noite ao Alvorada, Bolsonaro foi questionado sobre o recorde das mortes por coronavírus computadas nas últimas 24 horas. Segundo os dados, divulgados pelo Ministério da Saúde,  a doença já matou 5.017 pessoas no país, superando o número de mortes na China.“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Sou Messias, mas não faço milagre” afirmou Bolsonaro e sugeriu que as perguntas fossem feitas ao ministro Nelson Teich.

Evazivo

Em entrevista no início da noite, o ministro Nelson Teich foi evazivo em suas explanações e respondeu a apenas 4 das 15 perguntas que foram formuladas pelos jornalistas.

Anonimato legal

Questionado  sobre o resultado de seus exames para o coronavírus que(supostamente) deram negativo, Bolsonaro criticou a decisão proferida pela Justiça para que o jornal Estadão tenha acesso aos exames. Afirmou que a lei garante anonimato.“Vocês me viram rastejando aqui, com coriza? Eu não tive [o vírus]“, finalizou.

Investigação "negligenciada" 

Bolsonaro também afirmou que a investigação sobre a tentativa de assassinato sofrida por ele em setembro de 2018 será reaberta. Para o presidente, a investigação anterior foi “negligenciada”.Sobre a reabertura do inquérito, Bolsonaro desconversou e disse que pediu apenas que a futura gestão da Polícia Federal e do Ministério da Justiça “apurem o caso”

Proximidade

Quanto à proximidade de sua família com o nomeado para o comando a PF, Alexandre Ramagem, Bolsonaro disse que não isso não configura  impedimento. “Vou escolher alguém que eu nunca vi na vida?”, questionou.

Moro

Sobre o ex-ministro Sergio Moro,  Bolsonaro disse que não vai opinar sobre o inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) sob relatoria do ministro decano Celso de Mello.“Ele [Moro] é quem tem que provar que eu interferi. Não eu tenho que provar que sou inocente. Mudou o negócio agora. O que ele falou é lei, é verdade?”, limitou-se a dizer.


Com informações do G1 e Poder 360

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Lealdade a Bolsonaro

28.04.2020 às 11:38


Primeiras Intenções

A intenção de Bolsonaro era nomear o secretário-geral da presidência Jorge Oliveira para o Ministério da Justiça e Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Ambos são pessoas que gozam da intimidade do presidente e de sua família. 

"Reforçando" Moro

Assessores próximos ao presidente alertaram que tais nomeações poderiam reforçar o discurso do ex-ministro Sérgio Moro,ao deixar a pasta da Justiça. Moro, em seu discurso de despedida do ministério, acusou Bolsonaro de querer intervir politicamente na PF.

"Em cima da hora"

Em cima da hora, Bolsonaro mudou uma de suas preferências. O novo ministro da Justiça é André Luiz Mendonça,até ontem advogado-geral da União. A nomeação de Mendonça e de Ramagem (para o comando da PF) foram publicadas hoje no Diário Oficial da União.

Lealdade e admiração

O novo ministro da Justiça possui um currículo mais encorpado que o de Jorge Oliveira, é igualmente leal a Bolsonaro e passa a ser um forte candidato à uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). André Ramagem´, além de admirador de Bolsonaro, é muito próximo do filho "Zero Dois", Carlos , e passará a comandar as investigações da PF, inclusive as que estão próximas dos filhos do presidente.

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Discurso de Bolsonaro reforça afirmações de Moro

Em diversos momentos, presidente perdeu o foco e se atrapalhou nas explanações

25.04.2020 às 13:22


Atrapalhado

Em pronunciamento, cercado de todo o seu ministério na tarde ontem, com o objetivo de refutar supostas acusações de Sérgio Moro reveladas em pronunciamento anterior feito pela manhã, Jair Bolsonaro se enrolou e até reforçou afirmações do seu ex-ministro da Justiça.

"Pedindo ajuda"

Bolsonaro afirmou que Moro era uma pessoa de difícil convivência que colocava seu ego acima de tudo. Em alguns momentos o presidente encarnou o papel de vítima, se disse perseguido pelo "establishment" e , como não podia deixar de ser, pela imprensa. Admitiu ter pedido a Sérgio Moro relatórios da PF, para supostamente tomar decisões de governo.

Interesses públicos e privados

Em outra parte de seu pronunciamento, Bolsonaro solicitou à PF ouvir um dos acusados pela morte da veradora Marielle Franco, o PM aposentado Ronnie Lessa. O motivo seria que a filha do acusado , moradora do mesmo condomínio do presidente no Rio de Janeiro, teria namorado Jair Renan, o "filho 04". Bolsonaro afirmou que Moro não se mexeu para que agentes da PF interrogassem o acusado quando este já se encontrava preso no Rio Grande do Norte. O presidente alegou possuir um conteúdo do inquérito onde o acusado de assassinar Marielle nega a relação de sua filha com o "filho 04". Essa afirmação e a de que pedia relatórios da PF comprova que Bolsonaro não separava os interesses públicos dos privados.

Apostando no "Centrão"

Para analistas políticos, Bolsonaro ao bater de frente com Moro, ao mesmo tempo que ensaia um afastamento de Paulo Guedes, pode estar apostando que seu apoio entre classes menos favorecidas aumentará após os pagamentos da ajuda emergencial de R$600. Além disso, sua aproximação com partidos do "Centrão", visando enfrentar Rodrigo Maia na Câmara, geraria um certo conforto para "administrar" as investigações sobre os filhos.

Novo perfil

Essa mudança desfiguraria o perfil liberal que ajudou a elegê-lo e o transformaria num mandatário populista. O ex-presidente Lula manobrou de maneira semelhante no primeiro mandato. Mesmo sob uma saraivada de críticas e suspeitas, geradas pelas investigações do "mensalão", conseguiu se reeleger. Entretanto, naquela época o Brasil já estava com as contas em ordem, fazia superávits primários superiores a 3,5% do PIB e o mundo entrava no maior ciclo de expansão desde Segunda Guerra. Bolsonaro não tem nada disso, preside um país quebrado em um mundo em recessão. A pergunta agora é quanto Paulo Guedes ainda dura nessas condições.


*Com informações de O Globo e Folha SP

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Moro saiu

Sérgio Moro afirma, em coletiva, que Bolsonaro não o queria mais no Minsitério da Justiça

24.04.2020 às 08:46


Gota d'agua

Publicada no Diário Oficial, hoje de manhã, a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A ameaça de demiti-lo desde ontem, por parte do presidente Jair Bolsonaro, disparou uma repentina crise política de grande impacto. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirma que só fica se tiver autonomia para escolher o substituto de Valeixo. Os generais palacianos tentam apagar mais este incêndio, enquanto presidente e seu ministro disputam uma queda de braço pública. De acordo com o DO, a exoneração ocorre a pedidos e inclui tanto a assinatura de Bolsonaro quanto a de Moro. 

Ameaçado

Bolsonaro se sente ameaçado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, acolheu o pedido de inquérito para investigar quem organizou e financiou as manifestações pró-golpe de Estado.  O círculo do presidente teme que a PF chegue próxima do Planalto. 

O elo

Segundo fontes do Correio Braziliense,  os investigadores estão perto de demonstrar o elo entre notícias falsas, seus patrocinadores, e o gabinete do ódio comandado por Carlos Bolsonaro. O Centrão, com o qual Bolsonaro busca costurar um acordo, também desejava a saída de Valeixo.

 O próximo?

Em paralelo a crise entre Bolsonaro e Moro, explodiu o conflito entre os generais palacianos e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Plano Pró-Brasil, de obras públicas pelo país para disparar a economia, é descrito na área econômica como ‘Dilma 3’.  Ontem, a TV Record, alinhada ao Planalto, levou ao ar ontem uma reportagem de ataque a Paulo Guedes. 


* Por volta das 11:45 de hoje( com essa postagem já publicada) Sérgio Moro , em coletiva à imprensa no Ministério da Justiça, confirmou seu desligamento do ministério do governo Bolsonaro.


*Com informações do G1, Poder 360 ,Estadão e Correio Braziliense

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