AssessorIA
Com o encerramento do prazo para a realização das convenções partidárias nesta quarta-feira (5), o quadro da sucessão presidencial de 2026 está praticamente definido. Ao longo das últimas semanas, partidos e federações oficializaram seus candidatos à Presidência da República e a maioria também confirmou os respectivos candidatos a vice-presidente, marcando o início de uma nova etapa do processo eleitoral. Os registros das candidaturas ainda serão encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o eleitor já conhece os principais nomes que disputarão o Palácio do Planalto.
Entre as principais chapas oficializadas estão:
Encerrada a fase das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente suas candidaturas junto ao TSE. A propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto, quando os candidatos intensificarão agendas, viagens, entrevistas, debates e a apresentação de seus programas de governo.
AssessorIA
Paz selada no Clã
Por meio de uma troca de vídeos nas redes sociais, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fizeram as pazes e prometeram caminhar juntos na campanha presidencial. O primeiro gesto foi de Flávio, que divulgou vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama e faz um apelo pela reunificação da direita em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, Flávio afirma que “ninguém é perfeito” e pede desculpas por “alguns momentos que causaram desconforto”, argumentando que as divergências internas têm sido exploradas por adversários políticos.
Minutos depois, foi a vez de Michelle publicar um vídeo afirmando ter aceito o pedido público de desculpas do enteado e afirmou que os dois voltarão a conversar para reconstruir a relação política. Michelle afirmou que o gesto de Flávio teve “muito valor” e disse que poucos homens teriam coragem de pedir desculpas publicamente. “Eu aceito o seu pedido, te desculpo. Vamos sentar, conversar, ajustar os detalhes e, juntos, reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos nosso Brasil”, afirmou.
Exigência
O vídeo de desculpas públicas foi uma exigência de Michelle para entrar na campanha de Flávio, de acordo com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. “Ela me disse que queria uma manifestação pública, porque as outras do Flávio não foram tão boas”, afirmou. (g1)
Força tarefa
A força tarefa para negociar a paz envolveu a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do coordenador da pré-campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Foi uma semana de trabalho, conta Malu Gaspar. E o terreno segue incerto. Carlos Bolsonaro, por exemplo, foi contra qualquer recuo do irmão, diz Bela Megale. (Globo)
Evitando desgaste
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desistiu de participar da convenção do PSD que oficializará, no domingo, a pré-candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. Segundo interlocutores, a decisão foi tomada para evitar novo desgaste com Flávio.
Nem tudo saõ flores
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a instauração da investigação. O pedido teve origem em notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Isac Nóbrega/PR
Sem chances
Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais para declarar, sem mencionar o enteado, Flávio Bolsonaro (PL), que “não há nenhuma possibilidade” de integrar a chapa do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo. Depois de Zema afirmar que pensava no nome da ex-primeira-dama, ela disse num post no Instagram que não decidiu ainda se vai ser candidata ao Senado em 2026 e que, por isso e por estar filiada ao PL, a possibilidade de ser vice do mineiro não pode sequer ser cogitada.
Em negociação
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido negocia com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial de Zema e que deve concluir as negociações até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias.
Em dúvida
O pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), pivô da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, disse que pode apoiar as candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) à Presidência, após a desistência de Aécio Neves de concorrer.
Visitas restritas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), mas determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade “político-eleitoral” até o final das eleições de 2026. Moraes também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção daquelas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. “Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, reagiu Flávio em suas redes. A restrição de visitas do filho candidato, por 90 dias, também foi mantida. O ministro ainda rejeitou um pedido da defesa de autorização para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei.
"Armaçõse" bloqueadas
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A transação foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Wagner disse não haver irregularidades no negócio e o senador declarou que “a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos”. Wagner também havia acertado a venda de seu apartamento em Salvador por R$ 10 milhões, uma semana antes da operação da PF. Com a ordem de Mendonça, o negócio também foi bloqueado.
Gastando "por fora"
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou medidas de crédito que já consumiram R$ 145 bilhões do Orçamento de 2026, incluindo despesas fora do arcabouço fiscal e gastos que não dependem do Congresso Nacional para serem autorizados. As medidas são focadas em financiamentos para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, no programa Minha Casa, Minha Vida, em socorro a agricultores e no Desenrola, entre outros. Enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento argumentam que quase todo o “pacote de bondades” não tem custo para a União e traz benefícios econômicos ao longo do tempo, especialistas apontam que as medidas têm efeito no endividamento público e dificultam o trabalho do Banco Central de combater a inflação.
*Com informações de POder 360/CNN Brasil?Globo/G1/Estadão
Redes Sociais
Fase 10
A Polícia Federal deflagrou a 10º fase da Operação Compliance e cumpriu mandado de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi e responsável pela estratégia de gestão de crise de Vorcaro durante a crise do Banco Master. A estratégia incluía a contratação de influenciadores para fazer ataques ao Banco Central e a produção de dossiês sobre adversários do mercado financeiro e de outras áreas. As investigações identificaram conversas entre o publicitário e Vorcaro, nas quais os dois discutiam formas de conter reportagens da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, incluindo a obtenção de informações pessoais da colunista. Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer prática ilícita e afirmou que sua atuação profissional sempre ocorreu dentro da legalidade.
Campanhas de desinformação
Daniel Vorcaro e Thiago Miranda, que também é sócio do Portal Leo Dias, mantinham uma estrutura para disseminar campanhas de desinformação com o objetivo de proteger a instituição financeira e seus dirigentes. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF identificou Miranda como o principal articulador da rede destinada a recrutar influenciadores digitais e jornalistas mediante contratos sigilosos e pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões.
Contornos de máfia
Na decisão, baseada em relatório da PF que diz que a operação de Miranda tinha “contornos de máfia”, Mendonça afirma que, “embora não tenham sido identificados elementos que apontem para a existência de vínculo operacional entre o ‘time’ de Thiago Miranda e outros investigados ligados ao grupo criminoso, como aqueles inseridos nas estruturas denominadas ‘a turma’ e ‘os meninos’, verificou-se a utilização de modus operandi semelhante ao empregado pela organização criminosa de Daniel Vorcaro”.
Dossiê sobre desafeto
Em outras mensagens apreendidas pela Polícia Federal na investigação, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro solicita a produção de um dossiê com informações sobre o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. De acordo com as conversas, Vorcaro pediu a Thiago Miranda um levantamento sobre o executivo porque ele estaria lhe causando “muitos problemas”. Miranda respondeu que assumiria a tarefa. Em outro diálogo citado pela investigação, o publicitário informa que o material já estava concluído e sugere divulgar seu conteúdo por meio de um terceiro veículo de comunicação após o Carnaval.
Querendo conversa
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que continua disposto a conversar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e disse esperar que ela retome a participação na campanha no momento que considerar adequado. A declaração foi dada no retorno de viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma audiência pública promovida pelo USTR sobre a proposta de impor tarifas a produtos brasileiros. Segundo Flávio, Michelle terá o tempo necessário para decidir quando voltará a atuar na campanha. O senador afirmou ainda acreditar que ambos compartilham o mesmo objetivo político e defendeu a união do grupo bolsonarista na disputa eleitoral.
Sem dar sinais...
Mas a ex-primeira-dama não tem dado sinais de que entrará na campanha do enteado. Em vez disso, Michelle lançou um novo movimento independente, o Imparáveis. Em postagem no perfil do PL Mulher, ela diz que aquela página deixa de ser administrada por sua equipe “com metodologia e agenda próprias”, e acrescenta que “Michelle não vai parar, vocês não vão parar, o Brasil não vai parar”.
Desistência
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026 e anunciou que a legenda não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto. Aécio afirmou que a decisão faz parte de uma estratégia de reorganização do partido e sinalizou que o PSDB pretende concentrar esforços na reconstrução da sigla com vistas às eleições de 2030. O dirigente também descartou a possibilidade de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
*Com informações de Folha/G1/Estadão/Globo/UOL/Veja
O governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos o que trata como a última cartada para evitar o tarifaço recomendado pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Em reunião com Jamieson Greer, o Brasil propôs um “mapa do caminho” para as negociações, em que reforça que as práticas brasileiras não restringem nem oneram o comércio bilateral. O governo segue irredutível em relação ao Pix e afirmou que não alterará o sistema de pagamentos. Mas, ao mesmo tempo, sinalizou abertura para negociar pontos como tarifas preferenciais consideradas desleais, acesso ao mercado de etanol, proteção da propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As negociações seguem até 15 de julho, quando o presidente Donald Trump decide se aplicará ou não as sanções.
Série de vantagens
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também se manifestou sobre o tarifaço, mas foi bem além no que estaria disposto a negociar. O senador enviou ao governo dos EUA um documento oferecendo uma série de vantagens comerciais aos americanos, como a eliminação de tarifas sobre o etanol e a redução da carga tributária de empresas de cartão de crédito. O texto propõe ainda que o Brasil “se liberte das amarras” do Mercosul para firmar acordos bilaterais e defende que o Pix é um legado do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas sugere que o sistema não seja integrado a plataformas de pagamento “não ocidentais”, pedindo o adiamento por 180 dias da aplicação do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
"Vitória política"
No dossiê, Flávio Bolsonaro afirma que a manutenção das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros representaria uma “vitória política” para o presidente Lula e poderia ser interpretada como interferência no processo eleitoral. Segundo ele, o adiamento da medida até depois das eleições evitaria esse efeito e reduziria o desgaste diplomático.
Pelas redes
Enquanto a diplomacia atua para contornar novas taxas, Lula recorreu às redes sociais para rebater Flávio Bolsonaro. O presidente afirmou que o Brasil “não está à venda” e classificou a iniciativa de sua carta como “atitude de traidores da pátria”. Lula também disse que não há justificativa para o tarifaço dos EUA e acusou a família Bolsonaro de promover “entreguismo” ao defender medidas que, segundo ele, afetam interesses do país.
Sem alianças
Na conversa entre Michelle Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que selou a saída da ex-primeira-dama do comando do PL Mulher, o presidente do partido chegou a pedir que ela se desculpasse pelo vídeo que fez sobre a relação com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Michelle recusou o pedido, que a irritou e a levou a ameaçar se desfiliar do partido. Michelle também deixou claro que não fará campanha para Flávio. Os funcionários ligados a ela no PL Mulher já estão cumprindo aviso prévio e irão se desvincular do PL.
Sem aparições
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que o senador Flávio Bolsonaro não aparece nos 12 minutos de imagens que ele viu da chamada “Festa das Astronautas”, promovida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre após Michelle Bolsonaro repostar um vídeo anterior de Garotinho, alimentando especulações sobre uma suposta participação de Flávio no evento. “Eu nunca disse que tinha, nem disse que não tinha. Hoje eu estou dizendo que não tem nas gravações que eu tenho. Se ele esteve e não foi filmado, isso é problema de outra pessoa”, afirmou Garotinho.
Operação unha e carne
Investigações da Polícia Federal (PF) que expõem a relação entre contravenção e poder no Rio. A PF apreendeu registros com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, com referências a supostos repasses a campanhas eleitorais e lavagem de dinheiro, além de materiais no celular do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, também investigado. O caso ganhou um novo capítulo com a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada ontem, que prendeu o pastor Márcio Poncio e atingiu Adilsinho e Bacellar, já presos. A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, investiga pagamentos do jogo do bicho e da “Máfia do Cigarro” a agentes públicos e cita indícios de envolvimento de ao menos 20 políticos.
Victor Piemonte/STF
Não está fácil
A vida não está fácil para os acusados de envolvimento no escândalo do Banco Master. Nesta quinta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal aponta o envolvimento de Costa em operações suspeitas para salvar o Master, que só não foi comprado pelo banco estatal do Distrito Federal devido a um veto do Banco Central. No parecer, Gonet afirma que a proposta não apresenta elementos capazes de contribuir de forma efetiva para o avanço das apurações. Segundo o procurador-geral, a colaboração possui “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”.
Transferência
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, para a Papudinha, no Complexo da Papuda, onde o ex-banqueiro já passou a noite. Preso preventivamente desde março na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro havia permanecido no local para facilitar as negociações de um acordo de delação premiada. As propostas apresentadas pela defesa, no entanto, foram rejeitadas pela PF e pela PGR.
Mendonça determinou ainda que sejam adotadas as “providências administrativas necessárias” para assegurar que Vorcaro não se comunique com Costa, do BRB que também está preso na Papudinha.
Ao mesmo tempo, Mendonça voltou a impor sigilo às investigações que envolvem Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, após a Segunda Turma do STF confirmar a manutenção das prisões preventivas dos dois no âmbito da Operação Compliance Zero. As peças do inquérito haviam sido tornadas públicas pelo relator horas antes do julgamento.
Ainda no Supremo, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que a relatoria da investigação sobre o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, passe do ministro Alexandre de Moraes para Mendonça. Há suspeitas de que o dinheiro dado por Daniel Vorcaro para a produção tenha sido desviado para pagar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA e nega as acusações. Fachin considerou que os fatos da denúncia coincidem com outras investigações sob a responsabilidade de Mendonça. (Folha)
Nova líder
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo da Operação Compliance Zero. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Teresa terá a missão de conduzir a articulação política da base governista e viabilizar a aprovação de projetos considerados prioritários pelo Planalto, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
Tentando controlar o estrago
O dia seguinte do vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro (PL) foi de tentativas de controle do estrago. A ex-primeira-dama divulgou uma mensagem nas redes sociais para reduzir a tensão com o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem acusara no dia anterior de tê-la “apunhalado, desrespeitado e maltratado”. Na publicação, Michelle afirmou que “não há briga, nem competição” e disse que apenas buscou esclarecer uma situação que, segundo ela, vinha sendo deturpada. “Não tenho raiva de ninguém”, escreveu. A relação entre os dois, que nunca foi boa, azedou de vez devido a divergências sobre a estratégia do PL no Ceará. Michelle é contrária ao apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, posição defendida por Flávio. Os dois também divergem sobre a composição da chapa ao Senado no estado. Na nota, Michelle ainda afirmou que todos os integrantes do PL trabalharão unidos para derrotar o governo Lula.
Reduzindo a fervura
Flávio Bolsonaro, por sua vez, voltou a tentar reduzir a fervura nas relações familiares com a madrasta e fez um apelo público para que ela participe de um evento da pré-campanha presidencial voltado ao eleitorado feminino. “O convite segue de pé e o coração segue aberto”, disse em vídeo. Michelle ainda não confirmou presença no evento. Flávio acionou a senadora Damares Alves, próxima de Michelle, para tentar a reconciliação. Já o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que vai procurar conversar com Flávio e Michelle para selar um acordo que una os dois na campanha.
Pivô
Pivô da crise, Ciro Gomes se manifestou sobre a briga: “Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui”. Já o deputado André Fernandes (PL-CE), articulador do apoio a Ciro, foi mais ríspido, disse que Michelle “faz o que quiser” e que “do Ceará quem deve falar é o cearense”.
Gesto público
Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) fez um gesto público de apoio ao irmão em meio à crise familiar, mas evitou comentar diretamente as acusações feitas pela madrasta. Em publicações nas redes sociais, Eduardo compartilhou mensagens que elogiam a postura adotada por Flávio diante do conflito que veio a público. Um dos textos afirma que o senador respondeu às críticas de Michelle com “empatia e humildade”, em vez de adotar uma postura de confronto.
*Com informações de Metrópoles/G1/Jota/Globo/CNN Brasil/Folha SP
Agência Brasil
A grande dúvida
De acordo com a decisão dos ministros da Primeira Turma, todos os condenados — com exceção de Mauro Cid — devem iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, ou seja, em uma prisão. A grande dúvida recai sobre o destino de Bolsonaro. Essa decisão cabe ao ministro relator da ação penal, Alexandre de Moraes, que pode autorizar prisão domiciliar. Caso Moraes decida enviá-lo à prisão, três opções estão sendo avaliadas: uma cela na Superintendência da Polícia Federal, uma cela especial no Complexo Penitenciário da Papuda ou um quartel do Exército. As Forças Armadas já solicitaram ao STF que Bolsonaro não fique em instalações militares. Celas para receber o ex-presidente na Papuda e na Polícia Federal já estão preparadas. A defesa de Bolsonaro pretende pedir a prisão domiciliar em razão de seus problemas de saúde e da idade do ex-presidente.
Isolado
O ministro Luiz Fux teve um comportamento muito diferente do exibido na quarta-feira, quando leu eloquentemente seu extenso voto por mais de 12 horas. Nesta quinta-feira, diante de um plenário claramente incomodado com sua decisão e com o tempo que gastou para proferi-la, Fux adotou uma postura bem mais comedida. Passou quase todo o tempo de cabeça baixa enquanto a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin liam seus votos, evitando contato visual. Fux praticamente não participou dos descontraídos apartes entre os ministros. Ao que tudo indica, saiu do julgamento bastante isolado na Corte, em especial na 1ª Turma do STF.
Surpresa nos EUA
Nos EUA, Donald Trump se disse surpreso com a condenação. O presidente americano afirmou acreditar que Bolsonaro foi um bom presidente para o país e classificou a decisão do STF como “muito surpreendente”. Trump ainda comparou o julgamento de Bolsonaro com os processos que enfrentou nos Estados Unidos entre seus dois mandatos. Coube ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, fazer as ameaças de praxe, afirmando que seu país vai “responder adequadamente” ao que chamou mais uma vez de “caça às bruxas”. No Brasil, o presidente Lula respondeu às ameaças afirmando que o país não teme novas sanções de Washington. “Eles precisam saber que não estão tratando com uma republiqueta de banana”, disse o presidente.
Contra a anistia
Horas antes de a Primeira Turma sacramentar as condenações, Lula disse, em entrevista à TV Band, que o Executivo vai agir contra o projeto que anistia os golpistas. “O governo vai trabalhar contra a anistia. Isso está escrito, gente. Está desenhado já se sabe quem foi que fez isso [o golpe], quem ia fazer, não tem mais o que discutir”, afirmou.
Com informações da Folha/Estadão/Globo e UOL
CNN Brasil
Muito além do otimismo
Nem o mais otimista dos bolsonaristas esperava que o voto do ministro Luiz Fux fosse tão favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro e quase todos os demais réus julgados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal que trata da trama golpista. Em uma leitura de mais de 12 horas (íntegra), Fux absolveu Bolsonaro de todas as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República.
Passivel de anulação
Fux também isentou de culpa os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin. Fux condenou apenas o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, justamente o delator, formando maioria contra os dois. E mais: para o ministro, o processo deveria ser completamente anulado porque o STF não teria competência para julgar os acusados, que hoje não gozam de foro privilegiado. Segundo ele, Bolsonaro e os outros réus deveriam ser primeiramente julgados em primeira instância.
Divergências pós preliminares
O voto de Fux surpreendeu os próprios ministros do STF, que esperavam divergência apenas em questões preliminares, mas não no mérito, pois ele havia aceitado a denúncia contra Bolsonaro e condenado dezenas de acusados pelas depredações de 8 de janeiro de 2023. Na prática, Fux apenas concordou com o ministro relator Alexandre de Moraes quanto à validade da colaboração premiada de Cid. O julgamento será retomado hoje, às 14h, com o voto de Cármen Lúcia, que pode formar maioria para a condenação do ex-presidente.
Incompetência para julgar
As defesas de Bolsonaro e dos outros réus na trama golpista estavam exultantes no Supremo durante o voto de Fux. Além da absolvição, Fux seguiu as principais linhas de defesa apresentadas pelos advogados, em especial a de que o STF não tem competência para julgar o caso e de que não houve crime de golpe de Estado ou abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Para o criminalista Celso Vilardi, que coordena a defesa de Bolsonaro, Fux “lavou a alma” dos acusados.
Possibilidade de contestação
Para os advogados de defesa, um dos pontos mais positivos do voto de Fux foi a citação que o ministro fez a acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Na visão da defesa, o fato de Fux mencionar o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 1966, e o Pacto de San José, de 1978, abre caminho para que uma possível condenação de Bolsonaro e dos demais réus seja contestada em cortes e instituições internacionais, como a OEA (Organização dos Estados Americanos).
Possível...mas nem tanto
Mas, de acordo com juristas e com a própria jurisprudência do STF, as coisas não são tão simples assim. Mesmo com o voto divergente de Fux, isso não significa que os caminhos para recursos por meio de “embargos infringentes” estejam abertos. Segundo a jurisprudência do Supremo, isso só seria possível se outro ministro votasse como Fux. Se o placar terminar em 3x2 para qualquer acusação contra qualquer um dos réus, aí sim se abre a possibilidade de uma revisão do julgamento. (Valor)
Reflexos em 2026
Embora Fux tenha levantado a possibilidade de que o processo venha a ser anulado no futuro, citando o que aconteceu com a Lava-Jato, Malu Gaspar explica que isso depende de uma vitória da direita nas eleições de 2026. Tendo em vista o cronograma de aposentadoria dos ministros do STF, o próximo presidente irá indicar três novos integrantes para a Corte. Caso a direita conquiste o Planalto ou ao menos uma maioria sólida no Senado, a quem cabe aprovar a indicação, pode nomear para o Supremo ministros favoráveis à revisão do processo.
Viralizando
O voto do ministro ainda não havia chegado sequer à primeira terça parte e já era um dos principais assuntos da internet na manhã desta quarta-feira. Apoiadores de Bolsonaro viralizaram cortes da defesa oral de Fux e fizeram a hashtag “Somos todos Bolsonaro” chegar aos trending topics do X. Do outro lado, apoiadores do presidente Lula dispararam uma enxurrada de críticas ao ministro e levaram a hashtag “Crimes de Bolsonaro” também aos trending topics.
*Com informações de G1/UOL/Estadão/Valor/Globo e CNN Brasil
STF
Risco de fuga
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal comece a monitorar em tempo integral o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Moraes afirmou que há risco de Bolsonaro tentar fugir nos dias que antecedem o início de seu julgamento na ação que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em seu despacho, o ministro destacou a atuação de Eduardo Bolsonaro na tentativa de influenciar o governo americano contra o Judiciário. E determinou que o monitoramento de Bolsonaro deve ser feito de “forma discreta, sem exposição indevida, inclusive midiática”, e sem adotar medidas que invadam a privacidade da família ou causem constrangimento aos vizinhos.
Polícia Penal
Apesar de a determinação de Moraes atender a um pedido da Polícia Federal, caberá à Polícia Penal do DF fazer o monitoramento de Jair Bolsonaro. O ministro deixou a critério da Polícia Penal a forma como será feito o monitoramento. As autoridades do DF vão definir se os agentes irão usar uniforme e os tipos de armamento. A tornozeleira de Bolsonaro também passa a ser acompanhada 24 horas por dia, em tempo real.
Enquanto isso...
As forças de segurança do Distrito Federal preparam uma operação especial para o julgamento que começa na próxima terça-feira. Haverá aumento do número de policiais no patrulhamento da capital, além de esquemas especiais de segurança para o entorno do STF. Parte da Praça dos Três Poderes e da Esplanada será interditada. O esquema deve ganhar reforço especial para o dia 7 de setembro, quando manifestações pró e contra o ex-presidente estão marcadas.
Esquema autoral
Em paralelo, o STF vai montar seu próprio esquema de segurança dentro do tribunal. Cerca de 30 policiais que atuam em tribunais espalhados pelo país já chegaram a Brasília e estão instalados dentro da Corte, onde dormirão ao longo de todo o julgamento. Os agentes também farão varreduras nas casas dos ministros do STF. A previsão do Supremo é que esses policiais permaneçam em Brasília por até dois meses, em razão do aumento de ameaças que o tribunal e seus ministros têm recebido.
*Com informações de G1/CNN Brasil/Metrópoles/Folha
Câmara dos Deputadaos
Blindagem de parlamentares
O acordo que possibilitou o fim do motim na Câmara dos Deputados une bolsonaristas e Centrão em uma pauta: a blindagem de parlamentares contra o Judiciário. Líderes do PP, PSD e União Brasil se juntaram ao PL em negociação no gabinete de Arthur Lira (PP-AL), padrinho político do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e fecharam a lista de projetos à revelia do afilhado. Ela inclui o fim do foro privilegiado, para retirar processos contra congressistas do Supremo Tribunal Federal (STF), a necessidade de aval do Legislativo para que um parlamentar seja investigado, e restrição de prisão apenas em casos de flagrante ou por crime inafiançável. A estratégia para acelerar essa votação para a semana que vem já está sendo desenhada pelos líderes e inclui remeter alguns processos não à primeira instância, mas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conta Malu Gaspar. Motta ainda tentou projetar alguma noção de liderança. “A presidência da Câmara é inegociável. A negociação feita pela retomada (dos trabalhos) não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia prerrogativa com oposição, governo, ninguém”, disse. Mas o consenso mesmo é de que ele foi o grande derrotado da rebelião, ao se mostrar um presidente incapaz de conter o motim, inábil nas negociações e que por pouco não foi humilhado por um deputado que recusava entregar-lhe a cadeira de presidente da Casa diante de um plenário cheio e das câmeras de televisão.
Fim do foro privilegiado
Sóstenes Cavalcante, deputado líder do PL, admitiu que Motta não fechou acordo pela votação da anistia aos acusados de golpismo e pediu perdão ao presidente da Câmara: “Há um compromisso dos líderes dos partidos que eu anunciei. E nós, líderes dos partidos, que compomos a maioria desta casa, vamos pautar, sim, o fim do foro privilegiado e a anistia”.
Votação simbólica
No Senado, a situação foi diferente. Após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciar que não cederia à pressão dos bolsonaristas, até os senadores que haviam se acorrentado na mesa diretora aceitaram abandonar o protesto. Na manhã desta quinta-feira, em votação simbólica que levou 15 minutos, o Senado aprovou o projeto de lei que amplia a isenção do imposto de renda para quem ganha até dois salários mínimos. Agora, o texto segue para sanção presidencial. Mas o clima ainda é de pressão dos oposicionistas para que Alcolumbre paute o impeachment do ministro do Supremo Alexandre de Moraes e conseguiram colher 41 assinaturas apoiando a ideia. Alcolumbre, no entanto, disse que não há possibilidade de isso acontecer. “Nem com 81 assinaturas vou pautar o impeachment de um ministro do Supremo”, disse.
Fora da agenda oficial
Do outro lado da esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) almoçou com Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, no Palácio do Alvorada, em encontro fora da agenda oficial. Lula disse a Kassab que parlamentares do centrão e da oposição erram ao bloquear a votação de pautas de interesse do governo e apoiarem taxas e sanções impostas por Donald Trump, o que já vem sendo detectado em pesquisas. O almoço aconteceu enquanto Tarcísio visitava Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, com autorização do ministro Alexandre de Moraes. Ao receber o convite, Kassab reforçou para a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que o PSD tem candidato à Presidência da República e que uma aliança com vistas a 2026 não deveria estar em pauta.
Com informações Globo/UOL/Metropoles/Folha
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