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"Vitória de Pirro" na Câmara expõe enfraquecimento do PSDB

07.08.2017 às 10:31
Painel da Câmara com os números finais sobre o relatório da CCJ que rejeitava a continuidade da denúncia da PGR contra Michel Temer - Reprodução/Tv Câmara


"Vitória de Pirro"

Alguns políticos (entre eles o ex-presidente FHC) consideraram a conquista de Michel Temer na Câmara  uma autêntica “vitória de Pirro”. Mesmo com o placar favorável ao presidente ficou claro que a maior sustentação veio do Centrão, facção fartamente beneficiada com a liberação de emendas e considerada o “braço fisológico” do Congresso. Vencer a oposição com esse tipo de apoio foi, na verdade, uma derrota para o governo.


Mudanças na base

Até pouco tempo atrás, a base de sustentação governista era formada pelo PSDB (na maioria “aecistas”) e um apoio explícito do presidente da Câmara Rodrigo Maia e o seu DEM.

Após a delação dos executivos da JBS essa base rompeu. Aécio Neves caiu "em desgraça" dentro de seu próprio partido. Rodrigo Maia , com os efeitos imediatos da delação sobre Temer,  passou a ser visto como um “iminente” sucessor à presidência. Ao entrar no processo de sucessão, o presidente da Câmara se fortaleceu junto ao DEM e ,automaticamente, mudou seus objetivos políticos imediatos , que deixaram de ter consonância com os do presidente. De olho em 2018, registrou-se uma racha numa das mais duradouras alianças no Congresso: a do DEM e PSDB.


Racha tucano

Com Aécio Neves enfraquecido o PSDB se dividiu. Geraldo Alckmin não faz segredo ao capitanear a facção tucana  anti-Temer  , enquanto João Dória ensaia um crescimento interno “catando os cacos” do partido que ainda representam apoio ao presidente .

O racha tucano se concretizou, literalmente, na votação sobre a autorização de prosseguimento da denúncia formulada pela PGR contra Temer, na Câmara. 22 deputados votaram favoravelmente ao presidente e 21 foram contrários (além de 4 ausências).


Posicionamento incerto

Essa cisão no PSDB traduz a incerteza do partido sobre seu posicionamento político atual e um inequívoco enfraquecimento , independentemente do nome  tucano a ser lançado em 2018 à presidência da República.

O partido tem exercido com maestria a máxima de ficar  “em cima do muro” em meio a crise política que assola o País. Tal posicionamento vai na contramão do destino de quem almeja sair forte do pleito de 2018. 


*Com assessorias

Postado por Painel Político

Justiça bloqueia aplicação milionária de Lula em previdência privada

21.07.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


 Além das contas correntes...

O Banco Central, dando prosseguimento a uma decisão do juiz Sérgio Moro, comunicou nesta quinta-feira (20),  um novo bloqueio de recursos do ex-presidente Lula. Os valores, cerca de R$ 9 milhões, ainda não tinham sido identificados nas contas do ex-presidente e estavam investidos na Brasilprev Seguros e Previdência.

Além dos recursos aplicados na Brasilprev, já tinham sido bloqueados R$ 606 mil em contas bancárias, três apartamentos,  um terreno e dois veículos.


PF e PJ

Segundo o BC, o montante estava investido em dois fundos:um em nome do próprio Lula (R$ 1.848.334) e outro em nome de Lils Palestras (R$ 7.190.963). A Brasilprev aguarda uma decisão da Justiça para manter os valores bloqueados ou transferí-los para uma conta judicial.


“Esquema delituoso”

O pedido de bloqueio de recursos de Lula foi feito pelo MPF em outubro de 2016 em medida assecuratória de arresto e sequestro.  No pedido o MPF afirmou que Lula “comandou um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando a perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais.”


Sentença e confisco

Sérgio Moro só determinou o confisco dos recursos após proferir, no último dia 12, a  sentença de condenação de Lula a 9 anos e meio de prisão, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


“Dinheiro vivo”

A Brasilprev informou que as aplicações em previdência privada  foram contratadas por Lula em 2014. Segundo a instituição o “montante” foi depositado em dinheiro vivo , de uma única vez, nas duas contas.


*Com EBC e assessorias

Postado por Painel Político

Mudança de posicionamento de Rodrigo Maia pode ter patrocínio do grupo Globo

12.07.2017 às 02:43
Agência O Globo


Oscilação

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, tem demonstrado uma curiosa oscilação de comportamento nos últimos dias.


Apoio e lealdade

Sucessor natural da presidência da República, Maia adotou uma postura de apoio e lealdade a Temer durante o “episódio” da denúncia apresentado contra o presidente pela Procuradoria Geral da República.


Afinado... até o fim de semana

Durante o desenrolar da apreciação da admissibilidade da  denúncia na CCJ , Maia demonstrou ter um discurso afinado com a base de governo o que,  supostamente , poderia ser traduzido pelos aliados de Temer como um apoio durante o processo de  votação  de  denúncia no plenário da Câmara. Mas, estranhamente , esse posicionamento começou a mudar no último fim de semana.


Uma questão de tempo

Numa mudança surpreendente de postura,  Rodrigo Maia começou a articular manobras para enfraquecer o governo. Chegou a confidenciar a interlocutores que a queda do presidente é uma questão de tempo.


Almoço quase secreto

A  mudança de comportamento  pode ter relação com  um almoço “quase secreto”que Maia participou no domingo, junto com outros políticos, numa mansão do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.


Folha em campana

A informação sobre o almoço chegou à fontes da Folha, que enviou uma equipe de reportagem para fazer  “campana” no local. 

Logo apuraram que o “ocupante” da mansão e anfitrião do evento era o vice-presidente de relações institucionais da grupo  Globo , Paulo Tonet, e que o “convidado de honra”  era Rodrigo Maia.




“Descaracterizado”

Segundo a equipe da Folha , além de Rodrigo Maia, que chegou ao local em veículo “descaracterizado”, também participaram do “evento” pelo menos cinco políticos, entre eles  os deputados Benito Gama(PTB-BA) e Heráclito Fortes (PSB-PI), além do ministro Fernando Bezerra Coelho.


Abordagem

A equipe de reportagem da Folha foi abordada,  por seguranças  do local, que questionaram o motivo da “campana”. Numa abordagem posterior foram “obrigados” a se identificar e informar para qual veículo de imprensa trabalhavam.


Portões fechados

Apesar das abordagens pouco amigáveis, a reportagem da Folha permaneceu no local até a saída de todos os convidados, o que ocorreu pouco depois das 19 horas.  Os motoristas dos carros(todos sem placa oficial) foram orientados a entrar na garagem para que os passageiros embarcassem “protegidos” pelos portões fechados.


*Com informações da Folha e assessorias

Postado por Painel Político

Denúncia contra Temer pode ter colocado Janot em "maus lençóis"

28.06.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


Questionamentos iniciais

Em  postagem no Painel Político  de 26 de maio,  formulamos alguns questionamentos  que ficaram sem respostas  sobre a relação do ministro Luis Edson Fachin, do STF, e Rodrigo Janot, da PGR, com o grupo JBS.

 

Fachin, Janot e JBS: “Os Elos”

Um desses questionamentos  era sobre   um assessor do Procurador-Geral da República que tinha deixado o cargo no MPF,  para trabalhar  no escritório Trench Rossi Watanabe a fim de negociar o acordo de leniência da J&F nos Estados Unidos.  A “mudança de emprego”  de Marcelo Miller aconteceu poucos dias antes do encontro entre Joesley Batista e Michel Temer. Como se sabe, a gravação desse encontro pelo empresário ,  serviu como base de negociação para um benevolente acordo de delação,( homologado por Fachin a pedido de Janot) a favor dos principais executivos da J&F.


Desconforto no MPF

Miller era o principal nome da força-tarefa da Lava Jato na interlocução com as autoridades americanas. O episódio causou desconforto entre ex-colegas do Ministério Público Federal.  Segundo membros da instituição, a rapidez verificada  no "processo de mudança"  de Marcelo Miller ajudou a fomentar especulações sobre os altíssimos valores que estariam envolvidos nessa “operação”, a favor do ex-procurador.


Pronunciamento de Temer

Em pronunciamento à nação,  Michel Temer  rebateu argumentos sobre a denúncia formalizada pelo titular da Procuradoria Geral da República  Ao se referir a Marcelo Miller o presidente afirmou que o ex-aliado de  Rodrigo Janot não cumpriu a "quarentena obrigatória" antes de sua mudança para o escritório de advocacia (não está previsto na Constituição obrigatoriedade de quarentena para procuradores, somente para juízes) e insinuou , sem maiores sutilezas,  que parte da “dinheirama” recebida por Miller, pela sua mudança de atividade profissional , pode ter sido compartilhada com o  Procurador  Geral.



Procedimento e Investigação

O MPF abriu procedimento para avaliar uma investigação sobre a atuação de Miller na defesa da J&F . O instrumento tem como objetivo reunir informações que posssam justificar a continuidade ou o arquivamento da investigação. Foram solicitadas informações sobre o ingresso de Marcelo Miller no escritório de advocacia, além de esclarecimentos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , seccional Rio de Janeiro, onde um procedimento interno apura o caso.

 

“Segredo de Justiça”

Miller prestou esclarecimentos a OAB, na última sexta-feira,  porém o Tribunal de Ética e Disciplina da entidade não considerou as explicações do ex-procurador satisfatórias, e optou pela abertura de inquérito que passará a tramitar em segredo de justiça.


*Com informações da EBC, Folha-SP e assessorias

Postado por Painel Político

Em entrevista, Joesley Batista acusa Temer de "chefiar organização criminosa"

17.06.2017 às 13:53
Danilo Verpa/Folhapress


Entrevista bombástica

A revista Época divulgou ontem (16) uma entrevista com o Joesley Batista, um dos proprietários do grupo J&F, controladora da JBS. Na entrevista Joesley  revela com detalhes a “relação” do executivo com as propinas. Para Joesley, Michel Temer é “o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do país.


Relação “institucional”

Joesley Batista detalha como foi o início de sua relação com Temer  em 2009/2010, quando se conheceram por meio do ex-ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento Wagner Rossi,durante os governos de Lula e Dilma. Segundo o empresário, nunca houve um laço de amizade, e sim “institucional”.


“Dinheiro desde o início”

Segundo Joesley, o presidente o via como um empresário que “poderia financiar suas campanhas e fazer esquemas que renderiam propina”. Mesmo sem muita “intimidade e afeto”, o executivo da JBS afirmou que sempre teve total acesso a Temer, os dois sempre se conectaram diretamente para conversar ou marcar encontros..

O executivo também afirmou que, desde o início da “relação” Temer pede dinheiro. “Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, afirmou.


Pedidos diversos

Segundo o dono da J&F, o presidente o fez diversos pedidos. Alguns  para financiar sua campanha, oferecendo algo em troca.  Em outras ocasiões os pedidos vinham sem nenhuma explicação e sem oferta de favores por parte de Temer.

Joesley cita o caso do jatinho da JBS, emprestado ao peemedebista. “Eu preciso viajar, você tem um avião, me empresta aí”, contou ele, se referindo a maneira como Temer se referia a ele.


Atendendo ao PT

Joesley  confirmou a briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, revelada por Ricardo Saud, executivo da JBS o que também colabora com a Polícia Federal nas delações  da Operação Lava Jato.

“O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada”, declarou.

Após a descoberta, Cunha e Temer pediram R$ 15 milhões a Joesley e foram atendidos.. Foi nessa época que Temer, afastado, voltou à presidência do partido.


Cunha “subordinado” a Temer

Joesley revelou que a relação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha com Michel Temer foi sempre de subordinado. “Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio (o operador Lúcio Funaro). O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, disse ele.

 Muitas doações, segundo Joesley, eram tratadas diretamente com Temer, geralmente as relacionadas a disputas internas e favores pessoais, mas outras eram acertavas com Funaro e Cunha.


Temor ao “achaque”

O fato do trio estar envolvido “no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura, todos os órgãos onde tínhamos interesses” preocupava o empresário. “Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura. Eu sabia que o achaque ia ser grande. Eles tentaram. Graças a Deus, mudou o governo e eles saíram.”


Organização Criminosa

Ao afirmar que Temer era o “chefe da quadrilha”, Joesley reforça que os peemedebistas Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Padilha e Moreira Franco eram os membros da “organização criminosa”.

“Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais”, declarou.


Refém

Durante sua delação a PF, Joesley confirmou que pagou pelo silêncio de Cunha e Funaro enquanto os dois estavam presos.  “Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado”.

Cunha , alegando uma dívida de Joesley,  pediu R$ 5 milhões, “Não devia, mas como ia brigar com ele?”. A verba foi paga ao longo de 2016, para um mensageiro de Cunha, Altair Alves Pinto. Com Funaro a relação foi parecida, assim que o doleiro foi preso, Joesley pagava o dinheiro para os irmãos dele.

Cunha e Funaro sempre diziam que estariam juntos de Joesley. Que não iriam delatá-lo nunca. “Sempre me mandando recados: ‘Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você’. Mas não era sustentável. Não tinha fim. E toda hora o mensageiro do presidente me procurando para garantir que eu estava mantendo esse sistema”. O mensageiro era Geddel, que de 15 em 15 dias o procurava.


Depoimento

Na última sexta-feira (16), Joesley prestou um novo depoimento à Polícia Federal, que colabora com as investigações que acusam Temer de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, o caso deverá ser concluído até a próxima segunda-feira (19). Com o resultado do inquérito, que utilizará os depoimentos de Joesley Batista e outros executivos da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot irá apresentar sua denúncia contra Temer.


*Com informações da revista Época

Postado por Painel Político

Ex-ministro Joaquim Barbosa admite candidatura à presidência em 2018

08.06.2017 às 02:23
Joaquim Barbosa ao lado da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia durante a solenidade de descortinamento das fotos na galeria de ex-presidentes da Suprema Corte - Ascom/STF


Refletindo sobre a “presidencialidade”

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa admitiu nesta quarta-feira (07) que pode se candidatar à presidência da República em 2018. Em solenidade  no STF, quando teve sua imagem descortinada na galeria de ex-presidentes da Suprema Corte, Barbosa afirmou estar refletindo sobre o assunto.

O tema da "presidenciabilidade" foi introduzido durante a solenidade pelo ministro Luís Roberto Barroso, que discursou em homenagem ao ex-colega de Corte. Barroso destacou as especulações e pesquisas que apontam Joaquim Barbosa como possível presidenciável.


Cidadão “livre das amarras”

"Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido", disse o ex-ministro.


Conversas com Rede e PSB

"Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB. Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito", disse o ex-ministro.


Eleição Direta

Joaquim Barbosa afirmou que "a falta de liderança política e de pessoas com desapego, pessoas realmente vinculadas ao interesse público, faz que o país vá se desintegrando". Neste cenário , o ex-ministro defende eleição direta em caso devacância da presidência da República.


“Convocando” o povo

"Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo”, afirmou.

Barbosa disse que deveria ter havido eleição direta após o impeachment de Dilma Rousseff. "Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás, mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite  que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano", concluiu.


*Com EBC e Ascom/STF

Postado por Painel Político

Sérgio Moro desafia advogado de defesa de Lula

07.06.2017 às 01:55
Arquivo/Agência Brasil


Em cima da hora

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, entrou com um pedido de “habeas corpus” junto ao TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região) alegando que o juiz Sergio Moro juntou aos autos de um processo, que envolve o ex-presidente, documentos juntados pelo MPF ( Ministério Público Federal) sobre delações de executivos da empreiteira Odebrecht, poucas horas antes da audiência de segunda-feira (05). No processo Lula é suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Os delatores foram ouvidos na condição de testemunhas de acusação. O desembargador Gebran Neto, responsável pela relatoria da operação Lava Jato no TRF4, determinou que os delatores fossem ouvidos novamente pela Justiça Federal do Paraná.


Desmentindo a “tese” da defesa

Na terça-feira (06), o juiz Sergio Moro desmentiu o advogado de Lula, e afirmou que a defesa do ex-presidente teve amplo acesso às delações da Odebrecht.

“Apesar da defesa de Luis Inácio Lula da Silva não ter aberto a intimação eletrônica, consta, nos registros eletrônicos, que o advogado Cristiano Zanin Martins acessou os processos e ainda especificamente os depoimentos extrajudiciais de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e de Emílio Alves Odebrecht ainda em 31/05/2017, por diversas vezes e, novamente por diversas vezes em 01/06/2017.”

“Assim, salvo melhor explicação por parte da defesa, não aparenta corresponder à realidade a afirmação do advogado Cristiano Zanin Martins de que foi surpreendido na audiência de 05/06/2017, já que os registros eletrônicos do sistema informam que teve acesso à prova com relativa antecedência, em 31/05/2017 e 01/06/2017. Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a defesa teria sido surpreendida em 05/06/2017,  não são lamentavelmente verdadeiros.”


“Intimidação e interceptação”

Cristiano Zanin reagiu insinuando que Moro estaria promovendo uma “clara tentativa de intimidação dos advogados, mediante interceptação de dados de navegação de um escritório de advocacia”.


“Esclarecendo e desafiando”

Moro respondeu que “esclareça-se somente diante dos termos da nota emitida pelo defensor do ex-presidente Lula, que não houve qualquer “espionagem” ao escritório de advocacia, porém , mera verificação relativa aos acessos do processo eletrônico da Justiça Federal”

O juiz lançou ainda um desafio . Moro quer que o advogado comprove as acusações e que então possa esclarecer o motivo de ter afirmado que não teria tido acesso aos processos de delação de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar.

Postado por Painel Político

Edson Fachin amarga processo de "isolamento" no STF

01.06.2017 às 02:10
Arquivo/Agência Brasil

Processo teria se iniciado após a divulgação da homologação do acordo de delação com os irmãos Batista, da JBS


Silêncio Ensurdecedor

Nos corredores  do Supremo Tribunal Federal  (STF) comenta-se que o ministro Edson Fachin “caiu em desgraça”, após a homologação do acordo de delação com os controladores da JBS. Pessoas próximas ao ministro relator da Lava Jato, afirmam que ele vem se queixando  de um processo de isolamento e abandono por parte de seus  “colegas” de Suprema Corte. A revista  Época, em sua coluna Expresso,  publicou que Fachin considera o silêncio da Corte em relação à sua atuação “ensurdecedor”.


Surpreendente “benevolência”

A “atitude dos colegas”  não chega a surpeender. Fica difícil entender a “generosidade” de Fachin no acordo de delação homologado com os irmãos Batista da JBS.

Além  da surpreendente “benevolência” , Fachin demorou no levantamento do sigilo das gravações que contribuíram para as negociações do acordo. Essa demora permitiu que a JBS faturasse alguns bilhões na compra e venda de dólares .


Fachin teve ajuda da JBS em candidatura ao STF  


Estragos “midiáticos”

Outro “estrago” causado pela demora na liberação do sigilo das gravações, foram algumas transcrições  divulgadas  na mídia, inclusive na Rede Globo, não confirmadas  após a divulgação oficial. Alguns trechos destacados  no “furo de reportagem” do Jornal Nacional, por exemplo,  sequer constavam no "áudio oficial" divulgado posteriormente. A divulgação antecipada das transcrições das gravações “não oficiais” provocou uma perda gigantesca na Bolsa de Valores no dia seguinte.


Revisão

 Para um ex-ministro  “quando se erra, não se deve persistir no erro”. Para ele  a revisão do acordo seria fundamental  para  fortalecer  a Lava Jato, pois serviria de instrumento para impedir que futuros acordos não sejam fechados como o da JBS,  sem a participação da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba.


Além do desgate...

Alguns ministros já “sinalizaram”  que caberia revisão no acordo homologado com os irmãos Batista. Para outros a revisão enfraqueceria a  Lava Jato, pois inibiria futuros acordos de delação.  Se a tese da revisão avançar o desgaste de Fachin junto a seus pares  pode se transformar em desmoralização.


Postado por Painel Político

Apesar de críticas a Temer, Renan Calheiros é confirmado na liderança do PMDB no Senado

Guido Mantega confessa titularidade de conta, não declarada, no exterior

31.05.2017 às 00:01
Fotos: Arquivo Agência Brasil

Após longa reunião da bancada do PMDB no Senado, Renan Calheiros permanece líder do partido na "Casa" e o ex-ministro Guido Mantega confirma a titularidade de uma conta, não declarada, de US$ 600 mil no exterior


Renan fica

Após reunião de quase duas horas de duração, na tarde desta terça-feira(30) , a bancada do PMDB decidiu manter Renan Calheiros na liderança do partido no Senado.


Apesar das críticas

Crítico ferrenho do presidente Michel Temer, principalmente em relação as reformas trabalhista e previdenciária, Renan é encarado como uma perigosa ameaça à gestão do presidente, no mesmo momento em que “pipocam” denúncias e se intensificavam investigações sobre Temer e aliados em supostos esquemas de corrupção. Até agora quatro ex-assessores do presidente já deixaram seus cargos no Planalto.


“Na conversa”

Um dos participantes da reunião, senador Hélio José (PMDB-DF) informou não houve proposta de votação para permanência ou não de Renan na liderança do partido. Segundo o parlamentar de Brasília a questão foi resolvida “na conversa”.


“Passando a bola”

Na reunião ficou resolvido que Renan não mais encaminhará o voto da bancada em votações consideradas polêmicas, como ,por exemplo, as referentes as reformas trabalhista e  previdenciária. Nessas ocasiões  Calheiros deve “passar a bola” para os vice-líderes  da bancada no Senado. "Houve um consenso para que o Renan se manifeste em nome dele e, em seguida, os vice-líderes se manifestem". disse  Raimundo Lira.(PMDB-PB)

 

Réu Confesso

Citado  em "importantes  delações" (de Joesley Batista, Marcelo Odebrecht e Eike Batista)  como comandante de   "esquemas de propinas”,  o ex-ministro Guido Mantega, cada vez mais acuado pelas investigações da operação Lava Jato, confessou ser dono de uma conta de US$ 600 mil , não declarada, no exterior.



Herdando e sonegando

Segundo a defesa do ex-ministro a conta foi aberta antes de o petista assumir o comando do Ministério da Fazenda e o valor refere-se ao pagamento recebido pela venda de um imóvel herdado do pai.


"Raposa no galinheiro"

A Receita Federal, órgão que fiscaliza crimes de sonegação e evasão de divisas é subordinada ao Ministério da Fazenda,  justamente a pasta comandada por Mantega , nas  gestões petistas de Lula e Dilma. 


*Com EBC e assessorias

Postado por Painel Político

Disputa interna na PGR pode mudar rumos da Operação Lava Jato

27.05.2017 às 03:06
Arquivo/Agência Brasil

Terceiro mandato

Para pessoas próximas,  Rodrigo Janot não faz segredo de seu desejo de conquistar um terceiro mandato à frente da Procuradoria Geral da República (PGR).

Como justificativa à essa intenção, Janot alega a necessidade de mais tempo para conduzir os trabalhos da Operação Lava Jato.


Opiniões divididas

Apesar do prestígio que possui , a “intenção” de Janot divide opiniões dentro do MPF. Os que o apoiam alegam que a continuidade do cargo daria  estabilidade na continuação dos trabalhos da Lava Jato. Seus opositores , entretanto, criticam abertamente a “ideia”, apesar de ainda  não apresentarem nenhuma opção  à sucessão .


Comparado ao “engavetador”

Um dos principais opositores à renovação do mandato do atual procurador-geral, é o sub-procurador Carlos Frederico (que apesar de  não se considerar candidato, tem chances de ser indicado) .

Frederico chegou a comparar Janot com Geraldo Brindeiro, procurador-geral no governo de Fernando Henrique Cardoso, apelidado de “engavetador geral” pela pouca disposição de denunciar autoridades.

Para o sub-procurador , Janot “ignora” o envolvimento de Lula e Dilma em práticas de crimes revelados em diversos depoimentos como os de Marcelo Odebrecht, Mônica Moura, João Santana, Léo Pinheiro e, recentemente , Joesley Batista.


Confiante

Apesar de reconhecer a resistência de “colegas”, Janot segue confiante, principalmente devido a visibilidade alcançada pela operação Lava Jato.


Nas “mãos” de Temer

De acordo com a Constituição cabe, exclusivamente, ao presidente da República nomear o procurador-geral , para um novo mandato de dois anos. Não há nenhuma menção sobre “limite de reconduções” para o cargo.

Temer, até agora, não sinalizou nenhuma possibilidade de conceder a Janot um terceiro mandato.


Nova “postura”

Devido a falta de posicionamento de Temer e faltando pouco mais de 3 meses para o fim de seu mandato, Rodrigo Janot mudou sua postura e agora, após a divulgação das delações dos irmãos da JBS, insiste em  tomar o depoimento de Temer sobre a gravação de sua conversa com Joesley Batista .


Questionamentos

Setores do Judiciário têm questionado a forma e , principalmente, o tempo, com que foi proclamado o acordo com a JBS. Entre as negociações e o efetivo fechamento, um “intervalo recorde” de três meses. O tempo médio decorrido para outros acordos semelhantes na Lava Jato , nunca foi inferior a um ano.

Outro questionamento que se faz é sobre as “inéditas” vantagens concedidas aos irmãos Batista, que apesar da colaboração, confessaram a prática  de incontáveis crimes de corrupção .

Postado por Painel Político


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