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Democracia em xeque

07.01.2021 às 08:44


Turba em fúria

Já se aproximava das 6h no Brasil, agora na manhã de hoje, quando no exercício ritual de comando do Senado o vice-presidente americano Mike Pence declarou eleitos Joseph R. Biden Jr e Kamala D. Harris. Na Geórgia, enquanto isso, o reverendo Raphael Warnock e o documentarista Jon Ossoff foram eleitos senadores, confirmando assim que o Partido Democrata terá maioria na Câmara e no Senado durante o biênio 2021-22. Há vinte anos o estado só elegia republicanos — ontem foram dois da oposição, de uma só tacada. E assim o processo eleitoral americano enfim terminou. Não há mais passos ou possibilidade de reverter, o Congresso Nacional sancionou o resultado da corrida presidencial. Mas não era para ter sido tão tarde. Deputados e senadores tiveram de parar por várias horas seu trabalho pois tiveram a vida posta em risco. Também ontem, pela primeira vez em mais de 200 anos de história, um presidente americano incitou uma turba em fúria para que invadisse o Parlamento de forma a impedir que a escolha popular fosse confirmada.


Incitando

Justamente quando o Congresso se reunia para homologar a eleição presidencial, Trump foi à frente dos jardins da Casa Branca de onde discursou para a turba, repetiu sua afirmação sem qualquer prova de fraude eleitoral, e a incitou. “Nós vamos agora andar até o Capitólio”, ele disse, “e vamos celebrar nossos bravos senadores e deputados e deputadas, e talvez não celebremos alguns deles.” A multidão atravessou então os quase três quilômetros que separam a residência presidencial do Congresso e, após pressionar, vários ganharam acesso ao prédio pegando a segurança desprevenida.


A invasão

Mike Pence foi o primeiro evacuado às pressas, depois por ordem os senadores e os deputados — mas ainda havia parlamentares no plenário do Senado quando os vândalos o invadiram. Um homem desfilou com uma bandeira confederada — símbolo daqueles que, nos anos 1860, quiseram cindir o país. Uma dupla substituiu a bandeira nacional no exterior do Parlamento por uma na qual se inscrevia apenas o nome do líder em letras garrafais — Trump. Outro circulou com na camiseta a estampa Campo Auschwitz. Invadiram gabinetes de deputados e senadores, fotografaram o que estava nas telas dos computadores largados às pressas, ocuparam sem ter sido eleitos os assentos no plenário incluindo aquele dedicado ao presidente da Casa. Discursaram. Quando a prefeitura de Washington pediu ao Departamento de Defesa ajuda da Guarda Nacional, ouviu não.


Biden

O assalto ao Capitólio já durava duas horas quando Joe Biden apareceu. “Este é um assalto ao que há mais sagrado na América”, afirmou. “O trabalho de debater os temas do povo.” E então chamou Trump à responsabilidade. “Apareça em cadeia nacional, cumpra seu juramento, defenda a Constituição e exija o fim do cerco.” Poucos minutos depois, nas redes sociais, veio o vídeo do presidente. “Vão para casa”, pediu. “Nós amamos vocês.” Demorou ainda mais de hora para que a Guarda Nacional, agora convocada pelo vice-presidente, pudesse evacuar enfim o prédio.


Altos escalões

Há um debate ocorrendo nos altos escalões do Partido Republicano a respeito de Mike Pence invocar a 25a Emenda. Com sua assinatura, de metade dos ministros, e o voto de dois terços do Congresso podem destituir o presidente por incapacidade. Facebook e Twitter suspenderam o direito de Trump publicar posts em suas redes, temerosos de siga incitando violência. 


*Com informações do Estadão, The Hill, Vox, Axios e Twitter




Postado por Painel Político

A nova política de JHC

04.01.2021 às 20:27


A nova política de JHC

As urnas sacramentaram no segundo turno da eleição em Maceió, o deputado JHC (foto) como prefeito eleito da capital. Traz com ele o ex-governador e ex-prefeito Ronaldo Lessa de vice, e já garantiu uma boa composição na Câmara Municipal de Vereadores, à base dos antigos e bons acordos de cavalheiros. A mesma velha política de todos os tempos, sem tirar, nem pôr, embora JHC tenha vendido à população a candidatura da “nova política”.
Em todo caso, espera-se que a nova gestão cumpra as promessas de campanha, gerencie a cidade com responsabilidade, una os segmentos e promova os avanços que Maceió precisa. Sem palanques eleitorais, mi-mi-mi e ranços políticos.
Agora, a ordem é trabalho e compromisso.
E vamos às “mudanças”.


Os não-votantes
Pela pandemia da covid-19 ou pelo descrédito a políticos, o fato é que 164.739 eleitores de Maceió, de um universo de pouco mais de 550 mil, deixaram de votar no segundo turno da eleição deste ano. Nulos e brancos contabilizaram mais de 10%. O que isso significa, só o tempo poderá nos responder, mas é possível a leitura de que, em 29 de novembro passado, quase 200 mil maceioenses disseram não aos candidatos propostos para governar a capital alagoana.

Deputado federal
O advogado Pedro Vilela (foto) assumirá o mandato de deputado federal a partir de janeiro de 2021, na vaga de JHC que se elegeu prefeito de Maceió. Pedro foi deputado federal de 2015 a 2018 e é o primeiro suplente na chapa proporcional do PSDB, PSB e outros partidos na eleição passada. Diz que sua bandeira no parlamento será a mesma de sempre: o desenvolvimento de Alagoas e a qualidade de vida dos alagoanos.


*A Câmara Municipal de Vereadores de Maceió ganhou um vereador que conhece Maceió de ponta a ponta. João Gabriel trabalhou diretamente com o prefeito Rui Palmeira durante oito anos e acompanhou obra por obra em cada canto da cidade. Não será um opositor fácil à nova gestão, caso o Podemos, seu partido, siga na Casa como bancada oposicionista.  


*Aos que dizem ter “derrotado” os Calheiros e Rui Palmeira na eleição deste ano em Maceió, é bom lembrar que: Renan Filho é governador por mais dois anos, Renan Calheiros é senador por mais seis, e o resultado eleitoral de Maceió, independente de quem fosse o eleito, não mudaria os planos de Rui para a partir de 2021.


*A eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Maceió está acirrada: de um lado Galba Novaes, que já se tornou base do novo prefeito da capital; do outro, Olívia Tenório, mostrando a força da mulher. Em janeiro saberemos quem assume o comando do parlamento maceioense. 


Maceió turística
Na edição passada, a Painel Alagoas trouxe como Capa (foto) a retomada do turismo em Maceió. A capital alagoana preparada para receber 500 mil visitantes neste verão, com todas as precauções previstas contra a covid-19, com uma rede hoteleira praticamente já lotada para os próximos três meses. Está nesta edição, ainda, matéria sobre mulheres que se destacam no mercado de móveis classe A, Natal Luz de Gramado e uma reportagem sobre a moda, segundo Armani. 


*Publicado na coluna Palanque da edição 43 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

Abrindo brechas inconstitucionais

Ministro Gilmar Mendes vota favorável à reeleição de Maia e Alcolumbre

04.12.2020 às 11:40
Foto Pablo Jacob


Plenário na madrugada

O ministro Gilmar Mendes liberou nesta madrugada, no Plenário Virtual do STF, seu voto sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) do PTB que pedia o veto à possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, conforme prevê o artigo 57 da Constituição.

 Direção oposta

Gilmar foi na direção oposta ao pedido. Primeiro, declarou que o Congresso “deve gozar de espaço de conformação organizacional à altura dos desafios postos pela complexidade da dinâmica política”, ressaltando que não cabe ao Judiciário intervir. Hoje, contrariando a Constituição, o regimento da Câmara e um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado permitem a reeleição, desde que não na mesma legislatura.

Estabelecendo regras

No mesmo voto  porém, Gilmar intervém e estabelece regras. Segundo ele, a reeleição pode acontecer uma vez consecutiva, mesmo dentro da mesma legislatura, o que libera a candidatura do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). E a regra só passa a valer de agora em diante, o que beneficia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Interpretando a Constituição

A Constituição proíbe de maneira expressa as candidaturas de Maia e Alcolumbre para um novo período nas presidências do Congresso .O  texto constitucional  teve a nítida finalidade de impedir reconduções desse tipo. Entretanto, a cúpula do Congresso e o Supremo querem se associar numa interpretação diferente para dizer que o texto diz exatamente o contrário do que está escrito.

*Com informações G1 e FolhaSP

Postado por Painel Político

Governança e Compliance – Que bichos são esses?

25.11.2020 às 07:00

Ao futuro prefeito de Maceió: 

se eu tivesse a oportunidade de fazer uma pergunta aos dois candidatos que disputam a Prefeitura neste domingo, não lhes arguiria sobre o que pretendem fazer pela educação, saúde, mobilidade urbana, habitação, proteção aos mais necessitados, cujas abordagens estão em abundância, em seus planos de governo. Como acontece nos Planos de Governo que são instrumentos técnicos/políticos muito assemelhados, há uma abordagem ou uma “fotografia” de uma futura administração do eleito.

Eu perguntaria a ambos: “Qual a sua visão sobre os temas “Governança” e “Compliance”, caso seja eleito?”

Existem ainda dúvidas entre  governança e compliance. 

Apesar de terem objetivos parecidos, em alguns aspectos, esses conceitos são diferentes. Afinal, um está mais relacionado à adaptação nos processos e à cultura da organização, enquanto o outro, à forma como uma empresa lida com as normas e com valores éticos.

No entanto, os dois são fundamentais para garantir uma gestão eficiente e uma boa reputação para uma organização. Por isso, é tão comum que sejam trabalhados juntos, mesmo que sejam diferentes. Ou seja, podemos dizer que, na prática, são complementares.

Compliance em tradução livre do inglês, o termo compliance pode ser entendido como conformidade. Importado dos Estados Unidos e da Europa, o conceito começou a ganhar espaço no Brasil a partir da década de 1990, porém, só nos últimos anos tomou a dimensão que tem hoje. Muito disso se deve à criação da Lei Anticorrupção brasileira.

Assim, compliance é a área da Administração que se ocupa do cumprimento das leis e de todas as normas que regem uma corporação, tanto internas quanto externas. Também zela pela cultura da ética e da integridade no relacionamento entre os colaboradores e gestores e seus diferentes públicos.

Os responsáveis pelo setor de compliance e pela implementação do programa são profissionais da área, que estudam a fundo as leis e normas a que a Administração  se submete. Mais do que isso, desenvolvem competências essenciais para encontrar as soluções mais adequadas para assegurar o cumprimento dessas regras.

Já a governança corporativa é a área que trata das relações entre os diversos stakeholders (partes interessadas) de uma Administração. Nesse caso, incluem-se tanto os internos, como gestores, diretores e conselhos administrativos, (na administração indireta), quando for o caso e os externos, como a sociedade, os órgãos de fiscalização e controle externos.

Isso significa que as práticas de governança são as estratégias usadas pelas administrações para afirmar e representar o seu valor diante de seus diferentes públicos. Ou seja, é uma maneira de garantir que os objetivos estejam alinhados como uma corporação, transformando-se em medidas aplicáveis e que podem ser mensuradas.

João Henrique Caldas (JHC) ou Alfredo Gaspar precisam estar conscientes das exigências da modernidade administrativa. Trazer o eleito, para seu governo, mecanismos eficientes que passam muito longe da maneira arcaica de se administrar. Implantar uma política de meritocracia nas funções técnicas e austera nas funções políticas.

Por aqui essas duas indispensáveis práticas de gestão, não se fizeram notar.

Sem isso, as administrações vão se sucedendo completamente iguais e inócuas.

Pedro Oliveira – Jornalista

Colunista do portal Painel Notícias

Membro do Conselho de Administração do Metrô/Brasília.

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A velha política

23.11.2020 às 15:32

A velha política 


Entra eleição, sai eleição, e não muda a velha tática de dar magnitude aos problemas, criticar quem está na gestão, agredir pessoalmente adversários e criar planos de governo ou propostas para o legislativo que na prática não se realizam. É o comum de sempre, embora sejam esses candidatos novos de idade e com o discurso fake da nova política.


Prometem o que não podem cumprir, mentem sobre seus oponentes, e cantam de honesto, transparente e trabalhador.


Falar a verdade, debater propostas de fato viáveis, reconhecer méritos e mostrar as falhas de forma construtivas, nem pensar.


É a guerra do grito, da fake e dos personagens forjados por marqueteiros.
E na velha forma de se fazer política, elegem-se os que fazem a velha política e, no dia-a-dia das políticas públicas, esses políticos não inovam, não renovam e muito menos criam condições para o eleitor soltar as amarras com a política do atraso.


Lamentável. 


Esse é o quadro real do Brasil eleitoral de hoje, sem tirar nem pôr. 


Tudo como dantes no quartel de Abrantes. 


Que turma é mesmo a do Davi Davino?


O deputado Davi Davino Filho (foto), no seu guia eleitoral como candidato a prefeito de Maceió, chamou para si a velha forma de se fazer política. A qual, certamente, aprendeu com o seu pai, o vereador de inúmeros mandatos na Câmara Municipal da capital.


Em uma dessas peças de campanha, Davi Davino criticou a gestão de Maceió e culpou duramente a “turma de Rui Palmeira” por problemas na saúde e outras áreas da capital.  


Opa! Até um dia desses, Davi Filho e Davi pai eram dessa turma. 

O vereador Davi Davino, pai do candidato Davi Filho, foi da base de sustentação política de Rui Palmeira no legislativo até setembro passado, e o filho estava sempre em atos de governo de Rui Palmeira, elogiando e aplaudindo. 


E falam em nova política???!!!!

 
Collor, o ingrato 


O senador Fernando Collor (foto), que teve a vida inteira Carlos Mendonça como mentor, consultor e amigo fraterno, por uma suposição de futuro para 2022, traiu essa relação sem nem piscar. É que o senador botou na cabeça, como ideia fixa, que o governador Renan Filho será seu adversário na campanha ao Senado daqui a dois anos, e como Alfredo Gaspar, filho de Carlos Mendonça, é candidato à prefeitura de Maceió com apoio dos Calheiros, tornou-se inimigo número 1 de Collor. 


As gazetas, com exceção da TV que tem mais ou menos o controle da Rede Globo, tem sido só cacete na campanha de Alfredo, numa disparada distorção entre ele e outros candidatos ao mesmo cargo. 


Já diz um velho ex-amigo e ex-assessor de Collor, que ele não tem limites no desrespeito e na ingratidão, quando está, ou parece estar, com seus interesses próprios.

*A capital alagoana será contemplada com a ampliação do abastecimento de água e esgotamento sanitário.
*Os investimentos serão com o recurso de outorga a ser recebido pelo Estado pela concessão dos serviços na Região Metropolitana de Maceió (RMM).
*A concessão deverá universalizar o serviço de água na região metropolitana de Maceió nestes primeiros seis anos de contrato e ampliar a rede de esgotamento sanitário para 90% até o décimo sexto ano de contrato. Atualmente, 27% da população dispõem deste serviço. 

Renda-se, Alagoas 


A Painel Alagoas trouxe na edição passada uma reportagem sobre o Projeto Renda-se (foto), que levou o filé alagoano ao cenário nacional da moda. O patrocínio do projeto foi do Magazine Luiza e contemplou estilistas alagoanos com verdadeiras obras primas na criatividade da moda. Nessa mesma edição há uma entrevista com o presidente do TRE-AL, desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, garantindo segurança sanitária para o eleitor votar esse ano, ainda em plena pandemia. 

*Publicado originalmente na Coluna Palanque da edição 42 da Revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

O "puxadinho" de JHC no Senado Federal

Eudocia Caldas, mãe de JHC, é primeira suplente do senador Rodrigo Cunha

21.11.2020 às 13:20
Reprodução/Redes Sociais

Em resposta a um ataque ao seu partido (PcdoB) de autoria de JHC, no debate entre os candidatos à Prefeitura de Maceió, transmitido pela TV Mar e outros veículos da OAM, Cícero Filho rebateu o candidato do PSB, afirmando que Eudocia Caldas, mãe de JHC, tinha um puxadinho no Senado. Cícero prosseguiu "Você acha que o povo é besta. Você quer se eleger para apoiar o Rodrigo Cunha para o governo e sua mãe virar senadora". JHC se calou.

Muita gente não entendeu, ou não lembra, mas nas eleições de 2018 Rodrigo Cunha se elegeu pelo PSDB, tendo na primeira suplência Eudocia Caldas, mãe de JHC. 

Em 2020, Rodrigo Cunha, contrariando boa parte de seu já desfigurado partido, foi um dos primeiros políticos a declarar apoio à candidatura de JHC para a prefeitura de Maceió.

Se, em 2022, o senador tucano decidir se candidatar ao governo do Estado e vencer, Eudocia , como primeira suplente de Rodrigo Cunha, irá automaticamente para o Senado Federal.

Postado por Painel Político

Quem diria? JHC homenageou Alfredo Gaspar na Câmara Federal

Para eleitor que tem memória curta, é sempre bom lembrar

21.11.2020 às 12:40
Agência Câmara

 Em 2018 Alfredo Gaspar recebeu, no Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília, a Medalha Mérito Legislativo. A homenagem é a mais alta honraria concedida pela Casa Legislativa. Alfredo Gaspar, então chefe do Ministério Público Estadual de Alagoas(MPE-AL) e presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosa(GNOC), recebeu a honraria por indicação do Deputado Federal João Henrique Caldas, o JHC.

Na presença das autoridades e convidados presentes, naquela ocasião, JHC afirmou: “O Mérito Legislativo, maior honraria concedida pelo Poder que a criou, destina-se a prestar homenagens a instituições ou personalidades que tenham prestado serviço relevante ao Brasil. Nesse sentido, a vida pública do do dr. Alfredo Gaspar é testemunho vivo de seu compromisso à causa da lei e combate à corrupção. Seja em sua breve, porém marcante, passagem pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, seja sua atuação no Ministério Público, especialmente na Procuradoria - Geral de Justiça,  é, sem receio de exagero, um marco divisor no combate ao crime sob todas as suas formas. É uma justa homenagem a quem tem dedicado a sua vida em uma área é região tão perigosos àqueles que escolhem fazer da vida pública um sacerdócio em favor do bem comum”.

Postado por Painel Político

Cercado de provas por todos os lados

12.11.2020 às 12:35

Apertando o cerco

Denunciado formalmente por quatro crimes quando era deputado estadual, o hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) vê surgirem a cada dia novas informações que reforçam a acusação.

Dinheiro vivo

O MP fluminense diz que ele e a mulher, Fernanda (também denunciada), pagavam a maioria das despesas em dinheiro vivo sem que suas contas bancárias tivessem lastro para isso. Fernanda, por exemplo, passou mais de quatro anos sem realizar um saque sequer na conta.

Origem "Alerj"

 Segundo o MP, as despesas do casal quitadas em dinheiro chegavam a R$ 419,2 mil, recursos provenientes, de acordo com a denúncia, do esquema de rachadinhas na Alerj. 

Sigilo quebrado

 A quebra do sigilo e emails do corretor americano Glenn Dillard reforça os indícios de que o filho Zero Um usava dinheiro vivo de rachadinhas para fechar negócios imobiliários. Dillard fechou a venda de um imóvel com o senador numa agência do HSBC, onde no mesmo dia depositou R$ 638 mil em dinheiro. O apartamento foi registrado como tendo custado R$ 310 mil. 


*Com informações G1 e O Globo

Postado por Painel Político

Surtado: presidindo uma nação de maricas e estocando pólvora

11.11.2020 às 11:52


Sem conhecimento de causa...

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro começou o dia celebrando, no Facebook, o que ele via ser o fracasso da vacina chinesa. “Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la”, escreveu em resposta a um torcedor. “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha.” 

Maricas também morrem

Já havia deixado as redes atônitas ao deixar explícita torcida contra vacina quando, perante um microfone no Planalto, escalou. “Todos vamos morrer um dia”, afirmou a respeito da pandemia a um grupo de empresários. “Tem que deixar de ser um país de maricas.” Dane-se a vacina se for do adversário, melhor enfrentar a morte.

Depois da saliva...pólvora

 Aí, porque talvez tenha se sentido bem pouco maricas, achou por bem falar enfim do presidente eleito americano, Joe Biden. “Assistimos há pouco um candidato a chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais”, comentou o presidente brasileiro. “Apenas a diplomacia não dá”, pôs-se a se explicar. “Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora.”

O rato que ruge

 Bolsonaro falou em usar pólvora contra os EUA. De presto, no Twitter, o jornalista Thomas Traumann sutilmente publicou o trailer de O Rato que Ruge, filme de Peter Selles em que um país irrelevante declara guerra aos EUA. Correspondente na Argentina da GloboNews, Ariel Palácios se lembrou de Leopoldo Galtieri, o bizarro ditador argentino que declarou guerra contra o Reino Unido. E o embaixador trumpista em Brasília escolheu menos sutileza. Publicou um vídeo lembrando que os EUA têm seus marines prontos para qualquer parada. 

Contraponto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, respondeu num tuíte só. “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras.”

Marolando

Já é praxe Bolsonaro levantar muita marola quando o noticiário não lhe é favorável e quer gerar distrações. Também ontem, o ministro Ricardo Lewandowski encaminhou à Procuradoria-Geral da República notícia-crime contra Bolsonaro pelo suposto uso da estrutura do governo (GSI, Abin, Receita Federal e Serpro) para beneficiar a defesa do filho Zero Um no caso Queiroz, conta Guilherme Amado.


*Com informações do G1 e Poder 360 

Postado por Painel Político

Era para ser uma eleição atípica...

27.10.2020 às 09:53

Essa realmente era para ser uma eleição atípica, sem aglomerações, sobretudo. Afinal, estamos ainda na pandemia do Coronavírus, mas, se na pré-campanha os políticos não obedeceram às regras das autoridades médicas e da ciência, imagine se fariam isso, agora, na campanha propriamente dita?
Nos semáforos e em alguns pontos mais movimentados de Maceió, por exemplo, vê-se claramente jovens distribuindo adesivos e toda propaganda eleitoral, sem a devida proteção que o momento exige, à exceção da máscara que nem sempre está no rosto e com os cuidados necessários. Já as caminhadas, essas, não há qualquer prevenção, nem dos candidatos, nem dos prováveis eleitores.


Em três cidades do Litoral Norte, São Luiz do Quitunde, Barra de Santo Antônio e Paripueira, um juiz, eleitoral corajoso e sensato, proibiu comícios, caminhadas e quaisquer eventos que provoquem aglomeração.
Exemplo que deveria ser seguido nos demais municípios, em Alagoas e no Brasil.


Mas, já que é impossível seguir à risca a prevenção à Covid por meio do distanciamento social, que pelo menos as candidaturas banquem os EPIs (equipamentos de proteção individual) para quem trabalha, e oriente a população, nas aglomerações, a fazer uso da máscara e álcool em gel, evitando os abraços “calorosos” que se tornam cartão-postal das campanhas políticas.


A saga de Almeida


O ex-prefeito Cícero Almeida (foto) tenta retornar à prefeitura de Maceió desde 2016, quando foi derrotado em dois turnos pelo o hoje prefeito Rui Pal­meira. Esse ano, Almeida disse que era candidato, renunciou, voltou a ser candidato, renunciou e agora está no páreo novamente. É claro que surgiu muitos boatos acerca da motivação de toda essa confusão, inclusive, um deles apontava um acordo fracassado do partido do ex-prefeito om o PSB de JHC. O fato é que Cícero, pelo menos até o fechamento da nossa coluna, era candidato, embora há quem diga que daqui para mais tarde, o homem desiste de novo.


Redes Sociais


A ex-senadora Heloísa Helena (foto), candidata à vereadora por Maceió, está focando sua campanha nas redes sociais. Conversa com a população por pelo menos duas lives por semana e vídeos, falando de suas propostas para as políticas públicas da capital. Heloísa tem um trabalho substancial no município em várias áreas, principalmente nas da saúde, educação e social.


Articulador 


O candidato a vice-prefeito de Maceió na chapa de Alfredo Gaspar de Mendonça, Tácio Melo (foto) tem sido o grande articulador político da campanha. É dele o mérito de amenizar crises em alguns grupos políticos e juntar todos no mesmo compromisso por uma Maceió cada vez melhor.  

A Lua da UP 


Lenilda Lua (foto), candidata à prefeita de Maceió pela UP, tem surpreendido pela campanha clara, objetiva e próxima das reais necessidades da população de Maceió. Valéria Correia, candidata à prefeita pelo PSOL, perdeu a oportunidade de ter Lua como sua vice. Há quem diga que a representante da UP estava disposta à aliança para unir a esquerda em uma só candidatura, mas o partido de Valéria teria brecado. Lua tende a crescer mais ainda na disputa.

*Nunca foi pacifico o clima eleitoral em Arapiraca, mas esse ano superou-se. Quem viver, verá o resultado depois de 15 de novembro próximo. 


*Campanha formiguinha, porta a porta, olho no olho, a candidata a prefeita de São José da Laje, Noemi Lyra, vai conquistando simpatia e votos.


As desigualdades na pandemia da Covid


Na edição passada, a PAINEL ALAGOAS (foto) falou sobre as desigualdades sociais e econômicas na pandemia da Covid-19. Um cenário preocupante e verdadeiro, desnudo pela realidade do vírus no Brasil e no Mundo. Também trouxemos uma reportagem sobre o retorno do Tie Dye à moda e a grife Marina Ferro, pioneira em Alagoas desse estilo elitizado, falamos sobre a arte singular do arquiteto Lúcio Moura e do “novo normal” nas telinhas de TV, com os bei­jos de efeitos especiais. 


*Publicado originalmente na coluna Palanque da edição 41 da Revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político


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