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Crise do STF ganha novo capítulo: Gilmar agora questiona Fux

17.09.2026 às 12:40
Rep CNN Brasil


Crise do STF ganha novo capítulo: Gilmar agora questiona Fux

A crise interna do Supremo não terminou com o pedido de vista de Flávio Dino. Gilmar Mendes tornou público um ofício no qual questiona Luiz Fux sobre a sessão da Segunda Turma que tratou do afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Gilmar afirma que teria ocorrido um “ajuste prévio” entre Fux e André Mendonça para a convocação da sessão extraordinária, sem comunicação prévia a parte dos integrantes do colegiado. É uma acusação de Gilmar, contestável e ainda não uma conclusão institucional do STF.

O episódio é especialmente relevante porque amplia o conflito: o embate que inicialmente envolvia Moraes e Mendonça agora alcança diretamente Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Congresso começa a transformar a crise do Supremo em discussão sobre reforma do Judiciário

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou uma indicação para que a CCJ constitua um grupo de trabalho destinado a reunir propostas de reforma do Judiciário. A intenção é produzir uma formulação conjunta a partir de projetos que tratam de temas como decisões monocráticas, competências das Cortes e mecanismos de controle.

Ainda está longe de significar uma reforma aprovada. Mas politicamente é importante: a crise do Master deixou de ser exclusivamente um problema interno do STF e começa a produzir resposta institucional no Congresso.

Lula diz que Fachin precisa impedir que o caso Master contamine a eleição

Lula entrou diretamente na discussão. Em entrevista divulgada ontem, afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, tem responsabilidade de impedir que o caso Master “atrapalhe o processo eleitoral”. Também procurou associar a origem do banco ao período do governo Jair Bolsonaro e criticou a atuação política de Flávio Bolsonaro em torno de Alexandre de Moraes.

A declaração é significativa porque mostra o Planalto tentando estabelecer uma linha política: defender investigação e transparência, mas simultaneamente evitar que a crise institucional do Supremo passe a comandar a campanha presidencial.

Gleisi leva ao TSE campanha nas redes contra o voto feminino

A deputada Gleisi Hoffmann protocolou representação no TSE pedindo a retirada de publicações de influenciadores que defendem restrições ou o fim do voto feminino. Também pediu preservação dos dados de alcance, impulsionamento e monetização e, em caso de reincidência, suspensão temporária dos perfis.

A representação menciona ainda material relacionado ao partido Missão e à ideia de “democracia familiar”. O partido e Renan Santos negam defender a retirada do direito de voto das mulheres. O TSE ainda terá de decidir sobre os pedidos, portanto a apresentação da ação não significa que a Justiça tenha considerado os conteúdos ilegais.

STF tenta voltar à normalidade — sem mencionar a sessão que expôs a divisão da Corte

O Supremo retomou ontem sua programação regular depois da sessão extraordinária de terça-feira. Fachin abriu os trabalhos e não fez referência à crise, aos confrontos entre ministros nem ao julgamento interrompido. A Corte simplesmente retomou a pauta ordinária.

O problema institucional, entretanto, permanece sem solução: Dino tem prazo regimental para devolver o processo, e o Supremo ainda nem chegou ao mérito da questão sobre Moraes. Enquanto isso, as novas manifestações de Gilmar mostram que a divergência interna continua ativa.

Postado por Painel Político

O Supremo diante de si mesmo

15.09.2026 às 20:00
Rep CNN Brasil


O Supremo Tribunal Federal viveu nesta terça-feira, 15 de setembro, uma sessão que dificilmente será esquecida.

Não apenas pelo processo colocado sobre a mesa, mas principalmente pelo que aconteceu ao redor dele.

Pela primeira vez, o plenário se reuniu para discutir se elementos produzidos pela Polícia Federal justificariam a abertura de investigação contra um integrante da própria Corte, Alexandre de Moraes, a partir de informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

Edson Fachin abriu os trabalhos reconhecendo a excepcionalidade daquele momento.

Falou em equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional. Recordou ministros afastados durante a ditadura e advertiu que o país e a História observavam o Supremo.

O apelo durou pouco.

Antes mesmo que o Tribunal alcançasse o centro da questão, o plenário transformou-se em palco de uma das mais duras confrontações públicas entre seus integrantes.

Kassio Nunes Marques declarou-se impedido. Dias Toffoli declarou-se suspeito.

E começou então uma discussão sobre se as questões envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser examinadas conjuntamente ou separadamente.

A partir daí, a tensão acumulada durante semanas rompeu os limites dos processos.

Moraes confrontou Mendonça e afirmou que o colega teria agido com objetivos políticos ao conduzir informações relacionadas a ele.

Mendonça rejeitou a acusação. Gilmar Mendes entrou no embate, acusando Mendonça de condução político-eleitoral do caso. Mendonça chamou a manifestação de Gilmar de “leviana”. “Não aponte o dedo para mim”, reagiu.

Gilmar respondeu que quem não se dá respeito não merece respeito. Já não se discutiam apenas autos, competências ou procedimentos. Discutiam-se condutas, suspeitas, vazamentos e a maneira pela qual integrantes da própria Corte vinham conduzindo investigações capazes de atingir seus colegas.

Cármen Lúcia externou constrangimento diante do espetáculo produzido no plenário.

E talvez esteja aí a dimensão histórica da sessão. Não porque o Supremo tenha decidido investigar Alexandre de Moraes. Isso não aconteceu. Não porque tenha decidido arquivar as suspeitas. Isso também não aconteceu.

Depois de aproximadamente cinco horas, Flávio Dino pediu vista justamente quando a Corte discutia se os casos de Moraes e Mendonça deveriam caminhar juntos.

O placar provisório terminou em 4 a 3 pela manutenção dos processos separados: Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia de um lado; Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes do outro. Dino havia defendido a reunião dos casos, mas pediu que sua posição não fosse contabilizada antes de concluir o voto.

Assim terminou a sessão histórica. Sem decidir a questão que levou o país a acompanhar o Supremo, mas revelando algo que talvez nenhum julgamento formal pudesse mostrar com tamanha clareza: a crise que estava nos documentos chegou definitivamente ao plenário.

E, por algumas horas, diante das câmeras e do país inteiro, o Supremo não julgou apenas um de seus ministros.

Expôs a si próprio.

Postado por Painel Político

STF enfrenta uma sessão inédita sobre Moraes

Amanhã pode ser um dos dias mais importantes da história recente do Supremo

14.09.2026 às 20:40
Assessoria


STF enfrenta uma sessão inédita sobre Moraes

O Supremo definiu o rito da sessão extraordinária desta terça-feira (15), que decidirá se existem elementos para investigar a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A sessão começa às 10h; André Mendonça apresentará o relatório, depois falará a PGR e, em seguida, começa a votação. Ainda não está confirmado se Moraes participará do julgamento.

A excepcionalidade é evidente: o plenário discutirá se um integrante da própria Corte deverá ser investigado, depois de uma crise que já envolveu ministros, PF e PGR. Amanhã pode ser um dos dias mais importantes da história recente do Supremo.

Mendonça abre dados da rede de pagamentos de Vorcaro

André Mendonça retirou hoje o sigilo do processo relacionado à rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e do Banco Master, depois de solicitação de Fachin e manifestação favorável da PGR. Moraes havia pedido a abertura argumentando que os dados são importantes para compreender integralmente o caso que será julgado amanhã.

Mas nem tudo foi aberto. Mendonça mantém reservadas mais de 30 quebras de sigilo bancário e fiscal relacionadas às investigações do Master. Portanto, apesar da avalanche de documentos, ainda existe material relevante que não chegou ao conhecimento público.

Caso Dark Horse continua pressionando Flávio Bolsonaro

As investigações relacionadas ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro continuam produzindo material potencialmente incômodo para Flávio. Documentos da PF apontam o candidato presidencial como “interlocutor direto” de Vorcaro nas tratativas relacionadas ao financiamento de Dark Horse, incluindo cobranças de pagamentos, reuniões e acompanhamento das gravações.

A investigação não significa culpa e Flávio nega irregularidades. Politicamente, porém, o problema permanece: justamente quando tenta transformar o Master em símbolo da crise do STF, o candidato também precisa explicar sua própria relação com Vorcaro.

Crise do Supremo começa a engolir a própria campanha eleitoral

Há um fenômeno menos factual, mas politicamente muito importante. Entidades da sociedade civil ouvidas pela Agência Brasil avaliam que a crise institucional passou a ofuscar propostas e problemas estruturais do país na campanha presidencial.

E a Nexus oferece um indício interessante: seu CEO avalia que a crise do STF está contribuindo para aumentar a polarização eleitoral. Isso pode ajudar a explicar por que, apesar do crescimento recente de Augusto Cury, Lula e Flávio continuam concentrando cada vez mais a atenção da campanha.

Postado por Painel Político

Fachin manda abrir os documentos do caso Master

11.09.2026 às 18:40
Assessoria


Fachin manda abrir os documentos do caso Master

Edson Fachin pediu a André Mendonça que, em até 24 horas, retire o sigilo dos documentos relacionados ao caso Banco Master e compartilhe o material com os demais ministros. A medida atende manifestações da PGR, de Alexandre de Moraes e de Cristiano Zanin. Há uma exceção importante: peças cuja divulgação possa prejudicar diligências ainda em andamento poderão continuar protegidas.

O movimento prepara o terreno para a sessão extraordinária do Supremo. Depois de dias de acusações e vazamentos seletivos, Fachin tenta fazer com que os ministros tenham acesso ao mesmo conjunto de informações antes de decidir o destino do caso Moraes.

Flávio Bolsonaro entra formalmente no radar da investigação do Banco Master

Documentos tornados públicos revelam que a PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. O núcleo é a tentativa de financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e movimentações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades.

Esse fato pode ter enorme consequência eleitoral. Até agora, Flávio explorava politicamente a crise do Supremo sobretudo contra Moraes. Agora passa também à condição de investigado em uma ramificação do mesmo escândalo.

Fachin quer Gonet fora da sessão que examinará Moraes

Outro sinal da complexidade institucional: Fachin vem defendendo que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não represente pessoalmente a PGR na sessão que analisará o material envolvendo Moraes. A alternativa seria o vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand.

A razão é sensível: o próprio Gonet aparece mencionado em material relacionado ao caso Vorcaro, embora negue qualquer relação imprópria. O Conselho Superior do MPF abriu procedimento para examinar essas referências. O STF tenta evitar que alguém potencialmente alcançado pelos documentos participe da avaliação dos mesmos documentos.

PT passa a defender mandato para ministros do Supremo

A crise provocou uma mudança política relevante dentro do próprio PT. A direção decidiu incorporar a defesa de mandatos com prazo determinado para ministros do STF, substituindo o atual modelo em que permanecem na Corte até os 75 anos. A discussão pode alcançar também mudanças no CNJ e no Conselho Nacional do Ministério Público.

É significativo porque a proposta de limitar o tempo dos ministros no Supremo costumava aparecer com mais frequência em setores críticos à Corte. Agora, o partido de Lula reconhece que a crise institucional também exige discutir o próprio modelo do STF.

Postado por Painel Político

Fachin cancela sessão do STF pelo segundo dia consecutivo

10.09.2026 às 16:20
Assessoria


Fachin cancela sessão do STF pelo segundo dia consecutivo

Edson Fachin cancelou hoje, novamente, a sessão plenária do Supremo. É o segundo cancelamento consecutivo, em meio à crise envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e a cúpula da Polícia Federal. A sessão extraordinária de terça-feira (15), porém, continua mantida e deverá discutir o relatório da PF que colocou Moraes no centro da crise.

Ontem Fachin já havia tomado uma decisão de enorme alcance: suspendeu as decisões conflitantes de Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da PF, manteve Andrei Rodrigues no cargo, centralizou na Presidência do STF procedimentos envolvendo ministros e retirou Moraes da condução do inquérito das fake news.

Moraes prepara defesa pública, marca entrevista e depois recua

Alexandre de Moraes chegou a anunciar para hoje uma entrevista coletiva na qual pretendia responder às suspeitas relacionadas ao caso Master e ao confronto com André Mendonça, mas cancelou o pronunciamento horas depois. Segundo a Folha, aliados aconselharam Moraes a esperar e evitar uma nova escalada antes da sessão extraordinária do STF.

Isso aumenta a expectativa para terça-feira. O plenário terá de decidir se há elementos para abertura de investigação contra Moraes ou se o material produzido pela PF deve ser arquivado. Pela primeira vez desde o início dessa crise, portanto, surge uma data concreta para uma resposta institucional da Corte.

Operação sobre filme de Bolsonaro coloca Flávio Dino no centro de outra frente da crise

Veio à tona que Dino autorizou operação da PF relacionada ao caso “Dark Horse”, investigação sobre possível utilização irregular de emendas parlamentares para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. A operação alcança 29 investigados e inclui o deputado Mario Frias e a produtora Karina Gama, que negam irregularidades.

Politicamente, o momento é explosivo: a investigação aparece justamente quando o STF atravessa sua maior crise interna recente e quando o confronto institucional já está sendo incorporado à campanha de Flávio Bolsonaro.

Alerta acende no PT: crise do STF e pesquisas levam partido a reuniões de emergência

A direção do PT passou a demonstrar preocupação com os efeitos eleitorais da crise do Supremo e com o avanço de Flávio nas pesquisas. Segundo a Folha, dirigentes convocaram reuniões com aliados e há críticas internas à velocidade de reação da campanha de Lula aos acontecimentos recentes.

Lula tentou mudar a posição defensiva ontem ao pedir divulgação integral das informações do caso Master, “doa a quem doer”. A estratégia parece clara: evitar que o presidente seja identificado politicamente com a defesa de Moraes ou com qualquer tentativa de impedir a apuração.

Postado por Painel Político

Flávio Dino derruba decisão de Mendonça e reintegra comando da PF

09.09.2026 às 12:20
Assessoria Montagem Painel Político


Flávio Dino derruba decisão de Mendonça e reintegra comando da PF

O ministro Flávio Dino determinou nesta manhã a reintegração imediata de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e de Leandro Almada, diretor de Inteligência. Os dois haviam sido afastados ontem por decisão de André Mendonça. Dino argumentou, entre outros pontos, que a saída dos delegados poderia comprometer investigações em andamento sob sua supervisão.

É um episódio extraordinário: uma decisão monocrática de um ministro do STF neutralizando, na prática, decisão tomada no dia anterior por outro ministro da mesma Corte. Mendonça considera a decisão de Dino ilegal e procurou Fachin, embora, segundo a Folha, não pretenda contestá-la diretamente nos autos.

Fachin cancela sessão do STF em meio à crise

Pouco depois da nova escalada, Edson Fachin cancelou a sessão plenária prevista para hoje. Segundo a Folha, a medida é considerada atípica e sem precedente semelhante desde a redemocratização; normalmente sessões são suspensas por feriados, recessos ou datas previamente determinadas.

O gesto dá a dimensão da situação interna. A crise que começou com as mensagens de Daniel Vorcaro envolvendo Alexandre de Moraes já colocou em confronto Moraes, Mendonça, Dino, a cúpula da PF e, agora, a própria presidência do Supremo diante da tarefa de evitar uma ruptura ainda maior.

Fiesp, CNI, CNC e milhares de entidades cobram reação pública do Supremo

A pressão deixou de vir apenas da política. Um amplo “Manifesto à Nação Brasileira”, liderado pela Fiesp e apoiado por CNI, CNC, CACB, Fecomercio-SP e milhares de entidades, pede que o plenário do STF examine publicamente e com urgência os fatos relacionados à crise.

O documento sustenta que a perda de legitimidade da Corte ameaça segurança jurídica e confiança institucional e cobra transparência e ausência de corporativismo. Depois da manifestação dos ex-ministros do STF que destacamos ontem, agora é o setor produtivo organizado que entra abertamente na discussão.

 OAB-DF abre processo ético contra escritório da família de Moraes

A OAB do Distrito Federal abriu processo ético-disciplinar contra integrantes do escritório Barci de Moraes Advocacia, ligado à esposa e aos filhos de Alexandre de Moraes. O procedimento decorre das informações contidas no relatório da PF sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Importante: a abertura do processo não significa reconhecimento de irregularidade. O escritório afirma que as questões já haviam sido analisadas e arquivadas pela PGR, critica o procedimento e sustenta haver motivação política. A OAB informa que haverá contraditório e ampla defesa.

Augusto Cury produz outro dado surpreendente: já aparece competitivo contra Lula

Há um dado das pesquisas divulgadas nas últimas horas que merece atenção especial depois do nosso editorial sobre a terceira via. Na BTG/Nexus, Augusto Cury aparece com 45% contra 43% de Lula numa eventual disputa de segundo turno. A diferença está dentro da margem de erro, portanto não significa liderança estatisticamente comprovada.

Na Quaest, o cenário é diferente: Lula tem 39% contra 35% de Cury. No primeiro turno, os levantamentos recentes colocam Cury aproximadamente na faixa de 7% a 10%. O mais interessante, portanto, não é dizer que Cury esteja perto do segundo turno — ainda não está —, mas perceber que seu potencial num confronto direto começa a ser testado e aparece surpreendentemente competitivo em alguns levantamentos.

Postado por Painel Político

Mendonça afasta diretor-geral da PF e crise institucional sobe de patamar

08.09.2026 às 16:00
Assessoria


 Crise institucional sobe de patamar

André Mendonça determinou o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O ministro acusa a PF de produzir relatórios irregulares sobre sua atuação. Nesta terça, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão, embora Gilmar Mendes tenha pedido vista e interrompido a conclusão do julgamento. A liminar continua valendo.

É uma escalada enorme: a crise que começou com Moraes, Mendonça e o caso Master agora atinge diretamente o comando da Polícia Federal.

 Ex-presidentes do STF falam na “mais aguda crise” da história da Corte

Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo divulgaram uma carta cobrando de Edson Fachin uma sessão pública urgente do plenário e investigação rigorosa dos acontecimentos. Entre os signatários estão nomes como Celso de Mello, Rosa Weber e Joaquim Barbosa.

O peso político da manifestação é evidente: já não se trata apenas de críticas vindas da oposição ou de setores externos ao Judiciário. Figuras que comandaram e integraram o próprio Supremo estão cobrando uma reação institucional.

 7 de Setembro vira ofensiva de Flávio contra Lula e Moraes

Flávio Bolsonaro utilizou a manifestação da Avenida Paulista para colocar a crise do STF no centro de sua campanha. Atacou Alexandre de Moraes, manifestou apoio a André Mendonça e prometeu indicar cinco ministros para o Supremo caso seja eleito. Tarcísio de Freitas adotou tom mais moderado, defendendo investigação institucional.

Crescimento de Augusto Cury deixa de ser curiosidade e passa a preocupar os favoritos

Depois do editorial que fizemos sobre a possibilidade de uma terceira via, o desempenho de Augusto Cury continua produzindo repercussão. Análises publicadas hoje relacionam sua chegada à faixa dos 8% ao desgaste de Lula e Flávio e à procura de parte do eleitorado por uma candidatura fora da polarização.

Mas surge agora a segunda etapa do teste: Cury começa a ser mais escrutinado. Especialistas apontam justamente a falta de propostas detalhadas como sua principal vulnerabilidade. Ou seja: conseguiu chamar atenção; agora terá de provar que existe uma candidatura presidencial consistente por trás da novidade.

 Crise Moraes × Mendonça ganha outro ingrediente: investigação envolvendo Rueda

André Mendonça afirmou que um relatório produzido a pedido de Alexandre de Moraes teria prejudicado uma investigação sigilosa envolvendo Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Segundo Mendonça, informações que deveriam permanecer reservadas acabaram sendo utilizadas no material que subsidiou o pedido de investigação contra ele no inquérito das fake news.

Mendonça também acusou a PF de produzir relatórios tentando estabelecer uma relação imprópria entre sua religião evangélica e sua proximidade com o advogado-geral da União, Jorge Messias. A PF contesta as acusações contra sua cúpula.

Postado por Painel Político

Fachin assume o comando da crise e cobra explicações

04.09.2026 às 20:20
Assessoria


Assumindo o  comando da crise

O presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo para manifestações sobre os episódios envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, a PGR e a Polícia Federal no caso Banco Master. Hoje, Fachin afirmou que a gravidade das revelações exige apuração, mas “não autoriza atalhos”, defendendo devido processo e legalidade.

É uma mudança importante: depois de dias em que Moraes e Mendonça praticamente protagonizaram o conflito, a presidência do Supremo tenta reassumir o controle institucional da situação.

Fachin impede que Moraes investigue Mendonça pelo inquérito das fake news

Outro movimento importante ocorreu hoje. Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido feito por Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça. Determinou que a questão seja examinada no mesmo procedimento aberto para tratar do relatório da PF sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Na prática, Fachin tenta impedir que a crise se transforme numa sucessão de investigações conduzidas pelos próprios ministros envolvidos no confronto. É provavelmente a decisão institucional mais relevante do dia dentro do Supremo.

Lula entra diretamente na crise do STF

Até agora relativamente cauteloso, Lula elevou o tom nesta sexta-feira. Ao lado de Fachin e do procurador-geral Paulo Gonet, afirmou que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício pessoal e defendeu que a lei seja aplicada igualmente a todos. Ao mesmo tempo, criticou “vazamentos seletivos” e o que chamou de indústria do denuncismo e das fake news.

O presidente tenta uma posição delicada: defender investigação e transparência sem aderir ao discurso de ataque ao Supremo. Politicamente, porém, torna-se cada vez mais difícil para o Planalto permanecer distante da crise.

Flávio Bolsonaro endurece contra Moraes e pressiona Alcolumbre

Do outro lado da campanha presidencial, Flávio Bolsonaro afirmou hoje que Moraes não teria condições de permanecer no STF diante das revelações e cobrou uma investigação formal. Também passou a pressionar Davi Alcolumbre, acusando o presidente do Senado de proteger Moraes ao não avançar com pedidos de impeachment.

A estratégia é clara: levar a crise institucional para o centro da campanha e, especialmente, para as manifestações de 7 de Setembro. A capacidade de mobilização desses atos será um primeiro termômetro para saber quanto o caso Master/STF consegue repercutir fora de Brasília.

DataTrends coloca JHC e Renan Filho rigorosamente empatados: 43% × 43%

A nova pesquisa DataTrends divulgada hoje mostra JHC (PSDB) e Renan Filho (MDB) com exatamente 43% das intenções de voto para governador. Lenilda Luna e Márcio Jambo aparecem com 1% cada. Num eventual segundo turno, Renan marca 46% e JHC 44% — diferença dentro da margem de erro. Foram entrevistados 1.200 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro; margem de 2,83 pontos.

Depois de pesquisas recentes apontando vantagens bastante diferentes para um ou outro candidato, este levantamento reforça uma conclusão mais prudente: a eleição alagoana permanece completamente aberta.

Senado: Arthur Lira e Renan Calheiros empatam com 40%; Marina chega a 32%

A DataTrends também trouxe números novos para as duas vagas ao Senado. Arthur Lira e Renan Calheiros aparecem empatados com 40%, Marina JHC/Cândia registra 32% e Davi Davino Filho, 21%.

O resultado mantém exatamente aquilo que temos acompanhado: Arthur e Renan continuam fortíssimos, mas Marina permanece competitiva e suficientemente próxima para ameaçar uma das duas vagas. Como cada eleitor pode escolher dois senadores, a leitura dessa disputa é diferente da eleição majoritária tradicional.


*Com informações de Agência Brasil/Poder 360/Correio Braziliense/7 Segundos

Postado por Painel Político

Alcolumbre joga votação do fim da escala 6×1 para depois do primeiro turno

03.09.2026 às 20:30
Rep CNN Brasil


Votação do fim da escala 6×1 para depois do primeiro turno

Depois da aprovação na CCJ, havia expectativa de votação rápida no plenário. Mas Davi Alcolumbre decidiu deixar a PEC que acaba com a escala 6×1 para depois do primeiro turno das eleições.

A decisão frustra a estratégia do governo Lula de transformar a aprovação em uma grande bandeira social antes da eleição. A PEC continua viva — e formalmente pronta para o plenário — mas o calendário agora muda completamente o seu impacto eleitoral.

A consequência do adiamento apareceu imediatamente na campanha. Lula acusou o campo de Flávio Bolsonaro de atuar no Senado contra o avanço do fim da escala 6×1

É um movimento previsível, mas politicamente importante: a jornada de trabalho começa a migrar do Congresso para a campanha presidencial. Em vez de simplesmente discutir uma PEC, Lula tentará associar sua candidatura à redução da jornada e empurrar Flávio para a defesa do modelo atual. Esse assunto ainda deve render bastante.

O fim da “taxa das blusinhas”

A Câmara aprovou hoje, em votação simbólica, a MP que permite zerar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto também reduz de 60% para 30% a alíquota sobre determinadas remessas de até US$ 3 mil e prevê isenção para medicamentos sem similar nacional destinados a doenças raras ou negligenciadas.

A matéria seguiu para o Senado e precisa completar a tramitação até 8 de setembro, quando perde a validade. É outra pauta de forte apelo popular aprovada a apenas um mês da eleição.

Flávio tenta levar a crise Moraes/Master para as ruas no 7 de Setembro

Flávio Bolsonaro decidiu utilizar as revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro como combustível para as manifestações previstas para 7 de Setembro. A campanha tenta associar a crise do Supremo ao governo Lula e ampliar a mobilização da direita em torno do mote contra Lula e Moraes.

Isso transforma o próximo domingo em um teste político importante para Flávio: mais do que medir a capacidade de mobilização bolsonarista, os atos mostrarão se a crise do STF consegue ultrapassar Brasília e produzir repercussão eleitoral relevante nas ruas.

Ronaldo Lessa deixa a suplência de Marina e movimenta os bastidores

O vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) oficializou sua renúncia à candidatura de segundo suplente de Marina Cândia na disputa pelo Senado. O pedido de cancelamento e substituição foi protocolado no TRE-AL. Na carta, Lessa atribui a decisão a um “remanejamento da chapa majoritária”.

E é justamente a palavra remanejamento que torna a notícia politicamente interessante. Já circulava nos bastidores a possibilidade de Lessa passar para a primeira suplência de Marina, hoje ocupada formalmente por Eudócia Caldas. Até agora, porém, essa eventual mudança não foi oficializada. Portanto, vale acompanhar antes de transformar especulação em fato.

Ministério Público Eleitoral impugna candidatura do vice de Renan Filho

O MP Eleitoral questionou o registro de Yale Fernandes, candidato a vice-governador na chapa de Renan Filho. A discussão envolve a efetividade da desincompatibilização de funções que Yale exercia na Prefeitura de Arapiraca.

É importante colocar a notícia na dimensão correta: impugnação não significa candidatura indeferida. A decisão será da Justiça Eleitoral. Ao todo, o MP apresentou cinco impugnações em Alagoas; o calendário prevê 14 de setembro como prazo para julgamento dos registros pelas instâncias ordinárias.

 Agregador mostra JHC e Renan Filho separados por apenas 2,23 pontos

O Monitor Eleitoral Inteligov/Exame divulgado hoje aponta JHC com 43,17% e Renan Filho com 40,94%. Mais interessante que fotografar esses números isoladamente é observar a tendência: duas semanas antes, a distância calculada pelo agregador era de 6,13 pontos; agora caiu para 2,23.

Há uma diferença importante em relação às pesquisas individuais que discutimos: isso não é uma nova pesquisa de campo. O modelo pondera diferentes levantamentos, considerando metodologia e antiguidade. Ainda assim, reforça uma leitura que vem aparecendo por caminhos diferentes: a eleição para governador continua muito aberta. 


Com informações Senado Federal/Agência Brasil/Folha SP/Exame/7 Segundos/Tribuna Hoje

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Crise no STF se amplia e Fachin promete “medidas cabíveis”

02.09.2026 às 18:00
Gustavo Moreno-STF


"Medidas cabíveis"

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou hoje que adotará as “medidas cabíveis e necessárias” diante das revelações envolvendo mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Fachin pregou cautela, mas ressaltou a necessidade de preservar a integridade da Corte e a confiança da sociedade.

 André Mendonça  também se encontrou com Vorcaro

Uma revelação importante acrescentou nova camada ao caso Master. André Mendonça confirmou nesta quarta-feira que recebeu Vorcaro uma vez, em março de 2025, antes de assumir a relatoria do caso no STF. Segundo o ministro, o encontro ocorreu por iniciativa do empresário e Mendonça limitou-se a ouvi-lo.

A informação ganha peso justamente porque Mendonça foi quem retirou o sigilo do relatório contendo as mensagens de Vorcaro para Moraes. Ao mesmo tempo, reportagens indicam tensão entre Mendonça e setores da Polícia Federal sobre a condução da investigação.

 Aprovado na CCJ o fim da escala 6×1

Depois de semanas de discussão, houve avanço concreto nesta quarta-feira. A CCJ do Senado aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1, estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz progressivamente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

A votação foi simbólica, com quatro senadores registrando posição contrária. A proposta agora segue para o plenário, onde precisará obter 49 votos em dois turnos. Portanto, é um avanço importante, mas a mudança ainda não está aprovada definitivamente.

Fim da “taxa das blusinhas” avança e chega ao plenário da Câmara

A comissão mista do Congresso aprovou nesta quarta-feira a MP que zera o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto também prevê alíquota zero para determinados medicamentos destinados a doenças raras e negligenciadas sem similar nacional.

Agora a MP precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Existe pressão de tempo: a medida perde a validade em 8 de setembro se não concluir a tramitação.

TSE devolve  mandato a Paulão

 O TSE decidiu por unanimidade anular a decisão do TRE-AL que havia afastado Paulão (PT) da Câmara e transferido a vaga para Nivaldo Albuquerque. O relator, Dias Toffoli, entendeu que o processo que levou à retotalização dos votos de 2022 tramitou sem que Paulão figurasse como réu, violando o contraditório. Com a decisão, ele recupera o mandato de deputado federal.

Renan Filho leva caso Banco Master para campanha contra JHC

A disputa pelo governo ganhou um novo e potencialmente incômodo assunto. Renan Filho lançou nas redes o chamado “silenciômetro”, cobrando de JHC explicações sobre os R$ 97 milhões aplicados pelo Iprev de Maceió em títulos do Banco Master. Renan também associou a cobrança à ausência de JHC em entrevista que estava programada pela TV Gazeta.


*Com informações de Agência Brasil/Portal Cada Minuto?Assessorias

Postado por Painel Político


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