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Oposição celebra primeiras oitivas à CPI da Covid

24.05.2021 às 10:20

 

O depoimento do ex-ministro Luís Henrique Mandetta (foto) à CPI da Pandemia, no Senado Federal, mostrou que desde o início o presidente Bolsonaro praticou o negacionismo à Ciência. E Bolsonaro continua sendo negacionista e incentivando seus apoiadores a segui-lo nas aglomerações, não usando máscaras e muito menos o fazendo distanciamento social, medidas restritivas de prevenção ao vírus.

 
Mais grave ainda, o ex-ministro Nelson Teich, em palavras curtas durante sua oitiva aos senadores, comprovou que foi Bolsonaro quem tirou da cartola a cloroquina e um protocolo para tratamento precoce, sem eficácia científica, e jogou à população de forma irresponsável. E até criminosa, já que a cloroquina, que não serve para a covid, provoca arritmia cardíaca, entre outros efeitos colaterais.

 
E o ministro Marcelo Queiroga, na tentativa de preservar mais o presidente do que ele próprio nesse contexto, acabou por referendar, de certa forma, a narrativa de seus antecessores.

 
Ou seja, em três dias de oitivas, o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB/AL), já tem bastante material para “fulanizar” o governo federal pela demora na aquisição da vacinação, alto índice de contaminação do vírus e pela morte de mais de 400 mil brasileiros por complicações decorrente do coronavírus.

 
É a ode que a oposição a Bolsonaro desejava para celebrar o início dos trabalhos da CPI. 

Governador-tampão

 
Caso o governador Renan Filho (MDB) decida mesmo disputar o Senado ano que vem, terá que se afastar até 2 de abril de 2022. E a partir daí, a Assembleia Legislativa terá 30 dias para organizar uma eleição indireta pela Casa para escolher o substituto-tampão do governador para conduzir o estado até 31 de dezembro. Qualquer adulto, com título de eleitor e quites com suas obrigações civis, sem condenações penais, poderá concorrer. Esse é o quiproquó da disputa eleitoral do próximo ano A não ser que Renan Filho (foto) consiga fazer um acordo com o legislativo que lhe garanta tranquilidade para deixar o cargo. Ou seja, que o seu sucessor por oito meses seja de sua absoluta confiança. Quem confia em quem na política de Alagoas? 

Sem crise

 
A ida do vereador Kelmann Vieira (foto) para uma secretaria de Estado não passou pelo seu partido, o Podemos. Foi um convite pessoal do governador Renan Filho (MDB) ao vereador, que tem sua esposa, deputada Flávia Cavalcante, na base de sustentação política de Renan na Assembleia Legislativa do Estado. E seu sogro, ex-prefeito de São Luís do Quitunde e Matriz do Camaragibe, é uma liderança antiga do grupo político do senador Renan Calheiros, pai do governador. Ou seja, nenhuma relação com o Podemos ou Rui Palmeira no grupo político do Palácio República dos Palmares, e nenhuma crise no partido por conta da ida de Kelmann para o staff do governo estadual. 

Rui rumo a 2022


O ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira (Podemos), tem circulado pelo interior do estado, visitando lideranças políticas e conversando com a população através de entrevistas em rádios. Rui (foto) não nega que seu desejo político seja o de disputar o governo de Alagoas em 2022, mas sabe que depende de um grupo e de estrutura para isso. Por ora, avisa que é candidato a deputado federal e que trabalha hoje para fortalecer o seu partido, junto com a executiva estadual, para as chapas proporcionais à Câmara Federal e Assembleia Legislativa Estadual. 

Exemplo

 

A Rede Sustentabilidade, hoje conduzida nacionalmente pela ex-senadora Heloísa Helena (foto) e pelo engenheiro ambiental Wesley Diógenes, dá exemplo de interação com os diretórios estaduais e lideranças políticas, fazendo reuniões online diariamente. A executiva nacional já ouviu os 27 estados, os segmentos, os vereadores, prefeitos e vice-prefeitos filiados. E trabalha para vencer a cláusula de barreira, elegendo deputados federais em grande parte dos estados. 

Podemos tem novo vereador em Maceió

 
Alan Balbino (foto) assumiu a cadeira de vereador de Maceió, no lugar de Kelmann Vieira que está agora como secretário de Estado do governo de Renan Filho. Do Podemos, Alan foi secretário na gestão de Rui Palmeira e é considerado um aliado de primeira ordem do ex-prefeito, somando na linha de frente com os colegas Eduardo Canuto e Joãozinho. 

Concurso público

 
O Governo de Alagoas fará concurso público para o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL). Segundo o edital, 170 vagas serão ofertadas para compor o quadro efetivo do órgão, sendo 150 para soldado e 20 para oficial. Os salários, após o Curso de Formação de Praças, variam entre R$ 4.250,06, para soldado, e R$ 9.602,72 para oficial - com estágio probatório. A previsão, baseada no documento, é de que as provas sejam realizadas no dia 08 de agosto de 2021, em Maceió e Arapiraca. 

*A tropa de choque do presidente Bolsonaro na CPI da Covid não tem buscado blindar o chefe, mas atacar a oposição, governadores e prefeitos. Literalmente, o “rei está nu” e os súditos já perceberam, menos o séquito real do Palácio do Planalto.
* Pesquisas de opinião apontam a preferência do eleitorado pela candidatura de JHC ao governo de Alagoas, já em 2022. Mas há quem diga que a aposta do prefeito é mesmo a candidatura do senador Rodrigo Cunha para esse cargo, acordo feito em 2018, quando JHC colocou sua mãe, a médica e ex-prefeita de Ibateguara, Eudócia Caldas, como primeira suplente de Cunha.  
*Teotonio Vilela Filho não será candidato a nenhum cargo em 2022. Quem fala sobre isso com ele, recebe como resposta: “já dei minha contribuição ao meu estado em três mandatos de senador e dois de governador”.  
*Penedo bem administrada com o prefeito Ronaldo Lopes, avança na vacinação contra a covid com planejamento e foco nos grupos prioritários.
*Maceió supera outras capitais na agilidade da vacinação contra a covid, destaque para Mourinha, coordenador do enfrentamento à pandemia na capital.
*Vereadora de Paripueira pelo Democratas, Roberta Miranda tem priorizado ouvir as lideranças e a população para fundamentar seus projetos de lei e indicações no legislativo municipal.  
*Titular da CPI da Covid, senador Eduardo Girão (Podemos-Ceará) quer levar para depor o deputado alagoano Davi Maia, oposição ferrenha ao governador Renan Filho na Assembleia Legislativa do Estado. Maia é filho do prefeito de Quebrangulo, Marcelo Maia. Ou seja, a ida do deputado à comissão pode ser uma faca de dois gumes para o próprio.   
Rejeição à ciência faz covid avançar no Brasil
 
A nossa edição de abril trouxe, como manchete de capa, reportagem mostrando que a rejeição do governo federal à ciência provocou o avanço da covid no Brasil. Hoje, acumulamos mais de 400 mil óbitos em decorrência deste vírus e milhares de brasileiros com sequelas graves por conta da doença. Ouvimos especialistas, analisamos gráficos e situações que comprovam essa realidade. Também homenageamos Átila Vieira, fotógrafo, um de nossos colaboradores, que faleceu por conta da covid. E falamos sobre esperança, no verde da vida da coluna de Felipe Camelo; o mundo digital de Kaká Marinho e os 700 anos da morte de Dante Alighieri, em brilhante texto da nossa correspondente internacional, jornalista Dora Nunes.

Postado por Painel Político

400.000 mortes na república do "Mimimi"

30.04.2021 às 12:00

 

Ranking pavoroso

O Brasil se tornou ontem o segundo país no mundo a ultrapassar a marca de 400 mil mortos pela Covid-19. Estamos mais perto das 575 mil mortes nos EUA que das 215 mil no México, terceiro nesse ranking pavoroso. Foram registrados na quinta-feira 3.074 óbitos, totalizando 401.417 vidas perdidas. A média móvel de mortes em uma semana foi de 2.523, o 44º dia acima de dois mil.

Não são números

Eram 400 mil indivíduos, 400 mil histórias, quase 400 mil famílias, já que muitas perderam mais de um ente querido. É impossível falar de todas, mas conheça algumas dessas pessoas, como homenagem às outras.

Dois Poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Câmara dos Deputados fizeram, durante suas sessões de ontem, um minuto de silêncio pelas 400 mil vidas perdidas. Não houve manifestação oficial por parte do Executivo.

Horizonte preocupante

E há um risco no horizonte. Segundo epidemiologistas, o Dia das Mães, no próximo dia 9, pode, a exemplo das festas de fim de ano, agravar o contágio. Eles pedem que as pessoas evitem aglomerações.

Algumas boas notícias

No meio disso, algumas boas notícias. Chegou ontem ao Brasil a primeira carga de vacinas da Pfizer. O lote de um milhão de doses começa a ser distribuído hoje nas capitais. Já a Fiocruz entrega hoje 6,5 milhões de doses da AstraZeneca, seu maior lote até o momento.

A minoria do "MImimi"

Enquanto o Brasil rompia a barreira das 400 mil vidas perdidas, a minoria governista na CPI da Covid procurava obstruir os trabalhos da comissão. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) queria que todos os mais 200 requerimentos de depoimentos fossem votados de uma vez, o que inviabilizaria a sessão. Diante da recusa do relator Renan Calheiros (MDB-AL), Nogueira provocou, perguntando do que Renan tinha medo.

Com os ânimos acalmados

O relator reagiu dizendo que não votaria requerimentos elaborados pelo Planalto. Quando o clima serenou, foram aprovadas as convocações para depor já na semana que vem dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich (ambos na terça-feira) e Eduardo Pazuello (quarta), do atual, Marcelo Queiroga, e do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ambos na quinta.


Com informações UOL/G1/CNN Brasil/Estadão/Globo/Folha

Postado por Painel Político

Collor cata apoio para se reeleger senador

26.04.2021 às 12:20
Agência Senado/Assessoria

 

Com suas empresas jornalísticas quebradas, dívidas trabalhistas e tributárias milionárias, o senador Fernando Collor (foto) tenta arrumar um abrigo político para se reeleger em 2022. Tem rodado pela Assembleia Legislativa de Alagoas e pela bancada federal em busca de apoio, catando prefeitos eleitos e reeleitos pelo interior do estado, lideranças quaisquer que possam, de algum modo, lhe dar votos ano que vem.


E, claro, não tem faltado ao “beija-mãos” do presidente Bolsonaro e de seus ministros. A cada evento no Palácio do Planalto, lá está o senador Collor, com sua empáfia a enfeitar o ambiente bolsonarista, no aguardo dos afagos e benevolências governistas.


Em Alagoas, sem coragem de criticar pessoalmente o governo de Renan Filho (MDB), Collor usa o portal de notícias, o jornal (digital de segunda à sexta, e impresso sábado/domingo) e a rádio de sua propriedade para atacar sucessivamente a gestão estadual.


Collor entende que Renan Filho pode ser candidato ao Senado ano que vem, e diferente das duas últimas eleições em que disputou, o atual senador sabe que não será uma briga pequena e que pode se dar mal nas urnas.


Em outras palavras, Collor vai continuar catando um a um os apoios, confiante no ditado “de grão em grão, a galinha enche o papo”. 

Boa iniciativa

 
A deputada federal Tereza Nelma (foto) quer a inclusão dos municípios no Comitê Nacional para Enfrentamento da Pandemia, criado agora pelo presidente Bolsonaro, e diga-se de passagem, um ano de­pois de a covid se instalar no país. A representação se daria pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A iniciativa é importante, são as cidades que sabem exatamente o que estão sofrendo com o avanço do vírus em óbitos e infectados. 

A dúvida

 
PSDB e PSB continuarão juntos em 2022 e o senador Rodrigo Cunha, presidente dos tucanos, por ora, é o nome do grupo para disputar o governo do estado. Resta saber se Rodrigo carregará com ele, na chapa majoritária, a candidatura à reeleição de Collor. Em tempo: em 2018, o tucano rejeitou aliança com Biu de Lira por entender que o então senador fazia a velha política, já Collor, até 2022, terá “tempo” para aprender a nova política de JHC e Cunha. Veremos. 

*O ex-deputado João Caldas, pai do prefeito de Maceió JHC, será candidato a federal na eleição que vem, pelo PSB.  
*Por ora, nenhuma articulação à vista para a Assembleia Legislativa do Estado votar em uma candidatura a vice-governador de Renan Filho.  
*O ex-prefeito Cícero Almeida trabalha para se candidatar a deputado estadual na próxima eleição. Quer apoio de JHC.
*Rodrigo Valença, ex-prefeito por dois mandatos de São José da Laje, também disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas.
*As lideranças comunitárias de Maceió já têm endereço para seus pleitos: o gabinete do vereador Joãozinho (Podemos).
*A Rede Sustentabilidade perdeu semana passada um de seus dirigentes, o ativista social e fotógrafo  Átila Vieira.A im(p)unidade que protege parlamentares

 

A PAINEL ALAGOAS, na edição passada, tratou da polêmica sobre as prerrogativas da imunidade parlamentar. Em reportagem do jornalista Carlos Amaral, advogados e cientistas políticos falaram sobre a legalidade ou não da prisão do deputado Daniel Silveira (RJ) por ataques aos ministros do STF. A Revista também homenageou as mulheres que fizeram parte do impresso em 2020, falou sobre mediação cultural popular digital, e presenteou os leitores com a matéria Muro das bonecas em Milão, na editoria internacional.  


*Publicado originalmente na revista Painel Alagoas


Postado por Painel Político

O dilema de Bolsonaro

15.04.2021 às 11:00

 

Dilema

Pressionado como poucas vezes em seu mandato, Jair Bolsonaro se vê no dilema de escolher, por conta do Orçamento da União, entre o já combalido ministro Paulo Guedes e sua instável base no Congresso.


Sem vetos

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avisou que não admite vetos no Orçamento aprovado pelo Legislativo, que prevê cortes em despesas obrigatórias em favor de emendas parlamentares e estouro do teto de gastos. Se Bolsonaro vetar, ameaça Lira, nenhum projeto do governo andará no Congresso, além da eterna ameaça dos processos de impeachment guardados na gaveta do presidente da Câmara.

Crime de responsabilidade

Já Guedes diz que a sanção do Orçamento como está seria crime de responsabilidade, justificativa para um impedimento do presidente. Com a “palavra com i” em todos os cenários e mais uma CPI da Covid a assombrá-lo, Bolsonaro busca alternativas.

"Corrigir excessos"

Lira propôs a sanção do Orçamento e o envio de um Projeto de Lei para “corrigir os excessos”, mas assessores do Planalto temem que, com as emendas garantidas, o Centrão não aprove o projeto, deixando o governo com o ônus do Orçamento estourado.

À disposição

Guedes, dizem fontes, teria posto o cargo à disposição, mas não foi levado a sério por Bolsonaro.


*Com informações do Estadão

Postado por Painel Político

Barroso determina que Senado crie a CPI da Pandemia

09.04.2021 às 10:30

 Por liminar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso determinou, por liminar, que o Senado tem de abrir uma CPI para investigar a conduta do governo federal durante a pandemia de Covid-19. A decisão atende a ação dos senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Alessandro Vieria (Cidadania-SE). Segundo ministro, o pedido de CPI que está há 63 dias na gaveta do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cumpre todos os requisitos legais para sua instalação, não cabendo à presidência da Casa impedi-la.

"Decisão equivocada"

Pacheco disse que vai cumprir a decisão judicial, mas classificou-a como “equivocada”. Segundo ele, além dos requisitos legais, a instalação de uma CPI depende de “juízo de conveniência e oportunidade”. O presidente do Senado acredita que a comissão vai se tornar “um palanque para 2022”.

Sem comentários

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitou comentar a decisão de Barroso, afirmando que é um assunto entre o Judiciário e o Legislativo. “Eu cuido da gestão do ministério”, disse ele. Já o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta comemorou, dizendo que a sociedade ganha “quando os atos praticados e suas consequências tão penosas para as pessoas do nosso país são esclarecidos”.

Consulta informal

Antes de assinar a decisão que determina que o Senado instale a CPI da Pandemia, Barroso fez uma consulta informal a todos os colegas do STF. Ele ouviu da maioria um endosso ao principal fundamento da decisão, o de que a jurisprudência do tribunal determina a instalação obrigatória de CPI quando preenchidos os requisitos, sem possibilidade de análise política por parte do presidente da Casa. Ou seja, obteve aval da maioria dos colegas para conceder a liminar.

Recado de Fux

Luiz Fux, presidente do STF, deixou claro a senadores que a liminar de Barroso seria inevitável e que preferia que o presidente do Senado instalasse a CPI antes que a decisão fosse tomada. O recado chegou a Pacheco. Eleito com o apoio de Bolsonaro para a presidência do Senado, Pacheco resistiu o quanto pode a abrir a CPI. A ordem do STF lhe dá o argumento de que apenas obedece ordens judiciais, enquanto toma distância dos erros do governo no combate à pandemia.


*Com informações da Folha SP, Estadão, Poder 360 e O Globo

Postado por Painel Político

E de repente... Fachin

Decisão monocrática do ministro do STF coloca Lula na corrida presidencial de 2022

09.03.2021 às 10:00

 

De repente...

Foi de repente, sem que ninguém em  Brasília esperasse, nem mesmo seus pares no Supremo desconfiavam. Mas ontem à tarde, o ministro Edson Fachin anulou monocraticamente todos os processos contra o ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato. Lula tem agora plenos direitos políticos, não está mais enquadrado na Lei da Ficha Limpa e pode ser candidato à presidência em 2022. Fachin entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar supostos crimes cometidos fora de sua jurisdição e determinou o envio dos processos contra Lula à primeira instância da Justiça Federal de Brasília.

Entregando os anéis...

A decisão de Fachin tem o efeito imediato de reduzir os danos que a divulgação de diálogos entre procuradores da força-tarefa e Moro têm provocado à imagem da operação, para tentar impedir uma anulação total da Lava Jato. O ministro entregou os anéis para permanecer com os dedos.

Reduzindo a pressão

Ao acolher o pedido da defesa do principal opositor da Lava-Jato, Fachin reduz a pressão sobre a corte pela anulação de outros casos decorrentes da investigação da força-tarefa de Curitiba. Se a estratégia será bem-sucedida, ainda não é possível saber.

Com a faca nos dentes...

Pessoas ligadas a  Gilmar Mendes apostam que o ministro não aceitará calado a decisão de Fachin, de ter decretado a morte do julgamento da imparcialidade de Moro — um caso sob a guarda de Mendes. Para os ministros, Mendes levará a plenário um questionamento sobre a decisão de Fachin com a faca nos dentes, jargão famoso da Corte.

Banho de sangue

Nos bastidores do STF, a decisão agradou uma ala que deseja um desfecho intermediário para a Lava Jato. Anular condenações nos casos mais graves revelados pelas mensagens procuradores, mas preservar a operação de maneira geral. O movimento foi premeditado para interromper a rota de destruição, para a Lava-Jato, que se formava a partir de Mendes. Na Corte, o duelo que aguarda Fachin e Mendes nesta semana é definido por duas palavras: banho de sangue.”

Embaralhando o "Jogo"

Além dos embates no STF, a mudança no status de Lula embaralhou a corrida presidencial de 2022 e repercutiu entre os políticos. O presidente Jair Bolsonaro, de quem Lula será potencial adversário, disse que os brasileiros não querem o ex-presidente candidato e insinuou ligações de Fachin com o PT. Bolsonaro também ressaltou os efeitos no mercado financeiro, com a bolsa caindo 3,98%, e o dólar indo a R$ 5,77.


*Com informações do Poder 360, O Globo e Veja



Postado por Painel Político

Na contramão do mundo

Enquanto a média de mortes no mundo recua cerca de 6%, no Brasil ela cresce 11%, segundo o informe epidemiológico semanal da OMS

03.03.2021 às 12:00

 

Recordes fatais

Foram 1.726 mortos em apenas um dia. O Brasil viveu nesta terça-feira o dia mais letal da pandemia, elevando o total de vítimas fatais da doença a 257.562. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, país com mais óbitos em todo o mundo, perdeu 1.567 pessoas ontem. A média móvel de mortes em sete dias no Brasil também foi a maior, 1.274 – aliás, o sexto recorde diário em uma semana. Na comparação com os 14 dias anteriores, a média móvel teve alta 23%, o que significa que a mortalidade pela doença está crescendo. A tendência de alta está presente no Distrito Federal e em 15 estados: PR, RS, SC, DF, SP, AC, PA, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PI, RN e SE.

Na contramão do mundo

Além de dramática, essa situação reforça a posição brasileira na contramão do mundo. Enquanto a média de mortes no mundo recua cerca de 6%, no Brasil ela cresce 11%, segundo o informe epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde. Mesmo nos EUA, que ainda não conseguiram reverter a tendência, a média de mortes subiu apenas 1%.
Outra prova do avanço descontrolado da Covid no país é a taxa de transmissão, que chegou a 1,13, segundo o Imperial College, da Inglaterra, que monitora esse número no mundo. Significa que cada grupo de 100 infectados transmite a doença para 113 pessoas. Há uma semana o índice era de 1,05, o que já indicava descontrole.

Crise humanitária

Os números não dão a dimensão da crise humanitária. Em Porto Alegre (RS), o Hospital Moinho de Vento precisou alugar um contêiner refrigerado para acomodar cadáveres de vítimas da Covid devido à superlotação do necrotério. E não são só os mortos que estão abarrotados. A unidade está operando com capacidade de 114%. Ou seja, há mais pessoas internadas do que leitos.

Em Santa Catarina, pelo menos 35 pacientes morreram antes de conseguirem um leito, fosse de UTI ou mesmo de enfermaria, embora tivessem recebido atendimento médico.

No Rio Grande no Norte, a região metropolitana de Natal não tem leitos vagos de UTI há uma semana, e Mossoró, segunda maior cidade do estado, está com a saúde oficialmente em colapso.

E praticamente não há mais vagas nas UTIs dos hospitais privados de São Paulo. Em alguns, como a Beneficência Portuguesa, o número de internados também supera o de leitos.

Política & Burocracia

O Senado aprovou por unanimidade a MP que permite ao governo comprar vacinas sem licitação e antes do registro pela Anvisa. Já a Câmara aprovou o texto base que permite a empresas privadas comprarem vacinas diretamente dos laboratórios. É preciso aval da Anvisa para os imunizantes, todo o material será doado ao SUS enquanto houver grupos prioritários a serem vacinados. Depois, 50% irão para o SUS e o restante poderá ser usado pelas empresas para imunizar funcionários. É proibida a venda dessas vacinas. Com aval do STF e oposição do Planalto, governadores e prefeitos vêm se organizando para comprar vacinas.

Há uma briga em andamento dentro dos governos estaduais. Enquanto secretários de Saúde pedem a suspensão das aulas presenciais para tentar conter o vírus, seus colegas da Educação querem manter as escolas abertas. Rossieli Soares, secretário estadual de Educação de São Paulo diz que a decisão de mandar ou não as crianças para a escola deve ser da família.


*Com informações de G1, Uol, Zero Hora, Globo News, Folha-SP, Poder 360, Estadão


Postado por Painel Político

Eleições 2022

22.02.2021 às 15:20


 Eleições 2022

Começam agora as observações, articulações e possíveis alianças para as eleições do ano que vem. No alvo, o governo do estado e a renovação de uma das três cadeiras no Senado. Especular, é legítimo, e dentro dessas espe­culações colocaram um ingrediente novo, ou, pelo menos, mais visível a partir de agora, que é o deputado federal Arthur Lira (PP), presidente da Câ­mara Federal e apontado como o político de maior influência junto ao presidente Jair Bolsonaro.

 
Então, o que deseja Arthur Lira (foto) para 2022? Concorre à reeleição? Candidata-se ao senado ou ao governo? Seja lá o que o parlamentar tem em mente, uma coisa é certa: as definições da política eleitoral de Alagoas para o próximo ano passarão, inevitavelmente, por ele que, a propósito, elegeu um bom número de prefeitos e vereadores no interior do estado, ou pelo PP ou em parceria com o seu partido. Partido que, diga-se de passagem, ele tem total controle em Alagoas e bom trânsito na executiva nacional.

 
Resta saber, para que lado penderá o apoio de Arthur na eleição do próximo ano. De um lado, os Calheiros; de outro, a família Caldas, os Maia do deputado Davi, e o senador Rodrigo Cunha. O ex-prefeito Rui Palmeira, ainda sem partido, aguarda a leitura dos novos tempos para assumir alguma posição nesse jogo.


Por sua vez, o senador Collor mexe seus pauzinhos, ou melhor, sua comunicação na Organização Arnon de Mello, para atacar pretensos adversários e bajular possíveis aliados em 2022. Mas não se pode ignorar a presença de Collor no tabuleiro eleitoral do próximo ano.
O fato é que, agora, como dissemos acima, é o momento de observar – e avaliar – as jogadas.

 
Ah, o eleitor? Será lembrado durante a campanha eleitoral oficial para fotos, vídeos e votos, obviamente.

 

Vereador, presente

 
Vereador de primeiro mandato, Joãozinho (foto) tem se notabilizado pela presença constante nas ruas e junto às lideranças comunitárias. Filiado ao Podemos, o vereador já mostra que não chegou ao legislativo para brincar de poder político. E garante que vai transformar o que ouve nas comunidades em projetos de lei e ações para o município de Maceió.

 

Decadente


Está difícil para o senador Rodrigo Cunha (foto) se recuperar politicamen­te. A palavra que o define em comentários nas redes sociais e até mesmo em avaliações de analistas políticos, é decepção. Cunha teria vendido uma imagem de bom moço numa nova política, que ele não tem para entregar.

Presidente estadual do PSDB, viu a legenda se fragilizar durante sua gestão e ter uma participação minguada na eleição de 2020. O episódio envolvendo sua namorada Milane Hora e um cargo na secretaria municipal que ele indicou o titular, não caiu bem. Nem para ela, e muito menos para ele. E fazer o bê-á-bá que os outros fazem não o ajuda. Mas ainda lhe restam seis anos no mandato, vamos ver a que se destina esse tempo para o filho de Ceci Cunha.


PT X Bolsonaro


O ex-presidente Lula já indicou Fernando Haddad como candidato do PT à presidência da República em 2022. Novamente vamos ter no ringue PT e Bolsonaro, já que, até agora, as candidaturas propostas por outras legendas não alçaram voo, à exceção do governador de São Paulo, tucano Dória (foto), que armou palanque eleitoral com as vacinas contra o coronavírus.  Embora, o líder maior do PSDB, FHC, ande defendendo o nome do artista Luciano Huck para representar os tucanos na próxima disputa presidencial.


O contrário

 
O presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Galba Netto (foto), é filiado ao MDB do governador Renan Filho, mas faz parte do grupo político liderado por JHC (PSB) e Rodrigo Cunha (PSDB), adversários dos Calheiros. Tem um pé lá, e outro acolá, mistérios da política que a ciência não explica.

 
Dúvida cruel


Hoje, se o governador Renan Filho precisar se ausentar do cargo, assume o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor (foto). Se Renan renunciar ao mandato ano que vem para se candidatar ao Senado, como apontam algumas previsões políticas locais, Marcelo será o governador de Alagoas por oito meses. Agora, haverá confiabilidade suficiente do governador para fazer uma aliança desse porte com o deputado? Ou Renan Filho se aquieta e fica no governo até o final? Quem aposta o que?

 *Nas redes sociais, senador Collor assumiu um personagem que não tem nenhuma relação com ele. Chegam a ser ridículas algumas postagens e comentários dele, como a pilhéria que fez sobre o caso da namorada do senador Rodrigo Cunha, que assumiria cargo na gestão JHC.


*A jornalista Zélia Cavalcanti assumiu a Secretaria Municipal de Turismo de Porto de Pedras. Ganha o município com uma profissional como ela, de extrema qualificação, compromisso e bom caráter.

 
*O ex-procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, está exatamente onde ele gosta, na condução de um órgão de segurança pública, sempre na dianteira das missões policiais.

Legado de Rui

Na edição de dezembro passado, a Painel Alagoas trouxe uma entrevista com o então prefeito de Maceió, Rui Palmeira, sobre a Maceió que ele entregou ao povo e ao novo prefeito. Rui destacou a educação, com o avanço sistemático do Ideb, salários em dia, muitas obras em toda a cidade, o início do projeto De Frente para a Lagoa, e a transparência e moralidade na gestão pública da capital. Nessa mesma reportagem, os vereadores Eduardo Canuto e Cleber Costa avaliam os oito anos de administração de Rui. Ainda na revista, matérias sobre cultura, entretenimento e economia.

*Publicado originalmente na Coluna Palanque da edição 44 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

"Saia justa" no comando da Câmara Federal

Prisão de Daniel Silveira impõe uma "delicada missão" ao novo comando da Câmara

17.02.2021 às 14:00
Daniel Silveira - Assessoria

 Missão delicada

Mal se instalou e o novo comando da Câmara dos Deputados tem uma missão delicada pela frente. Já passava das 22h, ontem, quando a Polícia Federal bateu à porta do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ). Trazia um mandado de prisão assinado pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Mais cedo, o parlamentar havia divulgado um vídeo cheio de ofensas pessoais a ministros do STF, entre outras coisas acusando-os, sem apresentar provas, de venderem sentenças. A prisão aconteceu no âmbito do inquérito das fake news e manifestações antidemocráticas, relatado por Moraes.

Desafiante

Ao ser preso, Silveira gravou um novo vídeo em desafio a Moraes. “Ministro, quero que você saiba que você está entrando numa queda de braço que não pode vencer. Não adianta você tentar me calar. Já fui preso mais de 90 vezes na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, disse ele. “A Câmara vai decidir sobre minha prisão ou não. Eu tenho a prerrogativa. Você acabou de rasgar a Constituição mais uma vez”, concluiu.

"Pré avisado"

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi avisado previamente por Moraes de que Silveira seria preso. A conversa entre eles, segundo fontes, foi calma. O deputado concordou que o vídeo divulgado pelo colega era excessivo, mas questionou se não haveria medida mais branda, sendo informado que o mandado de prisão já havia sido expedido. No Twitter, Lira afirmou que a questão será tratada “com serenidade” e que a decisão final será dada pelo Plenário da Câmara. São necessários 257 votos para revogar a prisão.

Na pauta

De acordo com a coluna  Radar, o presidente da Corte, Luiz Fux, já incluiu a prisão de Silveira como primeiro item na pauta do Supremo hoje à tarde.

Envolvimento

O Executivo ainda não se manifestou. Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro defendem que ele não se envolva, o que deve ser difícil, dada a proximidade entre os dois. Segundo fontes do Planalto, Bolsonaro já estava dormindo quando a notícia da prisão chegou.

Rachados

A prisão dividiu os parlamentares. Enquanto oposicionistas como Luísa Erundina (PSOL-SP) e Jandira Feghali (PCdB) comemoravam, Filipe Barros (PSL-PR) a classificou como “abuso de autoridade de Alexandre Moraes”.
Já a colega de Silveira na bancada fluminense do PSL, Carlos Jordy elevou o tom e, num tuíte, chamou o ministro do STF de “vagabundo” e cobrou de Lira “postura contra esses ditadores”.

Notório desempenho

Daniel Silveira ganhou notoriedade já durante a campanha ao quebrar, durante um ato político, uma placa em homenagem à vereadora do PSOL carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Ontem, sua irmã Anielle Franco ironizou: “Quero ver quebrar plaquinha na cadeia”, disse no Twitter.


*Com informações do Poder 360, O Globo, Veja, G1 e Twitter

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"Parcelando a fatura"

Bolsonaro está sendo aconselhado por aliados a fazer uma reforma ministerial a conta-gotas

03.02.2021 às 11:45

 

 "Conta- gotas"

Jair Bolsonaro elegeu seus candidatos para as presidências da Câmara e do Senado mas está sendo aconselhado por aliados a parcelar a fatura, fazendo uma reforma ministerial a conta-gotas. O objetivo é testar (ou garantir) a fidelidade do Centrão. 

Freio

Depois de inaugurar seu mandato como presidente da Câmara atropelando os adversários ao anular o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP), Arthur Lira (PP-AL) pisou no freio. Ele costurou um acordo com a oposição, entregando dois dos seis cargos da Mesa Diretora ao PT e ao PSDB.  PDT e PSB devem ficar com duas das quatro suplências.

Chamou a atenção...

Na reorganização de forças da Câmara, a mudança que mais chamou a atenção foi a entrega da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, a Bia Kicis (PSL-DF). Bolsonarista radical, ela é investigada no Supremo no inquérito das fake News e notória negacionista do isolamento social contra a Covid-19.


Temor no STF

A Corte teme um impasse com a eleição de Lira, que o tornou o segundo na linha de sucessão presidencial. Uma decisão de 2016 proíbe que réus em ações penais assumam a presidência da República. Há duas ações desse tipo contra Lira na Corte, decorrentes da Lava Jato. Ambas foram aceitas, decisão que o deputado contesta.

O patrocinador

Já apelidada de “covidfest” por conta do desrespeito a todas as regras de isolamento social, a festa em comemoração à vitória de Lira ganhou mais uma polêmica. O empresário Marcelo Perboni, anfitrião do evento, é réu num processo por fraude tributária.


*Com informações de Poder 360, Folha, Estadão e O Globo




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