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Eleições 2022

22.02.2021 às 15:20


 Eleições 2022

Começam agora as observações, articulações e possíveis alianças para as eleições do ano que vem. No alvo, o governo do estado e a renovação de uma das três cadeiras no Senado. Especular, é legítimo, e dentro dessas espe­culações colocaram um ingrediente novo, ou, pelo menos, mais visível a partir de agora, que é o deputado federal Arthur Lira (PP), presidente da Câ­mara Federal e apontado como o político de maior influência junto ao presidente Jair Bolsonaro.

 
Então, o que deseja Arthur Lira (foto) para 2022? Concorre à reeleição? Candidata-se ao senado ou ao governo? Seja lá o que o parlamentar tem em mente, uma coisa é certa: as definições da política eleitoral de Alagoas para o próximo ano passarão, inevitavelmente, por ele que, a propósito, elegeu um bom número de prefeitos e vereadores no interior do estado, ou pelo PP ou em parceria com o seu partido. Partido que, diga-se de passagem, ele tem total controle em Alagoas e bom trânsito na executiva nacional.

 
Resta saber, para que lado penderá o apoio de Arthur na eleição do próximo ano. De um lado, os Calheiros; de outro, a família Caldas, os Maia do deputado Davi, e o senador Rodrigo Cunha. O ex-prefeito Rui Palmeira, ainda sem partido, aguarda a leitura dos novos tempos para assumir alguma posição nesse jogo.


Por sua vez, o senador Collor mexe seus pauzinhos, ou melhor, sua comunicação na Organização Arnon de Mello, para atacar pretensos adversários e bajular possíveis aliados em 2022. Mas não se pode ignorar a presença de Collor no tabuleiro eleitoral do próximo ano.
O fato é que, agora, como dissemos acima, é o momento de observar – e avaliar – as jogadas.

 
Ah, o eleitor? Será lembrado durante a campanha eleitoral oficial para fotos, vídeos e votos, obviamente.

 

Vereador, presente

 
Vereador de primeiro mandato, Joãozinho (foto) tem se notabilizado pela presença constante nas ruas e junto às lideranças comunitárias. Filiado ao Podemos, o vereador já mostra que não chegou ao legislativo para brincar de poder político. E garante que vai transformar o que ouve nas comunidades em projetos de lei e ações para o município de Maceió.

 

Decadente


Está difícil para o senador Rodrigo Cunha (foto) se recuperar politicamen­te. A palavra que o define em comentários nas redes sociais e até mesmo em avaliações de analistas políticos, é decepção. Cunha teria vendido uma imagem de bom moço numa nova política, que ele não tem para entregar.

Presidente estadual do PSDB, viu a legenda se fragilizar durante sua gestão e ter uma participação minguada na eleição de 2020. O episódio envolvendo sua namorada Milane Hora e um cargo na secretaria municipal que ele indicou o titular, não caiu bem. Nem para ela, e muito menos para ele. E fazer o bê-á-bá que os outros fazem não o ajuda. Mas ainda lhe restam seis anos no mandato, vamos ver a que se destina esse tempo para o filho de Ceci Cunha.


PT X Bolsonaro


O ex-presidente Lula já indicou Fernando Haddad como candidato do PT à presidência da República em 2022. Novamente vamos ter no ringue PT e Bolsonaro, já que, até agora, as candidaturas propostas por outras legendas não alçaram voo, à exceção do governador de São Paulo, tucano Dória (foto), que armou palanque eleitoral com as vacinas contra o coronavírus.  Embora, o líder maior do PSDB, FHC, ande defendendo o nome do artista Luciano Huck para representar os tucanos na próxima disputa presidencial.


O contrário

 
O presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Galba Netto (foto), é filiado ao MDB do governador Renan Filho, mas faz parte do grupo político liderado por JHC (PSB) e Rodrigo Cunha (PSDB), adversários dos Calheiros. Tem um pé lá, e outro acolá, mistérios da política que a ciência não explica.

 
Dúvida cruel


Hoje, se o governador Renan Filho precisar se ausentar do cargo, assume o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor (foto). Se Renan renunciar ao mandato ano que vem para se candidatar ao Senado, como apontam algumas previsões políticas locais, Marcelo será o governador de Alagoas por oito meses. Agora, haverá confiabilidade suficiente do governador para fazer uma aliança desse porte com o deputado? Ou Renan Filho se aquieta e fica no governo até o final? Quem aposta o que?

 *Nas redes sociais, senador Collor assumiu um personagem que não tem nenhuma relação com ele. Chegam a ser ridículas algumas postagens e comentários dele, como a pilhéria que fez sobre o caso da namorada do senador Rodrigo Cunha, que assumiria cargo na gestão JHC.


*A jornalista Zélia Cavalcanti assumiu a Secretaria Municipal de Turismo de Porto de Pedras. Ganha o município com uma profissional como ela, de extrema qualificação, compromisso e bom caráter.

 
*O ex-procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, está exatamente onde ele gosta, na condução de um órgão de segurança pública, sempre na dianteira das missões policiais.

Legado de Rui

Na edição de dezembro passado, a Painel Alagoas trouxe uma entrevista com o então prefeito de Maceió, Rui Palmeira, sobre a Maceió que ele entregou ao povo e ao novo prefeito. Rui destacou a educação, com o avanço sistemático do Ideb, salários em dia, muitas obras em toda a cidade, o início do projeto De Frente para a Lagoa, e a transparência e moralidade na gestão pública da capital. Nessa mesma reportagem, os vereadores Eduardo Canuto e Cleber Costa avaliam os oito anos de administração de Rui. Ainda na revista, matérias sobre cultura, entretenimento e economia.

*Publicado originalmente na Coluna Palanque da edição 44 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

"Saia justa" no comando da Câmara Federal

Prisão de Daniel Silveira impõe uma "delicada missão" ao novo comando da Câmara

17.02.2021 às 14:00
Daniel Silveira - Assessoria

 Missão delicada

Mal se instalou e o novo comando da Câmara dos Deputados tem uma missão delicada pela frente. Já passava das 22h, ontem, quando a Polícia Federal bateu à porta do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ). Trazia um mandado de prisão assinado pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Mais cedo, o parlamentar havia divulgado um vídeo cheio de ofensas pessoais a ministros do STF, entre outras coisas acusando-os, sem apresentar provas, de venderem sentenças. A prisão aconteceu no âmbito do inquérito das fake news e manifestações antidemocráticas, relatado por Moraes.

Desafiante

Ao ser preso, Silveira gravou um novo vídeo em desafio a Moraes. “Ministro, quero que você saiba que você está entrando numa queda de braço que não pode vencer. Não adianta você tentar me calar. Já fui preso mais de 90 vezes na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, disse ele. “A Câmara vai decidir sobre minha prisão ou não. Eu tenho a prerrogativa. Você acabou de rasgar a Constituição mais uma vez”, concluiu.

"Pré avisado"

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi avisado previamente por Moraes de que Silveira seria preso. A conversa entre eles, segundo fontes, foi calma. O deputado concordou que o vídeo divulgado pelo colega era excessivo, mas questionou se não haveria medida mais branda, sendo informado que o mandado de prisão já havia sido expedido. No Twitter, Lira afirmou que a questão será tratada “com serenidade” e que a decisão final será dada pelo Plenário da Câmara. São necessários 257 votos para revogar a prisão.

Na pauta

De acordo com a coluna  Radar, o presidente da Corte, Luiz Fux, já incluiu a prisão de Silveira como primeiro item na pauta do Supremo hoje à tarde.

Envolvimento

O Executivo ainda não se manifestou. Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro defendem que ele não se envolva, o que deve ser difícil, dada a proximidade entre os dois. Segundo fontes do Planalto, Bolsonaro já estava dormindo quando a notícia da prisão chegou.

Rachados

A prisão dividiu os parlamentares. Enquanto oposicionistas como Luísa Erundina (PSOL-SP) e Jandira Feghali (PCdB) comemoravam, Filipe Barros (PSL-PR) a classificou como “abuso de autoridade de Alexandre Moraes”.
Já a colega de Silveira na bancada fluminense do PSL, Carlos Jordy elevou o tom e, num tuíte, chamou o ministro do STF de “vagabundo” e cobrou de Lira “postura contra esses ditadores”.

Notório desempenho

Daniel Silveira ganhou notoriedade já durante a campanha ao quebrar, durante um ato político, uma placa em homenagem à vereadora do PSOL carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Ontem, sua irmã Anielle Franco ironizou: “Quero ver quebrar plaquinha na cadeia”, disse no Twitter.


*Com informações do Poder 360, O Globo, Veja, G1 e Twitter

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"Parcelando a fatura"

Bolsonaro está sendo aconselhado por aliados a fazer uma reforma ministerial a conta-gotas

03.02.2021 às 11:45

 

 "Conta- gotas"

Jair Bolsonaro elegeu seus candidatos para as presidências da Câmara e do Senado mas está sendo aconselhado por aliados a parcelar a fatura, fazendo uma reforma ministerial a conta-gotas. O objetivo é testar (ou garantir) a fidelidade do Centrão. 

Freio

Depois de inaugurar seu mandato como presidente da Câmara atropelando os adversários ao anular o bloco de Baleia Rossi (MDB-SP), Arthur Lira (PP-AL) pisou no freio. Ele costurou um acordo com a oposição, entregando dois dos seis cargos da Mesa Diretora ao PT e ao PSDB.  PDT e PSB devem ficar com duas das quatro suplências.

Chamou a atenção...

Na reorganização de forças da Câmara, a mudança que mais chamou a atenção foi a entrega da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, a Bia Kicis (PSL-DF). Bolsonarista radical, ela é investigada no Supremo no inquérito das fake News e notória negacionista do isolamento social contra a Covid-19.


Temor no STF

A Corte teme um impasse com a eleição de Lira, que o tornou o segundo na linha de sucessão presidencial. Uma decisão de 2016 proíbe que réus em ações penais assumam a presidência da República. Há duas ações desse tipo contra Lira na Corte, decorrentes da Lava Jato. Ambas foram aceitas, decisão que o deputado contesta.

O patrocinador

Já apelidada de “covidfest” por conta do desrespeito a todas as regras de isolamento social, a festa em comemoração à vitória de Lira ganhou mais uma polêmica. O empresário Marcelo Perboni, anfitrião do evento, é réu num processo por fraude tributária.


*Com informações de Poder 360, Folha, Estadão e O Globo




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Às Vésperas

31.01.2021 às 11:45

 

Ao contrário do que muita gente pensa, as vitórias de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para o comando do Congresso , podem representar um enfraquecimento definitivo de Jair Bolsonaro

Na reta final

Com a eleição para as presidências da Câmara e do Senado acontecendo amanhã(01/02), o Planalto liberou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras nas suas bases eleitorais. A liberação teria sido articulada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, cujo gabinete virou o QG das candidaturas do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). É bom lembrar que, recentemente em Sergipe, o presidente Jair Bolsonaro, defendeu abertamente a candidatura de Lira. “O deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, (será) o nosso presidente”, afirmou.

Autonomia

No Senado, Simone Tebet (MDB-MS) parece ter sido abandonada pelo seu próprio partido e já se declara uma candidata independente à presidência da Casa. Em entrevista à repórter Andréia Sadi (GloboNews), a senadora justificou a permanência de sua candidatura como forma de manter a independência entre os poderes. Para ela a eleição de candidatos apoiados pelo presidente interfere na autonomia do legislativo.

Refém

Tudo indica que  Arthur Lira,  e  Rodrigo Pacheco,  comandarão o Congresso Nacional a partir de fevereiro. Num primeiro momento pode-se imaginar que as chances do impeachment deixaram de existir, mas analistas políticos em Brasília sugerem que a vitória desses candidatos não representa um fortalecimento de Jair Bolsonaro. Ao contrário, o enfraquece pelos próximos dois anos pois transformará o presidente em refém do Centrão para permanecer no Poder.


Questionamentos

1-O que faz o MDB, partido com maior bancada no Senado, abrir mão da disputa pelo comando da Casa, ao "esvaziar" sem cerimônia, a candidatura de Simone Tebet?

2-Que tipo de oposição faz o PT ao apoiar , sem o menor constrangimento, o candidato "do Planalto" à presidência do Senado?


*Com informações do Estadão e O Globo


Postado por Painel Político

Para "pqp" com "leite condensado no rabo"

Bolsonaro diz que leite condensado é para “enfiar no rabo” da imprensa

28.01.2021 às 12:00
Reprodução


O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta 4ª feira (27.jan.2021), que “é pra enfiar no rabo de vocês da imprensa essa lata de leite condensado”. Reportagens publicadas nesta semana divulgaram que o governo federal gastou de R$ 15 milhões com o produto em 2020.

Ele disse que “essas críticas não levam a lugar nenhum”. Em tom exaltado e aplaudido por apoiadores, acrescentou: “Vai para puta que pariu” “imprensa de merda”.

Bolsonaro participava de um evento privado. Pelo menos 2 ministros estavam com ele: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Gilson Machado (Turismo). Ambos riram e aplaudiram as declarações do presidente.

O presidente também afirmou que demonstrará na live de 5ª feira (28.jan) que os gastos do governo Dilma com leite condensado foram superiores aos da sua gestão.

Os gastos com leite condensado viralizaram nas redes sociais. Apesar do alto valor, o gasto foi menor que o registrado em 2019, quando a União pagou R$ 29,7 milhões no produto.

Os principais destinos desse tipo de item são universidades federais e quartéis, que usam o leite condensado para fazer as sobremesas em restaurantes do tipo bandejão –ao qual universitários e militares têm acesso.

O levantamento do Poder360 indica que o gasto real com leite condensado em 2020 foi R$ 13,5 milhões. Foram consideradas despesas as seguintes naturezas: fornecimento de alimentação, gêneros de alimentação, além de verbas do Programa Mundial de Alimentação e do Programa de Alimentação do Trabalhador.

Confira o vídeo 


*Com informações do Poder 360

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Democracia em xeque

07.01.2021 às 08:44


Turba em fúria

Já se aproximava das 6h no Brasil, agora na manhã de hoje, quando no exercício ritual de comando do Senado o vice-presidente americano Mike Pence declarou eleitos Joseph R. Biden Jr e Kamala D. Harris. Na Geórgia, enquanto isso, o reverendo Raphael Warnock e o documentarista Jon Ossoff foram eleitos senadores, confirmando assim que o Partido Democrata terá maioria na Câmara e no Senado durante o biênio 2021-22. Há vinte anos o estado só elegia republicanos — ontem foram dois da oposição, de uma só tacada. E assim o processo eleitoral americano enfim terminou. Não há mais passos ou possibilidade de reverter, o Congresso Nacional sancionou o resultado da corrida presidencial. Mas não era para ter sido tão tarde. Deputados e senadores tiveram de parar por várias horas seu trabalho pois tiveram a vida posta em risco. Também ontem, pela primeira vez em mais de 200 anos de história, um presidente americano incitou uma turba em fúria para que invadisse o Parlamento de forma a impedir que a escolha popular fosse confirmada.


Incitando

Justamente quando o Congresso se reunia para homologar a eleição presidencial, Trump foi à frente dos jardins da Casa Branca de onde discursou para a turba, repetiu sua afirmação sem qualquer prova de fraude eleitoral, e a incitou. “Nós vamos agora andar até o Capitólio”, ele disse, “e vamos celebrar nossos bravos senadores e deputados e deputadas, e talvez não celebremos alguns deles.” A multidão atravessou então os quase três quilômetros que separam a residência presidencial do Congresso e, após pressionar, vários ganharam acesso ao prédio pegando a segurança desprevenida.


A invasão

Mike Pence foi o primeiro evacuado às pressas, depois por ordem os senadores e os deputados — mas ainda havia parlamentares no plenário do Senado quando os vândalos o invadiram. Um homem desfilou com uma bandeira confederada — símbolo daqueles que, nos anos 1860, quiseram cindir o país. Uma dupla substituiu a bandeira nacional no exterior do Parlamento por uma na qual se inscrevia apenas o nome do líder em letras garrafais — Trump. Outro circulou com na camiseta a estampa Campo Auschwitz. Invadiram gabinetes de deputados e senadores, fotografaram o que estava nas telas dos computadores largados às pressas, ocuparam sem ter sido eleitos os assentos no plenário incluindo aquele dedicado ao presidente da Casa. Discursaram. Quando a prefeitura de Washington pediu ao Departamento de Defesa ajuda da Guarda Nacional, ouviu não.


Biden

O assalto ao Capitólio já durava duas horas quando Joe Biden apareceu. “Este é um assalto ao que há mais sagrado na América”, afirmou. “O trabalho de debater os temas do povo.” E então chamou Trump à responsabilidade. “Apareça em cadeia nacional, cumpra seu juramento, defenda a Constituição e exija o fim do cerco.” Poucos minutos depois, nas redes sociais, veio o vídeo do presidente. “Vão para casa”, pediu. “Nós amamos vocês.” Demorou ainda mais de hora para que a Guarda Nacional, agora convocada pelo vice-presidente, pudesse evacuar enfim o prédio.


Altos escalões

Há um debate ocorrendo nos altos escalões do Partido Republicano a respeito de Mike Pence invocar a 25a Emenda. Com sua assinatura, de metade dos ministros, e o voto de dois terços do Congresso podem destituir o presidente por incapacidade. Facebook e Twitter suspenderam o direito de Trump publicar posts em suas redes, temerosos de siga incitando violência. 


*Com informações do Estadão, The Hill, Vox, Axios e Twitter




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A nova política de JHC

04.01.2021 às 20:27


A nova política de JHC

As urnas sacramentaram no segundo turno da eleição em Maceió, o deputado JHC (foto) como prefeito eleito da capital. Traz com ele o ex-governador e ex-prefeito Ronaldo Lessa de vice, e já garantiu uma boa composição na Câmara Municipal de Vereadores, à base dos antigos e bons acordos de cavalheiros. A mesma velha política de todos os tempos, sem tirar, nem pôr, embora JHC tenha vendido à população a candidatura da “nova política”.
Em todo caso, espera-se que a nova gestão cumpra as promessas de campanha, gerencie a cidade com responsabilidade, una os segmentos e promova os avanços que Maceió precisa. Sem palanques eleitorais, mi-mi-mi e ranços políticos.
Agora, a ordem é trabalho e compromisso.
E vamos às “mudanças”.


Os não-votantes
Pela pandemia da covid-19 ou pelo descrédito a políticos, o fato é que 164.739 eleitores de Maceió, de um universo de pouco mais de 550 mil, deixaram de votar no segundo turno da eleição deste ano. Nulos e brancos contabilizaram mais de 10%. O que isso significa, só o tempo poderá nos responder, mas é possível a leitura de que, em 29 de novembro passado, quase 200 mil maceioenses disseram não aos candidatos propostos para governar a capital alagoana.

Deputado federal
O advogado Pedro Vilela (foto) assumirá o mandato de deputado federal a partir de janeiro de 2021, na vaga de JHC que se elegeu prefeito de Maceió. Pedro foi deputado federal de 2015 a 2018 e é o primeiro suplente na chapa proporcional do PSDB, PSB e outros partidos na eleição passada. Diz que sua bandeira no parlamento será a mesma de sempre: o desenvolvimento de Alagoas e a qualidade de vida dos alagoanos.


*A Câmara Municipal de Vereadores de Maceió ganhou um vereador que conhece Maceió de ponta a ponta. João Gabriel trabalhou diretamente com o prefeito Rui Palmeira durante oito anos e acompanhou obra por obra em cada canto da cidade. Não será um opositor fácil à nova gestão, caso o Podemos, seu partido, siga na Casa como bancada oposicionista.  


*Aos que dizem ter “derrotado” os Calheiros e Rui Palmeira na eleição deste ano em Maceió, é bom lembrar que: Renan Filho é governador por mais dois anos, Renan Calheiros é senador por mais seis, e o resultado eleitoral de Maceió, independente de quem fosse o eleito, não mudaria os planos de Rui para a partir de 2021.


*A eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Maceió está acirrada: de um lado Galba Novaes, que já se tornou base do novo prefeito da capital; do outro, Olívia Tenório, mostrando a força da mulher. Em janeiro saberemos quem assume o comando do parlamento maceioense. 


Maceió turística
Na edição passada, a Painel Alagoas trouxe como Capa (foto) a retomada do turismo em Maceió. A capital alagoana preparada para receber 500 mil visitantes neste verão, com todas as precauções previstas contra a covid-19, com uma rede hoteleira praticamente já lotada para os próximos três meses. Está nesta edição, ainda, matéria sobre mulheres que se destacam no mercado de móveis classe A, Natal Luz de Gramado e uma reportagem sobre a moda, segundo Armani. 


*Publicado na coluna Palanque da edição 43 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político

Abrindo brechas inconstitucionais

Ministro Gilmar Mendes vota favorável à reeleição de Maia e Alcolumbre

04.12.2020 às 11:40
Foto Pablo Jacob


Plenário na madrugada

O ministro Gilmar Mendes liberou nesta madrugada, no Plenário Virtual do STF, seu voto sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) do PTB que pedia o veto à possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, conforme prevê o artigo 57 da Constituição.

 Direção oposta

Gilmar foi na direção oposta ao pedido. Primeiro, declarou que o Congresso “deve gozar de espaço de conformação organizacional à altura dos desafios postos pela complexidade da dinâmica política”, ressaltando que não cabe ao Judiciário intervir. Hoje, contrariando a Constituição, o regimento da Câmara e um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado permitem a reeleição, desde que não na mesma legislatura.

Estabelecendo regras

No mesmo voto  porém, Gilmar intervém e estabelece regras. Segundo ele, a reeleição pode acontecer uma vez consecutiva, mesmo dentro da mesma legislatura, o que libera a candidatura do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). E a regra só passa a valer de agora em diante, o que beneficia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Interpretando a Constituição

A Constituição proíbe de maneira expressa as candidaturas de Maia e Alcolumbre para um novo período nas presidências do Congresso .O  texto constitucional  teve a nítida finalidade de impedir reconduções desse tipo. Entretanto, a cúpula do Congresso e o Supremo querem se associar numa interpretação diferente para dizer que o texto diz exatamente o contrário do que está escrito.

*Com informações G1 e FolhaSP

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Governança e Compliance – Que bichos são esses?

25.11.2020 às 07:00

Ao futuro prefeito de Maceió: 

se eu tivesse a oportunidade de fazer uma pergunta aos dois candidatos que disputam a Prefeitura neste domingo, não lhes arguiria sobre o que pretendem fazer pela educação, saúde, mobilidade urbana, habitação, proteção aos mais necessitados, cujas abordagens estão em abundância, em seus planos de governo. Como acontece nos Planos de Governo que são instrumentos técnicos/políticos muito assemelhados, há uma abordagem ou uma “fotografia” de uma futura administração do eleito.

Eu perguntaria a ambos: “Qual a sua visão sobre os temas “Governança” e “Compliance”, caso seja eleito?”

Existem ainda dúvidas entre  governança e compliance. 

Apesar de terem objetivos parecidos, em alguns aspectos, esses conceitos são diferentes. Afinal, um está mais relacionado à adaptação nos processos e à cultura da organização, enquanto o outro, à forma como uma empresa lida com as normas e com valores éticos.

No entanto, os dois são fundamentais para garantir uma gestão eficiente e uma boa reputação para uma organização. Por isso, é tão comum que sejam trabalhados juntos, mesmo que sejam diferentes. Ou seja, podemos dizer que, na prática, são complementares.

Compliance em tradução livre do inglês, o termo compliance pode ser entendido como conformidade. Importado dos Estados Unidos e da Europa, o conceito começou a ganhar espaço no Brasil a partir da década de 1990, porém, só nos últimos anos tomou a dimensão que tem hoje. Muito disso se deve à criação da Lei Anticorrupção brasileira.

Assim, compliance é a área da Administração que se ocupa do cumprimento das leis e de todas as normas que regem uma corporação, tanto internas quanto externas. Também zela pela cultura da ética e da integridade no relacionamento entre os colaboradores e gestores e seus diferentes públicos.

Os responsáveis pelo setor de compliance e pela implementação do programa são profissionais da área, que estudam a fundo as leis e normas a que a Administração  se submete. Mais do que isso, desenvolvem competências essenciais para encontrar as soluções mais adequadas para assegurar o cumprimento dessas regras.

Já a governança corporativa é a área que trata das relações entre os diversos stakeholders (partes interessadas) de uma Administração. Nesse caso, incluem-se tanto os internos, como gestores, diretores e conselhos administrativos, (na administração indireta), quando for o caso e os externos, como a sociedade, os órgãos de fiscalização e controle externos.

Isso significa que as práticas de governança são as estratégias usadas pelas administrações para afirmar e representar o seu valor diante de seus diferentes públicos. Ou seja, é uma maneira de garantir que os objetivos estejam alinhados como uma corporação, transformando-se em medidas aplicáveis e que podem ser mensuradas.

João Henrique Caldas (JHC) ou Alfredo Gaspar precisam estar conscientes das exigências da modernidade administrativa. Trazer o eleito, para seu governo, mecanismos eficientes que passam muito longe da maneira arcaica de se administrar. Implantar uma política de meritocracia nas funções técnicas e austera nas funções políticas.

Por aqui essas duas indispensáveis práticas de gestão, não se fizeram notar.

Sem isso, as administrações vão se sucedendo completamente iguais e inócuas.

Pedro Oliveira – Jornalista

Colunista do portal Painel Notícias

Membro do Conselho de Administração do Metrô/Brasília.

Postado por Painel Político

A velha política

23.11.2020 às 15:32

A velha política 


Entra eleição, sai eleição, e não muda a velha tática de dar magnitude aos problemas, criticar quem está na gestão, agredir pessoalmente adversários e criar planos de governo ou propostas para o legislativo que na prática não se realizam. É o comum de sempre, embora sejam esses candidatos novos de idade e com o discurso fake da nova política.


Prometem o que não podem cumprir, mentem sobre seus oponentes, e cantam de honesto, transparente e trabalhador.


Falar a verdade, debater propostas de fato viáveis, reconhecer méritos e mostrar as falhas de forma construtivas, nem pensar.


É a guerra do grito, da fake e dos personagens forjados por marqueteiros.
E na velha forma de se fazer política, elegem-se os que fazem a velha política e, no dia-a-dia das políticas públicas, esses políticos não inovam, não renovam e muito menos criam condições para o eleitor soltar as amarras com a política do atraso.


Lamentável. 


Esse é o quadro real do Brasil eleitoral de hoje, sem tirar nem pôr. 


Tudo como dantes no quartel de Abrantes. 


Que turma é mesmo a do Davi Davino?


O deputado Davi Davino Filho (foto), no seu guia eleitoral como candidato a prefeito de Maceió, chamou para si a velha forma de se fazer política. A qual, certamente, aprendeu com o seu pai, o vereador de inúmeros mandatos na Câmara Municipal da capital.


Em uma dessas peças de campanha, Davi Davino criticou a gestão de Maceió e culpou duramente a “turma de Rui Palmeira” por problemas na saúde e outras áreas da capital.  


Opa! Até um dia desses, Davi Filho e Davi pai eram dessa turma. 

O vereador Davi Davino, pai do candidato Davi Filho, foi da base de sustentação política de Rui Palmeira no legislativo até setembro passado, e o filho estava sempre em atos de governo de Rui Palmeira, elogiando e aplaudindo. 


E falam em nova política???!!!!

 
Collor, o ingrato 


O senador Fernando Collor (foto), que teve a vida inteira Carlos Mendonça como mentor, consultor e amigo fraterno, por uma suposição de futuro para 2022, traiu essa relação sem nem piscar. É que o senador botou na cabeça, como ideia fixa, que o governador Renan Filho será seu adversário na campanha ao Senado daqui a dois anos, e como Alfredo Gaspar, filho de Carlos Mendonça, é candidato à prefeitura de Maceió com apoio dos Calheiros, tornou-se inimigo número 1 de Collor. 


As gazetas, com exceção da TV que tem mais ou menos o controle da Rede Globo, tem sido só cacete na campanha de Alfredo, numa disparada distorção entre ele e outros candidatos ao mesmo cargo. 


Já diz um velho ex-amigo e ex-assessor de Collor, que ele não tem limites no desrespeito e na ingratidão, quando está, ou parece estar, com seus interesses próprios.

*A capital alagoana será contemplada com a ampliação do abastecimento de água e esgotamento sanitário.
*Os investimentos serão com o recurso de outorga a ser recebido pelo Estado pela concessão dos serviços na Região Metropolitana de Maceió (RMM).
*A concessão deverá universalizar o serviço de água na região metropolitana de Maceió nestes primeiros seis anos de contrato e ampliar a rede de esgotamento sanitário para 90% até o décimo sexto ano de contrato. Atualmente, 27% da população dispõem deste serviço. 

Renda-se, Alagoas 


A Painel Alagoas trouxe na edição passada uma reportagem sobre o Projeto Renda-se (foto), que levou o filé alagoano ao cenário nacional da moda. O patrocínio do projeto foi do Magazine Luiza e contemplou estilistas alagoanos com verdadeiras obras primas na criatividade da moda. Nessa mesma edição há uma entrevista com o presidente do TRE-AL, desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, garantindo segurança sanitária para o eleitor votar esse ano, ainda em plena pandemia. 

*Publicado originalmente na Coluna Palanque da edição 42 da Revista Painel Alagoas

Postado por Painel Político


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