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“Superar a pobreza, não administrá-la para fins eleitorais”

09.09.2013 às 16:47

Solange Jurema*

Não interessa muito à população carente que recebe ajuda do Estado a discussão sobre quem começou ou não os programas assistenciais no país, embora a História registre que os programas recentes surgiram no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

O que interessa aos milhões de brasileiros que ainda estão na faixa da miséria absoluta e dependem quase que exclusivamente do apoio estatal é a garantia de que isso não lhes faltará até que possam caminhar com as próprias pernas.

O PSDB, desde a sua fundação, sempre se preocupou com o que comumente se chama “porta de saída” para os beneficiários dos programas sociais. Nunca os usou para manter os atendidos em uma rede que os aprisionasse por anos e anos, garantindo sua subsistência e a troca pelo voto.

Também nunca usou a publicidade para enganar o povo e nem maquiar a realidade, que ainda é dura para a maioria da população brasileira. Não fizemos programas sociais de marketing, daqueles em que se gasta mais com a sua divulgação do que como o próprio programa.

Muito menos fazemos promessas vãs para ganhar votos, se eleger e esquecê-las nos escaninhos da burocracia. O governo Dilma, por exemplo, disse que construiria 6,8 mil creches e até agora não alcançou duas dezenas; prometeu 500 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e só entregou 12 – para ficar nesses dois exemplos.

Nosso partido tem os olhos voltados para o futuro do país e mais ainda para construir o futuro daqueles que hoje ainda vivem sem trabalho, sem renda, sem educação e saúde. Que não têm futuro e oportunidades.

O novo Portal Social do Brasil, o PSDB (www.) retrata a maneira como os governantes tucanos criam e mantêm seus programas sociais.

A criação de oportunidades, a qualificação profissional básica e a inclusão social são marcas inalienáveis do tucanato. Temos propostas e experiências que deram certo e nos estimulam e nos desafiam a avançar nessa área. Não tememos o debate social porque temos muito o que mostrar.

Como bem disse o nosso presidente Aécio Neves, não queremos administrar a pobreza e constituir um feudo eleitoral. Queremos discutir propostas e ações para superar a pobreza e não a sua manutenção e administração para fins eleitorais, como faz o governo petista.

*Presidente nacional do PSDB-Mulher

Postado por Painel Opinativo

O exemplo que vem do alto

26.07.2013 às 13:34
*Thelma de Oliveira
 
O país e o mundo ficaram “atônitos” com as imagens do carro do Papa Francisco parado e cercado por populares na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, depois de entrar em um engarrafamento provocado por sua passagem pelas ruas da cidade.
 
No mesmo dia, jornais de todos os recantos do mundo e especialistas condenaram o fato, inclusive com críticas ao Santo Padre, que manteve a janela do carro aberta, tocando as mãos das pessoas, sem qualquer constrangimento ou receio de ser agredido.
 
No dia seguinte, a surpresa geral: o carro era o mesmo, a janela aberta era a mesma e o homem era o mesmo, dando um recado a todos: à sua segurança, ao mundo e aos milhares de fieis, espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro ou ligados nos aparelhos de televisão ou na internet: “O meu papado será assim, a minha postura será essa, em resumo.”
 
Um suposto erro de segurança e a postura do Papa Francisco revelam um ensinamento crucial dele para todos nós políticos brasileiros: não podemos ter medo do contato com o povo, da relação direta, pessoal, com aqueles que nós representamos ou queremos representar.
 
Papa da Companhia de Jesus, ele dá contínuos exemplos do que pretende fazer em seu papado e à sua própria figura do descendente de Pedro: simplicidade, austeridade e os olhos voltados para os mais necessitados.
 
Aliás, na eleição de seu antecessor já dera um exemplo incomum, renunciando à candidatura em favor do seu concorrente direto, o alemão Joseph Ratzinger, a quem até hoje reverencia como papa.
 
Em sua primeira viagem como Papa, Francisco desceu em terras brasileiras colecionando exemplos que começaram com a dispensa de um avião oficial, sem cama.
 
É simbólica a imagem dele entrando no avião de carreira da Alitalia, como o último passageiro a embarcar, carregando a sua própria maleta, sem qualquer assessor por perto. A imagem dele subindo na aeronave percorreu o mundo.
 
No Brasil, sua mensagem é a de que os jovens – e todos nós – não podem se deixar enganar por fascínios de falsos ídolos “que se colocam no lugar de Deus e parecem dar segurança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer”, todos ídolos passageiros. E especialmente àqueles que acreditaram nas facilidades do prazer, pelo uso de drogas que levam a um caminho sem volta para a maioria dos dependentes químicos.
 
Não esqueceu de um tema caro aos brasileiros e seus governantes: a corrupção de algumas pessoas que se beneficiam aos invés de agir em prol da sociedade. “Nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança”, recomendou, reafirmando a crença de que a realidade pode mudar, o homem pode mudar.
 
Por sua vontade, também fez questão de visitar uma favela no Rio de Janeiro, a comunidade de Varginha, conhecida como “Faixa de Gaza” tal o teor de violência, e se aproximar, ainda mais, daqueles que no Brasil ainda vivem com péssimas condições de qualidade de vida – alguns sem a infraestrutura básica.
 
Certamente relembrou seu trabalho franciscano na província de Buenos Aires, em favelas formadas por imigrantes latino-americanos, como nossas favelas são formadas por nortistas e nordestinos em busca de uma vida melhor.
 
A curta estadia do Papa Francisco está, portanto, eivada de exemplos para o povo e especialmente para políticos que se deixam iludir por falsos profetas que se consideram “Deus” e que se encantam com o Poder e seus jatinhos.
 
 
*Deputada Federal
Postado por Painel Opinativo

A Revolta do Vinagre

06.07.2013 às 22:18
Fazer protesto todo dia não vai mudar o destino do país. Fazer protesto organizado e focado, aí sim, pode mudar a história do que era uma nação com medo do seu governo para a nação que domina os seus governantes.
 
Letícia Albuquerque Leal*
 
             O Brasil é um país com diversos problemas sociais. Além de toda a desigualdade dos que se acham superiores, há a corrupção e, consequentemente, a falta de saúde, educação e segurança para a população.
 
 
            Os brasileiros vivem aguentando todos esses fatores pagando impostos absurdamente altos que não eram utilizados em prol de uma melhoria da sociedade. Como se não bastasse, começaram a cogitar o aumento da passagem de ônibus que, honestamente, não tem uma qualidade boa. Este foi o estopim para o primeiro protesto contra as atitudes não tomadas pelos governantes.
 
            Mas foi um protesto muito bonito e organizado; o Brasil parou. Os protestos eram imensos; milhares e milhares de brasileiros, finalmente, lutando por um país digno de se viver. Não eram só os 0,20 centavos de uma passagem de ônibus; tolice achar que tanta gente sairia na rua por causa de 0,20 centavos. Mas por uma melhoria na educação, na infraestrutura, na saúde, na segurança; numa vida digna para a população.
 
            E este protesto deixou o governo com medo; via-se claramente, quando estava na televisão, que Dilma, atual presidente do Brasil, encontrava-se muito nervosa. Ela não sabia o que fazer e, claramente, estava com muito medo do que estava por vir. Estava tendo um efeito positivo para a população, e havia-se uma chance clara de que as coisas realmente podem mudar.
 
            No entanto, brasileiro é brasileiro e os protestos começaram a ficar sem um foco. Quinhentas pessoas indo para a rua com determinação e organização dá um efeito muito bom. Mas, quinhentas pessoas indo para a rua sem objetivo claro e fazendo apenas baderna não traz um efeito muito produtivo. E é mais ou menos isso que os políticos, infelizmente, querem: ver as pessoas perdendo a força.
 
            Os protestos e a vontade de lutar estão sendo banalizados. As pessoas estão indo às ruas sem propósito algum, fazendo apenas baderna e tirando proveito do que era pra ser uma luta contra a corrupção e uma melhoria de vida para a população. O “gigante” não deve perder a força, e deveria existir uma melhor organização para se protestar; é pra isso que as redes sociais estão aí.
 
            Fazer protesto todo dia não vai mudar o destino do país. Fazer protesto organizado e focado, aí sim, pode mudar a história do que era uma nação com medo do seu governo para a nação que domina os seus governantes. Como disse V, no filme “V de vingança”: “o povo não deve ter medo de seu governo; o governo deve ter medo de seu povo”.
 
*é estudante de economia da Ufal
Postado por Painel Opinativo

A Tartaruga e o Macaco Espertalhão

03.03.2013 às 17:57

Hélio Moraes*

Lá pras bandas do sertão de minha Alagoas querida tão cheia de belezas no agreste e litoral,
e embora o sertão também seja lindo, bradava uma seca sem tamanho pior que praga de sogra
torrando o solo, matando o gado e arrebentando as esperanças do nosso povo sofrido,
que apesar das orações e da fé com olhos sem lágrimas nem esperança suplicava: E agora?

Moravam naquele pequeno estado uma Tartaruga que não era chegada a correrias, mas sem maldade,
e também ali havia um Macaco Espertalhão, muito avexado pelo luxo e pela riqueza além de endiabrado
que pra conseguir seus intentos mentia, iludia, vomitava provocações e chateava o povo pobre,
com promessas enganosas, falsas crendices, mentiras e agressões...tudo muito bem misturado!

Depois de um certo tempo onde os louvores a São Pedro não chegaram
a Tartaruga tomou a frente da luta contra a seca flageladora, imoralmente presente e sem dó,
trazendo água do São Francisco para as gentes e bagaços de cana para os bois
não desfazendo a tragédia da falta de chuvas, mas tirando da burocracia seu impiedoso nó!

Eita, que o Macaco Esperto danou-se a reclamar, praguejar, urrar e desdizer com a inveja que é pecado capital,
inveja incontida, cheia de rancor, raiva canina ou macaquina? desamor e até cada vez mais falava feio palavrão,
que aquilo tudo não passava de paliativos, adiamentos, postergações e mais palavras difíceis
esquecendo que ao povo sertanejo necessitado o pouco ou tudo que chegava era de bom grado no coração!

A Tartaruga seguiu em frente a pensar, sabendo que mais coisas além da esperança fincada,
a palavra empenhada e o socorro emergencial, tinha que trazer pra esse povo a solução verdadeira; povo bom e sofrido
que já não aguenta embromação, falsa valentia, discurso enganador, vaidade doentia e juízo de menos a pior...
o que esse povo bom, ordeiro, trabalhador sertanejo quer é ver sua criação viçosa e estampar um sorriso!

O que eu soube por esses dias vinda de fonte de valia foi que o Macaco Espertalhão e tagarela
foi baixar em outras bandas já falando que vai de novo tentar emprenhar pelo ouvido outras freguesias,
pois o mesmo não sossega enquanto não tem tudo que cobiça, mesmo sabendo que a inveja
nada constrói e tudo atrapalha, principalmente se no lugar de trabalho só oferece feias e vãs estripulias!

Quanto ao outro vivente que trouxe alegria mesmo contada e contida pro povo ressequido mas esperançoso,
tem a obrigação de lá voltar com soluções duradouras, para que o sertanejo continue com o sorriso escancarado
ciente de que todo sofrimento um dia finda ainda que de difícil solução seja pelas graças de Deus ou dos homens.
O que não pode é a Tartaruga benfeitora deixar espaço pro Macaco Espertalhão voltar berrando feito bezerro desmamado!

*É médico

Postado por Painel Opinativo

Santas Casas asfixiadas

28.02.2013 às 14:50

A despeito do imenso problema social que causará e do caos que provocará no Sistema Único de Saúde (SUS), um eventual colapso das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos decorrente de dificuldades financeiras crescentes não surpreenderá quem acompanha a situação da saúde pública no País. Trata-se de um problema antigo, de causas perfeitamente diagnosticadas, e que se agrava a cada dia, mas para o qual as autoridades responsáveis - em boa parte por comodismo - não deram e continuam a não dar a atenção que merece. O preço que o País terá de pagar, caso os problemas se agravem a ponto de a situação se tornar insustentável num futuro próximo, certamente será maior do que o custo de uma solução racional, que ainda é possível adotar.

A Constituição estabeleceu que a saúde é um direito fundamental do cidadão e, para garanti-lo, sem dispor de estrutura própria suficiente para isso, o Estado brasileiro estabeleceu o que deveria ser uma parceria com as instituições filantrópicas. Estas responderam bem à proposta de parceria e, por isso, sua presença nas operações do SUS é cada vez maior.

Em 2004, por exemplo, os hospitais públicos respondiam por 41,4% das internações pelo SUS, os hospitais privados sem fins lucrativos (Santas Casas e instituições filantrópicas), por 39,9% e os privados lucrativos, por 18,7%. Por causa da remuneração inadequada dos serviços, os hospitais particulares reduziram sua participação para 10,2% do total das internações em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde utilizados no relatório da subcomissão especial da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que discutiu o problema. Em contrapartida, aumentou a participação dos hospitais públicos e dos privados não lucrativos, para, respectivamente, 45,0% e 44,8%.

Hoje, as Santas Casas e os hospitais filantrópicos têm a mesma importância dos hospitais públicos no atendimento aos pacientes do SUS. Os dados recentes mostram também o que poderia acontecer no sistema público de saúde caso as Santas Casas deixassem de operar por absoluta incapacidade financeira.

A crise nas finanças das Santas Casas é conhecida há vários anos, e, sem medidas adequadas por parte dos responsáveis pelos programas de saúde pública, só piora. Em 2005, a dívida dessas instituições era estimada em R$ 1,8 bilhão, em 2009 saltou para R$ 5,9 bilhões e, em 2011, alcançou R$ 11,2 bilhões, de acordo com o relatório da subcomissão formada na Câmara dos Deputados. Mantido o ritmo de crescimento anual desse período, de cerca de 35% ao ano em valores nominais, deve ter alcançado R$ 15 bilhões no fim do ano passado (os dados consolidados ainda não foram divulgados).

O simples exame dos custos dos serviços prestados pelas entidades filantrópicas ao SUS em 2011 e da receita com os serviços prestados não deixa dúvidas quanto à causa do crescimento da dívida. Em 2011, essas entidades gastaram R$ 14,7 bilhões com os serviços, mas sua remuneração, pelo SUS, ficou em R$ 9,6 bilhões. Isso quer dizer que o pagamento do SUS cobre apenas 65% dos gastos desses hospitais. Só em 2011 (não há dados para 2012), o déficit foi de R$ 5,1 bilhões. A defasagem é maior para procedimentos considerados de média complexidade.

Reportagem do jornal O Globo (10/2) mostra que, sem recursos financeiros, hospitais têm adiado cirurgias, enfrentam ameaças de greve, carecem de materiais e chegam a suspender suas operações.

Essenciais para o SUS, as Santas Casas são insubstituíveis em muitas comunidades. Do total de 2,1 mil estabelecimentos hospitalares sem fins lucrativos, 56% estão em cidades com até 30 mil habitantes e são o único hospital em quase mil cidades.

Evitar o agravamento de sua crise exige o reajuste imediato da tabela de pagamento do SUS para cerca de 100 procedimentos, mas, até agora, não há previsão do governo para a correção desses valores, reconheceu o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. O governo abriu uma linha de crédito no BNDES para esses hospitais, mas, já muito endividados, eles temem contrair novas dívidas. Sua saúde financeira aproxima-se do ponto crítico.

Postado por Painel Opinativo

ARTIGO: Anabolizantes hormonais podem levar a óbito ou deixar sequelas

26.02.2013 às 14:28

Dr. George Toledo
 
Com o objetivo de obter um corpo perfeito e "sarado" em pouco tempo, muitos homem e mulheres recorrem ao uso de esteróides anabolizantes. Pesquisa inédita revela que essas substâncias degeneram a saúde do coração, do cérebro e elevam o risco de morte súbita. Os prejuízos ao corpo são impressionantes.


Os usuários apresentam um risco cinco vezes maior de ter acidente vascular cerebral, parada cardíaca ou morte súbita do que a população em geral. Os anabolizantes são substâncias análogas à testosterona, fabricada nos testículos. São uma classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão. O resultado é o desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo, por isso são usados com a finalidade de aumentar a massa muscular e reduzir a fadiga.


Se a testosterona já existe em quantidade suficiente no organismo, doses adicionais inibirão a produção orgânica (natural). A questão é que as substâncias sintéticas não são aceitas da mesma forma que a testosterona natural por outras glândulas, o que inicia um desequilíbrio na troca de mensagens entre os hormônios que regulam os ritmos do corpo. Elas agem, por exemplo, sobre a glândula supra-renal, estimulando a maior liberação de noradrenalina, que pode aumentar o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas (alterações do ritmo cardíaco), podendo levar até a morte súbita.


O uso indevido de anabolizantes pode acarretar inúmeros problemas como:
Homens e adolescentes: redução da produção de esperma, impotência, dificuldade ou dor em urinar, calvície e crescimento irreversível das mamas (ginecomastia).
Mulheres e adolescentes: aparecimento de sinais masculinos como engrossamento da voz, crescimento excessivo de pelos no corpo, perda de cabelo, diminuição dos seios, pelos faciais (barba).


Em pré-adolescentes e adolescentes de ambos os sexos: finaliza, prematuramente, o crescimento deixando-os com estatura baixa para o resto de suas vidas.


Em homens e mulheres de qualquer idade: aparecimento de tumores (câncer) no fígado, perturbação da coagulação do sangue, alteração no colesterol, hipertensão, ataque cardíaco, acne, oleosidade do cabelo e aumento de agressividade que pode manifestar-se em brigas.


Usuários que injetam esteróides anabolizantes com técnicas inadequadas e não estéreis (livre de contaminação), ou dividem agulhas contaminadas com outros usuários, correm o risco de contrair infecções como HIV, hepatite B e C. Há ainda, o problema com preparações ilegais dessas drogas, as quais são elaboradas em condições não estéreis colocando em risco os que as utilizam.


Portanto nada mais "natural" do que; deixar sua Genética agir, uma malhação com disciplina, alimentação adequada e orientação com um profissional especializado, o seu coração vai agradecer.
 
(*) Dr. George Toledo é cardiologista e médico clínico

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Brasil sai das urnas rumo a 2014

30.10.2012 às 21:08

 

Jorge Vieira – Jornalista
 
O Brasil, prestes a comemorar a proclamação da República, acaba de sair fortalecido das urnas, desenhando um cenário claro do que deve vislumbrar em 2014 e as perspectivas enquanto projeto de nação. Como experiência democrática, pode ser considerado como é uma criança em desenvolvimento, visto que trajetória histórica o país vivenciou períodos passageiros de participação direta da população decidindo o destino da nação e de governos autoritários.
 
Depois da abertura política, surgem novas gerações e novos partidos políticos. Da parte população, ainda encontra-se em fase de formação política, em consequência de mais de duas décadas de ditadura militar. Mas, por outro lado, a cada eleição fortalece a mobilização social em torno das discussões sobre o destino do país, dos estados e dos municípios.
 
Deve-se recordar que, nesse contexto de abertura democrática, são criados dois partidos composto por políticos que enfrentaram o regime militar. O primeiro, montado numa base sindical, de pequenas siglas de esquerda revolucionária, intelectuais e eclesial: Partido dos Trabalhadores. O outro, saí das hostes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com uma face intelectual, é criado com base teórica na social democracia, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
 
Identifica-se que, ao longo dos embates políticos entre partidos tradicionais e novos, conquistas e derrotas ajudaram o amadurecendo político e a experiência administrativa. A leitura que se pode fazer do resultado do último pleito, o PMDB mantém o seu espaço nas administrações municipais; o PSDB diminui 13%; o PT continua seu ritmo de crescimento orgânico, obtendo um índice de 14%. A novidade foi o avanço do partido dirigido pelo Eduardo Campos.
 
Confirma-se para 2014 a manutenção das duas principais forças que têm se alternado no poder: um projeto conservador e mais à direita, aglutinado em torno do PSDB/DEM; e outro, progressista e de centro esquerda, articulado pelo PT/PMDB. Entre as duas principais forças nacionais, alternando as coligações estaduais, o PSB vai se acomodar.
 
Encerrada a apuração, observa-se que se fecha um ciclo de lideranças em nível nacional, enquanto que outras despontaram como novidade. Dentro os partidos, destaca-se o investimento do PT na aposta dessas lideranças. É caso da cidade de São Paulo, onde o ex-presidente Lula teve um papel determinante na indicação do atual prefeito eleito, Fernando Haddad, contrariando interesses de lideranças tradicionais e consolidadas.
 
Por fim, a população brasileira mandou um recado claro: o desejo de aprofundamento das reformas sociais e erradicação das desigualdades sociais. Para que isso ocorra, fica o grande desafio: a melhoria da educação.
Postado por Painel Opinativo

A POLÍTICA E A CIDADANIA

22.08.2012 às 11:42

*Jorge Vieira - Jornalista

 
Para os gregos, a Política é a arte de construção da cidadania, onde possibilita a participação da população em defesa do bem comum e da construção de uma sociedade que tem como base a Justiça entre os seus membros. Na mesma linha de pensamento, o filósofo Aristóteles afirma que o ser humano é um animal política por excelência.
 
Ao longo da história das sociedades, a humanidade foi criando suas formas de organização social e política, a exemplo do comunismo dos povos tradicionais, onde não existe a categoria da propriedade privada. Em outras sociedades foi criado o modelo escravista, com base construída na relação senhor e escravo, onde os bens são apropriados por uma minoria, em detrimento da maioria. O filósofo Jean Jacques Rousseau escreveu que é aí onde está a origem de todos os males da sociedade.
 
A apropriação e dominação foram se reformulando, chegando à forma de organização moderna, onde a acumulação do capital torna-se cada vem centralizada nas mãos de poucos e, consequentemente, gerando a exclusão da maioria da população dos bens produzidos socialmente.
 
Lutar pela distribuição da riqueza é uma tarefa da participação direta na política e uma questão de cidadania, na medida em que os homens e mulheres se realizam como sujeitos na sociedade, dirigindo, propondo e fiscalizando os recursos públicos. As sociedades modernas construíram formas democráticas, onde através do são eleitos (as) representantes em níveis municipal, estadual e federal para administrar os destinos da sociedade.
 
Em Alagoas, a participação da população ainda encontra-se limitado ao período eleitoral que ocorre a cada dois anos. Por isso incentivar a transparência e a fiscalização, é uma tarefa relevante para os destinos de uma comunidade e de um povo.
Durante o mandato, pode-se identificar na ação parlamentar um instrumento de apoio às reivindicações da população. A ética na política deve embasar-se no combate à corrupção e no compromisso com a defesa da sociedade, priorizando a participação popular e o controle social na administração pública.
 
Em nível de resultado imediato para a população, deve ser um canal para aprovar leis e emendas de interesse da maioria, participar de fóruns e defender os direitos comunitários, associações, movimento social e sindical, a exemplo da agricultura familiar, povos indígenas, afrodescendentes, gênero e igrejas.
 
Por isso, seja em nível pessoal ou do poder público, Judiciário, Executivo e Legislativo, a ação e orienta devem ter seu embasamento na ética e estar voltada para a construção da justiça e da cidadania.
Postado por Painel Opinativo

O fim do estelionato eleitoral

18.08.2012 às 10:50

*Thelma de Oliveira

Presidente Nacional do PSDB Mulher
 
A máscara caiu! Depois de atrasar a vida do país por mais de dez anos, o PT finalmente entendeu que, no caso brasileiro, é necessária a participação da iniciativa privada em setores básicos de infraestrutura, diante da carência de recursos do Estado para realizar pesados investimentos da ordem de bilhões de reais.
 
O governo petista da presidente Dilma Rousseff lançou, nesta semana, um programa de investimentos da ordem de R$ 113 bilhões calcado nos recursos do empresariado para rodovias e ferrovias, privatizando esses dois setores que estão deteriorados, em consequência dos equívocos dos 10 anos do PT no governo federal.
 
A radical mudança de postura mostra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seus governos estava certo ao abrir à participação da iniciativa privada setores fundamentais da economia brasileira, como foi o caso emblemático da telefonia.
 
Hoje, o Brasil tem mais de 256 milhões de celulares ativos, um marco mundial. Com o processo de privatização da telefonia, milhões de pessoas puderam ter acesso a uma linha telefônica e com ela realizar seus negócios, lutar pelo seu trabalho.
 
Nos dias de hoje a paisagem urbana e rural do país é recheada de anúncios de oferta de serviços em que a única referência é o número do celular da cabeleireira, da manicure ou do encanador. E isso só é realidade porque Fernando Henrique teve a coragem de fazer o que fez.
 
Mesmo assim, a presidente petista tenta “mascarar” o que estão fazendo, talvez envergonhada pelo verdadeiro estelionato eleitoral que cometeu contra o povo brasileiro e o que fez na campanha presidencial contra o candidato do PSDB, Jose Serra, como o seu antecessor já fizera nas duas eleições presidenciais anteriores.
 
Envergonhada porque em sua campanha mentiu para população ao dizer que não faria o que está fazendo. Começou com a privatização de três aeroportos e seguirá agora nas rodovias, ferrovias para, posteriormente, chegar aos portos e hidrovias e os demais aeroportos.
 
Processo de privatização que será apoiado com recursos públicos oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá financiar até 80% dos projetos – outro modelo copiado do governo do PSDB.
 
A crise econômica internacional, o “Pibinho” desmoralizador e o fracasso do PAC como instrumento de alavancagem da economia forçaram a presidente petista a rever suas “crenças”. Ainda lhe falta a humildade de reconhecer que o modelo é copiado daqueles realizados nos governos de Fernando Henrique Cardoso.
 
Ao invés de tentar continuar enganando o povo, com “falsas questões”, a presidente petista deveria, na verdade, pedir desculpas ao povo brasileiro – em seu nome e do seu partido – pelo atraso que o seu governo e o do seu antecessor impôs ao país no setor de infraestrutura por uma absurda teimosia. Teimosia, aliás, que levou o PT a expulsar alguns parlamentares do seu partido que apoiaram as medidas modernizadoras de Fernando Henrique.
 
Quantos milhões de empregos foram perdidos porque o Brasil até hoje não dispõe de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias à altura de sua capacidade produtiva?
 
Quantos bilhões de dólares o país deixou de ganhar com mais exportação, se os problemas desses segmentos estivessem adequadamente solucionados, com investimentos públicos e, principalmente, privados?
 
Mas, agora, caiu a máscara. Terminou a possibilidade de novos estelionatos eleitorais nas eleições presidenciais e estaduais.
 
Não foi por acaso que, no mesmo momento lançamento do programa de privatização do governo Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, milhares de servidores públicos em greve protestaram contra o governo petista, reivindicando melhores salários.
 
É simbólico que, no fim da solenidade, a presidente petista tivesse que sair pelas portas do fundo do Palácio do Planalto para não enfrentar a ira dos servidores federais em greve, eles também enganados nas campanhas eleitorais do PT.
 
É o começo do fim do estelionato eleitoral!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A igreja católica e a sociedade brasileira

08.08.2012 às 20:24

*Jorge Vieira - Jornalista

 
A Arquidiocese de Maceió, em conjunto as dioceses de Palmeira dos Índios e penedo, lança Cartilha de educação política para orientar os membros das comunidades católicas e da sociedade alagoana sobre a importância do voto nas eleições de 2012, em Sessão Especial proposta pelo deputado Judson Cabral. A solenidade ocorreu no Plenário da Assembleia Legislativa, no dia 09, às 10h, com a participação de autoridades dos poderes constituídos e da sociedade.
 
 A história do povo brasileiro é marcada profundamente pela ação missionária da Igreja Católica. Desde a chegada dos primeiros europeus, destaca-se a sua presença em nos momentos mais importantes do país. No início, a educação jesuítica contribuiu com a formação e transmissão de conhecimentos intelectuais, a exemplo do ensinamento do latim e da língua portuguesa. No período da ditadura militar, encontravam-se lá as lideranças eclesiásticas, umas perseguidas ou torturadas nos porões dos órgãos de repressão do regime, enquanto que outras atuando na defesa da justiça e da construção de uma nova sociedade.
 
Milhares de militantes da Ação Católica dedicaram suas vidas no compromisso com trabalhadores rurais, indígenas, inseridos em favelas e embrenhados em sertões tórridos, grotões e florestas, organizando sindicatos, movimentos e associações de moradores. Muitos desses tiveram suas vidas ceifadas por agentes do regime militar ou por jagunços a mando dos latifundiários.
 
No processo de redemocratização, nas comunidades ou com bandeiras em punho e nos palanques, estavam lá defendendo as eleições diretas, participando do processo de elaboração da promulgação nova Constituição Federal. Em nível nacional e internacional, os movimentos e organismo de pastoral participaram ativamente do combate ao neoliberalismo, ajudando a sucumbir a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
 
Destaca-se, portanto, o relevante compromisso da Igreja Católica com a construção da justiça social, especialmente com a defesa dos direitos dos pobres e sua inclusão nas políticas públicas, com a formação de agentes políticos engajados com a construção de uma sociedade justa e fraterna.
 
Na última década, em que o povo brasileiro vivencia um dos melhores períodos de sua história, demonstrado pela estabilidade política e democrática, pelos índices de desenvolvimento econômico e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a queda contínua da taxa de desemprego, reconhecer o imprescindível e incomensurável papel da Igreja Católica, é uma questão de dever de qualquer cidadão, independente do crédo que pertença.
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