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Agora no Painel Comissão aprova PEC que prevê fim das coligações eleitorais

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A Revolta do Vinagre

06.07.2013 às 22:18
Fazer protesto todo dia não vai mudar o destino do país. Fazer protesto organizado e focado, aí sim, pode mudar a história do que era uma nação com medo do seu governo para a nação que domina os seus governantes.
 
Letícia Albuquerque Leal*
 
             O Brasil é um país com diversos problemas sociais. Além de toda a desigualdade dos que se acham superiores, há a corrupção e, consequentemente, a falta de saúde, educação e segurança para a população.
 
 
            Os brasileiros vivem aguentando todos esses fatores pagando impostos absurdamente altos que não eram utilizados em prol de uma melhoria da sociedade. Como se não bastasse, começaram a cogitar o aumento da passagem de ônibus que, honestamente, não tem uma qualidade boa. Este foi o estopim para o primeiro protesto contra as atitudes não tomadas pelos governantes.
 
            Mas foi um protesto muito bonito e organizado; o Brasil parou. Os protestos eram imensos; milhares e milhares de brasileiros, finalmente, lutando por um país digno de se viver. Não eram só os 0,20 centavos de uma passagem de ônibus; tolice achar que tanta gente sairia na rua por causa de 0,20 centavos. Mas por uma melhoria na educação, na infraestrutura, na saúde, na segurança; numa vida digna para a população.
 
            E este protesto deixou o governo com medo; via-se claramente, quando estava na televisão, que Dilma, atual presidente do Brasil, encontrava-se muito nervosa. Ela não sabia o que fazer e, claramente, estava com muito medo do que estava por vir. Estava tendo um efeito positivo para a população, e havia-se uma chance clara de que as coisas realmente podem mudar.
 
            No entanto, brasileiro é brasileiro e os protestos começaram a ficar sem um foco. Quinhentas pessoas indo para a rua com determinação e organização dá um efeito muito bom. Mas, quinhentas pessoas indo para a rua sem objetivo claro e fazendo apenas baderna não traz um efeito muito produtivo. E é mais ou menos isso que os políticos, infelizmente, querem: ver as pessoas perdendo a força.
 
            Os protestos e a vontade de lutar estão sendo banalizados. As pessoas estão indo às ruas sem propósito algum, fazendo apenas baderna e tirando proveito do que era pra ser uma luta contra a corrupção e uma melhoria de vida para a população. O “gigante” não deve perder a força, e deveria existir uma melhor organização para se protestar; é pra isso que as redes sociais estão aí.
 
            Fazer protesto todo dia não vai mudar o destino do país. Fazer protesto organizado e focado, aí sim, pode mudar a história do que era uma nação com medo do seu governo para a nação que domina os seus governantes. Como disse V, no filme “V de vingança”: “o povo não deve ter medo de seu governo; o governo deve ter medo de seu povo”.
 
*é estudante de economia da Ufal
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A Tartaruga e o Macaco Espertalhão

03.03.2013 às 17:57

Hélio Moraes*

Lá pras bandas do sertão de minha Alagoas querida tão cheia de belezas no agreste e litoral,
e embora o sertão também seja lindo, bradava uma seca sem tamanho pior que praga de sogra
torrando o solo, matando o gado e arrebentando as esperanças do nosso povo sofrido,
que apesar das orações e da fé com olhos sem lágrimas nem esperança suplicava: E agora?

Moravam naquele pequeno estado uma Tartaruga que não era chegada a correrias, mas sem maldade,
e também ali havia um Macaco Espertalhão, muito avexado pelo luxo e pela riqueza além de endiabrado
que pra conseguir seus intentos mentia, iludia, vomitava provocações e chateava o povo pobre,
com promessas enganosas, falsas crendices, mentiras e agressões...tudo muito bem misturado!

Depois de um certo tempo onde os louvores a São Pedro não chegaram
a Tartaruga tomou a frente da luta contra a seca flageladora, imoralmente presente e sem dó,
trazendo água do São Francisco para as gentes e bagaços de cana para os bois
não desfazendo a tragédia da falta de chuvas, mas tirando da burocracia seu impiedoso nó!

Eita, que o Macaco Esperto danou-se a reclamar, praguejar, urrar e desdizer com a inveja que é pecado capital,
inveja incontida, cheia de rancor, raiva canina ou macaquina? desamor e até cada vez mais falava feio palavrão,
que aquilo tudo não passava de paliativos, adiamentos, postergações e mais palavras difíceis
esquecendo que ao povo sertanejo necessitado o pouco ou tudo que chegava era de bom grado no coração!

A Tartaruga seguiu em frente a pensar, sabendo que mais coisas além da esperança fincada,
a palavra empenhada e o socorro emergencial, tinha que trazer pra esse povo a solução verdadeira; povo bom e sofrido
que já não aguenta embromação, falsa valentia, discurso enganador, vaidade doentia e juízo de menos a pior...
o que esse povo bom, ordeiro, trabalhador sertanejo quer é ver sua criação viçosa e estampar um sorriso!

O que eu soube por esses dias vinda de fonte de valia foi que o Macaco Espertalhão e tagarela
foi baixar em outras bandas já falando que vai de novo tentar emprenhar pelo ouvido outras freguesias,
pois o mesmo não sossega enquanto não tem tudo que cobiça, mesmo sabendo que a inveja
nada constrói e tudo atrapalha, principalmente se no lugar de trabalho só oferece feias e vãs estripulias!

Quanto ao outro vivente que trouxe alegria mesmo contada e contida pro povo ressequido mas esperançoso,
tem a obrigação de lá voltar com soluções duradouras, para que o sertanejo continue com o sorriso escancarado
ciente de que todo sofrimento um dia finda ainda que de difícil solução seja pelas graças de Deus ou dos homens.
O que não pode é a Tartaruga benfeitora deixar espaço pro Macaco Espertalhão voltar berrando feito bezerro desmamado!

*É médico

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Santas Casas asfixiadas

28.02.2013 às 14:50

A despeito do imenso problema social que causará e do caos que provocará no Sistema Único de Saúde (SUS), um eventual colapso das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos decorrente de dificuldades financeiras crescentes não surpreenderá quem acompanha a situação da saúde pública no País. Trata-se de um problema antigo, de causas perfeitamente diagnosticadas, e que se agrava a cada dia, mas para o qual as autoridades responsáveis - em boa parte por comodismo - não deram e continuam a não dar a atenção que merece. O preço que o País terá de pagar, caso os problemas se agravem a ponto de a situação se tornar insustentável num futuro próximo, certamente será maior do que o custo de uma solução racional, que ainda é possível adotar.

A Constituição estabeleceu que a saúde é um direito fundamental do cidadão e, para garanti-lo, sem dispor de estrutura própria suficiente para isso, o Estado brasileiro estabeleceu o que deveria ser uma parceria com as instituições filantrópicas. Estas responderam bem à proposta de parceria e, por isso, sua presença nas operações do SUS é cada vez maior.

Em 2004, por exemplo, os hospitais públicos respondiam por 41,4% das internações pelo SUS, os hospitais privados sem fins lucrativos (Santas Casas e instituições filantrópicas), por 39,9% e os privados lucrativos, por 18,7%. Por causa da remuneração inadequada dos serviços, os hospitais particulares reduziram sua participação para 10,2% do total das internações em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde utilizados no relatório da subcomissão especial da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que discutiu o problema. Em contrapartida, aumentou a participação dos hospitais públicos e dos privados não lucrativos, para, respectivamente, 45,0% e 44,8%.

Hoje, as Santas Casas e os hospitais filantrópicos têm a mesma importância dos hospitais públicos no atendimento aos pacientes do SUS. Os dados recentes mostram também o que poderia acontecer no sistema público de saúde caso as Santas Casas deixassem de operar por absoluta incapacidade financeira.

A crise nas finanças das Santas Casas é conhecida há vários anos, e, sem medidas adequadas por parte dos responsáveis pelos programas de saúde pública, só piora. Em 2005, a dívida dessas instituições era estimada em R$ 1,8 bilhão, em 2009 saltou para R$ 5,9 bilhões e, em 2011, alcançou R$ 11,2 bilhões, de acordo com o relatório da subcomissão formada na Câmara dos Deputados. Mantido o ritmo de crescimento anual desse período, de cerca de 35% ao ano em valores nominais, deve ter alcançado R$ 15 bilhões no fim do ano passado (os dados consolidados ainda não foram divulgados).

O simples exame dos custos dos serviços prestados pelas entidades filantrópicas ao SUS em 2011 e da receita com os serviços prestados não deixa dúvidas quanto à causa do crescimento da dívida. Em 2011, essas entidades gastaram R$ 14,7 bilhões com os serviços, mas sua remuneração, pelo SUS, ficou em R$ 9,6 bilhões. Isso quer dizer que o pagamento do SUS cobre apenas 65% dos gastos desses hospitais. Só em 2011 (não há dados para 2012), o déficit foi de R$ 5,1 bilhões. A defasagem é maior para procedimentos considerados de média complexidade.

Reportagem do jornal O Globo (10/2) mostra que, sem recursos financeiros, hospitais têm adiado cirurgias, enfrentam ameaças de greve, carecem de materiais e chegam a suspender suas operações.

Essenciais para o SUS, as Santas Casas são insubstituíveis em muitas comunidades. Do total de 2,1 mil estabelecimentos hospitalares sem fins lucrativos, 56% estão em cidades com até 30 mil habitantes e são o único hospital em quase mil cidades.

Evitar o agravamento de sua crise exige o reajuste imediato da tabela de pagamento do SUS para cerca de 100 procedimentos, mas, até agora, não há previsão do governo para a correção desses valores, reconheceu o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. O governo abriu uma linha de crédito no BNDES para esses hospitais, mas, já muito endividados, eles temem contrair novas dívidas. Sua saúde financeira aproxima-se do ponto crítico.

Postado por Painel Opinativo

ARTIGO: Anabolizantes hormonais podem levar a óbito ou deixar sequelas

26.02.2013 às 14:28

Dr. George Toledo
 
Com o objetivo de obter um corpo perfeito e "sarado" em pouco tempo, muitos homem e mulheres recorrem ao uso de esteróides anabolizantes. Pesquisa inédita revela que essas substâncias degeneram a saúde do coração, do cérebro e elevam o risco de morte súbita. Os prejuízos ao corpo são impressionantes.


Os usuários apresentam um risco cinco vezes maior de ter acidente vascular cerebral, parada cardíaca ou morte súbita do que a população em geral. Os anabolizantes são substâncias análogas à testosterona, fabricada nos testículos. São uma classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão. O resultado é o desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo, por isso são usados com a finalidade de aumentar a massa muscular e reduzir a fadiga.


Se a testosterona já existe em quantidade suficiente no organismo, doses adicionais inibirão a produção orgânica (natural). A questão é que as substâncias sintéticas não são aceitas da mesma forma que a testosterona natural por outras glândulas, o que inicia um desequilíbrio na troca de mensagens entre os hormônios que regulam os ritmos do corpo. Elas agem, por exemplo, sobre a glândula supra-renal, estimulando a maior liberação de noradrenalina, que pode aumentar o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas (alterações do ritmo cardíaco), podendo levar até a morte súbita.


O uso indevido de anabolizantes pode acarretar inúmeros problemas como:
Homens e adolescentes: redução da produção de esperma, impotência, dificuldade ou dor em urinar, calvície e crescimento irreversível das mamas (ginecomastia).
Mulheres e adolescentes: aparecimento de sinais masculinos como engrossamento da voz, crescimento excessivo de pelos no corpo, perda de cabelo, diminuição dos seios, pelos faciais (barba).


Em pré-adolescentes e adolescentes de ambos os sexos: finaliza, prematuramente, o crescimento deixando-os com estatura baixa para o resto de suas vidas.


Em homens e mulheres de qualquer idade: aparecimento de tumores (câncer) no fígado, perturbação da coagulação do sangue, alteração no colesterol, hipertensão, ataque cardíaco, acne, oleosidade do cabelo e aumento de agressividade que pode manifestar-se em brigas.


Usuários que injetam esteróides anabolizantes com técnicas inadequadas e não estéreis (livre de contaminação), ou dividem agulhas contaminadas com outros usuários, correm o risco de contrair infecções como HIV, hepatite B e C. Há ainda, o problema com preparações ilegais dessas drogas, as quais são elaboradas em condições não estéreis colocando em risco os que as utilizam.


Portanto nada mais "natural" do que; deixar sua Genética agir, uma malhação com disciplina, alimentação adequada e orientação com um profissional especializado, o seu coração vai agradecer.
 
(*) Dr. George Toledo é cardiologista e médico clínico

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Brasil sai das urnas rumo a 2014

30.10.2012 às 21:08

 

Jorge Vieira – Jornalista
 
O Brasil, prestes a comemorar a proclamação da República, acaba de sair fortalecido das urnas, desenhando um cenário claro do que deve vislumbrar em 2014 e as perspectivas enquanto projeto de nação. Como experiência democrática, pode ser considerado como é uma criança em desenvolvimento, visto que trajetória histórica o país vivenciou períodos passageiros de participação direta da população decidindo o destino da nação e de governos autoritários.
 
Depois da abertura política, surgem novas gerações e novos partidos políticos. Da parte população, ainda encontra-se em fase de formação política, em consequência de mais de duas décadas de ditadura militar. Mas, por outro lado, a cada eleição fortalece a mobilização social em torno das discussões sobre o destino do país, dos estados e dos municípios.
 
Deve-se recordar que, nesse contexto de abertura democrática, são criados dois partidos composto por políticos que enfrentaram o regime militar. O primeiro, montado numa base sindical, de pequenas siglas de esquerda revolucionária, intelectuais e eclesial: Partido dos Trabalhadores. O outro, saí das hostes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com uma face intelectual, é criado com base teórica na social democracia, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
 
Identifica-se que, ao longo dos embates políticos entre partidos tradicionais e novos, conquistas e derrotas ajudaram o amadurecendo político e a experiência administrativa. A leitura que se pode fazer do resultado do último pleito, o PMDB mantém o seu espaço nas administrações municipais; o PSDB diminui 13%; o PT continua seu ritmo de crescimento orgânico, obtendo um índice de 14%. A novidade foi o avanço do partido dirigido pelo Eduardo Campos.
 
Confirma-se para 2014 a manutenção das duas principais forças que têm se alternado no poder: um projeto conservador e mais à direita, aglutinado em torno do PSDB/DEM; e outro, progressista e de centro esquerda, articulado pelo PT/PMDB. Entre as duas principais forças nacionais, alternando as coligações estaduais, o PSB vai se acomodar.
 
Encerrada a apuração, observa-se que se fecha um ciclo de lideranças em nível nacional, enquanto que outras despontaram como novidade. Dentro os partidos, destaca-se o investimento do PT na aposta dessas lideranças. É caso da cidade de São Paulo, onde o ex-presidente Lula teve um papel determinante na indicação do atual prefeito eleito, Fernando Haddad, contrariando interesses de lideranças tradicionais e consolidadas.
 
Por fim, a população brasileira mandou um recado claro: o desejo de aprofundamento das reformas sociais e erradicação das desigualdades sociais. Para que isso ocorra, fica o grande desafio: a melhoria da educação.
Postado por Painel Opinativo

A POLÍTICA E A CIDADANIA

22.08.2012 às 11:42

*Jorge Vieira - Jornalista

 
Para os gregos, a Política é a arte de construção da cidadania, onde possibilita a participação da população em defesa do bem comum e da construção de uma sociedade que tem como base a Justiça entre os seus membros. Na mesma linha de pensamento, o filósofo Aristóteles afirma que o ser humano é um animal política por excelência.
 
Ao longo da história das sociedades, a humanidade foi criando suas formas de organização social e política, a exemplo do comunismo dos povos tradicionais, onde não existe a categoria da propriedade privada. Em outras sociedades foi criado o modelo escravista, com base construída na relação senhor e escravo, onde os bens são apropriados por uma minoria, em detrimento da maioria. O filósofo Jean Jacques Rousseau escreveu que é aí onde está a origem de todos os males da sociedade.
 
A apropriação e dominação foram se reformulando, chegando à forma de organização moderna, onde a acumulação do capital torna-se cada vem centralizada nas mãos de poucos e, consequentemente, gerando a exclusão da maioria da população dos bens produzidos socialmente.
 
Lutar pela distribuição da riqueza é uma tarefa da participação direta na política e uma questão de cidadania, na medida em que os homens e mulheres se realizam como sujeitos na sociedade, dirigindo, propondo e fiscalizando os recursos públicos. As sociedades modernas construíram formas democráticas, onde através do são eleitos (as) representantes em níveis municipal, estadual e federal para administrar os destinos da sociedade.
 
Em Alagoas, a participação da população ainda encontra-se limitado ao período eleitoral que ocorre a cada dois anos. Por isso incentivar a transparência e a fiscalização, é uma tarefa relevante para os destinos de uma comunidade e de um povo.
Durante o mandato, pode-se identificar na ação parlamentar um instrumento de apoio às reivindicações da população. A ética na política deve embasar-se no combate à corrupção e no compromisso com a defesa da sociedade, priorizando a participação popular e o controle social na administração pública.
 
Em nível de resultado imediato para a população, deve ser um canal para aprovar leis e emendas de interesse da maioria, participar de fóruns e defender os direitos comunitários, associações, movimento social e sindical, a exemplo da agricultura familiar, povos indígenas, afrodescendentes, gênero e igrejas.
 
Por isso, seja em nível pessoal ou do poder público, Judiciário, Executivo e Legislativo, a ação e orienta devem ter seu embasamento na ética e estar voltada para a construção da justiça e da cidadania.
Postado por Painel Opinativo

O fim do estelionato eleitoral

18.08.2012 às 10:50

*Thelma de Oliveira

Presidente Nacional do PSDB Mulher
 
A máscara caiu! Depois de atrasar a vida do país por mais de dez anos, o PT finalmente entendeu que, no caso brasileiro, é necessária a participação da iniciativa privada em setores básicos de infraestrutura, diante da carência de recursos do Estado para realizar pesados investimentos da ordem de bilhões de reais.
 
O governo petista da presidente Dilma Rousseff lançou, nesta semana, um programa de investimentos da ordem de R$ 113 bilhões calcado nos recursos do empresariado para rodovias e ferrovias, privatizando esses dois setores que estão deteriorados, em consequência dos equívocos dos 10 anos do PT no governo federal.
 
A radical mudança de postura mostra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seus governos estava certo ao abrir à participação da iniciativa privada setores fundamentais da economia brasileira, como foi o caso emblemático da telefonia.
 
Hoje, o Brasil tem mais de 256 milhões de celulares ativos, um marco mundial. Com o processo de privatização da telefonia, milhões de pessoas puderam ter acesso a uma linha telefônica e com ela realizar seus negócios, lutar pelo seu trabalho.
 
Nos dias de hoje a paisagem urbana e rural do país é recheada de anúncios de oferta de serviços em que a única referência é o número do celular da cabeleireira, da manicure ou do encanador. E isso só é realidade porque Fernando Henrique teve a coragem de fazer o que fez.
 
Mesmo assim, a presidente petista tenta “mascarar” o que estão fazendo, talvez envergonhada pelo verdadeiro estelionato eleitoral que cometeu contra o povo brasileiro e o que fez na campanha presidencial contra o candidato do PSDB, Jose Serra, como o seu antecessor já fizera nas duas eleições presidenciais anteriores.
 
Envergonhada porque em sua campanha mentiu para população ao dizer que não faria o que está fazendo. Começou com a privatização de três aeroportos e seguirá agora nas rodovias, ferrovias para, posteriormente, chegar aos portos e hidrovias e os demais aeroportos.
 
Processo de privatização que será apoiado com recursos públicos oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá financiar até 80% dos projetos – outro modelo copiado do governo do PSDB.
 
A crise econômica internacional, o “Pibinho” desmoralizador e o fracasso do PAC como instrumento de alavancagem da economia forçaram a presidente petista a rever suas “crenças”. Ainda lhe falta a humildade de reconhecer que o modelo é copiado daqueles realizados nos governos de Fernando Henrique Cardoso.
 
Ao invés de tentar continuar enganando o povo, com “falsas questões”, a presidente petista deveria, na verdade, pedir desculpas ao povo brasileiro – em seu nome e do seu partido – pelo atraso que o seu governo e o do seu antecessor impôs ao país no setor de infraestrutura por uma absurda teimosia. Teimosia, aliás, que levou o PT a expulsar alguns parlamentares do seu partido que apoiaram as medidas modernizadoras de Fernando Henrique.
 
Quantos milhões de empregos foram perdidos porque o Brasil até hoje não dispõe de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias à altura de sua capacidade produtiva?
 
Quantos bilhões de dólares o país deixou de ganhar com mais exportação, se os problemas desses segmentos estivessem adequadamente solucionados, com investimentos públicos e, principalmente, privados?
 
Mas, agora, caiu a máscara. Terminou a possibilidade de novos estelionatos eleitorais nas eleições presidenciais e estaduais.
 
Não foi por acaso que, no mesmo momento lançamento do programa de privatização do governo Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, milhares de servidores públicos em greve protestaram contra o governo petista, reivindicando melhores salários.
 
É simbólico que, no fim da solenidade, a presidente petista tivesse que sair pelas portas do fundo do Palácio do Planalto para não enfrentar a ira dos servidores federais em greve, eles também enganados nas campanhas eleitorais do PT.
 
É o começo do fim do estelionato eleitoral!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Postado por Painel Opinativo

A igreja católica e a sociedade brasileira

08.08.2012 às 20:24

*Jorge Vieira - Jornalista

 
A Arquidiocese de Maceió, em conjunto as dioceses de Palmeira dos Índios e penedo, lança Cartilha de educação política para orientar os membros das comunidades católicas e da sociedade alagoana sobre a importância do voto nas eleições de 2012, em Sessão Especial proposta pelo deputado Judson Cabral. A solenidade ocorreu no Plenário da Assembleia Legislativa, no dia 09, às 10h, com a participação de autoridades dos poderes constituídos e da sociedade.
 
 A história do povo brasileiro é marcada profundamente pela ação missionária da Igreja Católica. Desde a chegada dos primeiros europeus, destaca-se a sua presença em nos momentos mais importantes do país. No início, a educação jesuítica contribuiu com a formação e transmissão de conhecimentos intelectuais, a exemplo do ensinamento do latim e da língua portuguesa. No período da ditadura militar, encontravam-se lá as lideranças eclesiásticas, umas perseguidas ou torturadas nos porões dos órgãos de repressão do regime, enquanto que outras atuando na defesa da justiça e da construção de uma nova sociedade.
 
Milhares de militantes da Ação Católica dedicaram suas vidas no compromisso com trabalhadores rurais, indígenas, inseridos em favelas e embrenhados em sertões tórridos, grotões e florestas, organizando sindicatos, movimentos e associações de moradores. Muitos desses tiveram suas vidas ceifadas por agentes do regime militar ou por jagunços a mando dos latifundiários.
 
No processo de redemocratização, nas comunidades ou com bandeiras em punho e nos palanques, estavam lá defendendo as eleições diretas, participando do processo de elaboração da promulgação nova Constituição Federal. Em nível nacional e internacional, os movimentos e organismo de pastoral participaram ativamente do combate ao neoliberalismo, ajudando a sucumbir a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
 
Destaca-se, portanto, o relevante compromisso da Igreja Católica com a construção da justiça social, especialmente com a defesa dos direitos dos pobres e sua inclusão nas políticas públicas, com a formação de agentes políticos engajados com a construção de uma sociedade justa e fraterna.
 
Na última década, em que o povo brasileiro vivencia um dos melhores períodos de sua história, demonstrado pela estabilidade política e democrática, pelos índices de desenvolvimento econômico e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a queda contínua da taxa de desemprego, reconhecer o imprescindível e incomensurável papel da Igreja Católica, é uma questão de dever de qualquer cidadão, independente do crédo que pertença.
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O PT e a crise da governabilidade nas Eleições 2012

14.06.2012 às 12:11

Jorge Vieira – Jornalista

O Partido dos Trabalhadores, popularmente conhecido pela sigla PT, foi criado em uma conjuntura de grande efervescência social e política, com o objetivo de romper com as estruturas do velho regime ditatorial então em vigor e com a uma perspectiva de forjar uma nova representação política de uma sociedade que se movimentava em busca de mudanças sociais, políticas e econômicas.

Nesse contexto, a grande mídia impressa, radiofônica e televisiva confundia intencionalmente a população identificando os seus militantes com os chavões de comunistas e baderneiros vermelhos. Para parcelas significativas da sociedade, leia-se classe média e alta, o partido representava os interesses do Comunismo Soviético; a massa absolvia os ditames midiáticos; enquanto que outros segmentos, ligados principalmente a partidos de esquerda, movimento sindical, associação de moradores e Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) da Igreja Católica cuidavam em discutir um novo modelo de sociedade e de participação política.

  No imaginário social, independentemente dos interesses ideológicos de uns ou ausência de formação política de outros, o PT nasce de uma militância que quer construir uma nova perspectiva política para o Brasil, pregando um socialismo à brasileira, fundamentado em princípios éticos e cristão. Pode-se afirmar, utilizando as melhores das expressões da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e da Teologia da Libertação, que reconhece o excluído e oprimido como sujeito de sua própria libertação. Inegavelmente, esse é o novo jeito de fazer política no Brasil. E o PT representa isso e Lula é sua maior expressão.

Ao longo das últimas décadas da história brasileira a sociedade, mesmo não estando de acordo, foi se acostumando com a militância petista nas mobilizações sociais, reivindicações por melhores salários, por moradias dignas, na luta pela demarcação das terras indígenas e pela reforma agrária. Onde tinha uma luta dos trabalhadores, ali se encontrava a bandeira do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Este era o partido dos movimentos. Entretanto, o PT, obviamente, almeja o poder. E, aos poucos, foi conquistando espaços institucionais no parlamento e nas administrações municipais, estaduais e, nos últimos dez anos, o nível federal. Nesta trajetória, adquire experiência administrativa, mas também dissabores e revezes políticos, provocando frustrações e decepções no seio da sociedade.

Indubitavelmente, a contribuição dos PT para a sociedade brasileira, é inegável! O Brasil mudou com a participação da militância petista, com o modo petsita de governar, com o diálogo com os movimentos e segmentos sociais, religiosos, étnicos e de gêneros. O acúmulo social é incomensurável. E pode-se afirmar, do ponto de vista social, ainda não se identifica nenhuma força política com base social suficiente que possibilite a construção de uma nova alternativa partidária no campo da esquerda popular.

No entanto, a atual conjuntura vivida pelo Partido dos Trabalhadores é marcada pelo que se pode chamar de crise da militância com a governabilidade. O partido encontra-se numa encruzilhada: como ser governo e, ao mesmo, coerente com sua origem, fazer militância política. O PT sabe que para governar precisa de alianças, que exige acordos e renúncia em determinados pontos programáticos; mas, ao mesmo tempo, não pode abdicar do projeto de sociedade que defende.

Parece ser este o dilema que precisa ser encarado pela militância do Partido dos Trabalhadores. Como governar o Brasil sem abdicar do modo petista de fazer política e de governar. A sociedade espera por esta resposta!

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Assembleia presta homenagem ao centenário do Pe. Teófanes

10.06.2012 às 13:49

Jorge Vieira - Jornalista

A Assembleia Legislativa prestará homenagem pelo centenário do Padre Teófanes, em Sessão Especial proposta pelo deputado Judson Cabral (PT/AL), que se realizará no plenário Tarcísio de Jesus, a partir das 9h do dia 15 de junho. À frente das atividades comemorativas estão o Magnífico Reitor Dr. João Sampaio e o vice-reitor Prof. Dr. Douglas Apratto. Será aberta à participação da sociedade em geral, com contará com a presença de autoridades civis, militares e religiosas, pró-reitores, coordenadores, professores e alunos dos cursos de Graduação e Pós-Graduação do Centro Universitário CESMAC.

A sessão pública é a continuidade de inúmeros eventos que serão realizados durante o ano de 2012, aberto com a celebração da missa presidida pelo padre Manoel Henrique de Melo Santana, às 19h do dia 14 do corrente mês, no pátio do prédio do antigo Colégio Guido de Fonttgalland, localizado à Rua Ângelo Neto. Espaço simbólico, visto que foi o local de sua residência e onde teve início a série de obras educativas por ele realizadas.

Durante o ano a programação será divulgada através dos meios de comunicação de massa, documentário, galhardetes, cartazes, banners e folders. Além das atividades acima mencionadas, destacam-se a Sessão Pública na Câmara de Vereadores de Maceió proposta pelo vereador Sílvio Camelo e as que serão promovidas pela Prefeitura Municipal de São José da Lage, sua terra natal. Em nível do CESMAC, serão realizados concursos de textos, poesias, charges e crônicas, exposição de obras e fotos e mesa-redonda com pessoas que acompanharam e participaram de sua vasta produção social e acadêmica.

As comemorações do centenário do padre Teófanes se justificam pelo significado de suas obras por si mesmas, além de sua visão de sociedade e de mundo, sua relevância e contribuição para a sociedade alagoana. Entretanto, no atual contexto, faz-se urgente e necessário resgatar a história de personalidades que marcaram a sociedade com suas obras, como também a daquelas que continuam contribuindo efetivamente com o desenvolvimento social, política e econômico do Estado de Alagoas.

A história de Alagoas é marcada por massacres e escravização das populações etnias nativas e africanas, índices de miserabilidade da maioria da população e de analfabetismo em contraposição a concentração de renda nas mãos de uma minoria, e mais recentemente de violência urbana, especialmente contra a juventude.
Neste cenário, o CESMAC dar continuidade à utopia do seu fundador na educação de milhares de jovens, com o resgate da história, das obras e da força simbólica do padre Teófanes, despertando, formando e contribuindo com a construção de uma nova sociedade.

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