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Santas Casas asfixiadas

28.02.2013 às 14:50

A despeito do imenso problema social que causará e do caos que provocará no Sistema Único de Saúde (SUS), um eventual colapso das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos decorrente de dificuldades financeiras crescentes não surpreenderá quem acompanha a situação da saúde pública no País. Trata-se de um problema antigo, de causas perfeitamente diagnosticadas, e que se agrava a cada dia, mas para o qual as autoridades responsáveis - em boa parte por comodismo - não deram e continuam a não dar a atenção que merece. O preço que o País terá de pagar, caso os problemas se agravem a ponto de a situação se tornar insustentável num futuro próximo, certamente será maior do que o custo de uma solução racional, que ainda é possível adotar.

A Constituição estabeleceu que a saúde é um direito fundamental do cidadão e, para garanti-lo, sem dispor de estrutura própria suficiente para isso, o Estado brasileiro estabeleceu o que deveria ser uma parceria com as instituições filantrópicas. Estas responderam bem à proposta de parceria e, por isso, sua presença nas operações do SUS é cada vez maior.

Em 2004, por exemplo, os hospitais públicos respondiam por 41,4% das internações pelo SUS, os hospitais privados sem fins lucrativos (Santas Casas e instituições filantrópicas), por 39,9% e os privados lucrativos, por 18,7%. Por causa da remuneração inadequada dos serviços, os hospitais particulares reduziram sua participação para 10,2% do total das internações em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde utilizados no relatório da subcomissão especial da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que discutiu o problema. Em contrapartida, aumentou a participação dos hospitais públicos e dos privados não lucrativos, para, respectivamente, 45,0% e 44,8%.

Hoje, as Santas Casas e os hospitais filantrópicos têm a mesma importância dos hospitais públicos no atendimento aos pacientes do SUS. Os dados recentes mostram também o que poderia acontecer no sistema público de saúde caso as Santas Casas deixassem de operar por absoluta incapacidade financeira.

A crise nas finanças das Santas Casas é conhecida há vários anos, e, sem medidas adequadas por parte dos responsáveis pelos programas de saúde pública, só piora. Em 2005, a dívida dessas instituições era estimada em R$ 1,8 bilhão, em 2009 saltou para R$ 5,9 bilhões e, em 2011, alcançou R$ 11,2 bilhões, de acordo com o relatório da subcomissão formada na Câmara dos Deputados. Mantido o ritmo de crescimento anual desse período, de cerca de 35% ao ano em valores nominais, deve ter alcançado R$ 15 bilhões no fim do ano passado (os dados consolidados ainda não foram divulgados).

O simples exame dos custos dos serviços prestados pelas entidades filantrópicas ao SUS em 2011 e da receita com os serviços prestados não deixa dúvidas quanto à causa do crescimento da dívida. Em 2011, essas entidades gastaram R$ 14,7 bilhões com os serviços, mas sua remuneração, pelo SUS, ficou em R$ 9,6 bilhões. Isso quer dizer que o pagamento do SUS cobre apenas 65% dos gastos desses hospitais. Só em 2011 (não há dados para 2012), o déficit foi de R$ 5,1 bilhões. A defasagem é maior para procedimentos considerados de média complexidade.

Reportagem do jornal O Globo (10/2) mostra que, sem recursos financeiros, hospitais têm adiado cirurgias, enfrentam ameaças de greve, carecem de materiais e chegam a suspender suas operações.

Essenciais para o SUS, as Santas Casas são insubstituíveis em muitas comunidades. Do total de 2,1 mil estabelecimentos hospitalares sem fins lucrativos, 56% estão em cidades com até 30 mil habitantes e são o único hospital em quase mil cidades.

Evitar o agravamento de sua crise exige o reajuste imediato da tabela de pagamento do SUS para cerca de 100 procedimentos, mas, até agora, não há previsão do governo para a correção desses valores, reconheceu o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. O governo abriu uma linha de crédito no BNDES para esses hospitais, mas, já muito endividados, eles temem contrair novas dívidas. Sua saúde financeira aproxima-se do ponto crítico.

Postado por Painel Opinativo

ARTIGO: Anabolizantes hormonais podem levar a óbito ou deixar sequelas

26.02.2013 às 14:28

Dr. George Toledo
 
Com o objetivo de obter um corpo perfeito e "sarado" em pouco tempo, muitos homem e mulheres recorrem ao uso de esteróides anabolizantes. Pesquisa inédita revela que essas substâncias degeneram a saúde do coração, do cérebro e elevam o risco de morte súbita. Os prejuízos ao corpo são impressionantes.


Os usuários apresentam um risco cinco vezes maior de ter acidente vascular cerebral, parada cardíaca ou morte súbita do que a população em geral. Os anabolizantes são substâncias análogas à testosterona, fabricada nos testículos. São uma classe de hormônios esteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento celular e a sua divisão. O resultado é o desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo, por isso são usados com a finalidade de aumentar a massa muscular e reduzir a fadiga.


Se a testosterona já existe em quantidade suficiente no organismo, doses adicionais inibirão a produção orgânica (natural). A questão é que as substâncias sintéticas não são aceitas da mesma forma que a testosterona natural por outras glândulas, o que inicia um desequilíbrio na troca de mensagens entre os hormônios que regulam os ritmos do corpo. Elas agem, por exemplo, sobre a glândula supra-renal, estimulando a maior liberação de noradrenalina, que pode aumentar o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas (alterações do ritmo cardíaco), podendo levar até a morte súbita.


O uso indevido de anabolizantes pode acarretar inúmeros problemas como:
Homens e adolescentes: redução da produção de esperma, impotência, dificuldade ou dor em urinar, calvície e crescimento irreversível das mamas (ginecomastia).
Mulheres e adolescentes: aparecimento de sinais masculinos como engrossamento da voz, crescimento excessivo de pelos no corpo, perda de cabelo, diminuição dos seios, pelos faciais (barba).


Em pré-adolescentes e adolescentes de ambos os sexos: finaliza, prematuramente, o crescimento deixando-os com estatura baixa para o resto de suas vidas.


Em homens e mulheres de qualquer idade: aparecimento de tumores (câncer) no fígado, perturbação da coagulação do sangue, alteração no colesterol, hipertensão, ataque cardíaco, acne, oleosidade do cabelo e aumento de agressividade que pode manifestar-se em brigas.


Usuários que injetam esteróides anabolizantes com técnicas inadequadas e não estéreis (livre de contaminação), ou dividem agulhas contaminadas com outros usuários, correm o risco de contrair infecções como HIV, hepatite B e C. Há ainda, o problema com preparações ilegais dessas drogas, as quais são elaboradas em condições não estéreis colocando em risco os que as utilizam.


Portanto nada mais "natural" do que; deixar sua Genética agir, uma malhação com disciplina, alimentação adequada e orientação com um profissional especializado, o seu coração vai agradecer.
 
(*) Dr. George Toledo é cardiologista e médico clínico

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Brasil sai das urnas rumo a 2014

30.10.2012 às 21:08

 

Jorge Vieira – Jornalista
 
O Brasil, prestes a comemorar a proclamação da República, acaba de sair fortalecido das urnas, desenhando um cenário claro do que deve vislumbrar em 2014 e as perspectivas enquanto projeto de nação. Como experiência democrática, pode ser considerado como é uma criança em desenvolvimento, visto que trajetória histórica o país vivenciou períodos passageiros de participação direta da população decidindo o destino da nação e de governos autoritários.
 
Depois da abertura política, surgem novas gerações e novos partidos políticos. Da parte população, ainda encontra-se em fase de formação política, em consequência de mais de duas décadas de ditadura militar. Mas, por outro lado, a cada eleição fortalece a mobilização social em torno das discussões sobre o destino do país, dos estados e dos municípios.
 
Deve-se recordar que, nesse contexto de abertura democrática, são criados dois partidos composto por políticos que enfrentaram o regime militar. O primeiro, montado numa base sindical, de pequenas siglas de esquerda revolucionária, intelectuais e eclesial: Partido dos Trabalhadores. O outro, saí das hostes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com uma face intelectual, é criado com base teórica na social democracia, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
 
Identifica-se que, ao longo dos embates políticos entre partidos tradicionais e novos, conquistas e derrotas ajudaram o amadurecendo político e a experiência administrativa. A leitura que se pode fazer do resultado do último pleito, o PMDB mantém o seu espaço nas administrações municipais; o PSDB diminui 13%; o PT continua seu ritmo de crescimento orgânico, obtendo um índice de 14%. A novidade foi o avanço do partido dirigido pelo Eduardo Campos.
 
Confirma-se para 2014 a manutenção das duas principais forças que têm se alternado no poder: um projeto conservador e mais à direita, aglutinado em torno do PSDB/DEM; e outro, progressista e de centro esquerda, articulado pelo PT/PMDB. Entre as duas principais forças nacionais, alternando as coligações estaduais, o PSB vai se acomodar.
 
Encerrada a apuração, observa-se que se fecha um ciclo de lideranças em nível nacional, enquanto que outras despontaram como novidade. Dentro os partidos, destaca-se o investimento do PT na aposta dessas lideranças. É caso da cidade de São Paulo, onde o ex-presidente Lula teve um papel determinante na indicação do atual prefeito eleito, Fernando Haddad, contrariando interesses de lideranças tradicionais e consolidadas.
 
Por fim, a população brasileira mandou um recado claro: o desejo de aprofundamento das reformas sociais e erradicação das desigualdades sociais. Para que isso ocorra, fica o grande desafio: a melhoria da educação.
Postado por Painel Opinativo

A POLÍTICA E A CIDADANIA

22.08.2012 às 11:42

*Jorge Vieira - Jornalista

 
Para os gregos, a Política é a arte de construção da cidadania, onde possibilita a participação da população em defesa do bem comum e da construção de uma sociedade que tem como base a Justiça entre os seus membros. Na mesma linha de pensamento, o filósofo Aristóteles afirma que o ser humano é um animal política por excelência.
 
Ao longo da história das sociedades, a humanidade foi criando suas formas de organização social e política, a exemplo do comunismo dos povos tradicionais, onde não existe a categoria da propriedade privada. Em outras sociedades foi criado o modelo escravista, com base construída na relação senhor e escravo, onde os bens são apropriados por uma minoria, em detrimento da maioria. O filósofo Jean Jacques Rousseau escreveu que é aí onde está a origem de todos os males da sociedade.
 
A apropriação e dominação foram se reformulando, chegando à forma de organização moderna, onde a acumulação do capital torna-se cada vem centralizada nas mãos de poucos e, consequentemente, gerando a exclusão da maioria da população dos bens produzidos socialmente.
 
Lutar pela distribuição da riqueza é uma tarefa da participação direta na política e uma questão de cidadania, na medida em que os homens e mulheres se realizam como sujeitos na sociedade, dirigindo, propondo e fiscalizando os recursos públicos. As sociedades modernas construíram formas democráticas, onde através do são eleitos (as) representantes em níveis municipal, estadual e federal para administrar os destinos da sociedade.
 
Em Alagoas, a participação da população ainda encontra-se limitado ao período eleitoral que ocorre a cada dois anos. Por isso incentivar a transparência e a fiscalização, é uma tarefa relevante para os destinos de uma comunidade e de um povo.
Durante o mandato, pode-se identificar na ação parlamentar um instrumento de apoio às reivindicações da população. A ética na política deve embasar-se no combate à corrupção e no compromisso com a defesa da sociedade, priorizando a participação popular e o controle social na administração pública.
 
Em nível de resultado imediato para a população, deve ser um canal para aprovar leis e emendas de interesse da maioria, participar de fóruns e defender os direitos comunitários, associações, movimento social e sindical, a exemplo da agricultura familiar, povos indígenas, afrodescendentes, gênero e igrejas.
 
Por isso, seja em nível pessoal ou do poder público, Judiciário, Executivo e Legislativo, a ação e orienta devem ter seu embasamento na ética e estar voltada para a construção da justiça e da cidadania.
Postado por Painel Opinativo

O fim do estelionato eleitoral

18.08.2012 às 10:50

*Thelma de Oliveira

Presidente Nacional do PSDB Mulher
 
A máscara caiu! Depois de atrasar a vida do país por mais de dez anos, o PT finalmente entendeu que, no caso brasileiro, é necessária a participação da iniciativa privada em setores básicos de infraestrutura, diante da carência de recursos do Estado para realizar pesados investimentos da ordem de bilhões de reais.
 
O governo petista da presidente Dilma Rousseff lançou, nesta semana, um programa de investimentos da ordem de R$ 113 bilhões calcado nos recursos do empresariado para rodovias e ferrovias, privatizando esses dois setores que estão deteriorados, em consequência dos equívocos dos 10 anos do PT no governo federal.
 
A radical mudança de postura mostra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seus governos estava certo ao abrir à participação da iniciativa privada setores fundamentais da economia brasileira, como foi o caso emblemático da telefonia.
 
Hoje, o Brasil tem mais de 256 milhões de celulares ativos, um marco mundial. Com o processo de privatização da telefonia, milhões de pessoas puderam ter acesso a uma linha telefônica e com ela realizar seus negócios, lutar pelo seu trabalho.
 
Nos dias de hoje a paisagem urbana e rural do país é recheada de anúncios de oferta de serviços em que a única referência é o número do celular da cabeleireira, da manicure ou do encanador. E isso só é realidade porque Fernando Henrique teve a coragem de fazer o que fez.
 
Mesmo assim, a presidente petista tenta “mascarar” o que estão fazendo, talvez envergonhada pelo verdadeiro estelionato eleitoral que cometeu contra o povo brasileiro e o que fez na campanha presidencial contra o candidato do PSDB, Jose Serra, como o seu antecessor já fizera nas duas eleições presidenciais anteriores.
 
Envergonhada porque em sua campanha mentiu para população ao dizer que não faria o que está fazendo. Começou com a privatização de três aeroportos e seguirá agora nas rodovias, ferrovias para, posteriormente, chegar aos portos e hidrovias e os demais aeroportos.
 
Processo de privatização que será apoiado com recursos públicos oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá financiar até 80% dos projetos – outro modelo copiado do governo do PSDB.
 
A crise econômica internacional, o “Pibinho” desmoralizador e o fracasso do PAC como instrumento de alavancagem da economia forçaram a presidente petista a rever suas “crenças”. Ainda lhe falta a humildade de reconhecer que o modelo é copiado daqueles realizados nos governos de Fernando Henrique Cardoso.
 
Ao invés de tentar continuar enganando o povo, com “falsas questões”, a presidente petista deveria, na verdade, pedir desculpas ao povo brasileiro – em seu nome e do seu partido – pelo atraso que o seu governo e o do seu antecessor impôs ao país no setor de infraestrutura por uma absurda teimosia. Teimosia, aliás, que levou o PT a expulsar alguns parlamentares do seu partido que apoiaram as medidas modernizadoras de Fernando Henrique.
 
Quantos milhões de empregos foram perdidos porque o Brasil até hoje não dispõe de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias à altura de sua capacidade produtiva?
 
Quantos bilhões de dólares o país deixou de ganhar com mais exportação, se os problemas desses segmentos estivessem adequadamente solucionados, com investimentos públicos e, principalmente, privados?
 
Mas, agora, caiu a máscara. Terminou a possibilidade de novos estelionatos eleitorais nas eleições presidenciais e estaduais.
 
Não foi por acaso que, no mesmo momento lançamento do programa de privatização do governo Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, milhares de servidores públicos em greve protestaram contra o governo petista, reivindicando melhores salários.
 
É simbólico que, no fim da solenidade, a presidente petista tivesse que sair pelas portas do fundo do Palácio do Planalto para não enfrentar a ira dos servidores federais em greve, eles também enganados nas campanhas eleitorais do PT.
 
É o começo do fim do estelionato eleitoral!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Postado por Painel Opinativo

A igreja católica e a sociedade brasileira

08.08.2012 às 20:24

*Jorge Vieira - Jornalista

 
A Arquidiocese de Maceió, em conjunto as dioceses de Palmeira dos Índios e penedo, lança Cartilha de educação política para orientar os membros das comunidades católicas e da sociedade alagoana sobre a importância do voto nas eleições de 2012, em Sessão Especial proposta pelo deputado Judson Cabral. A solenidade ocorreu no Plenário da Assembleia Legislativa, no dia 09, às 10h, com a participação de autoridades dos poderes constituídos e da sociedade.
 
 A história do povo brasileiro é marcada profundamente pela ação missionária da Igreja Católica. Desde a chegada dos primeiros europeus, destaca-se a sua presença em nos momentos mais importantes do país. No início, a educação jesuítica contribuiu com a formação e transmissão de conhecimentos intelectuais, a exemplo do ensinamento do latim e da língua portuguesa. No período da ditadura militar, encontravam-se lá as lideranças eclesiásticas, umas perseguidas ou torturadas nos porões dos órgãos de repressão do regime, enquanto que outras atuando na defesa da justiça e da construção de uma nova sociedade.
 
Milhares de militantes da Ação Católica dedicaram suas vidas no compromisso com trabalhadores rurais, indígenas, inseridos em favelas e embrenhados em sertões tórridos, grotões e florestas, organizando sindicatos, movimentos e associações de moradores. Muitos desses tiveram suas vidas ceifadas por agentes do regime militar ou por jagunços a mando dos latifundiários.
 
No processo de redemocratização, nas comunidades ou com bandeiras em punho e nos palanques, estavam lá defendendo as eleições diretas, participando do processo de elaboração da promulgação nova Constituição Federal. Em nível nacional e internacional, os movimentos e organismo de pastoral participaram ativamente do combate ao neoliberalismo, ajudando a sucumbir a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
 
Destaca-se, portanto, o relevante compromisso da Igreja Católica com a construção da justiça social, especialmente com a defesa dos direitos dos pobres e sua inclusão nas políticas públicas, com a formação de agentes políticos engajados com a construção de uma sociedade justa e fraterna.
 
Na última década, em que o povo brasileiro vivencia um dos melhores períodos de sua história, demonstrado pela estabilidade política e democrática, pelos índices de desenvolvimento econômico e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com a queda contínua da taxa de desemprego, reconhecer o imprescindível e incomensurável papel da Igreja Católica, é uma questão de dever de qualquer cidadão, independente do crédo que pertença.
Postado por Painel Opinativo

O PT e a crise da governabilidade nas Eleições 2012

14.06.2012 às 12:11

Jorge Vieira – Jornalista

O Partido dos Trabalhadores, popularmente conhecido pela sigla PT, foi criado em uma conjuntura de grande efervescência social e política, com o objetivo de romper com as estruturas do velho regime ditatorial então em vigor e com a uma perspectiva de forjar uma nova representação política de uma sociedade que se movimentava em busca de mudanças sociais, políticas e econômicas.

Nesse contexto, a grande mídia impressa, radiofônica e televisiva confundia intencionalmente a população identificando os seus militantes com os chavões de comunistas e baderneiros vermelhos. Para parcelas significativas da sociedade, leia-se classe média e alta, o partido representava os interesses do Comunismo Soviético; a massa absolvia os ditames midiáticos; enquanto que outros segmentos, ligados principalmente a partidos de esquerda, movimento sindical, associação de moradores e Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) da Igreja Católica cuidavam em discutir um novo modelo de sociedade e de participação política.

  No imaginário social, independentemente dos interesses ideológicos de uns ou ausência de formação política de outros, o PT nasce de uma militância que quer construir uma nova perspectiva política para o Brasil, pregando um socialismo à brasileira, fundamentado em princípios éticos e cristão. Pode-se afirmar, utilizando as melhores das expressões da Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e da Teologia da Libertação, que reconhece o excluído e oprimido como sujeito de sua própria libertação. Inegavelmente, esse é o novo jeito de fazer política no Brasil. E o PT representa isso e Lula é sua maior expressão.

Ao longo das últimas décadas da história brasileira a sociedade, mesmo não estando de acordo, foi se acostumando com a militância petista nas mobilizações sociais, reivindicações por melhores salários, por moradias dignas, na luta pela demarcação das terras indígenas e pela reforma agrária. Onde tinha uma luta dos trabalhadores, ali se encontrava a bandeira do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Este era o partido dos movimentos. Entretanto, o PT, obviamente, almeja o poder. E, aos poucos, foi conquistando espaços institucionais no parlamento e nas administrações municipais, estaduais e, nos últimos dez anos, o nível federal. Nesta trajetória, adquire experiência administrativa, mas também dissabores e revezes políticos, provocando frustrações e decepções no seio da sociedade.

Indubitavelmente, a contribuição dos PT para a sociedade brasileira, é inegável! O Brasil mudou com a participação da militância petista, com o modo petsita de governar, com o diálogo com os movimentos e segmentos sociais, religiosos, étnicos e de gêneros. O acúmulo social é incomensurável. E pode-se afirmar, do ponto de vista social, ainda não se identifica nenhuma força política com base social suficiente que possibilite a construção de uma nova alternativa partidária no campo da esquerda popular.

No entanto, a atual conjuntura vivida pelo Partido dos Trabalhadores é marcada pelo que se pode chamar de crise da militância com a governabilidade. O partido encontra-se numa encruzilhada: como ser governo e, ao mesmo, coerente com sua origem, fazer militância política. O PT sabe que para governar precisa de alianças, que exige acordos e renúncia em determinados pontos programáticos; mas, ao mesmo tempo, não pode abdicar do projeto de sociedade que defende.

Parece ser este o dilema que precisa ser encarado pela militância do Partido dos Trabalhadores. Como governar o Brasil sem abdicar do modo petista de fazer política e de governar. A sociedade espera por esta resposta!

Postado por Painel Opinativo

Assembleia presta homenagem ao centenário do Pe. Teófanes

10.06.2012 às 13:49

Jorge Vieira - Jornalista

A Assembleia Legislativa prestará homenagem pelo centenário do Padre Teófanes, em Sessão Especial proposta pelo deputado Judson Cabral (PT/AL), que se realizará no plenário Tarcísio de Jesus, a partir das 9h do dia 15 de junho. À frente das atividades comemorativas estão o Magnífico Reitor Dr. João Sampaio e o vice-reitor Prof. Dr. Douglas Apratto. Será aberta à participação da sociedade em geral, com contará com a presença de autoridades civis, militares e religiosas, pró-reitores, coordenadores, professores e alunos dos cursos de Graduação e Pós-Graduação do Centro Universitário CESMAC.

A sessão pública é a continuidade de inúmeros eventos que serão realizados durante o ano de 2012, aberto com a celebração da missa presidida pelo padre Manoel Henrique de Melo Santana, às 19h do dia 14 do corrente mês, no pátio do prédio do antigo Colégio Guido de Fonttgalland, localizado à Rua Ângelo Neto. Espaço simbólico, visto que foi o local de sua residência e onde teve início a série de obras educativas por ele realizadas.

Durante o ano a programação será divulgada através dos meios de comunicação de massa, documentário, galhardetes, cartazes, banners e folders. Além das atividades acima mencionadas, destacam-se a Sessão Pública na Câmara de Vereadores de Maceió proposta pelo vereador Sílvio Camelo e as que serão promovidas pela Prefeitura Municipal de São José da Lage, sua terra natal. Em nível do CESMAC, serão realizados concursos de textos, poesias, charges e crônicas, exposição de obras e fotos e mesa-redonda com pessoas que acompanharam e participaram de sua vasta produção social e acadêmica.

As comemorações do centenário do padre Teófanes se justificam pelo significado de suas obras por si mesmas, além de sua visão de sociedade e de mundo, sua relevância e contribuição para a sociedade alagoana. Entretanto, no atual contexto, faz-se urgente e necessário resgatar a história de personalidades que marcaram a sociedade com suas obras, como também a daquelas que continuam contribuindo efetivamente com o desenvolvimento social, política e econômico do Estado de Alagoas.

A história de Alagoas é marcada por massacres e escravização das populações etnias nativas e africanas, índices de miserabilidade da maioria da população e de analfabetismo em contraposição a concentração de renda nas mãos de uma minoria, e mais recentemente de violência urbana, especialmente contra a juventude.
Neste cenário, o CESMAC dar continuidade à utopia do seu fundador na educação de milhares de jovens, com o resgate da história, das obras e da força simbólica do padre Teófanes, despertando, formando e contribuindo com a construção de uma nova sociedade.

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Xucuru-kariri produz alimentos em terra demarcada

29.05.2012 às 12:57

Jorge Vieira – Jornalista


Cerca de 120 famílias do povo Xurucu-Kariri, da aldeia Fazenda Canto, no município de Palmeira dos Índios, a cerca de 140 km de Maceió, produzem alimentos na área retomada em 31 de outubro de 2011, denominada Fazenda Salgado (184 hectares), declarada parte do território tradicional, em 2010, pela portaria do então ministro da Justiça Tarso Genro.

Com o apoio da Rede de Educação Cidadã (RECID) e do deputado estadual Judson Cabral (PT/AL), sementes e óleo, respectivamente, grupos familiares estão produzindo coletivamente feijão de corda, milho, feijão carioca, abóbora, macaxeira e melancia, além do cultivo de hortas comunitárias com a plantação de cebolinha, coentro, pimentão, alface, repolho, cenoura.

A produção tem como objetivo atender inicialmente a necessidade de alimentação dos membros da comunidade, enquanto que excedente será comercializado na feira livre do município. De acordo com o professor Gecinaldo Ferreira, um dos incentivadores do trabalho comunitário, os recursos arrecadados com a venda dos gêneros alimentícios serão revertidos no investimento da luta da comunidade, com passagens e alimentação quando do deslocamento de suas lideranças até os centros administrativos em busca de melhorias para as comunidades junto aos órgãos públicos. Segundo informações colhidas junto aos produtores indígenas, o quilo de feijão de corda verde será vendido ao preço de R$ 5.00.

Animados com o resultado da lavoura, visto principalmente pela a qualidade do feijão e do milho garantido pelo sistema de irrigação, com a chuva que está caindo na região, já prepararam cerca de 20 hectares para o cultivo da batata doce, macaxeira, milho e feijão.

Em tom de desabafo, jovens indígenas expressaram com orgulho, afirmando que o roçado demonstra o contrário do preconceito que é por alguns de que índio é preguiçoso. O que falta, para eles, é terra para trabalhar e não precisarem se deslocar até as cidades ou para a região açucareira para trabalharem como boia-fria.

O presidente da Associação Comunitária, Gecivaldo Ferreira, destacou a importância do urgente posse da terra demarcada, afirmando que só assim poderão suprir as necessidades das comunidades, as despesas com a luta em defesa dos direitos, especialmente na conquista do território.

Para o deputado Judson Cabral, apoiar a luta do povo Xucuru-Kariri “é reconhecer e garantir os seus direitos históricos e fazer cumprir o que determina a Constituição Federal”.

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Eleições 2012: avanço da cidadania

22.05.2012 às 15:23

Jorge Vieira – Jornalista

A sociedade brasileira está, felizmente, aprendendo com muito sacrifício a participar e decidir politicamente o seu próprio destino! Ao longo de mais de 500 anos, as classes dominantes negaram à população brasileira a possibilidade de poder discutir, participar, divergir e propor. Recentemente, o golpe militar de 1964 interrompeu as mobilizações e organizações sociais por quase três décadas, reprimindo, prendendo, exilando e, até, eliminando, os cidadãos brasileiros.

Ainda no século XX, com a redemocratização do país, o Brasil conseguiu elaborar uma Carta Magna cidadã, realizar eleições em todos os níveis dos entes federativos e criar instrumentos legais que garantem a efetiva participação do cidadão. Em nível, eleitoral, a expressão mais significativa simbolicamente ocorreu com a eleição de um torneiro mecânico, Lula, eleito presidente da República.

Neste de ano de 2012, mais uma vez a população acima de 16 anos, legalmente apta a votar, é chamada para eleger os membros das Câmaras de Vereadores e chefes do poder Executivo municipal. Contrariamente aos períodos de exceção, na democracia o cidadão exercendo o direito de votar, torna-se coresponsável pelo seu ato, delegando a um representante o poder de legislar e administrar o seu município.

Esse aprendizado não tem sido fácil! Isto é constatado na ausência do exercício da democracia, expresso na falta de formação e informação política, no conhecimento sobre os direitos de cidadania; e, mais ainda, as experiências dos eleitos no exercício do poder não corroboram para uma educação da prática cidadã.

Mas essa realidade não justifica a apatia, omissão ou conivência do eleitorado para com as práticas de manipulação, distorção, utilização e transformação do voto em moeda de venda e troca. Até porque, as consequências recaem sobre a mesma sociedade, com a ausência de assistência à saúde, à educação, infraestrutura e bem estar social da população.

Constata-se ainda que, ao mesmo tempo em que a sociedade avança em seus mecanismos de participação e controle institucional, o processo de conscientização política é lento e fragmentado. Pode-se identificar que, o direito conquistado legalmente e formalmente ainda não ocorre em nível da compreensão e participação para maioria da população brasileira.

A história está em curso. Não tem alternativa: é trocar o pneu com o carro em movimento! O mais importante foi garantido: os instrumentos de participação democrática estão disponíveis. Cabe às instituições sociais e educacionais, movimentos populares, partidos políticos e cada cidadão em particular, trabalhar na conscientização e importância do voto cidadão.

O Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes não saíram do nado! Foram produzidos e alimentados social e eleitoralmente, inclusive pela mídia! Na hora de votar, o eleitor pense no bem da comunidade e no futuro das próximas gerações! Que o seu voto faça a cidadania avançar!

Postado por Painel Opinativo


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