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Olá, poderosas!
Esses dias eu estava me lembrando de uma cena de O Diabo Veste Prada. O filme já não está no mesmo hype do lançamento, mas, com as conversas sobre O Diabo Veste Prada 2, algumas cenas voltaram a aparecer por aí.
Tem uma fala da Andy que me fez pensar. Em determinado momento, ela reclama que sua vida pessoal está por um fio por causa do trabalho. E Nigel, com aquele jeito irônico, praticamente responde: é isso que acontece quando você está indo bem profissionalmente.
Engraçado, mas também muito real.
Quantas mulheres são um verdadeiro sucesso no trabalho, mas, quando o assunto é amor, a história já é outra?
A mulher estuda, trabalha, cresce na carreira, conquista independência financeira, assume responsabilidades e corre atrás dos próprios sonhos. E, muitas vezes, o relacionamento vai ficando para depois.
Primeiro vem a faculdade. Depois o emprego, a promoção, o projeto novo, a vontade de se estabelecer. Quando percebe, já se passaram alguns anos.
E não é que a mulher não queira amar. É que hoje ela também não aceita qualquer coisa.
Depois de conquistar a própria independência, fica difícil entrar em um relacionamento que cobre um preço alto demais: abrir mão da liberdade, dos sonhos, da carreira ou da própria identidade.
E aí surge aquela velha pergunta: será que estamos ficando boas demais na vida profissional e azaradas demais no amor?
Eu não acho.
Acho que estamos aprendendo a escolher.
Casamento deixou de ser obrigação para muitas de nós. Ter filhos também não é mais um roteiro que todas precisam seguir. E estar solteira deixou de significar, necessariamente, que alguma coisa está faltando.
Mas isso não significa que não desejemos companhia.
Muitas ainda querem dividir a vida com alguém, construir uma família, viajar, rir de coisas bobas, chegar em casa e contar como foi o dia. A diferença é que não queremos mais fazer isso a qualquer custo.
E talvez seja justamente aí que esteja o desafio.
A mulher de hoje quer alguém que admire sua força, e não que tenha medo dela. Que entenda sua rotina, comemore suas conquistas e não transforme sua independência em uma disputa.
Porque, convenhamos: não faz sentido conquistar o mundo inteiro e precisar diminuir o próprio mundo para caber em um relacionamento.
Mas também não precisamos acreditar que uma carreira de sucesso significa, necessariamente, uma vida pessoal solitária.
Dá para querer os dois.
E falando em azarada, lembrei de outro filme: Sorte no Amor. Ashley é aquela mulher que parece ter nascido com a vida virada para a lua. Tudo dá certo. Até que ela beija Jake, um homem extremamente azarado, e os dois acabam trocando a sorte.
De repente, tudo começa a dar errado para Ashley.
E é aí que o filme fica interessante para essa nossa conversa. No meio daquela confusão, ela percebe que ter sorte não significa necessariamente ter uma vida perfeita. No final, quando precisa escolher entre recuperar sua sorte e ficar ao lado de Jake, ela percebe que não quer abrir mão do amor.
É uma comédia romântica, claro. Mas gosto da mensagem.
Talvez a gente passe tempo demais esperando a hora certa para tudo: a hora certa para crescer profissionalmente, casar, ter filhos, encontrar alguém, desacelerar.
E, enquanto isso, a vida está acontecendo.
Não acho que uma mulher precise escolher entre ser bem-sucedida e ser feliz no amor. Também não acho que casamento ou maternidade sejam obrigações. Mas acredito que amor e realização profissional podem, sim, caminhar juntos.
Talvez algumas coisas simplesmente aconteçam no tempo delas.
E talvez a gente precise parar de chamar de “azar no amor” aquilo que, muitas vezes, é apenas a vida ainda não tendo acontecido do jeito que imaginamos.
Talvez, no amor, a gente não precise de sorte. Precise apenas encontrar alguém que faça a espera valer a pena.
E quem sabe seja isso: na hora certa, acontece.
Beijos de poder!
Divulgação Montagem Painel
Nas vitrines, no Instagram, nas produções de algumas fashionistas… o poá está aparecendo novamente com força e, sinceramente, acho que vale a pena prestar atenção nessa tendência.
E ai, gente… eu tenho uma pequena quedinha pelas bolinhas. O poá me lembra a Europa, Paris, aqueles cafés charmosos, filmes antigos e uma certa memória afetiva que eu nem sei explicar direito. É uma estampa que para mim, sempre carrega um pouquinho de romantismo.
Pesquisei algumas referências para vocês se inspirarem e percebi uma coisa: o poá é uma daquelas estampas que a gente conhece há anos, mas que sempre consegue voltar com uma nova proposta.
E é aqui que entra algo que eu adoro falar: a imagem comunica.
Antes mesmo de a gente dizer qualquer coisa, a nossa roupa já está transmitindo uma mensagem. A forma como escolhemos uma estampa, uma cor ou um acessório também conta um pouco sobre quem somos e sobre a imagem que queremos passar.
E o poá tem muitas possibilidades.
Ele pode ser romântico, elegante, divertido, moderno ou sofisticado. Tudo depende da forma como você combina.
Talvez, quando você pense em poá, venha logo aquela imagem de um visual bem retrô. Mas a moda está fazendo justamente o contrário: trazendo essa estampa clássica para produções muito mais atuais.
O poá aparece em vestidos, camisas, saias, calças, bolsas e acessórios. E você não precisa, necessariamente, montar um look inteiro estampado para entrar na tendência.
Uma camisa de poá com jeans já funciona super bem. Uma saia estampada com uma blusa básica também. E, para quem prefere começar aos poucos uma bolsa, um lenço ou até um sapato podem ser aquele toque divertido na produção.
As bolinhas menores costumam trazer uma imagem mais delicada. Já as maiores criam um visual mais marcante e cheio de personalidade.
O tradicional preto e branco continua lindo e, na minha opinião, nunca sai realmente de moda. Mas também estou vendo versões coloridas e combinações bem diferentes, provando que o poá pode ser muito mais versátil do que parece.
No fim, tendência boa é aquela que consegue conversar com o nosso estilo. Não é sobre usar porque todo mundo está usando. É sobre olhar, experimentar e entender se aquilo também comunica um pouco de quem somos.
E mais importante: vocês usariam poá ou essa tendência ainda não conquistou o coração de vocês?
Arquivo pessoal
Existe uma frase que diz: “Se você quer ir rápido, vá sozinha. Se quer ir longe, vá acompanhada." Para nós, mulheres, ela nunca fez tanto sentido.
Durante muito tempo, fomos ensinadas a acreditar que precisávamos competir por espaço. Hoje, felizmente, estamos descobrindo uma verdade muito mais poderosa: quando uma mulher apoia a outra, todas crescem.
Foi exatamente essa sensação que tive ao participar do Elas no Negócio, podcast do Grupo G3 Produções, apresentado por Hiolanda Praxedes e Larissa Carvalho. Mais do que um programa de entrevistas, encontrei um espaço onde histórias se encontram, experiências são compartilhadas e novas oportunidades surgem a partir de um bate-papo leve e acolhedor.
Talvez você esteja se perguntando: “Mas o que isso muda na minha vida?"
Muda muito.
Muda quando você percebe que outras mulheres enfrentaram os mesmos medos e desafios que você. Muda quando entende que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Muda quando uma história desperta uma ideia, uma parceria, um recomeço ou, simplesmente, a força necessária para dar o primeiro passo.
Nem toda mulher sonha em abrir uma empresa, mas toda mulher precisa acreditar no próprio potencial. E isso também é empreendedorismo: assumir o protagonismo da própria história, seja nos negócios, na carreira ou na vida.
É por isso que iniciativas como o Elas no Negócio fazem tanta diferença. Elas fortalecem uma rede de apoio, valorizam histórias reais e mostram que conhecimento compartilhado gera oportunidades para todas.
Se você busca inspiração, conexões e conversas que realmente fazem sentido, fica o convite: acompanhe o Elas no Negócio Podcast todas as sextas-feiras, às 17h, no canal G3 TV, no YouTube, siga @elasnonegociopodcast nas redes sociais.
Porque, no fim das contas, a maior transformação acontece quando uma mulher inspira outra a acreditar que ela também pode.
Beijos de Poder.
-Hiolanda Praxedes Barros Monteiro é uma das apresentadoras do Elas no Negócio, programa dedicado a fomentar diálogos sobre empreendedorismo, liderança e inovação, conectando pessoas, ideias e trajetórias que transformam realidades.
Pedagoga, nutricionista e Diretora de Marketing da Rede Estrela Supermercados, construiu uma trajetória marcada pela integração entre educação, comunicação, gestão e promoção da saúde. Sua formação multidisciplinar fortalece sua atuação em pesquisas acadêmicas, projetos de impacto social e iniciativas voltadas ao desenvolvimento humano.
-Larissa Carvalho é comunicadora, ministra da Palavra, apresentadora dos podcasts Elas no Negócio e Geradas para o Milagre e futura terapeuta.
Fundadora do projeto Geradas para o Milagre, dedica sua missão a fortalecer mulheres em sua identidade, cura e propósito, compartilhando uma mensagem de fé, esperança e transformação.
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Olá, poderosas!
A resposta pode até parecer óbvia, mas ela diz muito sobre a mulher que estamos nos tornando.
As pesquisas mostram que, sim, as mulheres ainda procuram mais médicos, fazem mais exames preventivos e costumam estar mais atentas aos sinais do próprio corpo do que os homens. Segundo o IBGE, 82,3% das mulheres consultaram um médico no último ano, contra 69,4% dos homens.
Mas acredito que existe uma mudança ainda mais interessante acontecendo.
Antes, cuidar da saúde era quase uma obrigação. Hoje, tornou-se um estilo de vida.
Nunca vimos tantas mulheres caminhando ao amanhecer, participando de corridas de rua, lotando academias e, muitas vezes, incentivando os próprios parceiros a adotarem hábitos mais saudáveis. Estamos aprendendo sobre alimentação, proteína, creatina, saúde intestinal, qualidade do sono, saúde hormonal e bem-estar. E isso vai muito além da estética.
Tem a ver com uma geração que descobriu que a saúde é o maior patrimônio que podemos construir.
Mulheres de 25, 30, 40, 50 e 60 anos estão falando abertamente sobre envelhecimento saudável, perimenopausa e menopausa, assuntos que nossas mães e avós, muitas vezes, enfrentaram em silêncio. Estamos entendendo que perder massa muscular não é simplesmente “coisa da idade”, que viver cansada o tempo todo não é normal e que sentir dores diariamente não precisa fazer parte da rotina.
A urgência mudou.
Já não queremos apenas parecer jovens. Queremos envelhecer fortes.
Queremos ter disposição para viajar, viver novas experiências, queremos como Elizabeth fez no filme “Comer, Rezar e Amar.” (2010)Afinal, quem nunca sonhou em fazer uma pausa para redescobrir a própria vida? Queremos namorar, brincar ter mais tempo de qualidade com amigos, filhos ou netos, continuar trabalhando com entusiasmo, conhecer novos lugares e chegar aos 70 anos com autonomia, independência e qualidade de vida.
Essa talvez seja a maior revolução feminina dos últimos tempos: entender que o verdadeiro sucesso não é apenas conquistar mais, mas viver melhor.
Durante muito tempo, a mulher adiou o autocuidado porque sempre havia alguém para cuidar antes dela. Hoje, ela finalmente entendeu que cuidar de si não é egoísmo. É responsabilidade. Afinal, para cuidar bem de quem amamos, primeiro precisamos estar bem.
A nova urgência feminina não é correr atrás de mais compromissos.
É correr atrás de mais saúde.
Porque sucesso é maravilhoso. Mas ele perde o sentido quando falta energia para aproveitá-lo.
E você? Qual é a sua urgência hoje? Porque cuidar da saúde deixou de ser vaidade. Tornou-se um compromisso com a mulher que você deseja ser daqui a dez, vinte ou trinta anos.
Beijos de Poder!
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Durante muito tempo, algumas profissões foram rotuladas como “masculinas”. O mercado imobiliário era uma delas. Negociações, vendas, investimentos e liderança pareciam assuntos reservados aos homens. Mas as mulheres chegaram, ocuparam seus espaços e provaram que competência não tem gênero.
Hoje, o mercado imobiliário brasileiro vive uma transformação silenciosa, porém poderosa. Cada vez mais mulheres atuam como corretoras, gestoras, empreendedoras, investidoras e líderes de equipes. E os números confirmam essa mudança.
Dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) mostram que as mulheres já representam cerca de 41% dos profissionais ativos do setor. São mais de 250 mil corretoras em atuação no Brasil, um crescimento expressivo na última década.
Mas a presença feminina vai muito além dos números.
As mulheres estão levando para o mercado imobiliário características que fazem toda a diferença: sensibilidade para entender sonhos, habilidade de comunicação, organização, capacidade de negociação e um olhar mais humano para cada cliente.
Afinal, comprar ou vender um imóvel raramente é apenas uma transação financeira. Estamos falando de projetos de vida, recomeços, conquistas e histórias. E muitas mulheres têm se destacado justamente por compreenderem esse lado emocional sem perder a objetividade dos negócios.
Em Maceió, a trajetória da corretora de imóveis Vivian Maria (CRECI 6474) representa bem essa nova realidade. Com cinco anos de atuação no mercado imobiliário, ela construiu uma carreira baseada em credibilidade, dedicação e relacionamento com os clientes.
Mãe, empreendedora e apaixonada pelo que faz, Vivian decidiu ingressar no setor em busca de uma profissão que proporcionasse melhores oportunidades financeiras e flexibilidade para conciliar a carreira com a maternidade. O que começou como uma busca por independência transformou-se em uma jornada de crescimento profissional e realização pessoal.
Segundo ela, um dos fatores que mais a motivou foi perceber que o mercado imobiliário é dinâmico, desafiador e repleto de oportunidades para quem busca conhecimento e evolução constante.
Ao longo desses cinco anos, Vivian também assumiu funções de liderança e gestão, contribuindo para a formação e o desenvolvimento de outros corretores. Compartilhar experiências, orientar profissionais e incentivar novos talentos tornou-se parte importante de sua trajetória, reforçando a ideia de que o sucesso é ainda mais significativo quando pode ser dividido.
Outro dado interessante é que pesquisas apontam que muitos clientes associam o atendimento feminino à empatia, atenção aos detalhes e comunicação eficaz, características que fazem diferença em um momento tão importante quanto a compra de um imóvel.
Além da corretagem, as mulheres avançam em áreas antes consideradas predominantemente masculinas, como engenharia, incorporação imobiliária, gestão comercial e direção de empresas do setor. Cada vez mais ocupam cargos estratégicos e participam das decisões que movimentam o mercado.
E talvez a maior conquista não seja apenas ocupar esses espaços, mas inspirar outras mulheres a acreditarem que também podem chegar lá. Histórias como a de Vivian mostram que é possível construir uma carreira de sucesso sem abrir mão dos próprios valores, da família ou dos sonhos.
O mercado imobiliário ensina uma lição valiosa: antes de vender imóveis, é preciso construir confiança. E as mulheres têm mostrado, todos os dias, que sabem construir muito mais do que negócios. Elas constroem relacionamentos, oportunidades e caminhos para outras mulheres seguirem.
Quando uma mulher conquista seu espaço, ela abre uma porta. Quando muitas mulheres avançam juntas, elas transformam todo um mercado.
E essa transformação já começou.
Beijos de poder
Outro dia, durante uma conversa entre amigas, ouvi uma frase que ficou na minha cabeça:
“Mulher apoia mulher até a página dois.”
A afirmação pode parecer dura, mas me fez refletir. Afinal, em pleno século 21, depois de tantas conquistas femininas, da luta por igualdade, da ocupação de espaços de liderança e do discurso cada vez mais forte sobre sororidade, por que a rivalidade feminina ainda insiste em existir?
A verdade é que ela existe. Talvez não da mesma forma de décadas atrás, mas ainda está presente em ambientes que frequentamos diariamente.
Na escola, tudo começa cedo
Muitas mulheres carregam lembranças da infância e da adolescência.
A menina que era excluída do grupo porque era considerada “bonita demais”. A outra que sofria porque não se encaixava nos padrões estéticos. A que era alvo de comentários por tirar boas notas. Ou aquela que era criticada simplesmente porque chamava atenção.
Não era raro ver meninas disputando popularidade, amizades ou validação.
Sem perceber, muitas cresceram acreditando que outra mulher era uma concorrente natural.
No ambiente de trabalho, a competição ganha novos formatos
Ana (nome fictício) conta que, ao ser promovida a coordenadora, percebeu uma mudança no comportamento de algumas colegas.
“As mesmas pessoas que me parabenizaram começaram a me excluir das conversas e questionar minhas decisões. Foi doloroso perceber que parte da resistência vinha de outras mulheres.”
Já Carla lembra de uma situação semelhante.
“Quando entrei na empresa, uma gestora me tratava como ameaça. Eu admirava o trabalho dela e queria aprender, mas ela parecia acreditar que eu estava ali para ocupar o lugar dela.”
Histórias assim são mais comuns do que imaginamos.
Mas será que o problema está nas mulheres?
Talvez não.
Durante muito tempo, fomos ensinadas que existiam poucas vagas para nós. Poucas líderes, poucas oportunidades e pouco reconhecimento. Em vez de cooperação, aprendemos competição.
Nas redes sociais, a comparação virou rotina
Hoje, a rivalidade ganhou um novo palco.
Enquanto uma mulher posta uma viagem, outra questiona sua própria vida. Enquanto uma comemora uma conquista profissional, outra sente que está atrasada. Enquanto uma exibe felicidade, alguém do outro lado da tela acredita que está fracassando.
A comparação silenciosa virou uma das maiores inimigas da autoestima feminina.
E o pior: muitas vezes ela acontece entre mulheres que sequer se conhecem.
Mas existe uma mudança acontecendo
A boa notícia é que cada vez mais mulheres estão rompendo esse ciclo.
São empreendedoras indicando o trabalho umas das outras.
Líderes formando novas líderes.
Amigas celebrando conquistas sem transformá-las em competição.
Mulheres entendendo que o brilho de uma não apaga o da outra.
Porque sucesso não é uma pizza dividida em poucos pedaços.
Há espaço para todas.
Talvez a verdadeira sororidade não esteja em dizer que nunca sentimos inveja, insegurança ou comparação. Talvez esteja em reconhecer esses sentimentos e escolher não alimentá-los.
No fim das contas, a pergunta permanece:
Quando vemos outra mulher vencer, ficamos inspiradas ou incomodadas?
A resposta pode revelar muito mais sobre nós do que sobre ela.
E você, já viveu alguma situação de rivalidade feminina na escola, no trabalho ou até mesmo dentro da própria família?
Beijos de poder.
Olá, mulheres!
Eu lembro que, nos tempos da minha avó, existia uma pressa quase obrigatória em torno da vida feminina.
“Menina, se apresse.”
Case logo. Tenha filhos logo. Aproveite enquanto está jovem.
Era como se existisse um prazo de validade invisível pairando sobre nós.
Nos vendiam a ideia de que o sucesso da mulher estava em cumprir etapas rapidamente. Casar cedo para não “ficar pra titia”, construir uma família antes de certa idade, encontrar estabilidade enquanto ainda éramos jovens o suficiente para sermos consideradas desejáveis, produtivas, interessantes.
E talvez muitas de nós tenham crescido acreditando nisso sem nem perceber.
Depois, o tempo mudou.
As mulheres começaram a estudar mais, trabalhar mais, empreender, viajar, ocupar espaços, construir independência. Só que a pressão não acabou ela apenas mudou de roupa.
Agora, além de casar, também precisamos ter carreira. Além de sermos boas mães, precisamos ser bem-sucedidas. Além de manter relacionamentos saudáveis, também precisamos ter corpo perfeito, estabilidade emocional, independência financeira e uma vida digna de capa de revista antes dos 40.
E é justamente aí que entra algo que me fez refletir muito ao pensar em O Diabo Veste Prada 2.
Quando imaginamos o retorno de Andy Sachs, personagem de Anne Hathaway, a expectativa era encontrar uma mulher completamente resolvida. Afinal, depois de tudo o que ela viveu no primeiro filme, ao lado da poderosa Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, parecia óbvio imaginar que agora ela estaria no auge absoluto da vida.
Mas não.
Andy chega aos 40+ ainda reorganizando a própria história.
O filme começa com ela perdendo o emprego.
Ela ainda mora de aluguel.
Ainda não tem uma vida perfeitamente estruturada.
A vida amorosa também parece longe de estar completamente resolvida.
E, sinceramente? Isso talvez tenha sido a parte mais real de todas.
Porque a gente espera que, aos 40, a mulher finalmente chegue naquela fase do: “agora deu certo”. Como se existisse um momento exato em que tudo se encaixa perfeitamente. Como se maturidade fosse sinônimo de vida pronta.
Mas a verdade é que muita gente ainda está tentando entender a própria vida aos 40. Aos 50. Aos 60.
E isso não significa fracasso.
Significa humanidade.
Talvez uma das maiores armadilhas que colocaram sobre nós tenha sido essa ideia de “chegar lá”. Como se a vida fosse uma linha de chegada fixa. Como se existisse uma idade correta para finalmente se sentir suficiente.
Mas e se não existir?
E se cada mulher florescer em um tempo diferente?
Tem mulher que encontra o amor da vida aos 25.
Outras encontram a si mesmas aos 45.
Algumas mudam de carreira depois dos 50.
Outras descobrem coragem depois de anos vivendo para agradar todo mundo.
A verdade é que ninguém está totalmente pronto.
Nem as mulheres comuns.
Nem as personagens que admiramos no cinema.
E talvez isso seja libertador.
Porque existe uma beleza enorme em continuar se reconstruindo. Em entender que amadurecer não é ter todas as respostas, mas aprender a viver mesmo sem elas.
Então, qual é a melhor idade para chegar lá?
Talvez seja exatamente a idade em que você decide parar de medir sua vida pela régua dos outros.
Beijos de poder.
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Olá poderosa! Já tá sabendo? A estreia de O Diabo Veste Prada é em 30 de abril, nos cinemas ! Como um lembrete e ao mesmo tempo inquietante sobre os caminhos que escolhemos trilhar. Mais do que um filme sobre moda, ele nos convida a olhar para dentro e refletir sobre quem nos tornamos quando o sucesso bate à porta.
A história de Andy, vivida por Anne Hathaway, é a de muitas mulheres. Uma jovem cheia de sonhos, que entra em um universo totalmente novo, onde excelência não é diferencial é obrigação. Sob o olhar exigente e quase impenetrável de Miranda Priestly, interpretada magistralmente por Meryl Streep, ela aprende rápido, cresce rápido… e se transforma mais rápido ainda.
Ao lado delas, outras personagens completam esse universo intenso e real:
* Emily, a assistente impecável e ácida, vivida por Emily Blunt, que representa a obsessão pela perfeição;
* Nigel, interpretado por Stanley Tucci, trazendo sensibilidade e uma visão mais humana dentro daquele mundo exigente;
Cada personagem é um espelho de comportamentos que vemos e muitas vezes vivemos no ambiente profissional.
Frases que ficaram e por um bom motivo
O filme não é lembrado apenas pelos figurinos icônicos, mas pelas falas que atravessaram o tempo e continuam extremamente atuais:
* “Todo mundo quer estar no nosso lugar.”
* “Isso não é apenas uma revista, é uma responsabilidade.”
* “Você vendeu sua alma no dia em que colocou aqueles sapatos.”
* ”Eu amo o meu trabalho.”
São frases que vão além do roteiro são provocações. Pequenos choques de realidade que nos fazem refletir sobre ambição, escolhas e limites.
O glamour que esconde pressão
Por trás das roupas de grife, dos desfiles e do brilho, existe um ritmo acelerado, exigente e, muitas vezes, solitário. O filme escancara aquilo que nem sempre aparece: o custo emocional de estar em ambientes onde errar não é uma opção.
E é justamente por isso que O Diabo Veste Prada continua tão atual.
Porque, mesmo fora do mundo da moda, quantas mulheres vivem rotinas assim?
Quantas estão constantemente tentando provar que são capazes mesmo já sendo?
A estreia que volta como espelho
Hoje, ao voltar às telas, o filme não chega apenas como entretenimento. Ele chega como espelho.
Um espelho que reflete:
* nossas escolhas
* nossas concessões
* e, principalmente, nossa identidade
Ele nos faz lembrar que crescer é importante, sim. Mas crescer sem se reconhecer… nunca será sucesso de verdade.
A Andy que vive em nós
Todas nós temos um pouco de Andy.
A que quer crescer.
A que quer provar seu valor.
A que quer chegar lá.
Mas também precisamos cultivar a mulher que sabe a hora de parar, de questionar, de escolher a si mesma.
Porque, no fim, não é sobre moda, nem sobre carreira.
É sobre identidade.
Beijos de poder
Existe algo muito simbólico entre as mulheres de uma família: o bastão invisível que passa de geração em geração.
Não é algo que se toca com as mãos. Mas sentimos.
Ele aparece em frases que repetimos sem perceber.
Em conselhos que um dia ouvimos da nossa mãe.
Em hábitos que vieram da nossa avó.
Em gestos que aprendemos simplesmente observando.
Quem nunca se pegou dizendo algo e, de repente, pensou: “Meu Deus… eu falei exatamente como minha mãe falaria.”
Ou então percebeu que faz do mesmo jeito que a avó fazia?
Esse bastão carrega histórias, valores e aprendizados.
Nossas mães e avós viveram em tempos diferentes. Muitas vezes tiveram menos oportunidades, menos voz e menos escolhas. Ainda assim, foram mulheres fortes, resilientes, que sustentaram famílias, educaram filhos e enfrentaram as dificuldades de uma sociedade marcada por regras duras muitas delas impostas pelo patriarcado.
Algumas dores vieram junto nesse bastão.
Silêncios que precisavam ser quebrados.
Medos que precisavam ser enfrentados.
Limites que precisavam ser ampliados.
E talvez uma das maiores conquistas da nossa geração seja justamente essa: ter a coragem de transformar aquilo que precisa mudar.
Nós preservamos o que veio de melhor a fé, a força, a capacidade de cuidar, a coragem de seguir mesmo quando tudo parece difícil.
Mas também aprendemos a deixar para trás aquilo que já não cabe mais.
Algumas histórias foram curadas.
Alguns ciclos foram interrompidos.
Algumas mulheres começaram a viver com mais liberdade do que as que vieram antes.
Isso também é honra.
Porque honrar nossas ancestrais não significa repetir tudo exatamente como foi.
Significa reconhecer o caminho que elas abriram e, com respeito, seguir adiante um pouco mais longe.
O bastão continua passando.
E um dia, talvez sem perceber, outras mulheres também olharão para nós e reconhecerão algo que aprenderam simplesmente por nos observar.
Feliz Dia para todas nós e obrigada por estarmos juntas.
Beijos de poder
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Olá, poderosas!
Já sentiu uma sensação de culpa por se divertir?
Isso porque, apesar de conquistas importantes nas últimas décadas, a sociedade ainda reforça expectativas rígidas sobre o que significa “ser mãe” e, muitas vezes, isso implica sacrificar a identidade e os desejos pessoais das mulheres.
E essa cobrança não acontece apenas com mulheres anônimas. Ela alcança também figuras públicas.
Recentemente, a influenciadora Virgínia Fonseca, mãe de três filhos e atual rainha de bateria da Grande Rio, falou sobre a presença das crianças nos ensaios e admitiu sentir culpa diante da rotina intensa de trabalho.
Ao mesmo tempo, destacou que o olhar de admiração dos filhos vem como um lembrete de que está tudo bem de que ser mãe não deveria significar se apagar.
O episódio revela algo importante: mesmo com estrutura, visibilidade e sucesso, mães continuam sendo atravessadas pelo mesmo sentimento coletivo de julgamento.
Porque, no fundo, a sociedade ainda estranha quando uma mulher tenta conciliar maternidade e vida própria como se uma coisa anulasse a outra.
Maternidade ainda vista como destino
Pesquisas mostram que a maternidade continua sendo vista, em muitas culturas, como o papel principal da mulher frequentemente ofuscando sua identidade profissional, social e pessoal.
Essas expectativas não apenas influenciam a forma como a sociedade enxerga as mães, mas também moldam a maneira como as próprias mulheres se percebem.
No Brasil, por exemplo, a presença das mães no mercado de trabalho ainda é profundamente desigual: cerca de 60% das mães estão fora do mercado formal e, entre aquelas que conseguem emprego, a maioria ocupa cargos operacionais, com pouca representação em posições de liderança.
Ou seja: a cobrança não é apenas emocional. Ela é estrutural.
Carnaval: um feriado que também pesa
Mas por que esse período, que deveria ser apenas mais um feriado no calendário, ainda desperta tanta culpa em nós?
Por que, quando uma mãe decide descansar, ela sente que está “falhando”?
E quando decide sair, mesmo que por algumas horas, parece que precisa se justificar?
A verdade é que o carnaval escancara algo que acontece o ano inteiro:
a sociedade ainda cancela mães que se permitem ser mulheres.
Existe uma cobrança invisível mas muito presente de que a maternidade seja uma entrega total. Como se, a partir do momento em que os filhos nascem, a mulher deixasse de ter direito a pausas, alegria, liberdade ou simplesmente… vida própria.
Se ela aparece em um bloco, surgem os julgamentos:
“E os filhos?”
“Mãe não deveria estar aí.”
“Que exemplo é esse?”
Se ela escolhe ficar em casa, também não escapa:
“Você sumiu.”
“Virou só mãe.”
“Nem vive mais.”
Percebe o peso?
Em qualquer escolha, a mulher parece sempre estar devendo.
A fantasia que ninguém vê: a sobrecarga
E isso acontece porque ainda vivemos em uma cultura que romantiza a mãe incansável aquela que dá conta de tudo, que se anula sem reclamar.
Só que por trás dessa imagem existe uma realidade dura: exaustão, solidão e sobrecarga emocional.
Segundo dados recentes, quase metade das mães brasileiras têm menos de uma hora por dia para si mesmas um tempo mínimo de autocuidado em meio a tantas responsabilidades.
Isso não é detalhe.
Isso é um retrato.
Mães também precisam respirar
Por isso, talvez o carnaval não seja apenas sobre festa.
Talvez seja sobre um lembrete:
mães também precisam respirar.
Para algumas, isso vai significar alegria na rua.
Para outras, silêncio em casa.
Para muitas, apenas a chance de descansar sem culpa.
E o ponto central é esse:
não se trata de onde você vai passar o carnaval.
Se trata de não ser cancelada por existir além da maternidade.
A sociedade evoluiu, sim. Hoje falamos mais sobre saúde mental materna, sobre rede de apoio, sobre divisão de tarefas. Mas ainda há um longo caminho.
Que nesse carnaval com folia ou com descanso a gente se permita uma coisa simples, mas revolucionária:
não se abandonar.
Beijos de Poder!
Entre Nós Mulheres
por Mical Rocha
Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.
“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”
Mical Rocha
Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.
Contato: 82 99691-7755