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Elas Estão Abrindo Portas: A Força Feminina no Mercado Imobiliário

Quem disse que lugar de mulher não é onde ela quiser?

26.06.2026 às 12:40
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Durante muito tempo, algumas profissões foram rotuladas como “masculinas”. O mercado imobiliário era uma delas. Negociações, vendas, investimentos e liderança pareciam assuntos reservados aos homens. Mas as mulheres chegaram, ocuparam seus espaços e provaram que competência não tem gênero.

Hoje, o mercado imobiliário brasileiro vive uma transformação silenciosa, porém poderosa. Cada vez mais mulheres atuam como corretoras, gestoras, empreendedoras, investidoras e líderes de equipes. E os números confirmam essa mudança.

Dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) mostram que as mulheres já representam cerca de 41% dos profissionais ativos do setor. São mais de 250 mil corretoras em atuação no Brasil, um crescimento expressivo na última década.

Mas a presença feminina vai muito além dos números.

As mulheres estão levando para o mercado imobiliário características que fazem toda a diferença: sensibilidade para entender sonhos, habilidade de comunicação, organização, capacidade de negociação e um olhar mais humano para cada cliente.

Afinal, comprar ou vender um imóvel raramente é apenas uma transação financeira. Estamos falando de projetos de vida, recomeços, conquistas e histórias. E muitas mulheres têm se destacado justamente por compreenderem esse lado emocional sem perder a objetividade dos negócios.

Em Maceió, a trajetória da corretora de imóveis Vivian Maria (CRECI 6474) representa bem essa nova realidade. Com cinco anos de atuação no mercado imobiliário, ela construiu uma carreira baseada em credibilidade, dedicação e relacionamento com os clientes.

Mãe, empreendedora e apaixonada pelo que faz, Vivian decidiu ingressar no setor em busca de uma profissão que proporcionasse melhores oportunidades financeiras e flexibilidade para conciliar a carreira com a maternidade. O que começou como uma busca por independência transformou-se em uma jornada de crescimento profissional e realização pessoal.

Segundo ela, um dos fatores que mais a motivou foi perceber que o mercado imobiliário é dinâmico, desafiador e repleto de oportunidades para quem busca conhecimento e evolução constante.

Ao longo desses cinco anos, Vivian também assumiu funções de liderança e gestão, contribuindo para a formação e o desenvolvimento de outros corretores. Compartilhar experiências, orientar profissionais e incentivar novos talentos tornou-se parte importante de sua trajetória, reforçando a ideia de que o sucesso é ainda mais significativo quando pode ser dividido.

Outro dado interessante é que pesquisas apontam que muitos clientes associam o atendimento feminino à empatia, atenção aos detalhes e comunicação eficaz, características que fazem diferença em um momento tão importante quanto a compra de um imóvel.

Além da corretagem, as mulheres avançam em áreas antes consideradas predominantemente masculinas, como engenharia, incorporação imobiliária, gestão comercial e direção de empresas do setor. Cada vez mais ocupam cargos estratégicos e participam das decisões que movimentam o mercado.

E talvez a maior conquista não seja apenas ocupar esses espaços, mas inspirar outras mulheres a acreditarem que também podem chegar lá. Histórias como a de Vivian mostram que é possível construir uma carreira de sucesso sem abrir mão dos próprios valores, da família ou dos sonhos.

O mercado imobiliário ensina uma lição valiosa: antes de vender imóveis, é preciso construir confiança. E as mulheres têm mostrado, todos os dias, que sabem construir muito mais do que negócios. Elas constroem relacionamentos, oportunidades e caminhos para outras mulheres seguirem.

Quando uma mulher conquista seu espaço, ela abre uma porta. Quando muitas mulheres avançam juntas, elas transformam todo um mercado.

E essa transformação já começou.

Beijos de poder

Postado por Entre Nós Mulheres

Por Que Ainda Competimos ENTRE NÓS?

Rivalidade Feminina em Pleno Século 21.

04.06.2026 às 16:21


Outro dia, durante uma conversa entre amigas, ouvi uma frase que ficou na minha cabeça:

“Mulher apoia mulher até a página dois.”

A afirmação pode parecer dura, mas me fez refletir. Afinal, em pleno século 21, depois de tantas conquistas femininas, da luta por igualdade, da ocupação de espaços de liderança e do discurso cada vez mais forte sobre sororidade, por que a rivalidade feminina ainda insiste em existir?

A verdade é que ela existe. Talvez não da mesma forma de décadas atrás, mas ainda está presente em ambientes que frequentamos diariamente.

Na escola, tudo começa cedo

Muitas mulheres carregam lembranças da infância e da adolescência.

A menina que era excluída do grupo porque era considerada “bonita demais”. A outra que sofria porque não se encaixava nos padrões estéticos. A que era alvo de comentários por tirar boas notas. Ou aquela que era criticada simplesmente porque chamava atenção.

Não era raro ver meninas disputando popularidade, amizades ou validação.

Sem perceber, muitas cresceram acreditando que outra mulher era uma concorrente natural.

No ambiente de trabalho, a competição ganha novos formatos

Ana (nome fictício) conta que, ao ser promovida a coordenadora, percebeu uma mudança no comportamento de algumas colegas.

“As mesmas pessoas que me parabenizaram começaram a me excluir das conversas e questionar minhas decisões. Foi doloroso perceber que parte da resistência vinha de outras mulheres.”

Já Carla lembra de uma situação semelhante.

“Quando entrei na empresa, uma gestora me tratava como ameaça. Eu admirava o trabalho dela e queria aprender, mas ela parecia acreditar que eu estava ali para ocupar o lugar dela.”

Histórias assim são mais comuns do que imaginamos.

Mas será que o problema está nas mulheres?

Talvez não.

Durante muito tempo, fomos ensinadas que existiam poucas vagas para nós. Poucas líderes, poucas oportunidades e pouco reconhecimento. Em vez de cooperação, aprendemos competição.

Nas redes sociais, a comparação virou rotina

Hoje, a rivalidade ganhou um novo palco.

Enquanto uma mulher posta uma viagem, outra questiona sua própria vida. Enquanto uma comemora uma conquista profissional, outra sente que está atrasada. Enquanto uma exibe felicidade, alguém do outro lado da tela acredita que está fracassando.

A comparação silenciosa virou uma das maiores inimigas da autoestima feminina.

E o pior: muitas vezes ela acontece entre mulheres que sequer se conhecem.

Mas existe uma mudança acontecendo

A boa notícia é que cada vez mais mulheres estão rompendo esse ciclo.

São empreendedoras indicando o trabalho umas das outras.

Líderes formando novas líderes.

Amigas celebrando conquistas sem transformá-las em competição.

Mulheres entendendo que o brilho de uma não apaga o da outra.

Porque sucesso não é uma pizza dividida em poucos pedaços.

Há espaço para todas.

Talvez a verdadeira sororidade não esteja em dizer que nunca sentimos inveja, insegurança ou comparação. Talvez esteja em reconhecer esses sentimentos e escolher não alimentá-los.

No fim das contas, a pergunta permanece:

Quando vemos outra mulher vencer, ficamos inspiradas ou incomodadas?

A resposta pode revelar muito mais sobre nós do que sobre ela.

E você, já viveu alguma situação de rivalidade feminina na escola, no trabalho ou até mesmo dentro da própria família?

Beijos de poder.

Postado por Entre Nós Mulheres

Qual a melhor idade para chegar lá?

18.05.2026 às 22:40


Olá, mulheres!

Eu lembro que, nos tempos da minha avó, existia uma pressa quase obrigatória em torno da vida feminina.

“Menina, se apresse.”

Case logo. Tenha filhos logo. Aproveite enquanto está jovem.

Era como se existisse um prazo de validade invisível pairando sobre nós.

Nos vendiam a ideia de que o sucesso da mulher estava em cumprir etapas rapidamente. Casar cedo para não “ficar pra titia”, construir uma família antes de certa idade, encontrar estabilidade enquanto ainda éramos jovens o suficiente para sermos consideradas desejáveis, produtivas, interessantes.

E talvez muitas de nós tenham crescido acreditando nisso sem nem perceber.

Depois, o tempo mudou.

As mulheres começaram a estudar mais, trabalhar mais, empreender, viajar, ocupar espaços, construir independência. Só que a pressão não acabou ela apenas mudou de roupa.

Agora, além de casar, também precisamos ter carreira. Além de sermos boas mães, precisamos ser bem-sucedidas. Além de manter relacionamentos saudáveis, também precisamos ter corpo perfeito, estabilidade emocional, independência financeira e uma vida digna de capa de revista antes dos 40.

E é justamente aí que entra algo que me fez refletir muito ao pensar em O Diabo Veste Prada 2.

Quando imaginamos o retorno de Andy Sachs, personagem de Anne Hathaway, a expectativa era encontrar uma mulher completamente resolvida. Afinal, depois de tudo o que ela viveu no primeiro filme, ao lado da poderosa Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, parecia óbvio imaginar que agora ela estaria no auge absoluto da vida.

Mas não.

Andy chega aos 40+ ainda reorganizando a própria história.

O filme começa com ela perdendo o emprego.

Ela ainda mora de aluguel.

Ainda não tem uma vida perfeitamente estruturada.

A vida amorosa também parece longe de estar completamente resolvida.

E, sinceramente? Isso talvez tenha sido a parte mais real de todas.

Porque a gente espera que, aos 40, a mulher finalmente chegue naquela fase do: “agora deu certo”. Como se existisse um momento exato em que tudo se encaixa perfeitamente. Como se maturidade fosse sinônimo de vida pronta.

Mas a verdade é que muita gente ainda está tentando entender a própria vida aos 40. Aos 50. Aos 60.

E isso não significa fracasso.

Significa humanidade.

Talvez uma das maiores armadilhas que colocaram sobre nós tenha sido essa ideia de “chegar lá”. Como se a vida fosse uma linha de chegada fixa. Como se existisse uma idade correta para finalmente se sentir suficiente.

Mas e se não existir?

E se cada mulher florescer em um tempo diferente?

Tem mulher que encontra o amor da vida aos 25.

Outras encontram a si mesmas aos 45.

Algumas mudam de carreira depois dos 50.

Outras descobrem coragem depois de anos vivendo para agradar todo mundo.

A verdade é que ninguém está totalmente pronto.

Nem as mulheres comuns.

Nem as personagens que admiramos no cinema.

E talvez isso seja libertador.

Porque existe uma beleza enorme em continuar se reconstruindo. Em entender que amadurecer não é ter todas as respostas, mas aprender a viver mesmo sem elas.

Então, qual é a melhor idade para chegar lá?

Talvez seja exatamente a idade em que você decide parar de medir sua vida pela régua dos outros.

Beijos de poder. 

Postado por Entre Nós Mulheres

O Diabo Veste Prada: “entre o sucesso e a identidade, a Andy que vive em nós”

01.05.2026 às 13:40
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Olá poderosa! Já tá sabendo? A estreia de O Diabo Veste Prada é em 30 de abril, nos cinemas ! Como um lembrete e ao mesmo tempo inquietante sobre os caminhos que escolhemos trilhar. Mais do que um filme sobre moda, ele nos convida a olhar para dentro e refletir sobre quem nos tornamos quando o sucesso bate à porta.

A história de Andy, vivida por Anne Hathaway, é a de muitas mulheres. Uma jovem cheia de sonhos, que entra em um universo totalmente novo, onde excelência não é diferencial é obrigação. Sob o olhar exigente e quase impenetrável de Miranda Priestly, interpretada magistralmente por Meryl Streep, ela aprende rápido, cresce rápido… e se transforma mais rápido ainda.

Ao lado delas, outras personagens completam esse universo intenso e real:

* Emily, a assistente impecável e ácida, vivida por Emily Blunt, que representa a obsessão pela perfeição;

* Nigel, interpretado por Stanley Tucci, trazendo sensibilidade e uma visão mais humana dentro daquele mundo exigente;

Cada personagem é um espelho de comportamentos que vemos e muitas vezes vivemos no ambiente profissional.

Frases que ficaram e por um bom motivo

O filme não é lembrado apenas pelos figurinos icônicos, mas pelas falas que atravessaram o tempo e continuam extremamente atuais:

* “Todo mundo quer estar no nosso lugar.”

* “Isso não é apenas uma revista, é uma responsabilidade.”

* “Você vendeu sua alma no dia em que colocou aqueles sapatos.”

* ⁠”Eu amo o meu trabalho.”

São frases que vão além do roteiro são provocações. Pequenos choques de realidade que nos fazem refletir sobre ambição, escolhas e limites.

O glamour que esconde pressão

Por trás das roupas de grife, dos desfiles e do brilho, existe um ritmo acelerado, exigente e, muitas vezes, solitário. O filme escancara aquilo que nem sempre aparece: o custo emocional de estar em ambientes onde errar não é uma opção.

E é justamente por isso que O Diabo Veste Prada continua tão atual.

Porque, mesmo fora do mundo da moda, quantas mulheres vivem rotinas assim?

Quantas estão constantemente tentando provar que são capazes mesmo já sendo?

A estreia que volta como espelho

Hoje, ao voltar às telas, o filme não chega apenas como entretenimento. Ele chega como espelho.

Um espelho que reflete:

* nossas escolhas

* nossas concessões

* e, principalmente, nossa identidade

Ele nos faz lembrar que crescer é importante, sim. Mas crescer sem se reconhecer… nunca será sucesso de verdade.

A Andy que vive em nós

Todas nós temos um pouco de Andy.

A que quer crescer.

A que quer provar seu valor.

A que quer chegar lá.

Mas também precisamos cultivar a mulher que sabe a hora de parar, de questionar, de escolher a si mesma.

Porque, no fim, não é sobre moda, nem sobre carreira.

É sobre identidade.

Beijos de poder

Postado por Entre Nós Mulheres

A força silenciosa das mulheres que vieram antes de nós

09.03.2026 às 14:20


Existe algo muito simbólico entre as mulheres de uma família: o bastão invisível que passa de geração em geração.

Não é algo que se toca com as mãos. Mas sentimos.

Ele aparece em frases que repetimos sem perceber.

Em conselhos que um dia ouvimos da nossa mãe.

Em hábitos que vieram da nossa avó.

Em gestos que aprendemos simplesmente observando.

Quem nunca se pegou dizendo algo e, de repente, pensou: “Meu Deus… eu falei exatamente como minha mãe falaria.”

Ou então percebeu que faz do mesmo jeito que a avó fazia?

Esse bastão carrega histórias, valores e aprendizados.

Nossas mães e avós viveram em tempos diferentes. Muitas vezes tiveram menos oportunidades, menos voz e menos escolhas. Ainda assim, foram mulheres fortes, resilientes, que sustentaram famílias, educaram filhos e enfrentaram as dificuldades de uma sociedade marcada por regras duras muitas delas impostas pelo patriarcado.

Algumas dores vieram junto nesse bastão.

Silêncios que precisavam ser quebrados.

Medos que precisavam ser enfrentados.

Limites que precisavam ser ampliados.

E talvez uma das maiores conquistas da nossa geração seja justamente essa: ter a coragem de transformar aquilo que precisa mudar.

Nós preservamos o que veio de melhor a fé, a força, a capacidade de cuidar, a coragem de seguir mesmo quando tudo parece difícil.

Mas também aprendemos a deixar para trás aquilo que já não cabe mais.

Algumas histórias foram curadas.

Alguns ciclos foram interrompidos.

Algumas mulheres começaram a viver com mais liberdade do que as que vieram antes.

Isso também é honra.

Porque honrar nossas ancestrais não significa repetir tudo exatamente como foi.

Significa reconhecer o caminho que elas abriram e, com respeito, seguir adiante um pouco mais longe.

O bastão continua passando.

E um dia, talvez sem perceber, outras mulheres também olharão para nós e reconhecerão algo que aprenderam simplesmente por nos observar.

Feliz Dia para todas nós e obrigada por estarmos juntas.

Beijos de poder

Postado por Entre Nós Mulheres

Sou mãe e fui cancelada neste carnaval

Quando a sociedade ainda julga o papel da mulher

14.02.2026 às 11:20
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Olá, poderosas!

Já sentiu uma sensação de culpa por se divertir?

Isso porque, apesar de conquistas importantes nas últimas décadas, a sociedade ainda reforça expectativas rígidas sobre o que significa “ser mãe” e, muitas vezes, isso implica sacrificar a identidade e os desejos pessoais das mulheres.

E essa cobrança não acontece apenas com mulheres anônimas. Ela alcança também figuras públicas.

Recentemente, a influenciadora Virgínia Fonseca, mãe de três filhos e atual rainha de bateria da Grande Rio, falou sobre a presença das crianças nos ensaios e admitiu sentir culpa diante da rotina intensa de trabalho.

Ao mesmo tempo, destacou que o olhar de admiração dos filhos vem como um lembrete de que está tudo bem de que ser mãe não deveria significar se apagar.

O episódio revela algo importante: mesmo com estrutura, visibilidade e sucesso, mães continuam sendo atravessadas pelo mesmo sentimento coletivo de julgamento.

Porque, no fundo, a sociedade ainda estranha quando uma mulher tenta conciliar maternidade e vida própria como se uma coisa anulasse a outra.

Maternidade ainda vista como destino

Pesquisas mostram que a maternidade continua sendo vista, em muitas culturas, como o papel principal da mulher frequentemente ofuscando sua identidade profissional, social e pessoal.

Essas expectativas não apenas influenciam a forma como a sociedade enxerga as mães, mas também moldam a maneira como as próprias mulheres se percebem.

No Brasil, por exemplo, a presença das mães no mercado de trabalho ainda é profundamente desigual: cerca de 60% das mães estão fora do mercado formal e, entre aquelas que conseguem emprego, a maioria ocupa cargos operacionais, com pouca representação em posições de liderança.

Ou seja: a cobrança não é apenas emocional. Ela é estrutural.

Carnaval: um feriado que também pesa

Mas por que esse período, que deveria ser apenas mais um feriado no calendário, ainda desperta tanta culpa em nós?

Por que, quando uma mãe decide descansar, ela sente que está “falhando”?

E quando decide sair, mesmo que por algumas horas, parece que precisa se justificar?

A verdade é que o carnaval escancara algo que acontece o ano inteiro:

a sociedade ainda cancela mães que se permitem ser mulheres.

Existe uma cobrança invisível mas muito presente de que a maternidade seja uma entrega total. Como se, a partir do momento em que os filhos nascem, a mulher deixasse de ter direito a pausas, alegria, liberdade ou simplesmente… vida própria.

Se ela aparece em um bloco, surgem os julgamentos:

“E os filhos?”

“Mãe não deveria estar aí.”

“Que exemplo é esse?”

Se ela escolhe ficar em casa, também não escapa:

“Você sumiu.”

“Virou só mãe.”

“Nem vive mais.”

Percebe o peso?

Em qualquer escolha, a mulher parece sempre estar devendo.

A fantasia que ninguém vê: a sobrecarga

E isso acontece porque ainda vivemos em uma cultura que romantiza a mãe incansável aquela que dá conta de tudo, que se anula sem reclamar.

Só que por trás dessa imagem existe uma realidade dura: exaustão, solidão e sobrecarga emocional.

Segundo dados recentes, quase metade das mães brasileiras têm menos de uma hora por dia para si mesmas um tempo mínimo de autocuidado em meio a tantas responsabilidades.

Isso não é detalhe.

Isso é um retrato.

Mães também precisam respirar

Por isso, talvez o carnaval não seja apenas sobre festa.

Talvez seja sobre um lembrete:

mães também precisam respirar.

Para algumas, isso vai significar alegria na rua.

Para outras, silêncio em casa.

Para muitas, apenas a chance de descansar sem culpa.

E o ponto central é esse:

não se trata de onde você vai passar o carnaval.

Se trata de não ser cancelada por existir além da maternidade.

A sociedade evoluiu, sim. Hoje falamos mais sobre saúde mental materna, sobre rede de apoio, sobre divisão de tarefas. Mas ainda há um longo caminho.

Que nesse carnaval com folia ou com descanso a gente se permita uma coisa simples, mas revolucionária:

não se abandonar.

Beijos de Poder!


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Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem

27.01.2026 às 12:20


Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem

Esse título pode te lembrar um trecho de uma música da Sandy escrita justamente em um momento de transição da vida da cantora, quando ela também se via entre o que já não era e o que ainda estava se tornando.

Existe um lugar estranho e muito familiar onde muitas mulheres chegam por volta dos 40 anos.

Não é juventude plena.

Também não é velhice.

É esse meio do caminho onde a gente ainda se sente jovem, mas começa a lidar com coisas que antes pareciam distantes demais para nos pertencer.

E vamos falar a verdade: nem tudo é bonito.

O corpo muda.

O metabolismo desacelera sem pedir licença.

O cansaço aparece mais rápido.

O sono já não é o mesmo.

E, de repente, palavras que antes soavam técnicas demais começam a fazer parte da nossa rotina: climatério, menopausa, reposição hormonal.

Vêm as ondas de calor.

As oscilações de humor que nem sempre conseguimos explicar.

A memória que falha em momentos bobos.

A pele que denuncia o tempo com rugas que surgem sem aviso prévio mesmo com todo o cuidado do mundo.

Sim, é chato.

Às vezes injusto.

E muitas vezes silencioso demais, porque ninguém preparou a gente pra isso.

Mas existe algo curioso que acontece junto com tudo isso.

Enquanto o corpo muda, a mente amadurece.

E esse amadurecimento traz uma liberdade que a juventude não tinha.

Aos 40, a mulher começa a perceber que pode se reinventar.

No jeito de se cuidar.

Na forma de se vestir.

Na carreira.

Nos relacionamentos.

Na maneira como se enxerga.

Muitas mulheres, inclusive, parecem mais jovens nessa fase não porque o tempo voltou, mas porque a pressão diminuiu.

Menos necessidade de agradar.

Menos medo de errar.

Menos tolerância com o que machuca.

As rugas chegam, sim.

Mas chegam junto com histórias.

O climatério aparece, mas também aparece a consciência de que saúde é prioridade, não vaidade.

A menopausa assusta, mas também convida a olhar para o corpo com mais respeito e menos cobrança.

Sou jovem pra ser velha porque ainda tenho sonhos, curiosidade e vontade de aprender.

E sou velha pra ser jovem porque não tenho mais paciência para viver no automático ou sustentar relações que não fazem sentido.

Essa fase não é o fim de nada.

É o começo de uma versão mais honesta de nós mesmas.

Uma versão que entende que envelhecer não é desaparecer  é se transformar.

Postado por Entre Nós Mulheres

“A Empregada”: quando o suspense escancara o que muitas mulheres vivem em silêncio

29.12.2025 às 14:30


Mulheres, o livro A Empregada, suspense da autora Freida McFadden, que ganhou adaptação para o cinema e que tive a oportunidade de assistir na pré-estreia, é daqueles que começam de um jeito e terminam de outro completamente diferente. A história prende, provoca e, principalmente, nos faz repensar julgamentos que fazemos logo no início quase sem perceber.

No filme, a protagonista Millie é interpretada por Sydney Sweeney, em uma atuação intensa e cheia de silêncios. Ela aceita trabalhar como empregada doméstica na casa da família Winchester. A patroa, Nina Winchester, é vivida por Amanda Seyfried, e o marido, Andrew, é interpretado por Brandon Sklenar. À primeira vista, tudo parece organizado: casa bonita, rotina perfeita, família estruturada. Mas logo entendemos que aquela casa guarda mais do que aparenta.

Uma frase do filme resume bem essa sensação inicial: “Venha conhecer a casa pra ver onde você está se metendo.” No começo, soa quase como um convite. Com o desenrolar da trama, percebemos que era um aviso.

Desde as primeiras cenas, tanto no livro quanto no filme, somos conduzidas a enxergar a história por um determinado ângulo. Criamos empatia, fazemos julgamentos, escolhemos lados. E então vem a virada. A trama muda completamente e nos obriga a rever tudo o que achávamos que sabíamos. Confesso que me senti até um pouco culpada pelos julgamentos feitos no início e talvez esse seja um dos maiores méritos da narrativa.

Falando especificamente sobre o livro, A Empregada não é uma história isolada. O suspense faz parte de uma sequência que acompanha a trajetória da protagonista Millie, e os outros livros são continuações diretas da sua história. A ordem de leitura é: A Empregada, O Segredo da Empregada, um conto intermediário chamado O Casamento da Empregada, e o terceiro livro principal, A Empregada Está de Olho. Juntas, essas obras formam uma trilogia viciante, marcada por mistérios bem construídos, tensão psicológica constante e reviravoltas que fazem a gente questionar tudo até o fim.

Outro ponto importante: o filme foi fiel ao livro. Quem leu reconhece as cenas, os diálogos, os silêncios e a construção cuidadosa dos personagens. A adaptação respeita a essência da obra e entrega no cinema a mesma sensação de desconforto e surpresa que conquistou tantas leitoras.

Não posso entregar muito mais aqui e nem devo. A Empregada é daquelas histórias que precisam ser vividas, não explicadas. O filme estreia oficialmente nos cinemas no dia 01 de janeiro, minha dica é simples: vá assistir com atenção, sem certezas absolutas. Observe os detalhes e perceba como a narrativa nos conduz… até virar tudo de cabeça para baixo.

No fim, esse suspense fala menos sobre mistério e mais sobre como mulheres são vistas, julgadas e colocadas em posições onde precisam se adaptar para sobreviver. Uma história que incomoda, provoca e faz pensar.

Depois que você assistir, a gente conversa.

Beijos de poder!

Postado por Entre Nós Mulheres

SEXA: A Estreia Poderosa de Glória Pires e o Recado Que Toda Mulher Precisa Ouvir

09.12.2025 às 19:30
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Gente… não sei se é o destino, mas justamente agora, quando eu estou prestes a completar 40 anos quatro décadas de vida, minha gente! (risos) esse universo dos “sexagenários poderosos” tem me chamado uma atenção especial. E o mais curioso é que, quanto mais eu observo, mais eu vejo o mercado, o cinema e até a vida real gritando: a melhor fase da mulher pode começar justamente quando dizem que acabou.

E é aqui que entra ela: Glória Pires, maravilhosa, histórica, eterna dona de si que agora estreia como diretora no filme Sexa. Sim, minhas lindas: depois de 57 anos de vida artística, ela mesma afirmou que não lembra de viver um momento tão intenso quanto este.

Ou seja, nunca é tarde para recomeçar… ou começar algo completamente novo.

O filme conta a história de Bárbara, uma mulher de 60 anos que está apavorada com a ideia de envelhecer. E quem nunca, né? Ela vive entre o trabalho como revisora de textos e as conversas deliciosamente debochadas com a melhor amiga e vizinha Cristina aquela amiga que todas nós temos, que fala umas verdades doídas, mas sempre com carinho e humor.

Só que a vida amorosa de Bárbara… ah, essa estava completamente no modo avião. Ela já tinha desistido de procurar um novo amor, achando que a fase romântica da vida dela tinha acabado. Até que como sempre acontece quando a gente menos espera surge Davi, um viúvo 25 anos mais jovem. Sim, vinte e cinco, minhas poderosas!

E aí o filme vira aquela piscada do universo dizendo:

“Querida, quem disse que o seu tempo acabou? Quem disse que não pode ser agora?”

E eu fico pensando… se a Bárbara reinventou a vida aos 60, e Glória reinventou a carreira agora, por que nós temos tanto medo do tempo? Por que a gente olha para o número da idade como se fosse uma sentença e não uma conquista?

A verdade é que, quanto mais converso com mulheres, mais percebo: a idade não limita, ela liberta.

Aos 40, 50, 60… começamos a nos olhar com mais verdade, a escolher com mais consciência e a desistir do que não soma. A maturidade não pesa… ela afasta o que pesa.

E talvez seja por isso que o tema desse filme mexe justamente comigo agora. Porque eu sinto e talvez você sinta também que estamos entrando na fase mais autêntica da nossa vida.

Onde a gente se conhece, se aceita e, principalmente, não tem mais medo de viver.

Seja recomeçar um amor, uma carreira, um sonho ou a própria história…

a idade é só um detalhe.

A coragem, não.

Então, poderosas, que Sexa e esse momento de Glória sirvam como um lembrete lindo:

o tempo não leva nada de nós ele nos devolve.

Nos devolve mais fortes, mais sábias e, muitas vezes, mais felizes do que imaginávamos.

E se o destino estiver alinhado com o meu que estou aqui às vésperas dos 40 que venham os novos capítulos, as novas versões e, por que não, os novos amores também?

Sexa chega aos cinemas dia 11 de dezembro nesta próxima quinta-feira. Não perca!

Beijos de poder 

Postado por Entre Nós Mulheres

Feliz no simples: por que vinho, tricô e rolês tranquilos se tornaram o novo luxo feminino

26.11.2025 às 18:38
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Olá, poderosa!

Fim de ano chegando e eu preciso te perguntar: você também percebeu esse movimento silencioso acontecendo entre nós? Cada vez mais mulheres estão trocando o barulho das grandes festas por programas leves, intimistas e cheios de significado.

A cena mudou.

Hoje, uma tarde de tricô, uma noite de taças pintadas, um vinho com as amigas ou um encontro pequeno em uma cafeteria, por exemplo, virou o novo Mood do bem-estar feminino. E, sinceramente, faz todo sentido.

A onda do “luxo silencioso”

Especialistas têm chamado essa virada de o retorno ao simples como forma de luxo.

É o oposto da ostentação: nada de excessos, nada de correria, nada de viver para mostrar.

O novo luxo é sobre qualidade, durabilidade, conforto emocional e escolhas que abraçam a nossa paz.

No nosso universo, isso aparece em peças artesanais, rituais de autocuidado, experiências com calma e ambientes que nos acolhem.

E tem dado tão certo que até os estudos de mercado já mostram:

nós, mulheres, estamos consumindo mais aquilo que entrega valor emocional, autenticidade e sentido.

Hobbies manuais: os novos calmantes emocionais

Não é à toa que oficinas de pintura, encontros de tricô, bordado, cerâmica e todas essas coisas “de vó” estão lotadas.

A psicologia explica:

Atividades manuais ajudam a diminuir a ansiedade, regulam emoções e organizam pensamentos.

É quase uma meditação ativa só que muito mais divertida.

Esses encontros não são só lazer…

São terapia social, uma pausa para respirar e uma forma linda de se reconectar consigo e com outras mulheres que estão na mesma busca.

Desacelerar virou prioridade

Depois de anos sendo empurradas para a exaustão, muitas de nós finalmente entendemos:

não dá para viver no corre o tempo inteiro.

E aí a magia acontece:

Uma noite de vinho em casa, um encontro com poucas amigas, uma tarde de artesanato…

Isso não é isolamento, é curadoria de energia.

É escolher bem onde, com quem e como gastar o que temos de mais precioso: tempo e presença.

Conexões pequenas, profundidades grandes

Pesquisas recentes já mostram essa virada social: as mulheres estão preferindo encontros menores.

É nesses espaços que rolam conversas boas, risadas sinceras, criatividade fluindo e aquela sensação doce de pertencimento.

E tudo isso tem impacto direto na nossa saúde emocional.

No fim das contas, o que cura não é o barulho é o vínculo.

O simples como caminho de volta para nós mesmas

Essa tendência vai muito além da estética.

É uma mudança de mentalidade!

É a gente dizendo, com coragem:

“Quero equilíbrio. Quero calma. Quero experiências verdadeiras.”

Um luxo que não se compra em shoppings, mas se constrói na rotina:

tempo, qualidade, calma e significado.

E você, poderosa?

Já experimentou esse verdadeiro luxo?

Conta: qual tem sido o seu luxo do momento?

Beijos de poder!

Postado por Entre Nós Mulheres


Entre Nós Mulheres por Mical Rocha

Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.

“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”

Mical Rocha

Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e  Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.

Contato: 82 99691-7755

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