Olá, mulheres!
Eu lembro que, nos tempos da minha avó, existia uma pressa quase obrigatória em torno da vida feminina.
“Menina, se apresse.”
Case logo. Tenha filhos logo. Aproveite enquanto está jovem.
Era como se existisse um prazo de validade invisível pairando sobre nós.
Nos vendiam a ideia de que o sucesso da mulher estava em cumprir etapas rapidamente. Casar cedo para não “ficar pra titia”, construir uma família antes de certa idade, encontrar estabilidade enquanto ainda éramos jovens o suficiente para sermos consideradas desejáveis, produtivas, interessantes.
E talvez muitas de nós tenham crescido acreditando nisso sem nem perceber.
Depois, o tempo mudou.
As mulheres começaram a estudar mais, trabalhar mais, empreender, viajar, ocupar espaços, construir independência. Só que a pressão não acabou ela apenas mudou de roupa.
Agora, além de casar, também precisamos ter carreira. Além de sermos boas mães, precisamos ser bem-sucedidas. Além de manter relacionamentos saudáveis, também precisamos ter corpo perfeito, estabilidade emocional, independência financeira e uma vida digna de capa de revista antes dos 40.
E é justamente aí que entra algo que me fez refletir muito ao pensar em O Diabo Veste Prada 2.
Quando imaginamos o retorno de Andy Sachs, personagem de Anne Hathaway, a expectativa era encontrar uma mulher completamente resolvida. Afinal, depois de tudo o que ela viveu no primeiro filme, ao lado da poderosa Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, parecia óbvio imaginar que agora ela estaria no auge absoluto da vida.
Mas não.
Andy chega aos 40+ ainda reorganizando a própria história.
O filme começa com ela perdendo o emprego.
Ela ainda mora de aluguel.
Ainda não tem uma vida perfeitamente estruturada.
A vida amorosa também parece longe de estar completamente resolvida.
E, sinceramente? Isso talvez tenha sido a parte mais real de todas.
Porque a gente espera que, aos 40, a mulher finalmente chegue naquela fase do: “agora deu certo”. Como se existisse um momento exato em que tudo se encaixa perfeitamente. Como se maturidade fosse sinônimo de vida pronta.
Mas a verdade é que muita gente ainda está tentando entender a própria vida aos 40. Aos 50. Aos 60.
E isso não significa fracasso.
Significa humanidade.
Talvez uma das maiores armadilhas que colocaram sobre nós tenha sido essa ideia de “chegar lá”. Como se a vida fosse uma linha de chegada fixa. Como se existisse uma idade correta para finalmente se sentir suficiente.
Mas e se não existir?
E se cada mulher florescer em um tempo diferente?
Tem mulher que encontra o amor da vida aos 25.
Outras encontram a si mesmas aos 45.
Algumas mudam de carreira depois dos 50.
Outras descobrem coragem depois de anos vivendo para agradar todo mundo.
A verdade é que ninguém está totalmente pronto.
Nem as mulheres comuns.
Nem as personagens que admiramos no cinema.
E talvez isso seja libertador.
Porque existe uma beleza enorme em continuar se reconstruindo. Em entender que amadurecer não é ter todas as respostas, mas aprender a viver mesmo sem elas.
Então, qual é a melhor idade para chegar lá?
Talvez seja exatamente a idade em que você decide parar de medir sua vida pela régua dos outros.
Beijos de poder.
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Olá poderosa! Já tá sabendo? A estreia de O Diabo Veste Prada é em 30 de abril, nos cinemas ! Como um lembrete e ao mesmo tempo inquietante sobre os caminhos que escolhemos trilhar. Mais do que um filme sobre moda, ele nos convida a olhar para dentro e refletir sobre quem nos tornamos quando o sucesso bate à porta.
A história de Andy, vivida por Anne Hathaway, é a de muitas mulheres. Uma jovem cheia de sonhos, que entra em um universo totalmente novo, onde excelência não é diferencial é obrigação. Sob o olhar exigente e quase impenetrável de Miranda Priestly, interpretada magistralmente por Meryl Streep, ela aprende rápido, cresce rápido… e se transforma mais rápido ainda.
Ao lado delas, outras personagens completam esse universo intenso e real:
* Emily, a assistente impecável e ácida, vivida por Emily Blunt, que representa a obsessão pela perfeição;
* Nigel, interpretado por Stanley Tucci, trazendo sensibilidade e uma visão mais humana dentro daquele mundo exigente;
Cada personagem é um espelho de comportamentos que vemos e muitas vezes vivemos no ambiente profissional.
Frases que ficaram e por um bom motivo
O filme não é lembrado apenas pelos figurinos icônicos, mas pelas falas que atravessaram o tempo e continuam extremamente atuais:
* “Todo mundo quer estar no nosso lugar.”
* “Isso não é apenas uma revista, é uma responsabilidade.”
* “Você vendeu sua alma no dia em que colocou aqueles sapatos.”
* ”Eu amo o meu trabalho.”
São frases que vão além do roteiro são provocações. Pequenos choques de realidade que nos fazem refletir sobre ambição, escolhas e limites.
O glamour que esconde pressão
Por trás das roupas de grife, dos desfiles e do brilho, existe um ritmo acelerado, exigente e, muitas vezes, solitário. O filme escancara aquilo que nem sempre aparece: o custo emocional de estar em ambientes onde errar não é uma opção.
E é justamente por isso que O Diabo Veste Prada continua tão atual.
Porque, mesmo fora do mundo da moda, quantas mulheres vivem rotinas assim?
Quantas estão constantemente tentando provar que são capazes mesmo já sendo?
A estreia que volta como espelho
Hoje, ao voltar às telas, o filme não chega apenas como entretenimento. Ele chega como espelho.
Um espelho que reflete:
* nossas escolhas
* nossas concessões
* e, principalmente, nossa identidade
Ele nos faz lembrar que crescer é importante, sim. Mas crescer sem se reconhecer… nunca será sucesso de verdade.
A Andy que vive em nós
Todas nós temos um pouco de Andy.
A que quer crescer.
A que quer provar seu valor.
A que quer chegar lá.
Mas também precisamos cultivar a mulher que sabe a hora de parar, de questionar, de escolher a si mesma.
Porque, no fim, não é sobre moda, nem sobre carreira.
É sobre identidade.
Beijos de poder
Existe algo muito simbólico entre as mulheres de uma família: o bastão invisível que passa de geração em geração.
Não é algo que se toca com as mãos. Mas sentimos.
Ele aparece em frases que repetimos sem perceber.
Em conselhos que um dia ouvimos da nossa mãe.
Em hábitos que vieram da nossa avó.
Em gestos que aprendemos simplesmente observando.
Quem nunca se pegou dizendo algo e, de repente, pensou: “Meu Deus… eu falei exatamente como minha mãe falaria.”
Ou então percebeu que faz do mesmo jeito que a avó fazia?
Esse bastão carrega histórias, valores e aprendizados.
Nossas mães e avós viveram em tempos diferentes. Muitas vezes tiveram menos oportunidades, menos voz e menos escolhas. Ainda assim, foram mulheres fortes, resilientes, que sustentaram famílias, educaram filhos e enfrentaram as dificuldades de uma sociedade marcada por regras duras muitas delas impostas pelo patriarcado.
Algumas dores vieram junto nesse bastão.
Silêncios que precisavam ser quebrados.
Medos que precisavam ser enfrentados.
Limites que precisavam ser ampliados.
E talvez uma das maiores conquistas da nossa geração seja justamente essa: ter a coragem de transformar aquilo que precisa mudar.
Nós preservamos o que veio de melhor a fé, a força, a capacidade de cuidar, a coragem de seguir mesmo quando tudo parece difícil.
Mas também aprendemos a deixar para trás aquilo que já não cabe mais.
Algumas histórias foram curadas.
Alguns ciclos foram interrompidos.
Algumas mulheres começaram a viver com mais liberdade do que as que vieram antes.
Isso também é honra.
Porque honrar nossas ancestrais não significa repetir tudo exatamente como foi.
Significa reconhecer o caminho que elas abriram e, com respeito, seguir adiante um pouco mais longe.
O bastão continua passando.
E um dia, talvez sem perceber, outras mulheres também olharão para nós e reconhecerão algo que aprenderam simplesmente por nos observar.
Feliz Dia para todas nós e obrigada por estarmos juntas.
Beijos de poder
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Olá, poderosas!
Já sentiu uma sensação de culpa por se divertir?
Isso porque, apesar de conquistas importantes nas últimas décadas, a sociedade ainda reforça expectativas rígidas sobre o que significa “ser mãe” e, muitas vezes, isso implica sacrificar a identidade e os desejos pessoais das mulheres.
E essa cobrança não acontece apenas com mulheres anônimas. Ela alcança também figuras públicas.
Recentemente, a influenciadora Virgínia Fonseca, mãe de três filhos e atual rainha de bateria da Grande Rio, falou sobre a presença das crianças nos ensaios e admitiu sentir culpa diante da rotina intensa de trabalho.
Ao mesmo tempo, destacou que o olhar de admiração dos filhos vem como um lembrete de que está tudo bem de que ser mãe não deveria significar se apagar.
O episódio revela algo importante: mesmo com estrutura, visibilidade e sucesso, mães continuam sendo atravessadas pelo mesmo sentimento coletivo de julgamento.
Porque, no fundo, a sociedade ainda estranha quando uma mulher tenta conciliar maternidade e vida própria como se uma coisa anulasse a outra.
Maternidade ainda vista como destino
Pesquisas mostram que a maternidade continua sendo vista, em muitas culturas, como o papel principal da mulher frequentemente ofuscando sua identidade profissional, social e pessoal.
Essas expectativas não apenas influenciam a forma como a sociedade enxerga as mães, mas também moldam a maneira como as próprias mulheres se percebem.
No Brasil, por exemplo, a presença das mães no mercado de trabalho ainda é profundamente desigual: cerca de 60% das mães estão fora do mercado formal e, entre aquelas que conseguem emprego, a maioria ocupa cargos operacionais, com pouca representação em posições de liderança.
Ou seja: a cobrança não é apenas emocional. Ela é estrutural.
Carnaval: um feriado que também pesa
Mas por que esse período, que deveria ser apenas mais um feriado no calendário, ainda desperta tanta culpa em nós?
Por que, quando uma mãe decide descansar, ela sente que está “falhando”?
E quando decide sair, mesmo que por algumas horas, parece que precisa se justificar?
A verdade é que o carnaval escancara algo que acontece o ano inteiro:
a sociedade ainda cancela mães que se permitem ser mulheres.
Existe uma cobrança invisível mas muito presente de que a maternidade seja uma entrega total. Como se, a partir do momento em que os filhos nascem, a mulher deixasse de ter direito a pausas, alegria, liberdade ou simplesmente… vida própria.
Se ela aparece em um bloco, surgem os julgamentos:
“E os filhos?”
“Mãe não deveria estar aí.”
“Que exemplo é esse?”
Se ela escolhe ficar em casa, também não escapa:
“Você sumiu.”
“Virou só mãe.”
“Nem vive mais.”
Percebe o peso?
Em qualquer escolha, a mulher parece sempre estar devendo.
A fantasia que ninguém vê: a sobrecarga
E isso acontece porque ainda vivemos em uma cultura que romantiza a mãe incansável aquela que dá conta de tudo, que se anula sem reclamar.
Só que por trás dessa imagem existe uma realidade dura: exaustão, solidão e sobrecarga emocional.
Segundo dados recentes, quase metade das mães brasileiras têm menos de uma hora por dia para si mesmas um tempo mínimo de autocuidado em meio a tantas responsabilidades.
Isso não é detalhe.
Isso é um retrato.
Mães também precisam respirar
Por isso, talvez o carnaval não seja apenas sobre festa.
Talvez seja sobre um lembrete:
mães também precisam respirar.
Para algumas, isso vai significar alegria na rua.
Para outras, silêncio em casa.
Para muitas, apenas a chance de descansar sem culpa.
E o ponto central é esse:
não se trata de onde você vai passar o carnaval.
Se trata de não ser cancelada por existir além da maternidade.
A sociedade evoluiu, sim. Hoje falamos mais sobre saúde mental materna, sobre rede de apoio, sobre divisão de tarefas. Mas ainda há um longo caminho.
Que nesse carnaval com folia ou com descanso a gente se permita uma coisa simples, mas revolucionária:
não se abandonar.
Beijos de Poder!
Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem
Esse título pode te lembrar um trecho de uma música da Sandy escrita justamente em um momento de transição da vida da cantora, quando ela também se via entre o que já não era e o que ainda estava se tornando.
Existe um lugar estranho e muito familiar onde muitas mulheres chegam por volta dos 40 anos.
Não é juventude plena.
Também não é velhice.
É esse meio do caminho onde a gente ainda se sente jovem, mas começa a lidar com coisas que antes pareciam distantes demais para nos pertencer.
E vamos falar a verdade: nem tudo é bonito.
O corpo muda.
O metabolismo desacelera sem pedir licença.
O cansaço aparece mais rápido.
O sono já não é o mesmo.
E, de repente, palavras que antes soavam técnicas demais começam a fazer parte da nossa rotina: climatério, menopausa, reposição hormonal.
Vêm as ondas de calor.
As oscilações de humor que nem sempre conseguimos explicar.
A memória que falha em momentos bobos.
A pele que denuncia o tempo com rugas que surgem sem aviso prévio mesmo com todo o cuidado do mundo.
Sim, é chato.
Às vezes injusto.
E muitas vezes silencioso demais, porque ninguém preparou a gente pra isso.
Mas existe algo curioso que acontece junto com tudo isso.
Enquanto o corpo muda, a mente amadurece.
E esse amadurecimento traz uma liberdade que a juventude não tinha.
Aos 40, a mulher começa a perceber que pode se reinventar.
No jeito de se cuidar.
Na forma de se vestir.
Na carreira.
Nos relacionamentos.
Na maneira como se enxerga.
Muitas mulheres, inclusive, parecem mais jovens nessa fase não porque o tempo voltou, mas porque a pressão diminuiu.
Menos necessidade de agradar.
Menos medo de errar.
Menos tolerância com o que machuca.
As rugas chegam, sim.
Mas chegam junto com histórias.
O climatério aparece, mas também aparece a consciência de que saúde é prioridade, não vaidade.
A menopausa assusta, mas também convida a olhar para o corpo com mais respeito e menos cobrança.
Sou jovem pra ser velha porque ainda tenho sonhos, curiosidade e vontade de aprender.
E sou velha pra ser jovem porque não tenho mais paciência para viver no automático ou sustentar relações que não fazem sentido.
Essa fase não é o fim de nada.
É o começo de uma versão mais honesta de nós mesmas.
Uma versão que entende que envelhecer não é desaparecer é se transformar.
Mulheres, o livro A Empregada, suspense da autora Freida McFadden, que ganhou adaptação para o cinema e que tive a oportunidade de assistir na pré-estreia, é daqueles que começam de um jeito e terminam de outro completamente diferente. A história prende, provoca e, principalmente, nos faz repensar julgamentos que fazemos logo no início quase sem perceber.
No filme, a protagonista Millie é interpretada por Sydney Sweeney, em uma atuação intensa e cheia de silêncios. Ela aceita trabalhar como empregada doméstica na casa da família Winchester. A patroa, Nina Winchester, é vivida por Amanda Seyfried, e o marido, Andrew, é interpretado por Brandon Sklenar. À primeira vista, tudo parece organizado: casa bonita, rotina perfeita, família estruturada. Mas logo entendemos que aquela casa guarda mais do que aparenta.
Uma frase do filme resume bem essa sensação inicial: “Venha conhecer a casa pra ver onde você está se metendo.” No começo, soa quase como um convite. Com o desenrolar da trama, percebemos que era um aviso.
Desde as primeiras cenas, tanto no livro quanto no filme, somos conduzidas a enxergar a história por um determinado ângulo. Criamos empatia, fazemos julgamentos, escolhemos lados. E então vem a virada. A trama muda completamente e nos obriga a rever tudo o que achávamos que sabíamos. Confesso que me senti até um pouco culpada pelos julgamentos feitos no início e talvez esse seja um dos maiores méritos da narrativa.
Falando especificamente sobre o livro, A Empregada não é uma história isolada. O suspense faz parte de uma sequência que acompanha a trajetória da protagonista Millie, e os outros livros são continuações diretas da sua história. A ordem de leitura é: A Empregada, O Segredo da Empregada, um conto intermediário chamado O Casamento da Empregada, e o terceiro livro principal, A Empregada Está de Olho. Juntas, essas obras formam uma trilogia viciante, marcada por mistérios bem construídos, tensão psicológica constante e reviravoltas que fazem a gente questionar tudo até o fim.
Outro ponto importante: o filme foi fiel ao livro. Quem leu reconhece as cenas, os diálogos, os silêncios e a construção cuidadosa dos personagens. A adaptação respeita a essência da obra e entrega no cinema a mesma sensação de desconforto e surpresa que conquistou tantas leitoras.
Não posso entregar muito mais aqui e nem devo. A Empregada é daquelas histórias que precisam ser vividas, não explicadas. O filme estreia oficialmente nos cinemas no dia 01 de janeiro, minha dica é simples: vá assistir com atenção, sem certezas absolutas. Observe os detalhes e perceba como a narrativa nos conduz… até virar tudo de cabeça para baixo.
No fim, esse suspense fala menos sobre mistério e mais sobre como mulheres são vistas, julgadas e colocadas em posições onde precisam se adaptar para sobreviver. Uma história que incomoda, provoca e faz pensar.
Depois que você assistir, a gente conversa.
Beijos de poder!
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Gente… não sei se é o destino, mas justamente agora, quando eu estou prestes a completar 40 anos quatro décadas de vida, minha gente! (risos) esse universo dos “sexagenários poderosos” tem me chamado uma atenção especial. E o mais curioso é que, quanto mais eu observo, mais eu vejo o mercado, o cinema e até a vida real gritando: a melhor fase da mulher pode começar justamente quando dizem que acabou.
E é aqui que entra ela: Glória Pires, maravilhosa, histórica, eterna dona de si que agora estreia como diretora no filme Sexa. Sim, minhas lindas: depois de 57 anos de vida artística, ela mesma afirmou que não lembra de viver um momento tão intenso quanto este.
Ou seja, nunca é tarde para recomeçar… ou começar algo completamente novo.
O filme conta a história de Bárbara, uma mulher de 60 anos que está apavorada com a ideia de envelhecer. E quem nunca, né? Ela vive entre o trabalho como revisora de textos e as conversas deliciosamente debochadas com a melhor amiga e vizinha Cristina aquela amiga que todas nós temos, que fala umas verdades doídas, mas sempre com carinho e humor.
Só que a vida amorosa de Bárbara… ah, essa estava completamente no modo avião. Ela já tinha desistido de procurar um novo amor, achando que a fase romântica da vida dela tinha acabado. Até que como sempre acontece quando a gente menos espera surge Davi, um viúvo 25 anos mais jovem. Sim, vinte e cinco, minhas poderosas!
E aí o filme vira aquela piscada do universo dizendo:
“Querida, quem disse que o seu tempo acabou? Quem disse que não pode ser agora?”
E eu fico pensando… se a Bárbara reinventou a vida aos 60, e Glória reinventou a carreira agora, por que nós temos tanto medo do tempo? Por que a gente olha para o número da idade como se fosse uma sentença e não uma conquista?
A verdade é que, quanto mais converso com mulheres, mais percebo: a idade não limita, ela liberta.
Aos 40, 50, 60… começamos a nos olhar com mais verdade, a escolher com mais consciência e a desistir do que não soma. A maturidade não pesa… ela afasta o que pesa.
E talvez seja por isso que o tema desse filme mexe justamente comigo agora. Porque eu sinto e talvez você sinta também que estamos entrando na fase mais autêntica da nossa vida.
Onde a gente se conhece, se aceita e, principalmente, não tem mais medo de viver.
Seja recomeçar um amor, uma carreira, um sonho ou a própria história…
a idade é só um detalhe.
A coragem, não.
Então, poderosas, que Sexa e esse momento de Glória sirvam como um lembrete lindo:
o tempo não leva nada de nós ele nos devolve.
Nos devolve mais fortes, mais sábias e, muitas vezes, mais felizes do que imaginávamos.
E se o destino estiver alinhado com o meu que estou aqui às vésperas dos 40 que venham os novos capítulos, as novas versões e, por que não, os novos amores também?
Sexa chega aos cinemas dia 11 de dezembro nesta próxima quinta-feira. Não perca!
Beijos de poder
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Olá, poderosa!
Fim de ano chegando e eu preciso te perguntar: você também percebeu esse movimento silencioso acontecendo entre nós? Cada vez mais mulheres estão trocando o barulho das grandes festas por programas leves, intimistas e cheios de significado.
A cena mudou.
Hoje, uma tarde de tricô, uma noite de taças pintadas, um vinho com as amigas ou um encontro pequeno em uma cafeteria, por exemplo, virou o novo Mood do bem-estar feminino. E, sinceramente, faz todo sentido.
A onda do “luxo silencioso”
Especialistas têm chamado essa virada de o retorno ao simples como forma de luxo.
É o oposto da ostentação: nada de excessos, nada de correria, nada de viver para mostrar.
O novo luxo é sobre qualidade, durabilidade, conforto emocional e escolhas que abraçam a nossa paz.
No nosso universo, isso aparece em peças artesanais, rituais de autocuidado, experiências com calma e ambientes que nos acolhem.
E tem dado tão certo que até os estudos de mercado já mostram:
nós, mulheres, estamos consumindo mais aquilo que entrega valor emocional, autenticidade e sentido.
Hobbies manuais: os novos calmantes emocionais
Não é à toa que oficinas de pintura, encontros de tricô, bordado, cerâmica e todas essas coisas “de vó” estão lotadas.
A psicologia explica:
Atividades manuais ajudam a diminuir a ansiedade, regulam emoções e organizam pensamentos.
É quase uma meditação ativa só que muito mais divertida.
Esses encontros não são só lazer…
São terapia social, uma pausa para respirar e uma forma linda de se reconectar consigo e com outras mulheres que estão na mesma busca.
Desacelerar virou prioridade
Depois de anos sendo empurradas para a exaustão, muitas de nós finalmente entendemos:
não dá para viver no corre o tempo inteiro.
E aí a magia acontece:
Uma noite de vinho em casa, um encontro com poucas amigas, uma tarde de artesanato…
Isso não é isolamento, é curadoria de energia.
É escolher bem onde, com quem e como gastar o que temos de mais precioso: tempo e presença.
Conexões pequenas, profundidades grandes
Pesquisas recentes já mostram essa virada social: as mulheres estão preferindo encontros menores.
É nesses espaços que rolam conversas boas, risadas sinceras, criatividade fluindo e aquela sensação doce de pertencimento.
E tudo isso tem impacto direto na nossa saúde emocional.
No fim das contas, o que cura não é o barulho é o vínculo.
O simples como caminho de volta para nós mesmas
Essa tendência vai muito além da estética.
É uma mudança de mentalidade!
É a gente dizendo, com coragem:
“Quero equilíbrio. Quero calma. Quero experiências verdadeiras.”
Um luxo que não se compra em shoppings, mas se constrói na rotina:
tempo, qualidade, calma e significado.
E você, poderosa?
Já experimentou esse verdadeiro luxo?
Conta: qual tem sido o seu luxo do momento?
Beijos de poder!
Você já tentou trabalhar sentindo cólicas tão fortes que mal consegue ficar de pé?
Ou passou o dia com dor de cabeça, fraqueza e vontade de se esconder do mundo mas mesmo assim teve que fingir que estava tudo bem?
Pois é. Essa é a realidade de muitas mulheres, mês após mês.
Mas parece que, finalmente, o assunto começou a ser levado a sério.
A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para um projeto que cria a licença menstrual um direito que permitiria às mulheres se afastar do trabalho por até dois dias por mês, quando estiverem com sintomas intensos durante o ciclo.
O que o projeto diz
A licença vale apenas para casos comprovados com atestado médico, e a relatora do projeto, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), destacou que ainda será preciso definir os critérios para essa comprovação.
Segundo ela, a proposta “não cria um privilégio”, mas reconhece algo óbvio: existem dias em que o corpo feminino precisa de pausa.
A deputada também lembrou que muitas trabalhadoras enfrentam cólicas, enxaquecas e fadiga intensa, o que afeta o desempenho profissional e que garantir esse direito é, na verdade, promover igualdade de gênero e saúde no ambiente de trabalho.
Um avanço que divide opiniões
De um lado, a medida é vista como um ato de empatia.
Afinal, para quem sofre com dores severas ou doenças como endometriose, trabalhar nesses dias é um desafio real.
Reconhecer isso é reconhecer que saúde e produtividade andam juntas.
Mas há quem se preocupe com o outro lado: o medo de que isso possa reforçar estigmas ou dificultar a contratação de mulheres.
Por isso, o debate precisa ser feito com cuidado garantindo o direito, mas também educando a sociedade para entender que respeitar o corpo feminino não é fraqueza, é respeito.
E o que isso muda em lugares como Maceió - AL ?
Se virar lei, a licença menstrual vai valer em todo o Brasil e pode influenciar estados como Alagoas, onde já existem ações voltadas à dignidade menstrual, como a distribuição gratuita de absorventes e campanhas educativas.
Mas ainda não há nada parecido com a licença remunerada.
Essa nova proposta pode abrir portas para políticas locais, tanto no serviço público quanto em empresas privadas, e provocar uma conversa importante sobre como o trabalho pode ser mais humano e inclusivo para as mulheres.
Pra pensar
Menstruar nunca foi escolha.
E ignorar o que o corpo sente, mês após mês, também não pode continuar sendo a regra.
Permitir que a mulher pare por um ou dois dias quando precisa não é preguiça é autocuidado.
E talvez o maior avanço esteja justamente aí: entender que cuidar de si também é uma forma de lutar por igualdade.
Porque o futuro é feminino e ele começa quando a gente aprende a respeitar o próprio corpo.
Beijos de poder
Olá, poderosas! O final de semana chegou e eu trago dicas de filmes para sair um pouco da realidade, relaxar, se inspirar e recarregar as energias. Porque ser mulher é viver mil versões em uma só, e tem filme para cada uma delas!
A Romântica
• Uma Longa Jornada (Star+)
Sophia conhece Luke, um cowboy que transforma sua vida com aventuras, desafios e descobertas sobre o amor verdadeiro.
• Simplesmente Acontece (Netflix)
Rosie e Alex são melhores amigos que enfrentam altos e baixos da vida e tentam reencontrar o caminho um para o outro.
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A Independente
• Comer, Rezar, Amar (Netflix)
Elizabeth Gilbert embarca em uma jornada de autodescoberta pelo mundo após um divórcio, encontrando equilíbrio e propósito.
• A Proposta (Disney+)
Margaret Tate finge um casamento com seu assistente para evitar a deportação e descobre novas formas de se conectar e crescer.
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A Divertida
• Legalmente Loira (Prime Video)
Elle Woods entra na Harvard Law School atrás de seu ex-namorado e descobre seu verdadeiro potencial.
• Miss Simpatia (Max)
Agente Gracie Hart se disfarça em um concurso de beleza para impedir um ataque terrorista, com muita diversão pelo caminho.
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A Intensa
• Nasce Uma Estrela (Max)
Jackson Maine ajuda Ally a alcançar o estrelato, enquanto lida com seus próprios desafios pessoais e profissionais.
• História de um Casamento (Netflix)
Nicole e Charlie enfrentam as complexidades de um divórcio, explorando emoções, dores e recomeços.
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A Sonhadora
• La La Land (Netflix)
Mia e Sebastian buscam realizar seus sonhos em Los Angeles, descobrindo o amor e os desafios da vida artística.
• O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Prime Video)
Amélie decide transformar a vida das pessoas ao seu redor enquanto lida com sua própria solidão.
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A Determinada
• O Diabo Veste Prada (Disney+)
Andrea Sachs enfrenta os desafios de trabalhar com a poderosa Miranda Priestly no mundo da moda.
• Joy: O Nome do Sucesso (Star+)
Joy Mangano transforma uma ideia em um império, superando obstáculos e inspirando a todos.
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Aquela que se reinventa!
• Younger (Netflix)
Liza Miller, mãe solteira de 40 anos, se passa por uma mulher mais jovem para recomeçar sua carreira, equilibrando vida pessoal e profissional.
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A Empreendedora
• Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro (Disney+)
Whitney Wolfe Herd cria o Bumble e supera desafios em um mercado dominado por homens, tornando-se bilionária jovem.
• Como Vender a Lua (Netflix)
Uma jovem visionária transforma uma ideia inovadora em um negócio, aprendendo sobre coragem, estratégia e ousadia.
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Escolha o filme ou série que mais combina com seu momento, prepare a pipoca e se permita sentir. Porque cada história dessas, de alguma forma, também fala sobre nós.
Beijos de poder
Entre Nós Mulheres
por Mical Rocha
Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.
“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”
Mical Rocha
Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.
Contato: 82 99691-7755