Vários pais tem procurado nosso consultório, trazendo seu filho para ser examinado, devido a criança ainda não ter formado o arco longitudinal medial do pé, o que chamamos de pé plano/ pé chato.
Mas o que é Pé Chato/Plano?
O pé plano é definido como o pé que apresenta o desabamento do arco longitudinal medial plantar durante o apoio de carga do pé, ou seja, em posição ortostática/posição de pé, suportando o peso do corpo.
Nestes casos, devemos durante o exame físico avaliar a mobilidade da articulação subtalar, que tem uma função importante no retropé.
Assim, na realização do exame físico de uma criança com pé plano, devemos procurar observar se o pé plano se trata de um pé plano flexível ou rígido.
Pé Plano Flexível é o mais comum, presente durante o crescimento da criança com boa evolução.
Pé Plano Rígido mais incomum, com rigidez da articulação subtalar e sem correção do arco plantar. Normalmente está associado à uma outra alteração como a coalisão tarsal (fusão ou ponte entre dois ossos, que compromete a articulação talocalcânea e/ou calcâneo-navicular).
O pé plano flexível pode ser parte do desenvolvimento normal, uma vez que, nas crianças até os 2 anos de idade, quase 100% delas não apresentam o arco plantar.
Normalmente, os pais procuram o ortopedista, na fase do desenvolvimento da marcha pela ausência do arco plantar. Em criança maiores, a queixa costuma ser a dor associadas a longa caminhada.
Portanto o diagnóstico é clinico, realizado através da anamnese e do exame físico bem feito, onde é possível diferenciar o pé plano flexível do rígido (patológico), usando alguns testes, como jack teste, colocar a criança na pontas dos pés em posição ortostática e até mesmo colocar a criança sentada (sem o peso do corpo).
As radiografias se fazem necessária em casos de pés rígidos, onde procuramos as fusões entre os ossos, ou então para medir os vários ângulos constituídos pelos ossos dos pés.
Com relação ao tratamento, iremos comentar a respeito do Pé Plano Flexível que é o mais comum e que traz grande preocupação para os pais. Normalmente este tratamento é baseado na informação aos pais a respeito do desenvolvimento da criança pequena e nestes casos não é necessário uso de botas ortopédicas, nem cirurgia.
Já nos casos de pés rígidos e dolorosos, devemos primeiro adotar uma mudança de estilo de vida, mudança nas atividades físicas, uso de sapatos rígidos, fisioterapia e analgésicos.
Em casos de Pés Rígidos dolorosos, sem melhora com condutas conservadoras e que impedem as crianças de realizarem suas atividades diárias, podemos pensar em tratamento cirúrgico.
Lembrando, cerca de 23% da população com pés planos, a maioria apresenta pés planos flexíveis. Apenas 9% da população com pé plano possui o pé plano rígido, entre os quais se estima que apenas 25% são dolorosos.
Portanto, o importante é acompanhar a criança e o adolescente no seu desenvolvimento para não tomar medidas precipitadas.
Fica a dica, na dúvida procure um profissional experiente.
No texto anterior, falamos sobre o geno varo fisiológico, nesta semana falaremos do geno valgo fisiológico. O motivo principal destes textos é levar conhecimentos a todos os interessados, a respeito das alterações esperadas no desenvolvimento de um esqueleto imaturo de uma criança.
O que é Geno valgo do Desenvolvimento?
Resumidamente, nada mais é, que uma condição
em que ambos os joelhos apontam um para o outro, ou seja, para dentro.
Normalmente isto se dar devido a criança possuir os seus fêmures direcionados
para dentro, com os quadris em rotação interna, o que mexe com todo o eixo do
membro inferior, fazendo com que as pernas fiquem desalinhadas.
De uma maneira geral, a partir dos dois anos, existe uma tendência da deformidade em varo se inverter, e se tornar em joelho em valgo, isto de forma fisiológica, que também se corrigirá de forma natural e progressiva. O período de maior desvio em valgo ocorre entre os dois anos e meio até os quatro anos.
O diagnóstico normalmente é realizado através de uma anamnese e exame físico e quando necessário uma radiografia dos joelhos e panorâmica dos membros inferiores, onde realizaremos as medidas do eixo anatômico e mecânico dos membros inferiores.
No quadro clinico do geno valgo fisiológico, normalmente, encontraremos: desvio para dentro dos joelhos simétricamente, desvio do pé para fora, subluxação da patela lateralmente, alteração padrão da marcha.
Com relação ao tratamento do Geno Valgo Fisiológico, o primeiro passo é tranquilizar os pais e informa-los da possibilidade de uma previsão de correção espontânea, neste caso o valgo pode ser observado até os 7 anos de idade, sendo necessário o acompanhamento por um profissional experiente para observar esta evolução através do exame físico, sendo utilizado goniometria dos joelhos e medida da distância entre os maléolos mediais da tíbia nos tornozelos.
Este acompanhamento pelo profissional é importante, uma vez que, dependendo da evolução pode-se mudar a conduta no momento adequado.
Na dúvida, entre em contato através de nossos canais da mídia ou vá em nosso consultório na RBSSAUDE, que teremos o prazer em lhe atender e esclarecer.
O que é GENO VARO?
Resumidamente, trata-se de criança que quando examinada apresenta os joelhos afastados e os tornozelos próximos, que pode ou não está relacionada a uma doença.
O que é GENO VARO FISIOLÓGICO?
É uma condição frequente na puericultura na qual a criança apresenta os joelhos bem abertos enquanto os tornozelos se aproximam, sem está relacionada a uma doença óssea.
O joelho varo é uma deformidade angular do joelho, caracterizado por apresentar: Ápice a apontar para fora da linha média; Deformidade no plano coronal da extremidade inferior; Marcha cambaleante característica; Torna-se evidente quando a criança começa a andar.
Frequentemente pode acometer crianças de 1 a 5 anos, entretanto, o fisiológico, é comum até 2 anos ou 2 anos e 6 meses, onde naturalmente evolui satisfatoriamente sem intervenção, geralmente é simétrico e indolor, os genitores relatam que as crianças tropeçam frequentemente e no exame físico o ortopedista observa a rotação medial dos pés. Passando da idade de 3 anos já pensamos em Geno Varo Patológico, que vamos falar em outro momento.
A Radiografia dos Joelhos, a princípio, não está indicado em casos de joelho varo fisiológico.
O tratamento do Geno Varo fisiológico deve resolver espontaneamente; assim, requerem apenas observação e conduta expectante.
Está com dúvida? Procure um ortopedista, o qual, deverá lhe explicar e tirar suas dúvidas.
A doença de Osgood-Schlatter é uma inflamação
dolorosa do osso e da cartilagem, ou seja, é uma osteocondrose na tuberosidade
anterior da tíbia onde se insere o tendão patelar, ambos fazem parte do
mecanismo extensor da perna, portanto, trata-se de um distúrbio da placa de
crescimento que ocorre quando a criança está crescendo rapidamente.
A doença de Osgood-Schlatter se desenvolve entre os 10 e os 15 anos de idade e, em geral, afeta somente uma perna. A doença é geralmente mais comum em meninos, mas a diferença entre gêneros está diminuindo à medida que cada vez mais meninas se envolvem em programas esportivos.
Normalmente esta doença se desenvolve devido a tração desenvolvida pelo tendão patelar na tuberosidade anterior da tíbia, especialmente, em criança/adolescente que realiza atividades físicas excessivas.
Os principais sintomas da doença de Osgood-Schlatter são dor, inchaço e sensibilidade na tuberosidade anterior tibial na região do joelho, imediatamente abaixo da patela. A dor piora com a atividade e melhora com o repouso.
O diagnóstico da doença de Osgood-Schlatter, é clinico, levando em consideração a anamnese e o exame físico da criança/adolescente, no momento da consulta. Quando realizado, o exame radiográfico do joelho acometido pode mostrar um aumento ou fragmentação da tuberosidade anterior da tíbia.
Os sintomas da doença de Osgood-Schlatter geralmente melhoram após algumas semanas ou meses, devendo ser evitado exercícios físicos em excesso e flexões muito profundas do joelho.
O uso de medicamentos como anti-inflamatórios e/ou analgésicos, associados a exercícios de alongamento devidamente monitorado e aplicação de gelo no joelho afetado pode ajudar a aliviar a dor.
Portanto, criança/adolescente queixando de dor na face anterior do joelho, que realiza intensa atividade física, algumas vezes até mesmo sem atividade física intensa, procure um médico, pois pode ser entre várias doenças à Osgood-Schlatter.
Osteonecrose de Sever é uma inflamação da placa de crescimento do osso do calcâneo na criança e no adolescente.
Patologia esta que pode ocorrer durante a pratica excessiva de atividades físicas, em especial a atividade competitiva, a qual leva a uma carga excessiva de exercícios, associado ao uso de sapatos inadequados para a pratica daquele esporte, assim como a irregularidade da superfície do solo onde está sendo praticada a atividade, em um esqueleto imaturo, em desenvolvimento.
Como já relatado anteriormente a definição da osteonecrose de sever é uma inflamação da placa de crescimento do osso do calcâneo na criança e no adolescente em fase de crescimento que praticam atividades físicas excessiva (VALE LEMBRAR). Outras condições também podem causar a osteonecrose de sever, como: o trauma, crescimento ósseo, anormalidades biomecânicas, obesidade, genética e crescimento acelerado.
A dor do calcanhar é uma condição comum em crianças e adolescentes, especialmente em meninos. Estima-se que possa afetar até 1 em cada 10 crianças em idade escolar que praticam atividade física mais intensa, principalmente aquelas relacionadas a impactos, como futebol, tênis, basquete e atletismo. Lembrando que o osso do calcanhar se desenvolve até aproximadamente 15 anos de idade e nele está inserido o tendão de aquiles/calcâneo bem na apófise do calcâneo, podendo o aumento de tensão/contratura/encurtamento desta musculatura da panturrilha ocasionar esta patologia.
Para o diagnóstico, o médico ortopedista deverá colher uma anamnese detalhada da criança, em especial relacionando a pratica de esportes, e a sintomatologia apresentada – dor na região do calcâneo, algumas crianças apresentam calor na área, edema, suor, sensibilidade no calcanhar, desconforto no calcanhar ao acordar ou quando o mesmo é pressionado, mancar, presença de dor mais intensa após caminhada ou exercício físico, bem como maior dificuldade de permanecer em pé, dor durante corrida ou ao praticar esportes que tende a diminuir com o repouso, sendo complementado por um exame de imagem que pode ser uma radiografia ou ressonância magnética, que serve também para descartar outras condições/patologias.
O tratamento da doença de sever é conservador e consiste em medidas analgésicas, repouso relativo, fisioterapia, gelo e uso de sapatos com amortecimento, além de afastamento das atividades físicas em excesso. Quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais rápida será a recuperação. O tratamento costuma ser muito efetivo no combate à doença, retornando ao seu nível normal de atividades logo depois de dois meses.
Vale lembrar que após o tratamento, a criança ou adolescente, caso retorne as atividades esportivas “em excesso” a patologia pode retornar. A doença deverá está resolvida depois dos 15-16 anos do adolescente, idade em que o calcâneo estará formado, na fase final do crescimento.
Nestes casos de dor em região do calcâneo no tornozelo, procure um médico ortopedista, este irá orientar e acompanhar seu filho até o retorno as atividades físicas.
SEU FILHO, SEU MAIOR TESOURO!
Primeiro vamos esclarecer alguns pontos.
O que é atividade física?
A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.
O termo “atividade física” não deve ser confundido com “exercício”, que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico. A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.
Em todo o mundo, quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente.
Qual a definição de criança com relação a idade?
O Ministério da Saúde (MS), para efeitos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (Pnaisc), segue o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera: “Criança” – pessoa na faixa etária de zero a 9 anos, ou seja, de zero até completar 10 anos ou 120 meses; “Primeira infância” – pessoa de zero a 5 anos, ou seja, de zero até completar 6 anos ou 72 meses (BRASIL, 2015b, art. 3º).
Qual a definição de adolescente com relação a idade?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos.
Qual deve ser a relação de atividade física e criança?
Incentivar os filhos a fazer atividade física regularmente é apenas o primeiro passo. Crianças não precisam de padrões sistemáticos de exercícios. Elas têm de trabalhar mais o lado lúdico, ou seja, se exercitar brincando e para um melhor desenvolvimento motor da criança é essencial que ela faça várias atividades. A variedade na atividade física infantil é muito importante para a formação neural da criança, pois ela aprende gestos motores diferentes e ganha habilidades motoras variadas. E a diversidade prepara bem o corpo, prevenindo contra lesões, evita a monotonia, além que, a atividade física contribui para melhorar o perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Com relação ao sistema osteomuscular as atividades físicas proporcionam grandes benefícios no desenvolvimento dos ossos e músculos.
Qual a relação de atividade física e adolescência?
O exercício físico é capaz de promover plasticidade adaptativa sobre o sistema nervoso, reduzindo os riscos de futuras patologias psiquiátricas (estresse, ansiedade, depressão), contribuir para melhora do perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Além disso, a atividade física auxilia na autoestima do adolescente.
Isto posto, a atividade física contribui para:
Modo de Vida.
Desenvolvimento Neuromuscular.
Desenvolvimento Capacidade Cardiovascular.
Formação do aparelho locomotor.
Interação social.
Autoestima.
Prevenir doença ligadas a obesidade.
No nosso consultório, vários pais querem a nossa opinião sobre qual o melhor esporte para a criança. Para esta resposta observamos, entre outros fatores, a idade atual da criança/adolescente, uma vez que isto vai nortear com relação a pratica de atividade física lúdica ou competitiva. O ideal é que a criança se possível pratique várias modalidades de esportes, para ver qual a que ela irá gostar. Em nossa sociedade existe uma preferencia cultural para o futebol, com isso, uma maior probabilidade da realização deste esporte quando comparado a outras modalidades.
Outro fator a ser observado é com relação a frequência e a intensidade. Com relação a frequência orientamos a realização de três vezes por semanas, com intervalo de um dia entre as atividades físicas.
Algumas dicas:
1. A natação pode ser iniciada antes do primeiro ano de vida, sempre bem acompanhada de pertinho, e de maneira lúdica é claro.
2. Dos seis aos noves anos, pode ser praticados esportes com regras mais flexíveis, com poucas instruções e o mínimo de competição.
3. Dos dez aos doze anos, a habilidade motora, táticas e estratégias melhoram, o que contribui para pratica de atividades coletivas.
4. Quanto ao fortalecimento muscular, sua realização pode ser estimulada após sete ou oito anos de idade, quando a criança já tem maturidade muscular suficiente para executar os exercícios de forma correta, adequada, “NÃO” devendo usar máquinas, mas sim, pesos livres, exercícios isométricos ou contrações concêntricas e não excêntricas. Realizando antes o aquecimento, alongamentos e desaquecimentos, com a frequência de 2 a 3 vezes por semanas. Lembrando que, inicialmente a criança começa os exercícios sem peso até aprender adequadamente os movimentos, aí sim vão se acrescentando os pesos de maneira adequada e assistida por um profissional.
5. Pais cuidado com os exageros para evitar lesões em um organismo que está em formação, tenho atendido algumas crianças/adolescentes com osteonecrose de Sever e Doença de Osgood Schlatter devido a praticas de esportes em excesso. Vamos falar depois destas patologias.
6. A pratica de esporte desde cedo contribui para uma melhor qualidade de vida na idade adulta. Pense nisso!
7. Procure sempre um profissional para orientação.
Osteoporose é uma doença que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas.
Em meus estudos, encontrei alguns artigos que relatam que o ser humano começa a perder massa óssea por volta de 20, 30 anos, mas de maneira lenta, gradual. Daí a importância de cuidar bem da saúde de seus ossos desde cedo. Entretanto essa perda começa a se acentuar no homem por volta dos 50-60 anos, a uma taxa de 0,3% ao ano e na mulher mais precocemente a uma taxa de 1% ao ano dos 45 aos 75 anos.
Daí eu ressalto a importância de você cuidar bem da saúde do seu osso, tomando medidas saudáveis para aumentar a densidade de massa óssea, já que quando começar a perda, não traga grandes repercussões/sintomas ao seu corpo.
Os principais causadores da osteoporose são fatores genéticos, sedentarismo e deficiência de cálcio e de vitamina D.
Entre estes fatores de risco de desenvolvimento de osteoporose o que se destaca é o genético, uma vez que 60-70% das mulheres que desenvolvem osteoporose são descendentes de mães com história clínica de fraturas vertebrais ou de colo de fêmur.
Alguns pacientes perguntam, qual a diferença entre osteopenia e osteoporose. A osteopenia é uma condição relacionada a perda de massa óssea que acontece de forma natural e gradual. Esse processo pode levar a situações mais graves, como a osteoporose, doença que compromete diretamente a resistência dos ossos pela perda grande de massa.
Na osteoporose, há uma diminuição na formação de tecido ósseo pelos osteoblastos (células que produz matriz óssea), enquanto a atividade dos osteoclastos (células que remodelam, reabsorve matriz óssea) se encontra elevada. Como resultado, ocorre uma perda progressiva da densidade mineral óssea e da integridade estrutural dos ossos.
É importante você realizar consultas de rotina, já que a osteoporose é considerada uma doença silenciosa, pois não apresenta sinais ou sintomas no início, sendo muitas vezes detectada apenas em estado avançado, em casos em que o paciente sente fortes dores ou apresenta fraturas. Outra importância é realizar a classificação/estágio da osteoporose pelo profissional de saúde para que ele possa realizar a melhor tomada de decisão para o tratamento.
O tratamento deve ser indicado para pessoas com história de fratura vertebral ou de quadril, ou precocemente para prevenção destas fraturas, quando apresentar alteração significativa na Densitometria óssea, a qual deve ser realizada em um mínimo de dois anos de intervalo, podendo, ser realizada em períodos maiores se for adequado. Também não existem dados para indicar qual a idade apropriada para iniciar/cessar o rastreamento. Depende muito da sintomatologia apresentada pelo(a) paciente e da avaliação do médico assistente. Daí a importância da consulta com o seu médico de maneira rotineira.
Existem vários medicamentos e/ou suplementos que são usados no tratamento da osteoporose, a depender da classificação, do estágio da osteoporose. Existem os medicamentos orais, alguns injetáveis, outros com intervalo diferente de tempo entre uma dose e outra. Não existe uma receita pronta, o tratamento deve ser individualizado.
A osteoporose não tem cura, não sendo possível reverter a perda óssea completamente. Alguns especialistas defendem, que medidas preventivas, podem evitar ou retardar o desenvolvimento da doença.
Portanto, é importante cuidar do seu corpo desde cedo, para que você tenha uma melhor qualidade de vida. Isto só depende de você, mude um hábito, pensando em seu bem maior, o seu corpo. Ninguém falou que é fácil. Mas você pode, isto é uma decisão que só você pode tomar.
Cuide-se!
O joelho é uma articulação do corpo humano formada pela extremidade distal do fêmur, pela extremidade proximal da tíbia e pela patela/rótula, além de dois meniscos, ligamentos e músculos.
A face articular dos ossos que compõem o joelho é revestida pela cartilagem hialina. A cartilagem é um tecido fibroelástico, sem inervação ou vasos sanguíneos, e tem a função de amortecer os impactos e suavizar o deslizamento das superfícies articulares.
Os meniscos funcionam como uma espécie de amortecedor e estabilizador do joelho. Auxilia também os ligamentos na estabilidade da articulação. E é essencial na nutrição da cartilagem articular, uma vez que ela é avascular.
Os ligamentos do joelho são constituídos de tecidos feitos de fibras colágenas resistentes e auxiliam a fortalecer e estabilizar esta articulação, permitindo movimentos somente em determinadas direções. Existem quatro ligamentos principais nos joelhos: os ligamentos cruzado anterior, cruzado posterior, colateral medial e colateral lateral, cada um exercendo uma função especifica mediante a um determinado movimento.
Os músculos são outras estruturas que compõem e são essenciais ao movimento do joelho. Estes são importantes estabilizadores secundários e ativos, pois são estruturas contráteis que proporcionam controle do movimento, coordenação e atenuação de cargas.
O líquido sinovial é o principal agente responsável pela lubrificação e nutrição da cartilagem, menisco e ligamentos.
Por tudo isto, o joelho é a articulação mais complexa do corpo humano. Sendo responsável pela sustentação do peso e pelos movimentos de extensão, flexão, medial para lateral, anterior para posterior, rotação e axial.
Os principais motivos de dor na articulação do joelho, em geral, estão ligados a lesões, como torções ou pancadas; estresses frequentes como excesso de atividades físicas de impacto; doenças, como artrites inflamatórias, ou ao próprio envelhecimento do corpo.
O fortalecimento muscular é uma das melhores formas de proteger os joelhos, prevenir dores futuras e diminuir o risco de problemas como condromalácia patelar, rupturas de ligamentos, lesões do menisco, tendinite patelar, tendinite da pars anserine, entre outras.
Por isso, é importante realizar um planejamento com o pensamento de proteger seu joelho como: Fazer alongamentos diários; Desenvolver um plano de atividades periódicas.
Vai aqui algumas dicas para proteger seu joelho:
1. Exercícios diários e planejados;
2. Bebe água;
3. Alimentação: Salmão; Iogurtes e leites fermentados; Cúrcuma; Proteínas magras; Chá verde;
4. Vale salientar também, os alimentos ricos em Colágeno tipo II, como: Gelatina; Feijão e lentilha; Brócolis; Caldo de ossos; Frango e carne vermelha; Mocotó; Alho; Cenoura; Frutas cítricas, tropicais e vermelhas onde se destacam: Morango, framboesa e amoras, entre outras.
5. Manter Indice de Massa Corporal adequada.
6. Procure sempre um profissional, para orientação.
7. Outros.
Portanto, vale apenas você fazer um esforço para proteger o seu joelho, para potencializar a sua qualidade de vida. Atividade física e uma boa alimentação é a dica, mas nada de exagero.
ENVELHECIMENTO ATIVO E SAUDÁVEL
Segundo
o IBGE a expectativa de vida no Brasil é em média 75,5 anos em 2022
Vamos começar um novo ciclo de vida com uma reflexão: Estou cuidando do meu bem maior?
Se sim parabéns!
Se não, que tal começar a cuidar do seu maior bem, o seu corpo, seu veículo que está sempre em movimento.
Você com certeza já ouviu falar, depois dos 40, 50, 60 anos todo tipo de doença aparece. Não é mesmo?
Eu lhe pergunto: Você se preparou para chegar aos 50, 60 anos?
Você realizou a manutenção do seu veículo/corpo? Mas do seu carro tenho certeza que você realiza revisão, manutenção rotineiramente, além de só colocar combustível, com isto o seu carro fica antigo, mas não velho. Assim é como o nosso corpo, além de uma alimentação adequada, precisamos melhorar o cuidado do nosso corpo em vários aspectos, para que não envelheça, mas fique antigo com maior sabedoria, maior experiência de vida, independente. Sim, isto é possível. Eu acredito que você pode.
Comece agora, hoje, a mudar seu estilo de vida.
Um envelhecimento saudável e ativo é um processo contínuo de otimização da habilidade funcional, mantendo e melhorando alguns pilares da vida, tais como, saúde física, mental e espiritual.
Na verdade, o processo de envelhecimento começa muito antes, lá na terceira década de vida, quando se rompe o equilíbrio entre o anabolismo e o catabolismo, com predomínio do catabolismo. Com isto ocorre declínio da célula promovendo alterações estruturais e funcionais dos órgãos. Estas alterações associadas a fatores genéticos e ambientais, levam a maior vulnerabilidade do organismo aos distúrbios metabólicos, ao estresse e aos processos patológicos.
O processo natural de envelhecimento está associado a várias modificações no organismo, entre os patológicos se destacam as alterações do aparelho cardiovascular e osteoarticular, sem estarem diretamente ligados a doenças pré-existentes, como, hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença arterial coronariana. Portanto, se já sabemos disto, cabe a pergunta: Porque não prevenir? Como diz o ditado popular, prevenir é melhor que remediar. Depende de você!
A proposta neste novo ciclo é a mudança de estilo de vida, iniciando por mudar um hábito. O que verificamos é que a maioria da população da melhor idade é sedentária. E podemos modificar esta realidade, pois o importante é torna-se ativo, pois com o passar do tempo, adquirimos sabedoria, experiência, sendo de grande relevância para a sociedade.
Há vários artigos científicos que relatam que a atividade física monitorada, traz benefícios importantes para todos, em especial para a população da terceira idade, com melhora da capacidade cardiovascular, do equilíbrio, da qualidade da vida e mental, com isto adquirindo força para enfrentar os obstáculos do dia a dia. Estudos também demonstram que idosos em atividade física além da melhoria da qualidade, têm um aumento de sobrevida em média de 2 a 3 anos. Lembrando com qualidade de vida.
A atividade física monitorada é essencial para a melhora da sua qualidade de vida, volto a frisar. Entretanto, vale lembrar, que a avaliação médica antes de iniciar a atividade física é muito importante para: a orientação adequada, detecção de doenças pré-existentes, evitando casos de morte súbita.
Como tudo na vida, devemos ter moderação, nada de exagero. Não corra atrás do tempo que passou, ainda há muito tempo pela frente. O importante é começar. Portanto, após avaliação médica, uma dica é, comece com uma curta caminhada por 20 minutos diária. Lembro, que não existe uma receita pronta que serve para todos, a orientação deve ser individual, levando em consideração a capacidade funcional.
Por tudo isto, mude de estilo de vida, visando a qualidade. Cuide bem desse importante veículo, que é o seu corpo. Invista em você, pois você tem uma importância muito grande, que muitas vezes você mesmo desconhece.
Enfim, viva com qualidade e corra atrás dos seus projetos, pois nunca é tarde para iniciar. ACREDITE!
A dor no joelho ou ao redor dele pode representar um problema que afeta a própria articulação do joelho ou o tecido mole ao redor dele, como os tendões e músculos.
O joelho é uma das maiores e mais complexas articulações no nosso corpo. É composta por três ossos, tendões que ligam os ossos aos músculos, e ligamentos que estabilizam e ligam os ossos e os meniscos que atuam como amortecedor na articulação, enquanto que as bolsas de líquido conhecidas como bursas ajudam o joelho a movimentar-se suavemente. Em seu interior encontramos o líquido sinovial que tem a função de lubrificar as estruturas, permitindo também o movimento suave e indolor do joelho, assim como nutrir a cartilagem que reveste o fêmur, tíbia e patela.
Sessenta e nove por cento das pessoas com dor sentem dores nos joelhos segundo GSK Global Pain Index Research 2014 – fullreport p. 47. Existem diversas causas possíveis de dores no joelho, desde lesões como entorses, distensões, rupturas de ligamentos e de cartilagem, fraturas e luxações, até patologias como osteoartrite,tendinopatiaou bursite.
As lesões no joelho podem ocorrer, por exemplo, entre atletas, que podem sofrer rupturas nos ligamentos do joelho, lesões meniscais, o que ocasiona dores súbitas, assim como fraturas subcondrais. Ou seja, lesões relacionadas ao esporte, assunto que trataremos em outro texto.
As lesões no joelho podem também surgir de forma lenta devido à osteoartrite, e é sobre esta patologia que falaremos hoje.
Osteoartrite ou Osteoartrose é uma afecção reumática que ocorre por insuficiência da cartilagem hialina articular, sendo essa insuficiência desencadeada por estresse biomecânico, alterações bioquímicas ou fatores genéticos.
Os fatores que predispõem o joelho a apresentar Osteoartrose são: cargas excessivas, atividades laborativas, sexo, idade e sobrepeso/obesidade.
Estudos epidemiológicos e populacionais revelam que pessoas com índice de massa corporal (IMC) ≥ 25 kg/m² apresentam um risco de três a cinco vezes maiores, quando comparadas àquelas com peso normal.
A prevalência da Osteoartrose aumenta com a idade, causando limitação física em 10% das pessoas com mais de sessenta anos,tendo uma maior incidência em mulheres acima dos cinquenta anos. Entretanto seu início assintomático acontece bem antes do indivíduo atingir esta idade.
Com o aumento da idade associado ao ganho de peso, a cartilagem perde seus mecanismos protetores, ficando mais fina e suscetível a microfraturas. Há ainda nos idosos um aumento da gordura corporal que contribui para a sobrecarga nas articulações, acarretando em prejuízos funcionais. As incapacidades funcionais ocasionadas pela dor exacerbada e pela redução da amplitude de movimento prejudicam a mobilidade.
Isso leva ao sedentarismo e aumento do peso corporal, consequentemente, há uma sobrecarga em uma articulação já degenerada, a qual resulta em grave instabilidade.
Com o agravamento do quadro articular, as atividades rotineiras ficam comprometidas, conduzindo ao isolamento social e repercutindo em problemas psicossociais e emocionais, alterando o estilo e a qualidade de vida desses indivíduos.
A Osteartrose do joelho é caracterizada por dor, rigidez articular, crepitação, deformidade e incapacidade funcional, acometendo o indivíduo de maneira lenta e progressiva.
O tratamento da Osteoartrite deve ser multidisciplinar e buscar a melhora funcional, mecânica e clínica do indivíduo, sendo para isto usado mão do tratamento farmacológico comanalgésicos e antiinflamatórios, condroprotetores, infiltração com corticoides, infiltração com ácido hialurônico.
O tratamento não farmacológico consiste em programas educativos, exercícios terapêuticos sob orientação e uso de órteses quando necessários.
Na falha do tratamento conservador, o tratamento cirúrgico se impõe e consiste em osteotomias, desbridamentosartroscópicos, artroplastias, e artrodeses.
Portanto, precisamos realizar uma mudança de hábito para vivermos com qualidade de vida, primeiro entendendo da nossa máquina, o nosso corpo. Tendo como rotina a execução de exercícios com orientação para realização de fortalecimento muscular, exercícios aeróbicos para o condicionamento físico e alongamento para ganho de flexibilidade, assim como uma alimentação adequada.
O ser mais importante é você, para que você possa realizar suas atividades diárias e conquistar sucesso em seu trabalho, você precisa que seu corpo esteja bem, priorize-o.
*Publicado originalmente em 17.06.2019
Rogério Barboza é médico ortopedista, com área de atuação em trauma desportivo, ortopedia pediátrica, gestão em saúde e auditoria médica. Supervisor do programa de residência médica em ortopedia e professor especialista da disciplina de ortopedia do curso de medicina. Coordenador do Núcleo de Assistência do Pé Torto.