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16/5 – Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca

20.05.2024 às 07:20


Neste mês de maio, temos o dia de Conscientização sobre a Doença celíaca, que é uma doença autoimune - condição na qual o sistema imunológico ataca o próprio organismo -, a doença é causada pelo consumo do glúten, proteína encontrada no trigo, e em outros cereais como a cevada e o centeio. A FENACELBRA (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil) traz que, mundialmente, a prevalência da Doença Celíaca é de 1% da população (em cada grupo de 100 pessoas 1 é celíaca), e que ocorre em pessoas com tendência genética à doença

  De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas aparecem entre os seis meses e dois anos e meio de vida. Porém, podem ocorrer casos onde os sintomas irão se manifestar somente na fase adulta. Os sintomas em geral são: 

●  Diarreia crônica (que dura mais do que 30 dias);

●  Prisão de ventre;

●  Anemia;

●  Falta de apetite;

●  Vômitos;

●  Distensão abdominal (barriga inchada);

●  Dor abdominal;

●  Aftas de repetição;

●  Emagrecimento / obesidade;

●  Baixa estatura;

●  Infertilidade e abortos de repetição;

●  Humor alterado: irritabilidade ou desânimo;

●  Neuropatia periférica;

●  Confusão mental;

●  Déficit de atenção;

●  Dor de cabeça;

●  Osteoporose / osteopenia;

●  Fadiga crônica;

●  Dores articulares.

​  

Para o diagnóstico da doença é necessário a realização de alguns exames de sangue que mensuram as taxas de anticorpos no organismo juntamente com uma endoscopia biópsia do intestino delgado onde é verificada alterações na parede do intestino. O tratamento para a Doença Celíaca é uma dieta totalmente restrita ao consumo do glúten, tendo em vista que para o celíaco qualquer quantidade ingerida de glúten é maléfica. Todos os alimentos processados na indústria têm em seus rótulos a informação acerca da presença do glúten, o que auxilia os celíacos a evitar consumir alimentos que possam ter contaminação cruzada.

 Portanto, o acompanhamento com um nutricionista é essencial para quem tem Doença Celíaca, tanto para o auxílio com uma dieta totalmente livre de glúten, onde serão necessárias substituições de alimentos consumidos diariamente e uma mudança gradual no estilo de vida, como principalmente para o acompanhamento da saúde integral do celíaco.

fontes:

FENACELBRA (Brasil). Doença Celíaca. Disponível em: https://www.fenacelbra.com.br/doenca-celiaca. Acesso em: 6 maio 2024.

MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Doença Celíaca. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/doenca-celiaca/. Acesso em: 6 maio 2024.

Postado por Medicina & Saúde

Conscientização sobre o autismo: mantendo o "Abril Azul" no dia a dia

09.05.2024 às 17:40


No mês de abril tivemos o “Abril Azul”, um mês dedicado a campanha de conscientização sobre o Autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA), que é um transtorno do neurodesenvolvimento que compromete a comunicação, a interação social e o comportamento da criança. O Abril Azul acabou, mas é pertinente seguirmos falando sobre o TEA, suprindo a sociedade de conhecimento para compreender e acolher todos os autistas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 160 crianças tem transtorno do espectro autista. E no que se refere às causas, evidências científicas disponíveis sugerem que provavelmente há muitos fatores que tornam uma criança mais propensa a ter um TEA, incluindo os ambientais e genéticos.

Atualmente o TEA é subdividido em níveis de suporte, dessa forma fica melhor definida as técnicas de intervenção que serão adotadas no acompanhamento e tratamento. O nível 1 também conhecido como “autismo leve” é caracterizado por dificuldades na interação social e comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos. Neste nível há dificuldade em iniciar ou manter conversas, interpretar expressões faciais e entender as nuances da linguagem, mas normalmente essas dificuldades não são limitantes para a interação social. E além disso, pessoas com TEA no nível 1 geralmente têm habilidades de linguagem e comunicação relativamente intactas e podem se adaptar bem a mudanças na rotina.

O nível 2 é considerado moderado e se caracteriza por dificuldades significativas na comunicação e interação social. Há maiores desafios para iniciar ou manter conversas, interpretar expressões faciais e compreender nuances da linguagem. Também apresentam comportamentos repetitivos e têm interesses intensos e restritos. Porém, diferente do nível 1 podem apresentar dificuldades para se adaptar a mudanças na rotina e necessitar de apoio extra para lidar com situações sociais mais complexas.

O nível 3 é conhecido como “autismo severo”, pois além de apresentarem as características já descritas nos níveis 1 e 2, este também é caracterizado por dificuldades significativas de comportamentos repetitivos. Normalmente, possuem uma deficiência mais severa nas habilidades de comunicação, tanto verbal quanto não verbal, e, consequentemente, dependem de maior apoio para se comunicar. Isso pode resultar em dificuldades nas interações sociais e uma redução na cognição. Além disso, eles tendem a apresentar um perfil comportamental inflexível e podem ter dificuldades em se adaptar a mudanças, o que pode levá-los a se isolar socialmente se não forem incentivados.

Há muitas pesquisas e estudos sendo desenvolvidos sobre o TEA, principalmente acerca das características observadas que findam o diagnóstico. Visando contribuir com esses estudos na área da ortopedia, pretendo, juntamente com o grupo de pesquisa ORTOP, iniciar estudos para verificar as alterações ortopédicas nos pacientes autistas que acompanhamos diariamente nos ambulatórios, tendo em vista atender as necessidades e contribuir para o desenvolvimento integral de nossas crianças com TEA.

Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde, ressalta que as necessidades de cuidados de saúde das pessoas com TEA são complexas e requerem um trabalho multidisciplinar, incluindo promoção da saúde, cuidados, serviços de reabilitação e colaboração com outros setores, tais como os da educação, emprego e social. Além disso, as intervenções para as pessoas com TEA e outros problemas de desenvolvimento precisam ser acompanhadas por ações mais amplas, tornando seus ambientes físicos, sociais e atitudinais mais acessíveis, inclusivos e de apoio.    

Referências:

CORDEIRO, Erika Suenya Gomes et al. Equilíbrio postural em crianças com Transtorno do Espectro Autista. Revista CEFAC, v. e0921, 2021.

NÍVEIS do autismo: entenda quais são e a mudança do termo. ODAPP. Disponível em: https://observatoriodoautista.com.br/2023/04/28/niveis-do-autismo-entenda/. Acesso em: 20 abr. 2024.

OMS. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Transtorno do espectro autista. OPAS. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/transtorno-do-espectro-autista. Acesso em: 20 abr. 2024.

Postado por Medicina & Saúde

26/04 - Dia nacional de prevenção e combate à hipertensão arterial

27.04.2024 às 12:30


A hipertensão arterial, comumente chamada de pressão alta, é uma doença crônica e silenciosa, de acordo com a Organização Mundial de Saúde esta condição atinge um a cada três adultos no mundo. Por ser uma doença silenciosa, muitos que têm essa condição demoram para iniciar os cuidados necessários, por essa razão, o Ministério da Saúde recomenda que todos os adultos acima de 20 anos verifiquem a pressão arterial no mínimo uma vez por ano, e se os valores das pressões máxima e mínima estiverem iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9) é um sinal de alerta, e deve-se de prontidão procurar atendimento médico e nutricional.

No que se refere às causas da pressão alta, o Ministério da Saúde aponta também que 90% dos casos é herança dos pais, porém, há fatores que influenciam no diagnóstico precoce e agravo dos sintomas, e que estão diretamente relacionados aos hábitos comportamentais e nutricionais, são estes:

●  Fumo;

●  consumo de bebidas alcoólicas;

●  obesidade;

●  estresse;

●  elevado consumo de sal;

●  níveis altos de colesterol;

●  falta de atividade física.

Portanto, para prevenir e/ou reduzir os danos desta doença que atualmente atinge cerca de 30% da população adulta e é um fator de risco para lesões cardíacas, é essencial adotar hábitos saudáveis, principalmente, relacionados a escolhas alimentares. E estes hábitos começam com inclusão de mais alimentos in natura, a exemplo das raízes, verduras e frutas, e a consequente redução de alimentos ultraprocessados, que geralmente são ricos em sódio e carentes de nutrientes essenciais para o organismo, como vitaminas e minerais.

Com isso, um acompanhamento nutricional torna-se indispensável para a manutenção da qualidade de vida, independente da condição de hipertensão arterial é importante que se consulte um profissional de Nutrição sempre que possível, pois este irá auxiliar o paciente a realizar as melhores escolhas dentro das suas possibilidades, sem julgamentos, e acolhendo todas as condições que compõem sua saúde física e mental.

Fontes:

MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Hipertensão (pressão alta). Saúde de A a Z, Brasil Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao. Acesso em: 18 abr. 2024.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Relatório lançado pela OMS detalha o impacto devastador da hipertensão e as formas de combatê-la. OPAS, 19 set. 2023. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/19-9-2023-relatorio-lancado-pela-oms-detalha-impacto-devastador-da-hipertensao-e-formas. Acesso em: 18 abr. 2024.

Postado por Medicina & Saúde

Síndrome Transitória do Quadril da Criança

03.04.2024 às 07:00



A Sinovite Transitória do Quadril é uma inflamação, autolimitada e não específica, que envolve a articulação do quadril.

A Sinovite Transitória do Quadril acomete 3% das crianças entre 3 e 8 anos, sendo uma doença exclusiva da população pediátrica que ocorre de forma súbita e o paciente passa a se queixar de dor no quadril, mais especificamente região da virilha ou do joelho, geralmente em só um dos lados. Geralmente sem relação com trauma.

A causa principal da Sinovite Transitória do Quadril é a migração de um vírus da circulação sanguínea para a articulação. Geralmente após um episódio de gripe, resfriado, sinusite ou infecção no ouvido.

Como já relatado anteriormente, trata-se de uma das causas mais comuns no pronto atendimento da ortopedia pediátrica, acometendo crianças entre 03 e 08 anos de idade. A principal queixa da criança é dor no quadril, acompanhada da dificuldade em pisar no solo e mancar. Pode apresentar também inchaço, rubor, entre outros sintomas menos frequentes. Quadro clinico que melhora em alguns dias sem deixar sequelas.

O diagnóstico da Sinovite Transitória do Quadril é realizado através da consulta clínica, onde se observa os sintomas, podendo realizar exames complementares, tais como: exame de sangue como hemograma, proteína C reativa ou velocidade de sedimentação (VHS), para identificar inflamações ou infecções no organismo. A radiografia e a ultrassonografia podem ser realizadas para afastar outras doenças (diagnóstico diferencial).

Com relação ao tratamento deve-se:

1.  Repouso das atividades diárias.

2.  Anti-inflamatório

3.  Analgésico

O mais importante é o acompanhamento da criança, observando a evolução do quadro clinico que deve melhorar em dias, podendo chegar em alguns casos a 2 semanas.

Dúvida?  Entre em contato conosco.

Fica a dica!

Postado por Medicina & Saúde

Pé plano da criança e adolescente

11.03.2024 às 22:40

                                                              

Vários pais tem procurado nosso consultório, trazendo seu filho para ser examinado, devido a criança ainda não ter formado o arco longitudinal medial do pé, o que chamamos de pé plano/ pé chato.

Mas o que é Pé Chato/Plano?

O pé plano é definido como o pé que apresenta o desabamento do arco longitudinal medial plantar durante o apoio de carga do pé, ou seja, em posição ortostática/posição de pé, suportando o peso do corpo.

Nestes casos, devemos durante o exame físico avaliar a mobilidade da articulação subtalar, que tem uma função importante no retropé.

Assim, na realização do exame físico de uma criança com pé plano, devemos procurar observar se o pé plano se trata de um pé plano flexível ou rígido.

Pé Plano Flexível é o mais comum, presente durante o crescimento da criança com boa evolução.

Pé Plano Rígido mais incomum, com rigidez da articulação subtalar e sem correção do arco plantar. Normalmente está associado à uma outra alteração como a coalisão tarsal (fusão ou ponte entre dois ossos, que compromete a articulação talocalcânea e/ou calcâneo-navicular).

O pé plano flexível pode ser parte do desenvolvimento normal, uma vez que, nas crianças até os 2 anos de idade, quase 100% delas não apresentam o arco plantar.

Normalmente, os pais procuram o ortopedista, na fase do desenvolvimento da marcha pela ausência do arco plantar. Em criança maiores, a queixa costuma ser a dor associadas a longa caminhada.

Portanto o diagnóstico é clinico, realizado através da anamnese e do exame físico bem feito, onde é possível diferenciar o pé plano flexível do rígido (patológico), usando alguns testes, como jack teste, colocar a criança na pontas dos pés em posição ortostática e até mesmo colocar a criança sentada (sem o peso do corpo).

As radiografias se fazem necessária em casos de pés rígidos, onde procuramos as fusões entre os ossos, ou então para medir os vários ângulos constituídos pelos ossos dos pés.

Com relação ao tratamento, iremos comentar a respeito do Pé Plano Flexível que é o mais comum e que traz grande preocupação para os pais. Normalmente este tratamento é baseado na informação aos pais a respeito do desenvolvimento da criança pequena e nestes casos não é necessário uso de botas ortopédicas, nem cirurgia.

Já nos casos de pés rígidos e dolorosos, devemos primeiro adotar uma mudança de estilo de vida, mudança nas atividades físicas, uso de sapatos rígidos, fisioterapia e analgésicos.

Em casos de Pés Rígidos dolorosos, sem melhora com condutas conservadoras e que impedem as crianças de realizarem suas atividades diárias, podemos pensar em tratamento cirúrgico.

Lembrando, cerca de 23% da população com pés planos, a maioria apresenta pés planos flexíveis. Apenas 9% da população com pé plano possui o pé plano rígido, entre os quais se estima que apenas 25% são dolorosos.

Portanto, o importante é acompanhar a criança e o adolescente no seu desenvolvimento para não tomar medidas precipitadas.

Fica a dica, na dúvida procure um profissional experiente.

Postado por Medicina & Saúde

O que é Geno Valgo Fisiológico

06.03.2024 às 23:20

                                                                        

No texto anterior, falamos sobre o geno varo fisiológico, nesta semana falaremos do geno valgo fisiológico. O motivo principal destes textos é levar conhecimentos a todos os interessados, a respeito das alterações esperadas no desenvolvimento de um esqueleto imaturo de uma criança.

O que é Geno valgo do Desenvolvimento?

Resumidamente, nada mais é, que uma condição em que ambos os joelhos apontam um para o outro, ou seja, para dentro. Normalmente isto se dar devido a criança possuir os seus fêmures direcionados para dentro, com os quadris em rotação interna, o que mexe com todo o eixo do membro inferior, fazendo com que as pernas fiquem desalinhadas.

De uma maneira geral, a partir dos dois anos, existe uma tendência da deformidade em varo se inverter, e se tornar em joelho em valgo, isto de forma fisiológica, que também se corrigirá de forma natural e progressiva. O período de maior desvio em valgo ocorre entre os dois anos e meio até os quatro anos.

O diagnóstico normalmente é realizado através de uma anamnese e exame físico e quando necessário uma radiografia dos joelhos e panorâmica dos membros inferiores, onde realizaremos as medidas do eixo anatômico e mecânico dos membros inferiores.

No quadro clinico do geno valgo fisiológico, normalmente, encontraremos: desvio para dentro dos joelhos simétricamente, desvio do pé para fora, subluxação da patela lateralmente, alteração padrão da marcha.

Com relação ao tratamento do Geno Valgo Fisiológico, o primeiro passo é tranquilizar os pais e informa-los da possibilidade de uma previsão de correção espontânea, neste caso o valgo pode ser observado até os 7 anos de idade, sendo necessário o acompanhamento por um profissional experiente para observar esta evolução através do exame físico, sendo utilizado goniometria dos joelhos e medida da distância entre os maléolos mediais da tíbia nos tornozelos.

Este acompanhamento pelo profissional é importante, uma vez que, dependendo da evolução pode-se mudar a conduta no momento adequado.

Na dúvida, entre em contato através de nossos canais da mídia ou vá em nosso consultório na RBSSAUDE, que teremos o prazer em lhe atender e esclarecer.

Postado por Medicina & Saúde

O que é "GENO VARO FISIOLÓGICO"?

26.02.2024 às 07:40

                                                      



                                                                      


O que é GENO VARO?

Resumidamente, trata-se de criança que quando examinada apresenta os joelhos afastados e os tornozelos próximos, que pode ou não está relacionada a uma doença.

O que é GENO VARO FISIOLÓGICO?

É uma condição frequente na puericultura na qual a criança apresenta os joelhos bem abertos enquanto os tornozelos se aproximam, sem está relacionada a uma doença óssea.

O joelho varo é uma deformidade angular do joelho, caracterizado por apresentar: Ápice a apontar para fora da linha média; Deformidade no plano coronal da extremidade inferior; Marcha cambaleante característica; Torna-se evidente quando a criança começa a andar.

Frequentemente pode acometer crianças de 1 a 5 anos, entretanto, o fisiológico, é comum até 2 anos ou 2 anos e 6 meses, onde naturalmente evolui satisfatoriamente sem intervenção, geralmente é simétrico e indolor, os genitores relatam que as crianças tropeçam frequentemente e no exame físico o ortopedista observa a rotação medial dos pés.  Passando da idade de 3 anos já pensamos em Geno Varo Patológico, que vamos falar em outro momento.

A Radiografia dos Joelhos, a princípio, não está indicado em casos de joelho varo fisiológico. 

O tratamento do Geno Varo fisiológico deve resolver espontaneamente; assim, requerem apenas observação e conduta expectante.

Está com dúvida? Procure um ortopedista, o qual, deverá lhe explicar e tirar suas dúvidas.

Postado por Medicina & Saúde

O que é Doença de Osgood-Schlatter

19.02.2024 às 07:00

                                                           


A doença de Osgood-Schlatter é uma inflamação dolorosa do osso e da cartilagem, ou seja, é uma osteocondrose na tuberosidade anterior da tíbia onde se insere o tendão patelar, ambos fazem parte do mecanismo extensor da perna, portanto, trata-se de um distúrbio da placa de crescimento que ocorre quando a criança está crescendo rapidamente.

A doença de Osgood-Schlatter se desenvolve entre os 10 e os 15 anos de idade e, em geral, afeta somente uma perna. A doença é geralmente mais comum em meninos, mas a diferença entre gêneros está diminuindo à medida que cada vez mais meninas se envolvem em programas esportivos.

Normalmente esta doença se desenvolve devido a tração desenvolvida pelo tendão patelar na tuberosidade anterior da tíbia, especialmente, em criança/adolescente que realiza atividades físicas excessivas.

Os principais sintomas da doença de Osgood-Schlatter são dor, inchaço e sensibilidade na tuberosidade anterior tibial na região do joelho, imediatamente abaixo da patela. A dor piora com a atividade e melhora com o repouso.

O diagnóstico da doença de Osgood-Schlatter, é clinico, levando em consideração a anamnese e o exame físico da criança/adolescente, no momento da consulta. Quando realizado, o exame radiográfico do joelho acometido pode mostrar um aumento ou fragmentação da tuberosidade anterior da tíbia.

Os sintomas da doença de Osgood-Schlatter geralmente melhoram após algumas semanas ou meses, devendo ser evitado exercícios físicos em excesso e flexões muito profundas do joelho.

O uso de medicamentos como anti-inflamatórios e/ou analgésicos, associados a exercícios de alongamento devidamente monitorado e aplicação de gelo no joelho afetado pode ajudar a aliviar a dor.

Portanto, criança/adolescente queixando de dor na face anterior do joelho, que realiza intensa atividade física, algumas vezes até mesmo sem atividade física intensa, procure um médico, pois pode ser entre várias doenças à Osgood-Schlatter.

Postado por Medicina & Saúde

O que é Osteonecrose de Sever?

05.02.2024 às 11:40


Osteonecrose de Sever é uma inflamação da placa de crescimento do osso do calcâneo na criança e no adolescente.

Patologia esta que pode ocorrer durante a pratica excessiva de atividades físicas, em especial a atividade competitiva, a qual leva a uma carga excessiva de exercícios, associado ao uso de sapatos inadequados para a pratica daquele esporte, assim como a irregularidade da superfície do solo onde está sendo praticada a atividade, em um esqueleto imaturo, em desenvolvimento.

Como já relatado anteriormente a definição da osteonecrose de sever é uma inflamação da placa de crescimento do osso do calcâneo na criança e no adolescente em fase de crescimento que praticam atividades físicas excessiva (VALE LEMBRAR). Outras condições também podem causar a osteonecrose de sever, como: o trauma, crescimento ósseo, anormalidades biomecânicas, obesidade, genética e crescimento acelerado.

 A dor do calcanhar é uma condição comum em crianças e adolescentes, especialmente em meninos. Estima-se que possa afetar até 1 em cada 10 crianças em idade escolar que praticam atividade física mais intensa, principalmente aquelas relacionadas a impactos, como futebol, tênis, basquete e atletismo. Lembrando que o osso do calcanhar se desenvolve até aproximadamente 15 anos de idade e nele está inserido o tendão de aquiles/calcâneo bem na apófise do calcâneo, podendo o aumento de tensão/contratura/encurtamento desta musculatura da panturrilha ocasionar esta patologia.

Para o diagnóstico, o médico ortopedista deverá colher uma anamnese detalhada da criança, em especial relacionando a pratica de esportes, e a sintomatologia apresentada – dor na região do calcâneo, algumas crianças apresentam calor na área, edema, suor, sensibilidade no calcanhar, desconforto no calcanhar ao acordar ou quando o mesmo é pressionado, mancar, presença de dor mais intensa após caminhada ou exercício físico, bem como maior dificuldade de permanecer em pé, dor durante corrida ou ao praticar esportes que tende a diminuir com o repouso, sendo complementado por um exame de imagem que pode ser uma radiografia ou ressonância magnética, que serve também para descartar outras condições/patologias.

O tratamento da doença de sever é conservador e consiste em medidas analgésicas, repouso relativo, fisioterapia, gelo e uso de sapatos com amortecimento, além de afastamento das atividades físicas em excesso. Quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais rápida será a recuperação. O tratamento costuma ser muito efetivo no combate à doença, retornando ao seu nível normal de atividades logo depois de dois meses.

Vale lembrar que após o tratamento, a criança ou adolescente, caso retorne as atividades esportivas “em excesso” a patologia pode retornar. A doença deverá está resolvida depois dos 15-16 anos do adolescente, idade em que o calcâneo estará formado, na fase final do crescimento.

Nestes casos de dor em região do calcâneo no tornozelo, procure um médico ortopedista, este irá orientar e acompanhar seu filho até o retorno as atividades físicas.

SEU FILHO, SEU MAIOR TESOURO!

Postado por Medicina & Saúde

Atividade física, criança e adolescência

29.01.2024 às 07:00


Primeiro vamos esclarecer alguns pontos.

O que é atividade física?

A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.

O termo “atividade física” não deve ser confundido com “exercício”, que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico. A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.

Em todo o mundo, quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente.

Qual a definição de criança com relação a idade?

O Ministério da Saúde (MS), para efeitos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (Pnaisc), segue o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera: “Criança” – pessoa na faixa etária de zero a 9 anos, ou seja, de zero até completar 10 anos ou 120 meses; “Primeira infância” – pessoa de zero a 5 anos, ou seja, de zero até completar 6 anos ou 72 meses (BRASIL, 2015b, art. 3º).

Qual a definição de adolescente com relação a idade?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos.

Qual deve ser a relação de atividade física e criança?

Incentivar os filhos a fazer atividade física regularmente é apenas o primeiro passo. Crianças não precisam de padrões sistemáticos de exercícios. Elas têm de trabalhar mais o lado lúdico, ou seja, se exercitar brincando e para um melhor desenvolvimento motor da criança é essencial que ela faça várias atividades. A variedade na atividade física infantil é muito importante para a formação neural da criança, pois ela aprende gestos motores diferentes e ganha habilidades motoras variadas. E a diversidade prepara bem o corpo, prevenindo contra lesões, evita a monotonia, além que, a atividade física contribui para melhorar o perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Com relação ao sistema osteomuscular as atividades físicas proporcionam grandes benefícios no desenvolvimento dos ossos e músculos.

Qual a relação de atividade física e adolescência?

O exercício físico é capaz de promover plasticidade adaptativa sobre o sistema nervoso, reduzindo os riscos de futuras patologias psiquiátricas (estresse, ansiedade, depressão), contribuir para melhora do perfil lipídico e metabólico e reduzir a prevalência de obesidade. Além disso, a atividade física auxilia na autoestima do adolescente.

Isto posto, a atividade física contribui para:

Modo de Vida.

Desenvolvimento Neuromuscular.

Desenvolvimento Capacidade Cardiovascular.

Formação do aparelho locomotor.

Interação social.

Autoestima.

Prevenir doença ligadas a obesidade.

No nosso consultório, vários pais querem a nossa opinião sobre qual o melhor esporte para a criança. Para esta resposta observamos, entre outros fatores, a idade atual da criança/adolescente, uma vez que isto vai nortear com relação a pratica de atividade física lúdica ou competitiva. O ideal é que a criança se possível pratique várias modalidades de esportes, para ver qual a que ela irá gostar. Em nossa sociedade existe uma preferencia cultural para o futebol, com isso, uma maior probabilidade da realização deste esporte quando comparado a outras modalidades.

Outro fator a ser observado é com relação a frequência e a intensidade. Com relação a frequência orientamos a realização de três vezes por semanas, com intervalo de um dia entre as atividades físicas.

Algumas dicas:

1. A natação pode ser iniciada antes do primeiro ano de vida, sempre bem acompanhada de pertinho, e de maneira lúdica é claro.

2. Dos seis aos noves anos, pode ser praticados esportes com regras mais flexíveis, com poucas instruções e o mínimo de competição.

3. Dos dez aos doze anos, a habilidade motora, táticas e estratégias melhoram, o que contribui para pratica de atividades coletivas.

4. Quanto ao fortalecimento muscular, sua realização pode ser estimulada após sete ou oito anos de idade, quando a criança já tem maturidade muscular suficiente para executar os exercícios de forma correta, adequada, “NÃO” devendo usar máquinas, mas sim, pesos livres, exercícios isométricos ou contrações concêntricas e não excêntricas. Realizando antes o aquecimento, alongamentos e desaquecimentos, com a frequência de 2 a 3 vezes por semanas. Lembrando que, inicialmente a criança começa os exercícios sem peso até aprender adequadamente os movimentos, aí sim vão se acrescentando os pesos de maneira adequada e assistida por um profissional.

5. Pais cuidado com os exageros para evitar lesões em um organismo que está em formação, tenho atendido algumas crianças/adolescentes com osteonecrose de Sever e Doença de Osgood Schlatter devido a praticas de esportes em excesso. Vamos falar depois destas patologias.

6. A pratica de esporte desde cedo contribui para uma melhor qualidade de vida na idade adulta. Pense nisso!

7. Procure sempre um profissional para orientação.

Postado por Medicina & Saúde


Medicina & Saúde por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza  é médico ortopedista, com área de atuação em trauma desportivo, ortopedia pediátrica, gestão em saúde e auditoria médica. Supervisor do programa de residência médica em ortopedia e professor especialista da disciplina de ortopedia do curso de medicina. Coordenador do Núcleo de Assistência do Pé Torto.

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